Tag: Automação Agrícola

  • Máquinas inteligentes ajudam produtor contra mudanças climáticas

    Máquinas inteligentes ajudam produtor contra mudanças climáticas

    As mudanças climáticas têm alterado de forma significativa a rotina no campo. Secas prolongadas, chuvas irregulares e variações bruscas de temperatura impactam diretamente o planejamento das safras. Diante desse cenário, cresce o uso de máquinas inteligentes e tecnologias embarcadas para apoiar o produtor rural.

    Essas soluções já fazem parte da chamada agricultura de precisão. Elas permitem maior controle das operações, uso mais eficiente de insumos e tomada de decisão mais rápida. Como resultado, o produtor consegue reduzir perdas e melhorar o desempenho das lavouras mesmo em condições adversas.

    Além disso, a conectividade no campo amplia a capacidade de monitoramento em tempo real. Isso facilita o ajuste das operações conforme o clima muda ao longo do ciclo produtivo.

    Tecnologia amplia eficiência e reduz desperdícios

    Entre as principais ferramentas utilizadas estão piloto automático, telemetria, monitoramento remoto, controle de seções e aplicação em taxa variável. Esses recursos ajudam a adequar o manejo às características de cada área da propriedade.

    Com isso, há redução de sobreposição de insumos e menor desperdício de sementes, fertilizantes e defensivos. Ao mesmo tempo, o produtor ganha precisão nas operações e melhora o aproveitamento dos recursos disponíveis.

    Outro ponto relevante é a geração de dados pelas máquinas conectadas. Essas informações permitem analisar o desempenho das operações e planejar as próximas safras com mais segurança.

    De acordo com Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson, a tecnologia tem papel direto na adaptação da agricultura às mudanças climáticas.

    “As tecnologias embarcadas nas máquinas agrícolas permitem transformar dados em inteligência, ajudando a otimizar recursos, aumentar a eficiência operacional e reduzir riscos ao longo do ciclo produtivo”, afirma.

    Agricultura de precisão fortalece resiliência no campo

    Segundo o especialista, o uso dessas ferramentas já se tornou estratégico para o setor. A combinação entre automação, conectividade e análise de dados amplia a capacidade de resposta do produtor diante das variações do clima.

    “Quando utilizamos recursos como aplicação em taxa variável, piloto automático e monitoramento remoto, conseguimos produzir de forma mais eficiente, reduzindo desperdícios e aproveitando melhor cada janela de operação. Isso contribui não apenas para a rentabilidade do produtor, mas também para uma agricultura mais resiliente diante das mudanças climáticas”, destaca.

    A Massey Ferguson tem ampliado seu portfólio de soluções digitais para apoiar a gestão das propriedades rurais. A integração entre máquinas e plataformas de monitoramento permite uma visão mais completa da operação.

    Dessa forma, o produtor consegue tomar decisões mais estratégicas ao longo do ciclo produtivo. Além disso, melhora a eficiência operacional e reduz riscos associados ao clima.

    “A tecnologia é uma das principais aliadas da agricultura para enfrentar os desafios do presente e do futuro. Quanto mais informações o produtor tiver sobre sua operação, maior será sua capacidade de se adaptar às condições climáticas, preservar recursos e manter altos níveis de produtividade”, conclui Zanetti.

  • Modernização do agro exige mais investimentos em capacitação

    Modernização do agro exige mais investimentos em capacitação

    O agronegócio brasileiro passa por uma transformação tecnológica acelerada. Ferramentas de inteligência artificial, plataformas de gestão integradas, sensores remotos e máquinas autônomas ganham espaço nas propriedades rurais. Ao mesmo tempo, soluções de agricultura de precisão ampliam a eficiência das operações e ajudam a elevar a produtividade no campo.

    Apesar desse avanço, a formação dos profissionais não acompanha a mesma velocidade. Empresas e especialistas apontam a qualificação da mão de obra como um dos principais desafios para sustentar a modernização do setor nos próximos anos.

    Embora o agro seja reconhecido pela capacidade de incorporar inovação, os investimentos em treinamento ainda permanecem abaixo do necessário para atender às novas demandas do mercado. A diferença fica evidente quando os números brasileiros são comparados aos de países que lideram o desenvolvimento tecnológico.

    Investimento em treinamento segue abaixo do necessário

    Dados do levantamento Panorama do Treinamento no Brasil 2025/2026, elaborado pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD), mostram que as empresas brasileiras investem, em média, R$ 1.199 por colaborador ao ano em capacitação. Nos Estados Unidos, o investimento médio chega a R$ 6.690 por profissional.

    A comparação revela outro aspecto importante. As empresas brasileiras oferecem, em média, 26 horas anuais de treinamento por colaborador. Já as norte-americanas registram 21 horas. Para especialistas, a diferença indica que o problema não está apenas no tempo dedicado à capacitação, mas também na profundidade técnica dos conteúdos oferecidos.

    Segundo Diogo Luchiari, sócio e vice-presidente de Atendimento e Operações da Macfor, muitas empresas ainda adotam modelos de treinamento que priorizam o cumprimento de exigências internas em vez do desenvolvimento efetivo dos profissionais.

    “Quando cruzamos o volume de horas com o investimento realizado, percebemos que estamos falando de uma capacitação mais extensa no tempo, mas com menor densidade técnica. É um modelo que muitas vezes cumpre uma obrigação formal, sem necessariamente ampliar a capacidade prática do profissional”, afirma.

    Mercado amplia disputa por profissionais especializados

    A digitalização das atividades rurais elevou o nível de exigência das empresas. Hoje, o mercado busca profissionais capazes de trabalhar com análise de dados, inteligência artificial, monitoramento remoto, automação e sistemas digitais de gestão.

    Essa mudança intensificou a concorrência por mão de obra qualificada. Profissionais que dominam essas competências não despertam interesse apenas do agronegócio. Empresas de tecnologia, fintechs, agtechs, tradings internacionais e grandes corporações também disputam esses talentos.

    “O modelo funcionou durante muito tempo porque havia pouca concorrência pelos mesmos talentos. Hoje, esse cenário mudou. Empresas de diferentes segmentos disputam profissionais especializados e oferecem condições bastante competitivas”, explica Luchiari.

    Os efeitos já aparecem nos processos seletivos. Vagas ligadas à inovação e à transformação digital permanecem abertas por mais tempo. Além disso, muitas empresas encontram dificuldades para contratar profissionais com conhecimentos em tecnologias emergentes.

    Formação precisa ganhar espaço nas estratégias empresariais

    Historicamente, instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), cooperativas, centros de pesquisa e universidades públicas sustentaram grande parte da formação técnica voltada ao agronegócio. Esse modelo contribuiu para o desenvolvimento da mão de obra que impulsionou o crescimento do setor nas últimas décadas.

    Entretanto, a velocidade das mudanças tecnológicas exige uma participação mais ativa das empresas no processo de qualificação. Novas competências surgem constantemente e reduzem o tempo disponível para adaptação dos profissionais.

    “Muitas empresas terceirizaram historicamente a formação para entidades especializadas. Mas quando surge uma demanda por competências novas, ligadas à inteligência artificial ou análise avançada de dados, o ritmo de formação nem sempre acompanha a velocidade exigida pelo mercado”, afirma o executivo.

    Outro indicador reforça essa preocupação. Pesquisa da FESA Group, divulgada em dezembro de 2025, apontou que apenas 15% dos executivos de empresas com faturamento superior a R$ 1 bilhão consideram a capacitação uma prioridade equivalente à remuneração competitiva.

    Para especialistas, o dado mostra que muitas organizações ainda não tratam o desenvolvimento de pessoas como uma prioridade estratégica. Essa realidade contrasta com o avanço tecnológico observado no campo e pode limitar o potencial de crescimento das empresas.

    Pessoas serão determinantes para o futuro do campo

    Nos próximos anos, tecnologias como inteligência artificial preditiva, biotecnologia de precisão, plataformas integradas e sistemas autônomos devem ganhar ainda mais espaço nas operações agrícolas.

    Porém, as empresas só conseguirão aproveitar todo o potencial dessas ferramentas se contarem com profissionais preparados para utilizá-las de forma eficiente. Sem qualificação adequada, os investimentos em tecnologia tendem a gerar resultados abaixo do esperado.

    Nesse cenário, formar, desenvolver e reter talentos passa a ser um diferencial competitivo tão importante quanto investir em máquinas, equipamentos e insumos.

    “A capacitação precisa deixar de ser vista como uma despesa acessória e passar a integrar o núcleo dos investimentos operacionais. Assim como as empresas tratam defensivos, fertilizantes, maquinário e combustível como itens essenciais para a produtividade, elas também precisam incluir o desenvolvimento de pessoas entre as prioridades estratégicas”, conclui Luchiari.

  • Inteligência artificial substitui análise humana na classificação de flores

    Inteligência artificial substitui análise humana na classificação de flores

    A avaliação da qualidade das flores, tradicionalmente realizada por profissionais, ganhou um novo aliado tecnológico.

    Características como coloração das pétalas, integridade do caule e proporção das hastes, que sempre dependeram da análise humana, agora podem ser identificadas por meio de inteligência artificial.

    Análise em tempo real

    A empresa chinesa Focusight Technology, especializada em visão computacional aplicada ao agronegócio, desenvolveu uma máquina classificadora inteligente capaz de analisar flores em tempo real e separá-las automaticamente conforme padrões de qualidade previamente definidos.

    O processo inicia-se com a alimentação de um banco de dados contendo até 200 imagens da variedade de flor que será trabalhada. Dessa forma, a inteligência artificial aprende os padrões visuais da espécie e passa a reconhecer características como tamanho das hastes, quantidade de folhas e demais atributos relevantes para a classificação.

    Após essa etapa, apenas quatro funcionários são necessários para abastecer o equipamento. Em seguida, a máquina realiza tanto a análise quanto o empacotamento das flores, alcançando uma capacidade de processamento de até 10 mil hastes por hora.

    O sistema opera por meio de uma linha de processamento onde os operadores posicionam as flores em suportes específicos. Ao longo da esteira, as hastes passam por um conjunto de câmeras de alta resolução e sensores ópticos, que capturam imagens sob diferentes ângulos.

    Máquina de classificação de rosas — Foto: Divulgação/Focusight

    Algoritmos treinados para reconhecer padrões visuais processam instantaneamente as informações coletadas, e assim a máquina direciona automaticamente cada flor para sua categoria correspondente.

    Tendência no mercado de flores

    Segundo Maurício Torres, representante da Focusight Technology no Brasil, a inovação já desperta atenção em importantes regiões produtoras ao redor do mundo.

    “Essa tecnologia já desperta interesse em diferentes polos produtores ao redor do mundo. Existe uma tendência crescente de automação na floricultura comercial, especialmente em um cenário marcado pela busca por mais eficiência, escassez de mão de obra e exigências cada vez maiores dos compradores”, afirma.

    Atualmente, a Focusight Technology já comercializa o equipamento em mercados consolidados da floricultura mundial, como Holanda, Colômbia, Equador e Quênia.

    De acordo com Torres, a utilização da inteligência artificial reduz a subjetividade presente nos processos tradicionais de classificação.

    O executivo acrescenta ainda que a tecnologia pode transformar a forma como o produto chega ao consumidor final.

    “Em um mercado em que aparência e uniformidade determinam o valor do produto, a tecnologia pode redefinir o modo como as flores chegam aos consumidores, com uma operação guiada por algoritmos e precisão visual”, completa.

    A adoção de soluções automatizadas também pode contribuir para solucionar um dos principais desafios da cadeia produtiva nacional. Segundo dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Floricultura (IBraflor), a floricultura brasileira faturou R$ 21,2 bilhões em 2024, demonstrando avanços para o setor.

     

  • Tecnologia integrada impulsiona eficiência no campo

    Tecnologia integrada impulsiona eficiência no campo

    A New Holland levou à Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um portfólio completo de soluções integradas voltado a diferentes perfis de produtores, com foco em produtividade, eficiência e sustentabilidade. Além disso, a apresentação foi conduzida por Adriano Becker, diretor de Tecnologia de Precisão; Eduardo Kerbauy, vice-presidente de Marketing para a América Latina; Flávio Mazetto, diretor de Produto e Portfólio; e Auri Orlando, diretor de Suporte ao Cliente e Concessionário, responsáveis por detalhar os investimentos em inovação, conectividade e nacionalização da produção.

    Segundo Eduardo Kerbauy, a estratégia da marca reforça o posicionamento como fornecedora full-liner. Nesse sentido, a empresa amplia o acesso a tecnologias capazes de impulsionar a produtividade com simplicidade operacional. Ao mesmo tempo, reforça a proximidade com o produtor rural.

    A empresa destacou a amplitude do portfólio, que abrange desde pulverização inteligente até colheitadeiras com inteligência artificial, além de tratores e soluções digitais integradas. Com isso, busca atender diferentes realidades no campo.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Pulverização inteligente e automação avançada

    A linha de pulverizadores Defensor foi um dos principais destaques, com modelos que variam de 30 a 4.000 litros. O Defensor 4000 incorpora o sistema SaveFarm, que utiliza inteligência artificial para aplicação seletiva, reduzindo o uso de herbicidas em até 90%. Além disso, a tecnologia permite maior precisão e economia de insumos.

    Adriano Becker ressaltou o papel da tecnologia de precisão. Segundo ele, a aplicação seletiva e os sistemas embarcados permitem decisões em tempo real, elevando a eficiência operacional. Dessa forma, o produtor ganha mais controle sobre a lavoura.

    A linha conta ainda com recursos como monitor Smart Fill, IntelliSpray II e sistema de recirculação. Ao mesmo tempo, a marca apresentou drones de aplicação, ampliando a versatilidade, principalmente em áreas de difícil acesso.

    Colheitadeiras com inteligência artificial

    Outro eixo central foi o portfólio de colheitadeiras, com destaque para a linha CR, equipada com automação baseada em inteligência artificial. O sistema IntelliSense ajusta automaticamente os parâmetros da máquina. Com isso, otimiza o desempenho e reduz perdas durante a colheita.

    Flávio Mazetto destacou a evolução tecnológica. De acordo com ele, as máquinas são capazes de tomar decisões operacionais de forma autônoma. Assim, aumentam a eficiência e reduzem custos.

    A marca também enfatizou a oferta de três sistemas de debulha distintos, com as linhas TC, TX e CR. Dessa forma, atende diferentes perfis de produtores e culturas.

    Produção nacional e investimento estratégico

    Um dos anúncios mais relevantes foi o investimento superior a R$ 100 milhões para nacionalizar a produção das plataformas Draper FD2. Com isso, a fabricação será realizada em Curitiba (PR), atendendo toda a América Latina.

    A iniciativa busca reduzir prazos de entrega e ampliar a disponibilidade de peças. Além disso, fortalece o suporte técnico ao produtor. Segundo Kerbauy, a produção local melhora a eficiência operacional no campo.

    Conectividade e suporte ao produtor

    A conectividade foi apresentada como elemento central da estratégia. As máquinas contam com telemetria embarcada e diferentes opções de conexão. Assim, o produtor pode monitorar a operação em tempo real.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Auri Orlando destacou o impacto no pós-venda. Segundo ele, a integração entre tecnologia e suporte aumenta a disponibilidade das máquinas. Ao mesmo tempo, melhora a experiência do cliente.

    Tratores e soluções sustentáveis

    A marca também apresentou sua linha renovada de tratores. Entre os destaques está o T6.180 Methane Power, movido a biometano. Com isso, reduz significativamente as emissões de poluentes.

    Outro ponto de atenção foi o conceito T5.120 “Il Trattore”. Por fim, o modelo reforça a conexão entre tradição e inovação no desenvolvimento de máquinas agrícolas.

    Encaminhamentos

    A participação na Agrishow reforça a estratégia da New Holland de ampliar sua presença no mercado latino-americano. Dessa forma, a empresa aposta em tecnologia, produção local e soluções integradas para aumentar a eficiência no campo.

  • Conectividade e automação aceleram evolução no campo

    Conectividade e automação aceleram evolução no campo

    A Massey Ferguson apresentou, nesta segunda-feira (27), durante a abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um amplo pacote de soluções que marca seus 65 anos de atuação no Brasil. A apresentação foi conduzida por Luis Felli, head global da Massey Ferguson e vice-presidente sênior da AGCO; Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson para a América Latina; e Breno Cavalcanti, diretor de marketing da marca. O conjunto de novidades reúne máquinas, plataformas digitais e tecnologias voltadas à eficiência operacional, conectividade e sustentabilidade no campo.

    Além disso, a trajetória da Massey Ferguson no Brasil acompanha a evolução da agricultura nacional. Antes mesmo da instalação da primeira fábrica, em 1961, a marca participou da primeira colheita mecanizada do país, em 1939. Desde então, esteve presente em marcos como a expansão do plantio direto e o avanço da agricultura de precisão. Atualmente, a companhia soma mais de 400 concessionárias na América Latina, sendo mais de 200 no Brasil, além de unidades industriais estratégicas na região.

    Nesse sentido, os executivos destacaram que o novo ciclo do agronegócio exige operações mais conectadas, automatizadas e orientadas por dados. Por isso, a empresa anunciou 11 lançamentos que integram máquinas, tecnologia e serviços em um ecossistema digital.

    Máquinas e tecnologia impulsionam nova fase do campo

    Entre os principais destaques, o trator MF 9S surge como o maior e mais potente da marca no Brasil, com modelos que chegam a 425 cv. Além disso, o equipamento incorpora soluções de automação, como piloto automático, manobras automatizadas e telemetria, ampliando o controle das operações e reduzindo falhas no campo.

    No plantio, por exemplo, a plantadeira Momentum, nas versões de 30 e 40 linhas, integra tecnologias como distribuição inteligente de peso e controle de insumos. Dessa forma, o sistema garante maior uniformidade na profundidade de plantio e pode gerar ganhos reais de produtividade. Ao mesmo tempo, a logística evolui, já que o equipamento permite transporte sem desmontagem, reduzindo o tempo de deslocamento entre áreas.

    Já a digitalização ganha protagonismo com a plataforma FarmENGAGE, que permite a gestão integrada da operação agrícola em tempo real. Com isso, a solução reúne dados agronômicos e operacionais em um único ambiente, inclusive de máquinas de diferentes marcas, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão.

    O “Gigante” de 19 toneladas MF 9S

    Sustentabilidade, biocombustíveis e eficiência operacional

    Por outro lado, a sustentabilidade também ganha espaço entre os lançamentos. Um dos principais avanços é o desenvolvimento do motor AGCO Power movido a etanol, concebido no Brasil. Dessa maneira, a tecnologia surge como alternativa para redução de custos operacionais e emissões de carbono, podendo reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente.

    Além disso, a estratégia inclui a democratização da tecnologia no campo. As séries de tratores MF 5M e MF 6M passam a incorporar recursos como piloto automático e conectividade, ampliando o acesso à agricultura de precisão para produtores de pequeno e médio porte. Ao mesmo tempo, o MF 3700 se posiciona como uma solução versátil para diferentes sistemas produtivos.

    Na pulverização, por sua vez, o pulverizador MF 500R incorpora tecnologias de controle automático de seções e monitoramento em tempo real. Como resultado, garante aplicação mais precisa e reduz desperdícios de insumos, contribuindo para maior eficiência e sustentabilidade.

    Colheita, cana e nova máquina reforçam portfólio

    Além disso, a chegada da colheitadeira Gleaner ao Brasil amplia o portfólio com foco em versatilidade. O modelo apresenta um sistema de rotor transversal, que melhora o fluxo do material e preserva a qualidade dos grãos. Dessa forma, mantém desempenho estável mesmo em terrenos inclinados e em diferentes culturas.

    No setor sucroenergético, por outro lado, a marca apresenta soluções que cobrem todas as etapas da produção. Tratores, pulverizadores e enfardadoras aumentam a eficiência operacional e reduzem custos ao longo do ciclo da cana.

    Ao mesmo tempo, a colheitadeira MF 9005S reforça o foco em sustentabilidade, com sistemas que melhoram a distribuição da palha e favorecem o plantio direto. Já equipamentos como a enfardadora MF 2234 ampliam o aproveitamento da biomassa, contribuindo para geração de energia e redução de perdas.

    Conectividade e dados consolidam nova agricultura

    Por fim, a integração entre máquinas e plataformas digitais aparece como eixo central das soluções apresentadas. Tecnologias como telemetria, piloto automático e gestão de dados permitem monitoramento em tempo real, maior previsibilidade e redução de custos operacionais.

  • Agro entra em nova era com máquinas mais inteligentes

    Agro entra em nova era com máquinas mais inteligentes

    A apresentação de mais de 20 lançamentos voltados ao agronegócio marcou a manhã desta segunda-feira (27), primeiro dia da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). A John Deere reuniu as novidades na “Casa John Deere” e mostrou soluções que envolvem máquinas, tecnologia digital, conectividade e serviços financeiros. O pacote prioriza ganho de produtividade, eficiência operacional e redução de custos no campo.

    O portfólio inclui mais de 25 equipamentos e soluções direcionadas a diferentes perfis de produtores. Entre os principais destaques aparecem as colhedoras de cana CH7 e CH9, além de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras e tratores. Ao mesmo tempo, a empresa reforça o avanço da agricultura de precisão, com integração entre máquinas e dados.

    A estratégia apresentada na feira é sustentada por diferentes áreas da companhia. Estela Dias, gerente de Marketing Tático da John Deere para a América Latina, destaca a ampliação do acesso às tecnologias no campo. Já Isabela Aranovich, gerente de estratégia e inovação para sistemas de produção para a América Latina, reforça a importância da integração entre soluções ao longo da operação agrícola. Por sua vez, Rodrigo Iglesias, diretor de pós-venda e suporte ao cliente para a América Latina, enfatiza o acompanhamento contínuo ao produtor. Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina, aponta o foco em conectar inovação a resultados práticos.

    Plantio e pulverização ganham precisão e agilidade

    No plantio, a plantadeira DB Transportável reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas. Dessa forma, um processo que antes levava até dois dias passa a ser concluído em cerca de duas horas, o que amplia a eficiência logística e preserva a janela ideal.

    Já a linha 1200 FT amplia o acesso ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades. Além disso, adapta-se a diferentes condições de terreno. No setor sucroenergético, o sistema ExactStand utiliza visão computacional para monitorar, em tempo real, a distribuição da cana e identificar falhas durante a operação.

    Na pulverização, a série 400R incorpora nova arquitetura eletrônica, motores de até 300 hp e barras de até 40 metros. Como resultado, o produtor reduz em até 10% o tempo de abastecimento e em até 50% o tempo de ajustes. Ao mesmo tempo, o sistema See & Spray aplica herbicidas apenas onde há plantas daninhas, o que pode gerar economia de até 93% no uso de insumos.

    Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Colheita e cana avançam em eficiência operacional

    Na colheita de grãos, a nova plataforma de milho CR acompanha o avanço do etanol de milho no Brasil. O sistema realiza ajustes automáticos em tempo real, o que melhora o desempenho operacional. Já a colheitadeira S4 atua com eficiência em terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra, além de sincronizar máquinas durante a operação.

    No segmento sucroenergético, as colhedoras CH7 e CH9 entregam avanços em eficiência e qualidade da matéria-prima. Testes indicam redução de até 20% nas impurezas vegetais, sem aumento de perdas. Além disso, há ganho no índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR). No modelo CH7, o consumo de combustível cai até 10% por tonelada colhida, o que impacta diretamente o custo operacional.

    Outro diferencial envolve os ajustes remotos por meio de plataforma digital. Com isso, o produtor padroniza configurações e responde mais rapidamente às condições do canavial.

    Máquinas, conectividade e serviços ampliam atuação

    A linha de tratores 5M chega ao mercado com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez e foco em custo operacional. Já o trator 3041E atende propriedades que demandam versatilidade e menor porte. No segmento de construção, equipamentos como retroescavadeiras, motoniveladoras e escavadeiras ampliam a atuação no agronegócio.

    Além disso, os Pacotes de Atualização permitem modernizar máquinas em operação. As soluções incluem piloto automático, controle de insumos em tempo real e conectividade via satélite. Dessa forma, o produtor amplia o acesso à agricultura de precisão.

    Durante a feira, o Banco John Deere oferece condições especiais, com linhas alinhadas ao Plano Safra 2025/26. Ao mesmo tempo, o Consórcio Nacional John Deere, em parceria com a Randon Consórcios, surge como alternativa para aquisição de equipamentos, com parcelamento integral e flexibilidade de crédito.

  • Gigante de 19 toneladas estreia na Agrishow 2026

    Gigante de 19 toneladas estreia na Agrishow 2026

    Um trator de até 425 cavalos de potência, com cerca de 19 toneladas e capacidade de operar praticamente sozinho, será uma das principais novidades da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Pela primeira vez no Brasil, a Massey Ferguson apresenta o MF 9S. O modelo é voltado à agricultura de larga escala. Além disso, aposta em automação, conectividade e eficiência operacional para ampliar a produtividade no campo.

    O lançamento ocorre durante a feira, entre os dias 27 de abril e 1º de maio. Com isso, a fabricante entra em um novo segmento de alta potência no País. A proposta é clara. A empresa quer reduzir a dependência direta do operador. Ao mesmo tempo, busca transformar o trator em uma plataforma inteligente de trabalho. Essa evolução se baseia em dados e monitoramento remoto.

    Desenvolvido para operações de grande escala, o MF 9S incorpora sistemas avançados. Esses recursos permitem condução automatizada e execução de tarefas com mínima intervenção humana. Na prática, o equipamento realiza grande parte das operações sozinho. Assim, o operador passa a focar no acompanhamento dos parâmetros técnicos e estratégicos.

    “O MF 9S é o carro-chefe do novo segmento de alta potência dentro do nosso portfólio. Descomplicada, confiável e conectada, a série combina uma experiência de usuário aprimorada com tecnologia inovadora para oferecer um equipamento versátil e que atenda às necessidades dos agricultores”, afirma Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produto da Massey Ferguson.

    Automação e conectividade redefinem a operação no campo

    Entre os principais recursos está o piloto automático MF Guide. O sistema mantém o trator alinhado com precisão centimétrica. Além disso, o MF AutoTurn permite que a máquina faça curvas de forma autônoma ao final de cada linha. Já o AutoHeadland executa comandos automaticamente nas manobras de cabeceira. Dessa forma, há redução de falhas operacionais e aumento do rendimento.

    Foto: Divulgação MF

    Outro ponto central é a conectividade. Com o MF Connect, o produtor acompanha dados em tempo real. Ele pode verificar consumo de combustível, localização e desempenho do equipamento, mesmo à distância. Além disso, a plataforma FarmEngage amplia a gestão. O sistema reúne informações agronômicas e permite conexão com outras máquinas da propriedade, inclusive de diferentes marcas.

    O conjunto mecânico também reforça a eficiência. O MF 9S utiliza motor AGCO Power de seis cilindros. A transmissão Dyna-VT é continuamente variável. Assim, o trator entrega potência de forma constante. Não há necessidade de troca de marchas. Como resultado, o desempenho operacional melhora e o consumo de combustível diminui. O tanque de 660 litros amplia a autonomia em campo.

    No quesito conforto, o design Protec-U separa o motor da cabine por um vão de 18 centímetros. Essa solução reduz ruídos e vibrações. A cabine, com 3,4 m³, está entre as mais amplas da categoria. Além disso, conta com painel digital, terminal touchscreen e iluminação LED 360°. Dessa maneira, o trabalho noturno se torna mais eficiente e seguro.

    Conjunto com plantadeira amplia ganhos de produtividade

    O desempenho do MF 9S aumenta quando o trator opera em conjunto com a plantadeira Momentum. O equipamento está disponível nas versões de 30 e 40 linhas. A solução integrada foi desenvolvida para garantir maior uniformidade no plantio. Ao mesmo tempo, busca maximizar o aproveitamento das janelas operacionais.

    Ensaios de campo indicam ganhos de até 3% na produtividade da soja. No milho safrinha, o avanço pode chegar a 2,3%. Segundo a fabricante, esse desempenho pode representar retorno de até R$ 465 por hectare. Esse resultado ocorre devido à melhor uniformidade na emergência das plantas.

    Foto: Divulgação MF

    A plantadeira utiliza tecnologias como Smart Frame e Weight Transfer. Esses sistemas distribuem automaticamente o peso ao longo da estrutura. Dessa forma, as linhas mantêm melhor contato com o solo. Além disso, os sistemas VSet e VDrive garantem precisão na distribuição de sementes. O controle de fertilizantes ocorre por meio do vApply. Esse recurso evita sobreposições e reduz desperdícios.

    Com monitoramento em tempo real por meio do display 20/20, o operador acompanha toda a operação com maior precisão. Assim, ele identifica falhas rapidamente e ajusta os parâmetros conforme necessário.

    A combinação entre potência, automação e inteligência operacional posiciona o MF 9S como uma solução voltada ao produtor que busca escala, eficiência e maior controle sobre os resultados no campo.

  • Fábrica de ração própria: como um projeto bem dimensionado reduz custos e aumenta a produtividade na pecuária

    Fábrica de ração própria: como um projeto bem dimensionado reduz custos e aumenta a produtividade na pecuária

    Na criação de animais, grande parte das perdas operacionais não está na qualidade do manejo. Está na estrutura adotada. Em especial, a fábrica de ração é um dos pontos mais críticos dessa equação. Quando mal projetada, ela compromete a eficiência de toda a atividade e eleva o custo por tonelada produzida, muitas vezes sem que o produtor perceba.

    Por isso, conceber uma fábrica de ração como sistema integrado é o que diferencia uma operação eficiente de uma operação onerosa. Não basta somar equipamentos.

    Fábrica de ração própria: engenharia a serviço da produtividade

    Produzir a própria ração é uma decisão estratégica. No entanto, essa vantagem só se concretiza quando a planta é sustentada tecnicamente. Uma fábrica bem estruturada precisa contemplar taxa de moagem compatível com o volume diário, granulometria adequada à espécie e fase produtiva e sistema de dosagem preciso em macro e microingredientes. Além disso, o tempo de mistura deve ser suficiente para baixo coeficiente de variação, com fluxo contínuo entre moagem, mistura e expedição.

    Juntos, esses fatores garantem homogeneidade elevada. O impacto é direto na conversão alimentar, no ganho médio diário e na uniformidade de lote. Também é importante considerar picos sazonais e projeção de expansão. Fábricas que operam no limite reduzem a vida útil dos equipamentos e aumentam a manutenção corretiva.

    Por que investir em um projeto personalizado?

    Na produção pecuária intensiva, a ração é o maior centro de custo. Dessa forma, pequenas ineficiências estruturais viram perdas recorrentes ao longo dos ciclos. Plantas genéricas tendem a gerar moagem incompatível com a demanda real e mistura com variação acima do ideal. Além disso, criam fluxo operacional com retrabalho e operação constante no limite da capacidade.

    Em contrapartida, uma planta eficiente considera regime produtivo, estratégia nutricional, giro de matéria-prima e projeção de crescimento. O dimensionamento correto de silos, transportadores e sistemas de dosagem garante estabilidade operacional. Como resultado, reduz-se o consumo energético, o desgaste de equipamentos e a variação de formulação.

    Fábricas compactas: eficiência sem grandes estruturas

    O conceito de fábrica compacta ganhou espaço na pecuária brasileira. O modelo integra verticalmente os processos em estrutura otimizada, racionalizando espaço e reduzindo perdas. Com isso, os produtores alcançam eficiência de fluxo e melhor controle operacional, sem grandes complexos estruturais.

    Além disso, o mesmo cuidado se aplica aos sistemas de confinamento. Pequenas variações na oferta de ração geram impacto direto no desempenho do lote. Nesse contexto, sistemas automatizados permitem controle exato por lote, registro de consumo diário e ajustes nutricionais com base em desempenho real. O erro humano também diminui.

    Quando tudo é bem dimensionado, a operação gera dados confiáveis para decisões estratégicas. O resultado é menos inconsistência nutricional, mais previsibilidade zootécnica e uma fábrica de ração que funciona como centro de controle da margem operacional.