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  • Vídeo: Ariranha é flagrada se alimentando em rio do Pantanal e cena impressiona

    Vídeo: Ariranha é flagrada se alimentando em rio do Pantanal e cena impressiona

    Um registro feito no Pantanal mato-grossense chamou atenção nas redes sociais nos últimos dias. Uma ariranha, conhecida popularmente como “onça-d’água”, foi flagrada enquanto se alimentava de um peixe às margens de um rio na região de Porto Jofre, em Mato Grosso.

    O vídeo foi publicado pelo guia turístico Caio Leonardo, que relatou ter passado horas procurando os animais pela região antes de conseguir o encontro. Segundo ele, a cena aconteceu após um longo período de observação em uma área de mata fechada próxima ao rio.

    Busca longa terminou em encontro raro

    De acordo com Caio, o grupo de ariranhas estava escondido em uma mata de galeria, vegetação densa que acompanha as margens dos rios e dificulta a visualização da fauna silvestre.

    Mesmo diante do calor intenso típico do Pantanal, o guia decidiu continuar esperando pela aparição dos animais. A persistência acabou sendo recompensada com uma cena que ele descreveu como uma das mais marcantes já vividas durante suas expedições na região.

    “Apesar do calor do dia, decidi esperar, e a espera foi recompensada com um dos encontros mais incríveis que já tive com esses animais tão brutais, mas ao mesmo tempo tão graciosos”, relatou.

    O flagrante mostra a habilidade da ariranha durante a alimentação, reforçando o comportamento predador da espécie nos rios pantaneiros.

    https://www.instagram.com/reel/DYkD-MmS2Li/?igsh=YWF2c3h1bDNxNmIx

    Conheça a ariranha, a famosa “onça-d’água”

    A ariranha é considerada um dos maiores predadores aquáticos da América do Sul. O animal pode ultrapassar 1,5 metro de comprimento e vive em grupos familiares organizados, comportamento que ajuda tanto na proteção quanto na caça.

    Excelente nadadora, a espécie se alimenta principalmente de peixes. No entanto, também pode capturar crustáceos, aves aquáticas e pequenos répteis presentes nos rios e áreas alagadas do Pantanal.

    Por causa da força, agilidade e comportamento territorial, a ariranha ganhou o apelido de “onça-d’água” entre moradores e visitantes da região pantaneira.

  • Fotógrafo registra confronto entre onça-pintada e ariranhas no Pantanal

    Fotógrafo registra confronto entre onça-pintada e ariranhas no Pantanal

    O fotógrafo de natureza André Novales presenciou e registrou um confronto inédito entre uma onça-pintada e um grupo de ariranhas no Canal do Caxiri, no Pantanal. A batalha territorial durou quase três horas e rendeu imagens históricas do comportamento selvagem.

    “Um confronto intenso como eu nunca tinha visto antes”, relata Novales sobre o episódio ocorrido durante a madrugada.

    O fotógrafo guatemalteco navegava pelo canal quando se deparou com uma onça-pintada posicionada na entrada de uma toca de ariranhas. O felino tentava invadir o território aquático das “onças do rio”, como são conhecidas as ariranhas na região.

    Ariranhas defendem casa com estratégia militar

    As ariranhas organizaram uma defesa coordenada que impressionou o fotógrafo. Por mais de uma hora, o grupo atacou a onça repetidamente e forçou o felino a recuar para a margem do rio.

    “Todas as vezes que o felino procurava uma brecha, as ariranhas contra-atacavam sem medo”, descreve Novales.

    Durante a batalha, as ariranhas aproveitaram um momento de distração da onça para escorregar para dentro da toca. Dali, mantiveram posição estratégica e continuaram a defesa.

    A onça-pintada não desistiu facilmente. O predador terrestre tentou cavar por cima da toca, determinado a entrar no território aquático. A tensão permaneceu alta até que o felino finalmente abandonou o local.

    Encontro raro entre gigantes do Pantanal

    A onça-pintada domina o território terrestre como maior felino das Américas. Sua mandíbula poderosa perfura o crânio de presas como jacarés, capivaras e antas. Já a ariranha controla os rios e corixos em grupos familiares de até 20 indivíduos.

    Quando esses predadores se encontram, a interação geralmente acontece com respeito mútuo. A onça pode atacar uma ariranha isolada, mas grupos organizados cercam e afugentam até o maior felino do continente.

    “Momentos como esse são raros. Crus, imprevisíveis e inesquecíveis”, finaliza o fotógrafo sobre o registro único.

    Por que ariranha é chamada de “onça do rio”

    O apelido popular surge de características comportamentais similares à onça-pintada. A ariranha demonstra força e agressividade comparáveis ao felino terrestre. Sua territorialidade extrema faz com que defenda ferozmente o espaço aquático.

    A espécie atua como predadora topo de cadeia nos rios. Alimenta-se de grandes peixes, piranhas e até filhotes de jacaré. Seu comportamento destemido não hesita em enfrentar ameaças maiores.

    Ribeirinhos, pescadores e biólogos reconhecem essa combinação de poder, inteligência social e coragem. Por isso consagraram o apelido que equipara a ariranha à onça em ambiente aquático.

    Quem é André Novales

    André Novales é fotógrafo de natureza guatemalteco especializado em vida selvagem. Dedica sua carreira a documentar comportamentos raros de animais em seus habitats naturais.

    Foto: Redes Sociais/Reprodução

    O profissional desenvolve trabalhos fotográficos em diversos biomas latino-americanos. Suas expedições resultam em registros únicos da fauna regional, contribuindo para pesquisas científicas e conservação ambiental.

    Novales utiliza técnicas de fotografia de natureza que respeitam o bem-estar animal. Seus registros capturam momentos autênticos sem interferir nos comportamentos naturais das espécies fotografadas.

    “Para mim, a fotografia não é apenas sobre a imagem. É uma forma de conectar as pessoas com a natureza, criar conscientização e apoiar a conservação. Lidero expedições fotográficas ao redor do mundo. Essas viagens me permitem compartilhar a experiência em campo com aqueles que desejam ver e fotografar a vida selvagem em seu habitat natural”

  • Ariranha: o predador dos rios da América do Sul

    Ariranha: o predador dos rios da América do Sul

    A ariranha (Pteronura brasiliensis) é uma das criaturas mais impressionantes dos ecossistemas aquáticos sul-americanos. Conhecida popularmente como “onça d’água” ou “lontra gigante”, este mamífero da família Mustelidae desperta fascínio tanto por suas características físicas quanto por seu comportamento social único.

    Os machos adultos podem medir até 1,8 metros de comprimento e pesar por volta dos 45kg, enquanto as fêmeas não ultrapassam os 30kg e os 1,70 metros. Um único indivíduo consome até 3 kg de peixe por dia (em torno de 10% de seu peso), demonstrando seu voraz apetite.

    A ariranha apresenta o corpo longo coberto por uma pelagem densa e de cor marrom com uma mancha branca no pescoço, uma cauda robusta e achatada, que a auxilia na natação. Os indivíduos diferenciam-se por conta das manchas brancas que possuem no pescoço, sendo únicas para cada indivíduo – uma característica que funciona como uma “impressão digital” natural.

    As ariranhas são animais predadores, diurnos, curiosos, barulhentos e brincalhões. Vivem em bandos (de até dez) e passam o dia se socializando nas margens dos rios, descansando e caçando. O Brasil é o país com maior área de distribuição da espécie, ocorrendo na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado e na Mata Atlântica.

    Rivais das onças: mito ou realidade?

    Uma das curiosidades mais intrigantes sobre as ariranhas é sua relação com as onças-pintadas. Ao contrário da crença popular de que as onças evitam ariranhas por receio, a realidade é mais complexa. Os dois animais são rivais naturais e frequentemente se enfrentam. Quando em grupo, as ariranhas conseguem afastar a poderosa onça, mas, sozinhas ou com filhotes, os “lobos do rio” têm mais dificuldade para garantir a segurança da prole.

    Registros recentes mostram que ariranhas atacam onças para proteger os filhotes, demonstrando uma coragem notável quando se trata de defender sua prole. A força está no número: em grupo, as ariranhas podem intimidar até mesmo uma onça-pintada adulta.

    Curiosidades

    Conta a lenda ticuna que a ariranha trocou de lugar com a onça: a história diz que a onça vivia na água e a ariranha vinha à terra apenas para comer. Esta lenda indígena reflete a importância cultural deste animal para os povos da Amazônia.

    As ariranhas só atacam quando se sentem ameaçadas, encurraladas ou com sentimento de pânico. Quando estão na natureza, as ariranhas não costumam demonstrar nenhum tipo de agressividade contra os humanos. No entanto, acredita-se que os ataques são raros, mas os poucos que ocorrem podem ser fatais.

    Elas tem as mesmas características das lontras. A pelagem é grossa, parecendo com um veludo, impermeável, facilitando sua natação. Suas patas possuem membranas juntando os dedos, tornando-as nadadoras excepcionais.

    Conservação e importância ecológica

    A ariranha é um grande predador dos rios sul-americanos e é conhecida como onça dos rios. Como predador de topo, desempenha um papel crucial na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, controlando populações de peixes e mantendo a saúde dos rios.

    Infelizmente, provavelmente a espécie está extinta na Argentina e no Uruguai, destacando a importância da conservação desta espécie magnífica nos países onde ainda existe.

    A ariranha representa um dos tesouros da biodiversidade sul-americana, combinando força, inteligência social e adaptações únicas que a tornam uma das criaturas mais fascinantes dos nossos rios. Seu papel como “onça d’água” vai além do nome popular – é verdadeiramente um predador aquático formidável que merece nosso respeito e proteção.

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  • Filhotes de ariranha são flagrados em Belo Monte

    Filhotes de ariranha são flagrados em Belo Monte

    Câmeras de monitoramento da Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte, no Pará, registraram, pela primeira vez, filhotes de ariranha, o que indica um ambiente saudável na região desde o início do monitoramento em 2012. Essa ocorrência demonstra o sucesso das medidas de conservação implementadas no entorno da usina, conforme análise técnica do licenciamento ambiental conduzido pelo Ibama.

    Desde 2012, a Norte Energia, responsável pela UHE Belo Monte, mantém um programa de monitoramento de mamíferos aquáticos e semiaquáticos no rio Xingu. O objetivo é mapear, estudar e promover a conservação de espécies ameaçadas.

     

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    Uma publicação compartilhada por Ibama (@ibamagov)

    As câmeras camufladas gravaram imagens detalhadas das ariranhas, também conhecidas como “onça-d’água”, “lontra-gigante” e “lobo-do-rio”. O vídeo mostra duas ariranhas adultas se aproximando da toca, de onde saem dois filhotes e outra ariranha adulta. Desde 1999, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) classifica a espécie como “vulnerável à extinção”.

    Raridade

    O registro é considerado raro devido à sensibilidade da espécie à presença humana, principalmente durante a criação dos filhotes. Roberto Silva, Gerente de Meios Físico e Biótico da Norte Energia, destaca que a presença de filhotes de ariranha na área de influência de Belo Monte indica que o ambiente oferece condições para a reprodução da espécie.

    Os biólogos celebraram a aparição dos filhotes no reservatório artificial de 119 km², criado pela usina e integrado à Área de Preservação Permanente protegida. O acesso restrito favorece o abrigo e a reprodução da fauna silvestre.

    Ariranhas e seus filhotes avistados em toca na área de monitoramento da UHE Belo Monte

    Devido ao sucesso do projeto, o Ibama o selecionou para apresentação no II Fórum de Programas de Fauna do Licenciamento Ambiental Federal. A equipe da Norte Energia informou o registro de 280 animais aquáticos e semiaquáticos em 13 anos. Além do monitoramento, a empresa compartilha dados com instituições científicas e promove campanhas de conscientização para proteger as ariranhas e outros animais do Xingu.

    A ariranha, predadora no topo da cadeia alimentar, desempenha um papel crucial no equilíbrio do ecossistema, controlando a população de outras espécies. As ariranhas vivem em grupos de dois a dez indivíduos na região do Xingu, com todos os adultos participando da criação dos filhotes. A espécie, nativa da América do Sul e com um repertório vocal complexo, se alimenta principalmente de peixes. A caça para a exploração de sua pele contribuiu para o risco de extinção.

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