Tag: arroz em casca

  • Exportações impulsionam preços do arroz no RS

    Exportações impulsionam preços do arroz no RS

    A demanda internacional tem sustentado a recuperação dos preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. O movimento ocorre devido ao avanço das exportações brasileiras e ao cenário favorável no mercado externo.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização dos indicadores internacionais e a alta do dólar aumentaram o interesse por lotes destinados à exportação. Como resultado, os preços registraram leve recuperação nas últimas semanas.

    No mercado interno, porém, a comercialização segue lenta. As dificuldades para vender arroz beneficiado reduzem a liquidez e limitam a participação dos agentes nas negociações. Ainda conforme o Cepea, a oferta restrita de arroz com rendimento de 56% de grãos inteiros também influencia o mercado. Tradicionalmente, esse produto atende à demanda externa.

    Além disso, exportadores intensificaram as compras para atender aos embarques. Com isso, aumentou a procura por lotes com rendimento de 58% de grãos inteiros. Esse cenário reforçou a demanda por arroz destinado à exportação e contribuiu para a elevação dos preços no mercado gaúcho.

  • Conab movimenta R$ 21 milhões em leilão de arroz e setor comemora

    Conab movimenta R$ 21 milhões em leilão de arroz e setor comemora

    A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) realizou nesta terça-feira (26) um leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) que negociou cerca de 119,7 mil toneladas de arroz em casca. A operação movimentou pouco mais de R$ 21 milhões em dois lotes comercializados. O volume representa parte das mais de 144 mil toneladas ofertadas.

    A Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul) avaliou o resultado como positivo. O presidente da entidade, Denis Dias Nunes, afirmou que o índice de comercialização ficou entre os melhores já registrados nesse tipo de leilão. Diferentes regiões produtoras do Estado participaram da operação.

    Ágio nas negociações

    Nunes destacou que a Zona Sul do Rio Grande do Sul apresentou ágio nas negociações. O cenário reflete a expectativa do setor em relação ao mecanismo como alternativa para garantir o escoamento da produção e o acesso ao prêmio. A Federarroz avalia que a ferramenta ajuda a reduzir estoques e melhora as condições de comercialização ao produtor.

    O dirigente também ressaltou a importância do Prêmio para Escoamento de Produto (PEP), mecanismo utilizado principalmente nas regiões da Campanha e da Depressão Central. “O prêmio permite que a indústria pague o preço mínimo ao produtor e depois seja remunerada pelo PEP. Isso ajuda a melhorar a remuneração em um momento em que o mercado interno ainda apresenta preços abaixo do ideal”, afirmou Nunes.

    Segundo o presidente da Federarroz, os mecanismos buscam reduzir os estoques elevados de arroz, principalmente no Rio Grande do Sul, maior produtor nacional, apesar das críticas sobre possível interferência na dinâmica do mercado interno. “O cenário atual exige medidas de apoio ao setor para garantir liquidez e evitar maiores perdas financeiras aos arrozeiros, diante da pressão dos preços no mercado interno”, concluiu.

  • Mapa estabelece valores de liberação para arroz, milho, trigo e mandioca

    Mapa estabelece valores de liberação para arroz, milho, trigo e mandioca

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a Portaria nº 908 no Diário Oficial da União desta quinta-feira (21), estabelecendo os Preços de Liberação dos Estoques Públicos (PLE) para arroz, milho, trigo e derivados da mandioca. A medida orienta as operações de venda da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em leilões públicos até 2027.

    Os preços funcionam como referência para a intervenção do governo no mercado. Quando as cotações superarem o PLE, o governo poderá autorizar a venda de produtos dos estoques públicos para conter altas.

    A Conab executará as operações por meio de leilões no Sistema de Comercialização Eletrônica (Siscoe).

    Preços por produto e região

    O arroz em casca terá preço de liberação de R$ 78,80 por saca de 50 kg no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, válido até 31 de janeiro de 2027. Nas demais regiões, o valor chega a R$ 98,81 por saca de 60 kg.

    A farinha de mandioca fina beneficiada, tipos 1 e 2, terá PLE de R$ 3,01 por quilo nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com vigência até 31 de dezembro de 2026.

    Para a fécula de mandioca, o preço será de R$ 3,53 por quilo nas mesmas regiões, também válido até o fim de 2026.

    No caso do milho, o Mapa definiu valores regionalizados. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o preço será de R$ 69,39 por saca de 60 kg. No Sudeste e no Paraná, ficará em R$ 63,82. Já no Centro-Oeste e no Norte, exceto Tocantins e Pará, o valor será de R$ 48,43.

    No oeste da Bahia e nos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Tocantins, o milho terá PLE de R$ 58,04 por saca. Nessas regiões, os preços valem até 31 de dezembro de 2026.

    Para o restante do Nordeste, o valor será de R$ 78,37 por saca de 60 kg, com vigência entre 1º de junho de 2026 e 31 de maio de 2027.

    O trigo em grãos, tipo 1 pão, terá preço de liberação de R$ 97,01 por saca de 60 kg na Região Sul, válido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027.

    Regras para uso dos estoques

    A portaria estabelece que os preços do milho não se aplicam às vendas destinadas ao Programa de Venda em Balcão (ProVB), operado pela Conab.

    Além disso, quando os preços de mercado superarem o PLE, a liberação dos estoques dependerá de autorização prévia do Mapa e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA). A decisão também considerará a disponibilidade orçamentária e seguirá as regras da Portaria nº 523/2022.

  • Entenda o motivo da queda do preço do arroz

    Entenda o motivo da queda do preço do arroz

    Os preços do arroz em casca seguem em queda no Rio Grande do Sul. O mercado enfrenta baixa liquidez e negociações lentas. Segundo o Cepea, compradores atuam com cautela. Enquanto isso, produtores resistem aos preços menores.

    Além disso, a desvalorização do dólar frente ao real pressionou ainda mais as cotações internas. O cenário reduziu a competitividade brasileira no mercado externo. Com isso, a demanda internacional perdeu força nas últimas semanas. Antes, as exportações ajudavam a sustentar os preços domésticos.

    Ao mesmo tempo, novas projeções globais indicam mudanças importantes para o mercado mundial de arroz. Os dados foram divulgados pelo USDA. O órgão estima produção global de 537,9 milhões de toneladas na safra 2026/27. O volume representa queda de 0,9%.

    Por outro lado, o consumo mundial deve atingir recorde histórico. O USDA projeta demanda de 541,3 milhões de toneladas. O número representa avanço de 0,7% sobre a temporada anterior. Assim, o consumo deve superar a produção global.

    Diante desse cenário, os estoques mundiais tendem a diminuir na safra 2026/27. A previsão aponta recuo de 1,8%. Segundo o USDA, os estoques finais devem totalizar 192,7 milhões de toneladas. A relação estoque e consumo também deve cair. O índice deve ficar em 35,6% ao final da temporada. Na safra anterior, o percentual alcançou 36,5%.

    No Brasil, a Conab revisou levemente para baixo a estimativa da safra 2025/26. Entretanto, o órgão não detalhou novos volumes no levantamento divulgado.

  • Preços do arroz atingem maior média em 16 semanas

    Preços do arroz atingem maior média em 16 semanas

    Os preços do arroz em casca vêm subindo levemente desde maio de 2024. Mesmo com oscilações em um intervalo pequeno nos últimos dois meses, o Indicador CEPEA/IRGA-RS registrou a maior média em 16 semanas.

    Preços do arroz

    Entre 13 e 19 de setembro, o valor alcançou R$ 118,91 por saca de 50 kg. Ou seja, apenas 1,5% abaixo da última semana de maio, que foi uma das mais altas do ano.

    Rio Grande do Sul

    Dados do Cepea indicam que o mercado de arroz no Rio Grande do Sul mantém baixa liquidez. Essa situação reflete a disputa entre compradores e vendedores. Os produtores esperam uma alta mais expressiva nos preços, enquanto as indústrias resistem em comprar o produto a valores elevados, justificando dificuldades para comercializar o arroz beneficiado.

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    Feijão

    O clima seco e as altas temperaturas devem provocar um aumento de até 30% no preço do feijão nos próximos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE). A previsão é que o impacto nos preços seja sentido já a partir de outubro, conforme a oferta do produto diminui.

  • Preços do arroz mantêm estabilidade em R$ 117 no RS

    Preços do arroz mantêm estabilidade em R$ 117 no RS

    Os preços do arroz em casca permanecem estáveis no Rio Grande do Sul, impulsionados pela demanda de estados como São Paulo, Santa Catarina e Goiás. De acordo com o Cepea, a disputa entre compradores e vendedores continua a limitar as negociações no mercado à vista. Esse cenário também impede variações significativas nos valores.

    Preços do arroz

    Atualmente, o Indicador CEPEA/IRGA-RS, que mede o preço de arroz com 58% de grãos inteiros e pagamento à vista, mantém-se em torno de R$ 117 por saca de 50 kg. Os produtores, de maneira geral, permanecem cautelosos com novas negociações, mas atentos às necessidades financeiras com o vencimento de custos de produção.

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    Por outro lado, as indústrias estão focadas na paridade de importação e ajustam-se após grandes variações nos preços de atacado nos últimos meses.

    A produção de arroz no Rio Grande do Sul atingiu 7.162.674,9 toneladas na safra 2023/2024, de acordo com o Relatório Final divulgado pelo Instituto Rio Grandense do Arroz. Na safra 2022/2023, foram semeados 839.972 hectares, com uma produção total de 7.239.000 toneladas. Apesar das dificuldades enfrentadas, a produção deste ano mostrou-se resiliente, mantendo números similares aos da safra anterior.

     

  • Preços do arroz em casca sobem pelo quarto mês consecutivo

    Preços do arroz em casca sobem pelo quarto mês consecutivo

    Os preços do arroz em casca subiram em julho pelo quarto mês consecutivo, reforçando a recuperação do produto. Com isso, a queda acumulada no ano diminuiu para 7,3% em termos nominais. Segundo o Cepea, o principal fator para essa alta foi o maior interesse das tradings por exportações. Além disso, a valorização do dólar também influenciou o movimento de alta.

    Oferta x demanda

    A disputa pelo arroz fez com que os compradores ajustassem suas ofertas para atrair vendedores, especialmente para o produto armazenado.

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    Arroz da Gente

    Recentemente, o governo federal anunciou o lançamento do programa “Arroz da Gente”, como parte do Plano Safra deste ano. Essa iniciativa visa oferecer crédito com juros reduzidos, acompanhamento técnico, garantia de comercialização e facilitação de acesso a equipamentos agrícolas para pequenos agricultores. Além disso, a medida inclui também máquinas como colheitadeiras e silos secadores de pequeno porte. Ou seja, o objetivo é modernizar a produção e eliminar a colheita manual. Inicialmente o programa vai beneficiar 10 mil famílias em 200 municípios de 14 estados nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sudeste. Ou seja, vai ajudar onde a produção de arroz é limitada em comparação ao Sul, que responde por 85% da produção nacional.

     

  • Demanda internacional sustenta preços do arroz no Brasil

    Demanda internacional sustenta preços do arroz no Brasil

    A demanda internacional tem impactado o preço do arroz no Brasil. Compradores estão mais ativos no mercado de arroz em casca do Rio Grande do Sul para atender à demanda externa aquecida. Essa movimentação tem sustentado os preços na maioria das regiões monitoradas pelo Cepea.

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    Demanda internacional

    Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada indicam que os importadores demonstram grande interesse pelo arroz brasileiro, priorizando a aquisição do produto beneficiado.

    No entanto, há um longo período até a chegada da nova safra. Por isso, vendedores seguem retraídos, o que fortalece ainda mais os preços no mercado interno.

    Preços do arroz

    O governo federal formalizou um acordo histórico com produtores e indústria do arroz. O objetivo é monitorar de perto o abastecimento e os preços do grão em todo o Brasil.

    O acordo estabelece que a Câmara Setorial do Arroz, em conjunto com a Conab, irá criar um grupo de trabalho dedicado a monitorar de perto o comportamento do mercado de arroz. Ou seja, semanalmente, a Conab realizará levantamentos de preços. Caso detecte aumentos significativos, a Câmara Setorial será comunicada e consequentemente deve mobilizar o setor produtivo e industrial. Ou seja, o foco será estabilizar os preços e garantir o abastecimento nas áreas afetadas.