Tag: Associação Ambientalista Copaíba

  • Agro da Bahia registra crescimento histórico

    Agro da Bahia registra crescimento histórico

    A Bahia consolida-se como um dos principais polos agrícolas do país, com R$ 55,4 bilhões em Valor Bruto da Produção Agropecuária em 2024 e crescimento acumulado de 25,6% entre 2015 e 2024. O destaque é a soja, que lidera o setor com 59% de expansão no período e 8% de aumento em 2024, segundo dados da Secretaria de Agricultura (Seagri).

    Safra 2024/25: novos patamares

    Para a atual safra, 3,9 milhões de hectares serão cultivados com grãos, alta de 4,5% em relação ao ciclo anterior. A produção estimada é de 13,7 milhões de toneladas, com destaque para:

    • Soja: 60,8% do total (8,58 milhões de toneladas, segundo a Aiba)
    • Milho: 18,1%
    • Algodão: 13,4%
    • Café: previsão de 11,3% de aumento em 2025, atingindo 3,4 milhões de sacas.

    As vendas externas do estado saltaram de US$ 4,05 bilhões em 2020 para US$ 6,71 bilhões em 2024, crescimento de 65,4%. A soja responde por 73,5% desse avanço, reforçando sua posição como principal produto exportador.

    Cacau e frutas: novas fronteiras

    A Bahia recuperou a liderança nacional na produção de cacau em 2024, com 139.011 toneladas em 2023 (IBGE). O Oeste baiano emerge como nova fronteira para o produto, com potencial para quase duplicar a safra nacional até 2030. Já o Vale do São Francisco mantém hegemonia na fruticultura, sendo o maior produtor de manga do país. E o  único local do mundo com cinco safras de uva em dois anos.

    Pecuária e aquicultura

    Com 13,3 milhões de cabeças (37,6% do Nordeste), a Bahia ocupa o 7º lugar nacional em bovinocultura e é certificada como zona livre de febre aftosa sem vacinação. A costa de 1,2 mil km e reservas de 60 bilhões de m³ de água doce também impulsionam projetos de pesca e aquicultura, com apoio da Bahia Pesca em capacitação e infraestrutura.

    O relatório da Seagri destaca sustentabilidade ambiental, logística e mudanças climáticas como obstáculos. Por outro lado, aponta potencial em alimentos orgânicos, agroindústria e turismo rural para modernização do setor.

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  • Adubação verde: técnica milenar ganha destaque na agricultura sustentável

    Adubação verde: técnica milenar ganha destaque na agricultura sustentável

    A adubação verde, técnica agrícola reconhecida desde o século XIX, está em alta no Brasil como solução para aumentar a fertilidade do solo e reduzir a dependência de insumos químicos. Criada pelos romanos para otimizar plantações, a prática consiste no cultivo de plantas específicas junto às lavouras, melhorando a estrutura do solo e a produtividade. Com o crescimento da agricultura regenerativa, ela se tornou aliada de projetos de restauração ecológica, como os da Associação Ambientalista Copaíba, que atua na Mata Atlântica.

    A adubação verde oferece vantagens ambientais e econômicas:

    • Fixação de nitrogênio: Leguminosas como crotalária e guandu capturam o nutriente atmosférico, reduzindo a necessidade de fertilizantes sintéticos.
    • Proteção contra erosão: A cobertura vegetal evita a desagregação do solo por chuva e vento, preservando nutrientes.
    • Descompactação do solo: Raízes profundas de plantas como milheto e girassol melhoram a aeração e a retenção de água.
    • Controle de plantas daninhas: A densidade da cobertura reduz a competição por recursos, minimizando herbicidas.
    • Aumento da matéria orgânica: A decomposição das plantas enriquece o solo, favorecendo a microbiota benéfica.

    Casos de sucesso no Brasil

    No Cerrado, a prática é comum em lavouras de soja e milho, onde leguminosas repõem nitrogênio e elevam a produtividade. Já na Mata Atlântica, a Copaíba utiliza guandu e outras espécies para restaurar áreas degradadas. Ana Paula Balderi, Coordenadora de Restauração Ecológica da instituição, destaca:

    “A adubação verde é essencial para a restauração ecológica. Ao usar plantas que fixam nitrogênio e melhoram a estrutura do solo, reduzimos a necessidade de insumos químicos e fortalecemos ecossistemas. Isso beneficia agricultores e conserva a biodiversidade”.

    Dicas para implementar a técnica

    1. Seleção de espécies:
    • Leguminosas (crotalária, feijão-de-porco) para fixação de nitrogênio.
    • Plantas com raízes profundas (milheto, girassol) para descompactação.
    • Guandu: indicado para áreas degradadas, por seu porte arbustivo e capacidade de proteger mudas.
    1. Época de plantio:
    • Entressafra ou rotação: planeje o cultivo para não competir com as lavouras principais.
    • Respeite as estações: adapte o plantio ao clima local.
    1. Manejo e incorporação:
    • Roçar e deixar na superfície: forma cobertura morta, reduzindo erosão.
    • Incorporar ao solo: libera nutrientes e aumenta a matéria orgânica.

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