Tag: ataque

  • Guerra no Oriente Médio vai encarecer diesel, comida e insumos agrícolas no Brasil

    Guerra no Oriente Médio vai encarecer diesel, comida e insumos agrícolas no Brasil

    Na madrugada deste sábado, EUA e Israel deflagraram ataques aéreos simultâneos contra Teerã, Qom, Isfahan, Tabriz e Kermanshah. O Irã respondeu com mísseis em bases americanas no Golfo e em Tel Aviv. O conflito não é apenas uma crise diplomática. Para o Brasil, representa uma ameaça concreta à cadeia produtiva do agronegócio, ao preço do combustível e à estabilidade do câmbio.

    O canal mais imediato entre a guerra e o bolso do brasileiro passa pelo barril de petróleo. Com o Estreito de Ormuz, por onde circula entre 20% e 30% de todo o petróleo do mundo, sob ameaça, analistas projetam que o preço pode saltar dos atuais US$ 71 para uma faixa entre US$ 120 e US$ 150. Cenários extremos, que envolvem o fechamento total do estreito, chegam a projetar valores acima de US$ 300.

    O Brasil depende fortemente do transporte rodoviário para escoar a produção do campo. Qualquer alta no diesel chega ao produtor rural antes mesmo de chegar ao consumidor final, e chega rápido. A inflação que começa no frete termina na prateleira do supermercado.

    Há um ângulo positivo, mas limitado: a Petrobras e os exportadores brasileiros de petróleo bruto ganham com a alta do barril. O risco, porém, é a pressão política por reajuste nos preços domésticos da gasolina, o que retroalimenta o ciclo inflacionário.

    Agronegócio: dois golpes em sequência

    O setor que mais sente o choque é o agronegócio, e por dois caminhos distintos. O primeiro é a dependência de fertilizantes importados. O Brasil compra do exterior cerca de 80% dos insumos que usa no campo. E o Irã figura entre os principais fornecedores de ureia, essencial para as safras de soja e milho. Um bloqueio nas rotas marítimas ou sanções ao comércio iraniano encarece esses insumos, aumenta o custo de produção e, no médio prazo, pressiona os preços dos alimentos.

    O segundo golpe vem do lado das exportações. O Irã foi, em 2025, o segundo maior destino do agronegócio brasileiro em volume, com US$ 2,9 bilhões em compras. O milho sozinho respondeu por US$ 1,9 bilhão, quase 68% do total. E a soja contribuiu com outros 19,3%. Um conflito prolongado fecha esse mercado de maneira abrupta, sem substituto imediato no horizonte.

    Câmbio e juros: o impacto macroeconômico

    Crises geopolíticas globais favorecem o dólar em detrimento de moedas emergentes. O real tende a se desvalorizar, o que encarece as importações, entre elas, os fertilizantes. E obriga o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária.

    O cenário mais preocupante é aquele em que o conflito se prolong. Nesse caso, o Fed americano deve manter os juros na faixa entre 3,5% e 3,75% por mais tempo, reduzindo o fluxo de capital para países emergentes. O PIB brasileiro, que já enfrenta projeção de crescimento de apenas 1,8% em 2026, ficaria ainda mais pressionado.

    Há algum lado positivo?

    Sim, mas circunscrito. Uma mudança de regime no Irã poderia, no médio prazo, ampliar a oferta global de petróleo e derrubar os preços. O que favoreceria a competitividade do agronegócio brasileiro. Por ora, porém, a incerteza domina o cenário e os riscos superam as oportunidades.

    O impacto mais imediato e certo já chegou: o preço do petróleo sobe e o diesel encarece. O risco mais grave, ainda incerto, é a combinação entre a perda do mercado iraniano para milho e soja e o encarecimento dos fertilizantes. Tudo depende de quanto tempo o conflito durar e se o Estreito de Ormuz de fato fechar. O Brasil torce para que seja uma crise curta. O agronegócio, mais do que qualquer outro setor, sabe o que está em jogo.

  • Flagrante: onça ataca família de capivaras no Pantanal

    Flagrante: onça ataca família de capivaras no Pantanal

    A cena começa tranquila. Quatro capivaras, dois adultos e dois filhotes, se aproximam da margem de um rio no Pantanal pra matar a sede depois de um dia quente. A água reflete o céu azul, e por alguns segundos, tudo parece apenas mais um momento rotineiro na vida selvagem. Mas a natureza nunca tira folga.

    Do meio da vegetação densa, uma onça pintada surge sorrateira. Os músculos tensos, o olhar fixo, cada passo calculado. O felino se move como sombra, aproveitando cada arbusto, cada tronco caído. As capivaras continuam bebendo, alheias ao perigo que se aproxima metros atrás delas.

    De repente, um dos adultos levanta a cabeça. Algo no ar mudou, talvez um cheiro, um som quase imperceptível, ou simplesmente aquele sexto sentido que a seleção natural aperfeiçoou durante milhões de anos. O animal emite um som agudo e cortante, um grito de alerta que congela o tempo por uma fração de segundo.

    https://www.instagram.com/p/DRI38cNAQXK

    As outras capivaras reagem instantaneamente. Os filhotes disparam em direção à água, seguidos pelos adultos. A onça explode da vegetação num salto poderoso, as garras estendidas, a boca aberta. Mas já era tarde, ou melhor, era cedo demais pro felino inexperiente.

    As capivaras mergulham na água com segundos de vantagem. A onça freia na beira, observa a presa nadando em segurança, e então recua. Sem feridos, sem sangue, só o coração acelerado de todos os envolvidos.

    O vídeo foi gravado por Gabriel Felipe, fotógrafo conhecido por suas fotos e vídeos da vida selvagem.

    A juventude salvou as capivaras

    Especialistas que analisam esse tipo de cena acreditam que a onça provavelmente ainda é jovem, talvez com menos de dois anos. Onças adultas experientes planejam ataques com mais precisão, esperando o momento exato onde a distância até a água seja grande demais pra presa escapar.

    Essa onça se aproximou, mas hesitou por milésimos de segundo cruciais. Esse tipo de erro acontece quando o predador ainda tá aprendendo os truques da caçada, quando calcular distâncias, tempo de aceleração e ângulos de ataque ainda não viraram segunda natureza.

    No mundo selvagem, aprender a caçar é questão de sobrevivência. Filhotes de onça acompanham suas mães por até dois anos, observando técnicas, praticando emboscadas, errando muito antes de acertar. Cada falha ensina algo novo. Essa onça vai lembrar dessa experiência e, na próxima vez, talvez espere alguns metros a mais, ou escolha uma presa mais isolada.

    Capivaras: os gigantes pacíficos

    As capivaras são os maiores roedores do planeta, podendo chegar a 60 quilos de peso. Apesar do tamanho impressionante, elas são herbívoras pacíficas que passam os dias comendo capim, plantas aquáticas e descansando em grupos familiares.

    Esses animais desenvolveram uma estratégia de sobrevivência simples mas eficaz: viver sempre perto da água. Capivaras são excelentes nadadoras e mergulhadoras, conseguindo ficar submersas por até cinco minutos quando necessário. Essa habilidade transforma qualquer lagoa ou rio numa fortaleza instantânea contra predadores terrestres.

    A comunicação entre capivaras é sofisticada. Além dos gritos de alerta, elas usam assobios, latidos e até roncos pra coordenar o grupo. Quando um adulto detecta perigo, todos reagem como uma unidade. Os filhotes aprendem desde cedo que esse som específico significa uma coisa: corra pra água, pergunte depois.

    Grupos de capivaras podem ter de 10 até 40 indivíduos, com um macho dominante, várias fêmeas e seus filhotes. Essa estrutura social oferece proteção, mais olhos vigiando significa mais chance de detectar uma onça se aproximando.

    Onças pintadas: os reis do pantanal

    A onça pintada é o maior felino das Américas e um dos predadores mais poderosos do mundo. Com mandíbulas capazes de perfurar até cascos de tartaruga, esses animais caçam praticamente qualquer coisa que se mova, de capivaras e jacarés até veados e queixadas.

    No Pantanal, as onças encontram um verdadeiro paraíso. O bioma oferece abundância de água, presas diversas e território extenso pra estabelecer seus domínios de caça. Cada onça adulta controla uma área que pode variar de 25 até 150 quilômetros quadrados, dependendo da disponibilidade de comida.

    Diferente dos leões africanos, onças são caçadoras solitárias. Elas dependem exclusivamente de emboscadas e surpreenderem suas presas. Uma onça adulta consegue arrastar um jacaré de 80 quilos pra dentro da mata, subir em árvores com a presa na boca e nadar atravessando rios largos.

    Mas todo esse poder precisa ser aprendido. Filhotes de onça nascem cegos e dependentes, ficando com a mãe por quase dois anos. Durante esse período, eles observam cada movimento dela, tentam imitar técnicas e cometem erros, exatamente como a onça desse vídeo.

    O pantanal: palco de encontros épicos

    O Pantanal brasileiro é a maior planície alagável do planeta, com 150 mil quilômetros quadrados distribuidos entre Brasil, Bolívia e Paraguai. Durante a época das cheias, entre novembro e março, até 80% da região fica submersa, transformando a paisagem num mosaico de rios, lagoas e ilhas temporárias.

    Essa dinâmica entre seca e cheia cria um dos ecossistemas mais ricos em biodiversidade do mundo. O Pantanal abriga mais de 650 espécies de aves, 260 de peixes, 50 de répteis e 95 de mamíferos. Incluindo a maior concentração de onças pintadas do planeta.

    É aqui que acontecem esses encontros dramáticos entre predadores e presas. Capivaras, jacarés, ariranhas, cervos, antas. Todos dividem o mesmo território com onças, sucuris e outros predadores. A cada dia, milhares dessas interações acontecem, algumas terminam em tragédia, outras em fuga bem-sucedida.

    Cenas como a do vídeo mostram porque o Pantanal atrai fotógrafos e documentaristas do mundo inteiro. Aqui, a vida selvagem acontece abertamente, sem a densa floresta amazônica pra esconder os dramas. É possível ver uma onça caçando em plena luz do dia, jacarés tomando sol nas margens e capivaras pastando tranquilamente, até o momento em que não estão mais tranquilas.

    O que podemos aprender

    Essa cena de poucos segundos resume perfeitamente o equilíbrio delicado da natureza. A onça precisa caçar pra sobreviver. As capivaras precisam beber água mas também precisam evitar virar comida. Nenhum dos lados é vilão ou herói, ambos só tentam continuar vivos em um mundo que não dá segundas chances.

    O fato das capivaras terem escapado não é vitória permanente. Amanhã elas voltarão pra beber água. E a onça voltará pra caçar, um pouco mais experiente, um pouco mais rápida. Esse ciclo continua desde que esses animais existem, moldando comportamentos, afiando instintos, selecionando os mais atentos e os mais habilidosos.

    Pra quem assiste de fora, é fácil torcer pras capivaras. Elas parecem inofensivas, os filhotes são adoráveis. Mas a onça jovem também é admirável — uma aprendiz solitária tentando dominar habilidades que vão determinar se ela sobrevive ou não. Ambas merecem nosso respeito.

    No final, todos saíram ilesos dessa vez. As capivaras nadaram tranquilamente pra longe do perigo. A onça voltou pra mata, carregando uma lição valiosa. E o Pantanal continua sendo o que sempre foi: um palco imenso onde a natureza escreve suas histórias mais impressionantes, uma caçada de cada vez.

  • Flagrante: onça-pintada ataca jacaré no Pantanal

    Flagrante: onça-pintada ataca jacaré no Pantanal

    Um vídeo gravado no Pantanal do Mato Grosso registrou o momento em que uma onça-pintada dá um bote preciso e captura um jacaré. A cena, filmada às margens de um rio, mostra a habilidade do maior felino das Américas em ação e já se espalhou nas redes sociais.

    As imagens revelam a onça se preparando silenciosamente antes de atacar o réptil com um movimento rápido. O vídeo impressionante registra o momento exato do ataque às margens de um rio. E pela tranqüilidade da onça, que não se incomoda com os turistas acompanhando.

    O registro emocionou internautas e especialistas, que destacam o equilíbrio delicado da vida selvagem no Pantanal. Cenas como essa lembram por que o Brasil precisa proteger seus tesouros naturais.

    A região abriga uma das maiores concentrações de vida selvagem do planeta.

    O bioma é conhecido por sua biodiversidade, e abriga uma das maiores populações de onças-pintadas do mundo. O vídeo reforça a importância da preservação desse ecossistema, ameaçado por queimadas e desmatamento.

    O Pantanal enfrenta constantes ameaças de desmatamento e queimadas. A proteção do bioma garante a sobrevivência de espécies como a onça-pintada.

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  • Agricultor salva bezerro de ataque de onça

    Agricultor salva bezerro de ataque de onça

    Um agricultor registrou um momento tenso ao flagrar uma onça-pintada atacando um bezerro em sua propriedade rural, localizada no interior de Mato Grosso do Sul. O episódio em uma região rural de Santo Antônio do Rio Bonito, no Mato Grosso, em uma área de pastagem próxima à mata nativa. O homem conseguiu espantar o felino com gritos, evitando a morte do animal e chamando atenção para o aumento de aparições de onças em áreas de criação de gado.

    As imagens foram feitas por @cristiano_ten_caten. O vídeo, gravado com um celular e amplamente compartilhado nas redes sociais, mostra a onça investindo contra o bezerro, que tenta escapar. Ao perceber a presença do agricultor e ouvir os gritos, o felino desiste do ataque e foge em direção à vegetação. O bezerro sobreviveu ao ataque.

    Encontros mais frequentes

    Especialistas em fauna silvestre explicam que o aumento no número de encontros entre onças e animais de criação se deve, em grande parte, à expansão agrícola e à perda de habitat natural.

    O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) orienta produtores rurais a não tentarem capturar ou ferir animais silvestres, ação considerada crime ambiental. A recomendação é reforçar os cuidados com o gado, principalmente durante a noite, e comunicar os órgãos ambientais ao identificar a presença de grandes predadores.

    A onça-pintada (Panthera onca) é o maior felino das Américas e está listada como espécie vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Apesar dos riscos que ataques representam para criadores, a preservação do animal é fundamental para o equilíbrio dos ecossistemas.

    O episódio reacende o debate sobre a convivência entre a pecuária e a fauna silvestre no Pantanal e em outras regiões de fronteira agrícola do Brasil, exigindo soluções sustentáveis que conciliem produção e conservação.

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  • Jiboia assusta moradores em Minas Gerais

    Jiboia assusta moradores em Minas Gerais

    Uma jiboia causou um susto aos moradores de uma casa na zona rural de Formiga, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais, na manhã de sábado (08/03). O Corpo de Bombeiros foi acionado para realizar a captura do animal, que estava no telhado da varanda e demonstrava comportamento agressivo.

    A 4ª Companhia do Corpo de Bombeiros de Formiga deslocou uma guarnição até a residência. Após avaliar a situação, os bombeiros utilizaram uma pinça de captura específica para répteis, garantindo a segurança do animal e dos moradores da casa. Após a captura, a jiboia foi conduzida a uma reserva ambiental, onde foi libertada em segurança, longe de áreas habitadas.

    O Corpo de Bombeiros aproveita para reforçar a importância de acionar profissionais especializados em situações envolvendo animais silvestres. A captura de animais selvagens exige técnicas adequadas para garantir a segurança de todos e o bem-estar do animal.

    Uma serpente da fauna brasileira

    A jiboia ( Boa constrictor) é uma serpente não peçonhenta da família Boidae, amplamente distribuída nas regiões tropicais da América Central e do Sul. No Brasil, é possível encontrá-la em diversos biomas, como a Amazônia, Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pantanal.

    As jiboias possuem corpo cilíndrico e alongado, coberto por pequenas escamas irregulares. A coloração é variada, com padrões que vão do cinza claro ao marrom escuro, permitindo que se camuflem em diferentes ambientes. Algumas subespécies, como a Boa constrictor amarali, apresentam coloração predominantemente cinza ou marrom, enquanto outras, como a Boa constrictor constrictor, exibem uma gama maior de tonalidades.

    Corpo de Bombeiros de Formiga capturou a serpente.

    As jiboias podem atingir até quatro metros de comprimento, embora a maioria dos indivíduos não ultrapasse os dois metros. As fêmeas tendem a ser maiores do que os machos. A cabeça, em formato triangular ou de seta, é bem destacada do corpo.

    Com hábitos noturnos e semiarborícolas, as jiboias são encontradas tanto no solo quanto nas árvores. Para capturar suas presas, utilizam a técnica de “senta-espera”, permanecendo imóveis até que um animal se aproxime. A jiboia enrola seu corpo na presa, comprimindo-a até que os movimentos respiratórios cessem, causando a morte por asfixia. Ao contrário do que muitos pensam, a jiboia não quebra os ossos da presa.

    Reprodução e expectativa de vida

    As jiboias são vivíparas, ou seja, os filhotes se desenvolvem dentro do corpo da mãe e nascem completamente formados. A gestação dura de 4 a 8 meses, resultando em uma ninhada de 12 a 50 filhotes. A expectativa de vida das jiboias é relativamente alta, podendo chegar a 25-30 anos.

    Reprodução: Instituta Butantan

    Apesar de não serem consideradas ameaçadas de extinção, as jiboias são vítimas de caça e tráfico devido ao valor comercial de sua pele e carne, além da comercialização como animais de estimação. A destruição de seus habitats naturais também representa uma ameaça à espécie.

    As jiboias são consideradas animais pacíficos, pois não são venenosas e raramente atacam seres humanos. No entanto, quando se sentem ameaçadas, podem contrair a cabeça e o pescoço, emitir um som agudo, eliminar fezes e morder. Em caso de encontro com uma jiboia, é importante manter a calma e acionar as autoridades competentes para realizar a captura e o manejo adequado do animal.

    • Espécie: a jiboia (Boa constrictor) é uma serpente da família Boidae e do gênero Boa
    • Onde habita: nas Américas Central e do Sul. No Brasil, pode ser vista na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado, na Caatinga e na Mata Atlântica
    • Características físicas: possui a cabeça em formato triangular, tem o corpo longo e com cores que auxiliam sua camuflagem
    • Alimentação: mamíferos, lagartos e aves
    • Curiosidades: emite um som, popularmente conhecido como “o bafo da jiboia”, para espantar predadores. Para subjugar suas presas, usa a técnica da constrição

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  • Pantanal: onça-pintada ataca capivaras dentro da pousada

    Pantanal: onça-pintada ataca capivaras dentro da pousada

    Um episódio impressionante registrado nesta semana na Pousada Piuval, localizada em Poconé (MT), reacendeu o debate sobre a interação entre animais selvagens e áreas turísticas no Pantanal. Uma onça-pintada (Panthera onca) foi flagrada atacando um grupo de capivaras dentro do complexo da pousada, em plena luz do dia.

    O ataque: cena rara em área de hospedagem

    O incidente ocorreu próximo aos chalés da pousada, conhecida por sua localização privilegiada às margens do Rio Piuval. As imagens mostram a onça adulta, com cerca de 90 kg, perseguindo as capivaras em um lago artificial.

    O Pantanal é um habitat natural das onças-pintadas, e avistamentos não são raros, mas presenciar um ataque é considerado um privilégio. Pousadas e hotéis da região frequentemente oferecem passeios de barco para que os turistas possam observar as onças em seu ambiente natural.

    Em outro registro, uma câmera flagrou uma onça-pintada fêmea, chamada Baía, caçando uma família de capivaras e capturando um filhote

    Biólogos explicam que o Pantanal vive um período de cheia moderada em 2024, com áreas alagadas reduzindo o território de caça das onças. A busca por presas, como capivaras, pode levá-las a adentrar espaços ocupados por humanos, especialmente em propriedades próximas a rios. A Pousada Piuval, cercada por áreas úmidas, é um corredor natural para a fauna, incluindo predadores.

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  • Itirapina reabre Balneário do Broa após ataques de piranhas

    Itirapina reabre Balneário do Broa após ataques de piranhas

    A Prefeitura de Itirapina anunciou nesta quarta-feira (25) a reabertura do acesso de banhistas à represa do Balneário de Santo Antônio (Broa), após quase um mês de interdição devido a ataques de piranhas. A decisão, formalizada pelo Decreto nº 4.283, foi tomada com base em laudos técnicos que apontaram redução do risco após o fim do período de desova das piranhas, conhecido por aumentar a agressividade da espécie.

    O fechamento do balneário havia sido determinado em 27 de janeiro, após uma série de incidentes violentos envolvendo piranhas. Segundo a prefeitura, a desova — comum entre dezembro e fevereiro — eleva a territorialidade e a hostilidade desses peixes, colocando banhistas em risco. Com o término do ciclo reprodutivo, avaliações técnicas confirmaram a diminuição da agressividade, permitindo a retomada das atividades.

    Ataques de janeiro: seis feridos e alerta regional

    O fechamento emergencial ocorreu após um ataque grave em janeiro, que deixou seis pessoas feridas na represa, conforme mostrado aqui no Agro em Campo. As vítimas sofreram mordidas nas pernas, braços e pés, necessitando de atendimento médico imediato.

    Piranha

    Na época, biólogos explicaram que as piranhas (principalmente da espécie Pygocentrus nattereri) tornam-se mais defensivas durante a desova, atacando para proteger ovos em águas rasas. O incidente acendeu debates sobre a necessidade de monitoramento sazonal em áreas de reprodução.

    Medidas de segurança mantidas

    Apesar da reabertura, a prefeitura reforçou que placas de alerta permanecerão instaladas ao redor do Broa, destacando o histórico de ataques e orientando banhistas a evitar áreas de vegetação subaquática, onde os peixes costumam se reproduzir. “Em caso de mordida, é crucial procurar um hospital rapidamente para prevenir infecções”, alertou o secretário municipal de Meio Ambiente, em comunicado oficial.

    Por que piranhas atacam?

    Piranhas são naturalmente oportunistas e se alimentam de peixes, insetos e matéria orgânica, mas raramente atacam humanos. No entanto, durante a desova, a combinação de hormônios e a proteção dos ovos as torna mais suscetíveis a comportamentos agressivos. “Elas confundem movimentos na água com ameaças, principalmente em áreas de reprodução”, explica o biólogo Carlos Ribeiro, consultor do município.

    A prefeitura informou que manterá fiscalização periódica na represa e planeja campanhas educativas para orientar visitantes sobre os períodos de risco. A medida visa equilibrar o turismo — vital para a economia local — com a preservação da fauna e a segurança pública.

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  • Atenção: ataques de piranhas deixam seis feridos

    Atenção: ataques de piranhas deixam seis feridos

    No último fim de semana, a represa do Broa, em Itirapina, interior de São Paulo, registrou uma série de ataques de piranhas que resultaram em pelo menos seis pessoas feridas. Os incidentes ocorreram durante o domingo, 26 de janeiro, com cinco casos relatados nesse dia e um no sábado, 25.

    As vítimas foram atendidas no Hospital São José em Itirapina, onde algumas chegaram com ferimentos superficiais, enquanto outras apresentaram lesões mais graves, incluindo partes da pele arrancadas pelas mordidas. A Defesa Civil local confirmou que os ataques ocorreram enquanto as pessoas se refrescavam nas águas da represa.

    As autoridades agendaram uma reunião emergencial para discutir a situação da represa e decidir as ações necessárias para garantir a segurança dos banhistas. Até o momento, não há informações sobre como as piranhas chegaram ao local.

    Comportamento das piranhas

    As piranhas são peixes de água doce conhecidos por sua natureza agressiva, especialmente durante o período de reprodução. A espécie mais comum envolvida em ataques a humanos é a Serrasalmus marginatus, que pode se tornar defensiva quando se sente ameaçada ou quando suas crias estão em perigo. Especialistas alertam que a presença de alimentos deixados por banhistas pode atrair esses peixes para áreas mais próximas à costa, aumentando o risco de ataques.

    Represa do Broa. Foto: Prefeitura de Itirapina

    Em resposta aos recentes ataques, as autoridades locais estão considerando medidas para garantir a segurança dos frequentadores da represa. Isso pode incluir a instalação de sinalizações e orientações sobre como evitar interações perigosas com os peixes.

    Com o aumento da temperatura e a chegada do verão, é fundamental que os visitantes permaneçam atentos. E sempre sigam as orientações das autoridades para garantir uma experiência segura nas águas da represa.

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