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  • Avanços tecnológicos otimizam armazenamento de grãos

    Avanços tecnológicos otimizam armazenamento de grãos

    O dinâmico cenário do agronegócio tem impulsionado a busca por soluções inovadoras para otimizar o processo de armazenamento de grãos. Recentemente, melhorias no maquinário agrícola têm gerado um aumento na eficiência e produtividade da colheita, o que, por sua vez, exerce pressão sobre os sistemas de armazenamento. A crescente demanda por agilidade e eficiência na recepção e liberação de cargas exige a modernização das unidades de armazenagem.

    Empresas do setor têm apresentado tecnologias que proporcionam ganhos significativos ao produtor rural. Entre as soluções disponíveis, destacam-se homogeneizadores automáticos de grãos, sistemas inteligentes de secagem e sistemas de exaustão.

    Os silos de armazenamento são estruturas amplamente utilizadas para a conservação de grãos. Os silos podem ter estrutura de metal, concreto ou alvenaria, e seu tamanho varia conforme a necessidade de armazenamento. O controle da temperatura e da umidade dentro dos silos é crucial para evitar a deterioração dos grãos.

    Um homogeneizador automático de cereais, por exemplo, atua na distribuição uniforme dos grãos dentro da unidade de armazenagem, evitando acúmulos que podem causar perdas. O equipamento, instalado na parte superior do silo, distribui os cereais de forma adequada, facilitando a aeração e promovendo economia. O Gerente Técnico da Qualygran, Otávio Matos explica que o equipamento de sua empresa é colocado na parte superior do silo, na entrada do grão e se move através de comandos de programação feitos no painel de controle, fazendo uma distribuição dos cereais mais adequada, sem precisar mão de obra para este serviço. “Este processo facilita a aeração e promove economia acima de 30% dentro do silo, afirma Matos.

    Exemplo de equipamento tecnológico e produtivo

    Sistemas inteligentes de secagem, compostos por sensores de umidade e temperatura, acionam softwares que interpretam o clima externo para controlar o sistema de aeração, corrigindo automaticamente as condições do ar dentro do silo secador. Essa tecnologia permite realizar a secagem dos grãos diretamente no silo, por meio de aeração forçada corretamente dimensionada, concluindo o processo em um curto espaço de tempo.

    Já os sistemas de exaustão atuam no controle da temperatura interna, evitando o excesso de umidade que pode levar à perda de grãos. Além de reduzir a umidade, algumas versões do sistema também auxiliam no controle de pragas, como traças e roedores.

    O Brasil, como potência agrícola mundial, enfrenta o desafio de equilibrar a produção recorde de grãos com a capacidade de armazenamento. O déficit de armazenamento impacta a qualidade dos grãos, eleva os custos logísticos e reduz a competitividade do setor no mercado global1. Investir em tecnologias modernas é essencial para acompanhar o crescimento da produção de grãos e garantir a competitividade no mercado.

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  • Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    Lei que regulamenta produção de bioinsumos no Brasil é sancionada

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.070, que estabelece regras para a produção de bioinsumos no Brasil. O Diário Oficial da União publicou o texto nesta terça-feira (24) com diretrizes para uso agrícola, pecuário, aquícola e florestal.

    Em geral, a nova legislação abrange produção, importação, exportação, registro, comercialização, uso, inspeção, fiscalização, pesquisa, experimentação, embalagem, rotulagem, propaganda, transporte, armazenamento, taxas e destinação de resíduos e embalagens. Além disso, prevê incentivos à produção.

    “Hoje é um dia histórico para a agropecuária brasileira. A responsabilidade pela sustentabilidade do Brasil é nossa, e os bioinsumos serão protagonistas nesse caminho”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Aplicação da lei

    Em resumo, a lei se aplica a sistemas de cultivo convencionais, orgânicos e agroecológicos, abrangendo todos os bioinsumos utilizados na agropecuária.

    Segundo o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a lei representa um marco para a agricultura sustentável no Brasil. “O país se destaca há quase 20 anos pela inovação em produtos biológicos. Com essa legislação, nos tornamos referência mundial, oferecendo segurança jurídica e mantendo o rigor técnico sem aumentar burocracias”, destacou.

    A fiscalização e o controle dos bioinsumos serão responsabilidade dos órgãos de defesa agropecuária federais, estaduais ou distritais, conforme suas competências.

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    O texto também define termos como biofábrica, bioinsumo de uso pecuário, agrícola e aquícola, além de regulamentar o registro de estabelecimentos e produtos. A Taxa de Registro de Estabelecimento e Produto da Defesa Agropecuária (Trepda) será cobrada apenas para análises técnicas de registros destinados ao uso comercial.

    O secretário de Inovação, Pedro Neto, destacou os avanços proporcionados pela nova lei. “Essa legislação traz incentivos para pesquisa, taxas de crédito diferenciadas e programas de capacitação. O Brasil avança para uma agropecuária mais tecnológica, sustentável e de base biológica”, reforçou Neto.

    Ou seja, a sanção da Lei nº 15.070 marca um passo importante na agenda sustentável brasileira, consolidando o país como referência global na produção de bioinsumos.