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  • Tributação sobre LCAs preocupa setor agro

    Tributação sobre LCAs preocupa setor agro

    A decisão do governo federal de tributar em 5% os rendimentos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) gerou forte preocupação no setor agropecuário brasileiro. A medida está prevista para entrar em vigor a partir de 2026. E pode impactar diretamente o financiamento rural, afetando um mercado que movimenta mais de R$ 560 bilhões e era, até então, isento de impostos para investidores pessoas físicas.

    As LCAs foram criadas para incentivar o investimento no agronegócio, oferecendo isenção fiscal como atrativo para captar recursos privados. Atualmente, esses títulos representam entre 35% e 43% de todo o financiamento privado do crédito rural no país. Portanto, sendo essenciais para operações de custeio, investimento, comercialização e industrialização da produção agropecuária, especialmente entre cooperativas e produtores de pequeno e médio porte.

    Com a nova taxação, especialistas e entidades do setor alertam para a possível redução da atratividade das LCAs. O que pode diminuir a oferta de crédito e elevar o custo do financiamento agrícola. Isso tende a dificultar o acesso ao crédito, principalmente para pequenos e médios produtores, que já enfrentam barreiras burocráticas e financeiras.

    “Essa decisão compromete o acesso ao crédito de muitos produtores, especialmente os pequenos e médios. Se o volume de recursos disponíveis cai e o custo sobe, o impacto será sentido na lavoura, no mercado e no prato do brasileiro”, afirma Romário Alves, CEO da Sonhagro.

    Justificativa do governo e reação do setor

    O governo justifica a medida como necessária para aumentar a arrecadação e corrigir distorções fiscais, buscando equilibrar o sistema tributário após o recuo no aumento do IOF. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que a proposta visa tornar o sistema mais justo. Enquanto o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, minimiza o impacto sobre a agricultura familiar. Ele alega que as LCAs não são uma fonte significativa de crédito para esse segmento.

    Entidades do agronegócio, como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), criticam fortemente a medida. E destacam que ela pode encarecer o crédito rural, reduzir a liquidez, afastar investidores e até pressionar os preços dos alimentos para o consumidor final.

    Queda nas liberações de crédito rural agrava cenário

    O cenário já é de alerta: o crédito rural do Plano Safra 2024/25 somou R$ 298,6 bilhões entre julho de 2024 e abril de 2025, uma retração de 20% em relação ao ciclo anterior, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A redução no volume desembolsado reflete maior cautela das instituições financeiras e exige planejamento financeiro redobrado dos produtores.

    A distribuição dos recursos até abril foi de R$ 142,7 bilhões para custeio, R$ 52,2 bilhões para investimento, R$ 35,5 bilhões para comercialização e R$ 15,9 bilhões para industrialização. A queda nas liberações dificulta especialmente o acesso de pequenos e médios produtores ao financiamento necessário para suas atividades produtivas.

    Planejamento e alternativas ganham destaque

    Com a perspectiva de crédito mais caro e escasso, o planejamento financeiro torna-se ainda mais importante. Especialistas recomendam que produtores antecipem a captação de recursos para garantir melhores condições de negociação. E, além disso, evitar pressões no momento de contratar insumos, fretes e seguros.

    Empresas de agfintech, como a Agree e a Sonhagro, têm registrado aumento na procura por linhas de crédito personalizadas e consultorias financeiras, oferecendo soluções digitais e menos burocráticas para conectar produtores e investidores, mesmo diante do cenário de incerteza.

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  • Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024

    Conheça as vencedoras do Prêmio Mulheres do Agro 2024

    A Bayer e a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) divulgaram as vencedoras da 7ª edição do Prêmio Mulheres do Agro, reconhecendo a liderança de 10 mulheres no setor por suas práticas de ESG (ambiental, social e governança). Neste ano, o prêmio destacou a pluralidade, registrando um aumento de 26,5% nas inscrições de pequenas propriedades e a participação de produtoras rurais de todas as regiões e faixas etárias do Brasil.

    Gabi Rodrigues, vencedora da categoria Pequena Propriedade, lidera a produção sustentável de palmito pupunha na Palmitolândia (SP). Iniciativas como a reutilização de água, uso de energia solar e embalagens biodegradáveis fazem parte de sua gestão inovadora. Ela ainda realiza ações sociais e projetos educacionais que visam conscientizar a comunidade sobre preservação ambiental.

    Na categoria Média Propriedade, o primeiro lugar ficou com Luiza Oliveira Macedo, que, à frente da Fazenda Tapera do Baú (MG), aposta na cafeicultura regenerativa e investe na capacitação de colaboradores. A propriedade é reconhecida pela produção de cafés fine cup e especiais, com rastreabilidade e qualidade, exportados para o mercado internacional.

    Vanessa Bomm, vencedora da categoria Grande Propriedade, é sócia da Fazenda Mareva (PR) e tem promovido práticas de agricultura regenerativa, como o uso de cultivos de cobertura. Ela também participa do PRO Carbono, focado em reduzir emissões e regenerar o solo. Vanessa se destaca pelo desenvolvimento humano, capacitando colaboradores e apoiando ações sociais.

    Danielle Pereira Baliza, pesquisadora mineira, levou o primeiro lugar na categoria Ciência e Pesquisa, que recebeu mais de 13 mil votos. Com uma carreira marcada por estudos em sistemas agroflorestais com café e a publicação de mais de 40 artigos, ela impactou cerca de 2.500 agricultoras com o projeto “Embaixadoras do Instituto Federal: a força feminina na transformação do agro”.

    Confira todas as ganhadoras:

    Pequena Propriedade:

    1º lugar – Gabi Rodrigues (SP)

    2º lugar – Paula Dias (MG)

    3º lugar – Simone Sillotti (SP)

    Média Propriedade:

    1º lugar – Luiza Macedo (MG)

    2º lugar – Maria Lucia Bessa (GO)

    3º lugar – Caroline Roza (MS)

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    Grande Propriedade:

    1º lugar – Vanessa Bomm (PR)

    2º lugar – Mariana Granelli (SP)

    3º lugar – Lisiane Czech (PR)

    Ciência e Pesquisa:

    1º lugar – Danielle Pereira Baliza (MG)

    2º lugar – Paula Toshimi Matumoto Pintro (PR)

    3º lugar – Renata Helena Branco Arnandes (SP)

    Para saber mais sobre todas as ganhadoras do Prêmio Mulheres do Agro acesse o site oficial do evento aqui.