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  • Pesquisadores descobrem duas novas espécies de escorpiões na Amazônia

    Pesquisadores descobrem duas novas espécies de escorpiões na Amazônia

    Uma expedição científica perto da Cachoeira do Evandro, em Mucajaí (RR), revelou duas espécies de escorpião que a ciência ainda não conhecia. Pesquisadores brasileiros batizaram os animais de Brotheas cernii e Cayooca puchus após coletá-los em uma área de floresta a cerca de 60 quilômetros de Boa Vista, point turístico frequentado por banhistas que nunca haviam reparado nos pequenos moradores das rochas ao redor.

    comparativo entre as novas especies de escorpião
    Foto: Equipe do AT-Projeto Biota-FAPESP

    A professora Manuela Berto Pucca, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unesp, em Araraquara, liderou o grupo que fez a descoberta. Durante as coletas, a equipe notou exemplares com características fora do padrão: coloração diferente, variações no tamanho do corpo e granulação distinta nas pinças. Essas pistas levantaram a suspeita de que os pesquisadores tinham encontrado espécies ainda não descritas. E as suspeitas viraram trabalho científico publicado na revista Diversity.

    A descoberta amplia o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica e também abre uma porta concreta: o veneno desses escorpiões pode conter moléculas com potencial para a indústria farmacêutica. “Os achados demonstram o quanto a floresta Amazônica, especialmente em estados como Roraima, ainda é pouco explorada cientificamente. Se encontramos duas espécies inéditas em uma única região que investigamos, quantas outras ainda existem na região e não conhecemos?”, questiona Pucca.

    O trabalho marca a estreia do projeto AT-Biota — Desvendando a Riqueza Oculta de Aracnídeos e Triatomíneos em Regiões Inexploradas dos Biomas Brasileiros, coordenado pela própria pesquisadora e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

    Uma região pouco explorada e de grande potencial

    As duas espécies vivem em inselbergs, formações rochosas isoladas que se erguem em meio à floresta e funcionam como verdadeiras ilhas ecológicas. O isolamento prolongado dessas áreas, que se mantém por milhares de anos, favorece o surgimento de espécies exclusivas, adaptadas a condições ambientais bem específicas. O que explica por que ninguém havia encontrado esses escorpiões antes.

    A descoberta de Cayooca puchus chama ainda mais atenção porque o gênero Cayooca reúne pouquíssimos representantes conhecidos pela ciência, o que torna o achado raro mesmo para os padrões da taxonomia.

    escorpião em foto com efeito
    A equipe utilizou lanternas ultravioleta (UV) durante as expedições noturnas, facilitando a localização das novas espécies. Foto: Equipe do AT-Projeto Biota-FAPESP

    As novas espécies também impõem desafios para quem quer estudá-las de perto. Segundo Pucca, os animais são extremamente sensíveis a mudanças ambientais. Mesmo quando os pesquisadores tentam recriar em laboratório a temperatura e a umidade da floresta, alguns exemplares não resistem por muito tempo em cativeiro. “São animais altamente especializados e adaptados a um ambiente muito específico. Mesmo quando tentamos reproduzir essas condições em laboratório, nem sempre conseguimos garantir sua sobrevivência”, explica a docente.

    Anos de expedições até a confirmação

    Confirmar que os exemplares pertenciam a espécies novas exigiu um trabalho de quase uma década. As primeiras expedições à região aconteceram em 2016, quando Pucca ainda integrava o quadro da Universidade Federal de Roraima (UFRR). De lá para cá, as equipes retornaram ao local diversas vezes, em diferentes épocas do ano, para coletar machos, fêmeas, jovens e adultos. Um esforço necessário para reunir evidências suficientes e comparar os animais com todas as espécies já catalogadas.

    Detalhes da estrutura final da cauda, onde fica o ferrão do escorpião Brotheas cernii. Foto: Equipe do Projeto AT-Biota-FAPESP

    O professor André Lira, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFPE), conduziu as análises detalhadas que sustentaram a descrição das novas espécies. Outros dois especialistas, Antônio D. Brescovit, do Instituto Butantan, e Edmundo González-Santillán, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), validaram os resultados antes da publicação. “A descrição de novos exemplares exige um conjunto robusto de evidências e a validação por diferentes pesquisadores. É um trabalho minucioso que envolve análises morfológicas detalhadas”, afirma Pucca.

    Os nomes contam histórias pessoais

    A escolha dos nomes científicos guarda também um lado afetivo. Pucca escolheu batizar Brotheas cernii em homenagem ao marido, Felipe Augusto Cerni, pesquisador e professor da UFRR, e à filha do casal, que carrega o mesmo sobrenome. Cerni participou diretamente das expedições e colaborou com a pesquisa.

    nova especie de escorpião no mato
    Além da classificação biológica, a equipe está investigando as moléculas dos venenos dos escorpiões para potencial desenvolvimento de novos medicamentos. Foto: Equipe do AT-Projeto Biota-FAPESP

    Já o nome Cayooca puchus remete à expressão espanhola “pucheros”, usada para descrever uma expressão facial de espanto ou surpresa. A referência brinca com a reação do pesquisador André Lira, primeiro autor do artigo, ao perceber que tinha em mãos uma espécie nunca antes descrita.

    Da descoberta à busca por novos medicamentos

    A descrição taxonômica é só o primeiro capítulo de uma pesquisa mais ampla. Especialista em bioprospecção de moléculas presentes em venenos, Pucca já comanda um novo estudo voltado a investigar os compostos produzidos pelas duas espécies recém-descobertas. “Já estamos analisando os venenos desses escorpiões. Nossa expectativa é que, em breve, possamos publicar novos trabalhos a respeito”, adianta.

    Vista anatômica da estrutura articulada da região bucal do escorpião Cayooca puchus
    Vista anatômica da estrutura articulada da região bucal do escorpião Cayooca puchus, uma das novas espécies descritas. Crédito: Equipe do Projeto AT-Biota-FAPESP

    O interesse científico tem explicação biológica: como predadores de insetos, os escorpiões desenvolveram ao longo da evolução venenos com moléculas altamente especializadas. Esse arsenal químico desperta o interesse de pesquisadores que enxergam ali potencial para a criação de inseticidas biológicos e novos fármacos. “Esses animais vivem em ambientes extremamente desafiadores e desenvolveram, ao longo da evolução, moléculas ativas muito eficientes. Elas podem inspirar desde novos medicamentos até inseticidas biológicos mais seguros”, destaca a pesquisadora.

    Estudo regional

    Os exemplares vivos coletados nas expedições seguiram para a UFRR, em Boa Vista, onde Pucca já lecionou e mantém parcerias acadêmicas, e não para o laboratório da Unesp, em Araraquara. “Não podemos simplesmente trazer esses escorpiões vivos para o laboratório da Unesp. Além das exigências legais e ambientais, são espécies muito adaptadas às condições da floresta amazônica e bastante sensíveis às mudanças de habitat. Por isso, parte dos estudos precisa ser realizada na própria região onde eles ocorrem”, diz a pesquisadora.

    A equipe já planeja novas expedições a Roraima para ampliar o levantamento da fauna local. Além dos escorpiões, os pesquisadores pretendem investigar aranhas e barbeiros,  grupos de grande relevância ecológica e biomédica. “As maiores descobertas científicas muitas vezes surgem quando estamos explorando o desconhecido. Por isso, conhecer e preservar nossa biodiversidade é fundamental não apenas para a ciência, mas também para o desenvolvimento de soluções que podem beneficiar toda a sociedade”, conclui Pucca.

    Matéria de

    Jornal da Unesp

  • Minerva Foods abre 26 vagas de emprego em Araraquara (SP)

    Minerva Foods abre 26 vagas de emprego em Araraquara (SP)

    A Minerva Foods anunciou a abertura de 26 vagas de emprego em Araraquara (SP), reforçando sua atuação no município e ampliando a geração de empregos na região. A empresa é líder na exportação de carne bovina na América do Sul e dona de marcas como Cabaña Las Lilas, Estância 92 e PUL.

    Araraquara se destaca como um dos principais polos logísticos do interior paulista, o que impulsiona a expansão da companhia na cidade. Atualmente, a Minerva mantém cerca de 270 colaboradores locais e investe em programas de capacitação, desenvolvimento profissional e plano de carreira estruturado. Entre as iniciativas, a empresa oferece treinamentos em Normas Regulamentadoras (NRs), conduzidos pela equipe de Segurança do Trabalho.

    As oportunidades contemplam diferentes áreas operacionais, incluindo estoque, embarque (diurno e noturno), manutenção, auxiliar de produção, separador, operador de refrigeração, operador de transpaleteira e romaneio.

    Os candidatos devem ter ensino médio completo ou em andamento e disponibilidade para trabalhar em turnos. Experiência com carga e descarga, atuação em câmaras frias e formação na área de refrigeração aparecem como diferenciais no processo seletivo.

    Além disso, a empresa oferece benefícios como vale-alimentação, refeição no local e planos de saúde médico e odontológico.

    Os interessados podem se inscrever até 30 de junho por meio da plataforma oficial de recrutamento da companhia, disponível na Gupy.

  • Conheça a região que domina o mercado global de laranja

    Conheça a região que domina o mercado global de laranja

    O interior de São Paulo abriga o maior cinturão citrícola do planeta. Regiões como Ribeirão Preto, Araraquara, Bebedouro, Matão e Limeira produzem milhões de toneladas de laranja por safra e garantem ao Brasil o domínio do mercado global de suco.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    Pomares contínuos se estendem por quilômetros ao longo das estradas. Propriedades com estrutura de pequenas cidades operam frotas próprias, oficinas, centros de armazenamento, refeitórios e sistemas logísticos integrados.

    Cinturão citrícola responde por 70% do suco exportado no mundo

    O Cinturão Citrícola Paulista, que alcança também o Triângulo Mineiro, exporta mais de 70% do suco de laranja consumido globalmente. O produto chega aos mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia como commodity estratégica.

    São Paulo estruturou essa cadeia produtiva ao longo da segunda metade do século XX. Clima favorável, solos adequados, tecnologia agrícola e proximidade com portos criaram condições ideais. Enquanto outros países focavam no consumo interno, o estado desenvolveu uma indústria completa voltada ao processamento.

    A maior parte da produção não chega às prateleiras como fruta fresca. As usinas de processamento transformam as laranjas em suco concentrado e congelado, produto de alto valor agregado com longa vida útil.

    Fazendas operam centenas de milhares de árvores. Colheita mecanizada ou semimecanizada, monitoramento climático, controle biológico de pragas e gestão de dados em tempo real integram o processo produtivo. Durante a safra, caminhões circulam continuamente, dia e noite, entre pomares e indústrias.

    Setor gera centenas de milhares de empregos

    O setor movimenta bilhões de reais anualmente e sustenta a economia de municípios inteiros no interior paulista. A citricultura define o ritmo do comércio e dos serviços em várias cidades, onde a arrecadação depende diretamente da laranja.

    Produtores enfrentam desafios constantes, especialmente o greening (HLB), doença considerada a maior ameaça à produção mundial de laranja. O combate exige monitoramento rigoroso, erradicação de plantas doentes e investimentos pesados em pesquisa.

    Poucos grupos controlam grande parte do processamento e da exportação de suco brasileiro. Essa concentração transforma o interior paulista em centro decisório do mercado global de laranja. Preços, contratos e volumes negociados na região influenciam diretamente o que consumidores encontram nos supermercados de outros continentes.

    Brasil controla cadeia estratégica do suco de laranja

    O país não apenas produz a fruta, mas domina etapas estratégicas da cadeia global. Enquanto muitos países exportam matéria-prima, São Paulo exporta produto processado, logística e padrão de qualidade.

    Foto: Rodarte/Agência Agro em Campo

    O copo de suco servido em Nova York, Berlim ou Tóquio provavelmente começou sua jornada em um pomar paulista. Esse percurso invisível aos consumidores explica por que a região se tornou o coração da produção mundial de suco de laranja.

  • Ingressos esgotando para o 10º Coffee Dinner & Summit 2025

    Ingressos esgotando para o 10º Coffee Dinner & Summit 2025

    O 10º Coffee Dinner & Summit, um dos principais eventos da cafeicultura no mundo, está se aproximando rapidamente de sua capacidade máxima.

    Com expectativa de reunir 1.200 pessoas entre os dias 2 e 4 de julho de 2025, em Campinas (SP), o encontro organizado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) tem alta procura por ingressos e, segundo os organizadores, as vagas devem se esgotar ainda nesta semana.

    A décima edição do evento promete ser a mais grandiosa da história, com uma programação completamente renovada e distribuída em três dias intensos de debates, networking e oportunidades de negócios.

    O Royal Palm Hall, novo local escolhido para sediar o encontro, oferece uma infraestrutura moderna e estrategicamente localizada para facilitar o deslocamento dos participantes de todo o Brasil e exterior.

    “Nosso evento cresceu ao longo dos anos e entendemos que é necessário um local mais espaçoso, em uma cidade que facilite a questão logística dos participantes, além de ampliarmos o leque de temas de discussão diante de cenários desafiadores para todos os segmentos da cafeicultura mundial”, explica Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.

    Programação de peso internacional atrai líderes globais

    O Coffee Dinner & Summit 2025 terá como tema central das discussões “O futuro do fluxo do comércio: protagonismo e liderança dos cafés do Brasil”. Para esse debate, que ampliará as discussões a subtemas como tendências de consumo, desafios logísticos e socioambientais,o evento reunirá os principais executivos e tomadores de decisão do mercado cafeeiro mundial.

    A solenidade de abertura, marcada para as 19h30 do dia 2 de julho, contará com a presença de representantes dos governos federal e dos principais Estados produtores de café do Brasil, além das lideranças da cadeia produtiva mundial.

    O segundo dia promete ser o mais intenso, com uma programação que se estenderá das 10h30 às 18h15. O painel “CEO’s & Lideranças do agronegócio café global” trará à mesa representantes de gigantes como Neumann Gruppe, Sucafina, ECOM, Louis Dreyfus Company e EISA, que debaterão o cenário atual do mercado e os desafios futuros que moldarão a indústria.

    Discussões estratégicas sobre regulamentações europeias

    Um dos temas mais aguardados será abordado no painel “Organizações globais do café”, que trará discussões fundamentais sobre o Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento (EUDR) e as novas regras do comércio em tempos de ESG.

    Este painel contará com contribuições de autoridades da National Coffee Association (NCA), dos Estados Unidos; European Coffee Federation (ECF); British Coffee Association (BCA), do Reino Unido; Swiss Coffee Trade Association (SCTA), da Suíça; Federación Nacional de Cafeteros (FNC), da Colômbia; e do próprio Cecafé.

    O “Futuro da Cafeicultura Sustentável” ganhará espaço com a visão e as contribuições de Silvia Massruhá, presidente da Embrapa; Vanusia Nogueira, diretora executiva da Organização Internacional do Café (OIC); Dra. Charlotte Heyl, diretora de Sustentabilidade da Associação Alemã do Café (Deutscher Kaffeeverband – DKV); e Flavia Barbosa, diretora executiva da Exportadora Guaxupé.

    Análise econômica e perspectivas de mercado

    O evento também dedicará atenção especial às análises econômicas e perspectivas de mercado. O painel “Economia brasileira: o que esperar do futuro” contará com a expertise de um dos negociadores brasileiros do acordo União Europeia-Mercosul e ex-presidente do “Banco do BRICS”, o economista político Marcos Troyjo, e de alguns dos principais bancos do país.

    A “Geopolítica global” também estará em pauta com a apresentação dos posicionamentos de representantes dos Ministérios das Relações Exteriores (MRE – Itamaraty) e da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e do Conselho Empresarial da América Latina.

    Coffee Market Outlook: visão dos principais players

    No terceiro dia, os debates serão retomados às 09h45 no painel “Coffee market outlook”, com o presidente da Federación Nacional de Cafeteros, da Colômbia, Germán Bahamón, e profissionais da StoneX, Louis Dreyfus Company e Cooxupé fazendo suas considerações sobre o futuro do abastecimento do mercado cafeeiro. Essas empresas e entidade, que movimentam bilhões de dólares no mercado internacional de café, compartilharão suas projeções e estratégias para os próximos anos.

    Os desafios logísticos no abastecimento do café também ganharão destaque especial, com representantes do Cecafé, Brasil Terminal Portuário (BTP), MSC – Mediterranean Shipping do Brasil, JDE Peet´s Brazil e 4Infra debatendo soluções para gargalos que afetam a competitividade do café brasileiro.

    A dimensão política do evento ganha destaque com as presenças dos governadores dos dois principais Estados produtores de café no Brasil: Romeu Zema, de Minas Gerais, e Renato Casagrande, do Espírito Santo. E, ainda, com o painel “Futuro do agro brasileiro”, que apresentará a visão dos governadores, deputados e senadores da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), da presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Tania Zanella, sob mediação do presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

    Tendências de consumo e sustentabilidade

    O último painel do Coffee Dinner & Summit 2025 abordará as “Tendências de consumo do café”, com profissionais de empresas e entidades que representam os continentes onde o produto é mais consumido. Participarão representantes da NCA (EUA), Melitta Group (Europa) e Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), oferecendo uma visão global dos hábitos de consumo e suas evoluções.

    Compromisso ambiental e compensação de carbono

    O Cecafé demonstra seu compromisso com a sustentabilidade através da compensação de 9,8 toneladas de gases de efeito estufa que serão geradas pelo evento. A iniciativa inclui o plantio de 69 árvores nativas na Fazenda do Lobo, em Três Corações (MG), contribuindo para o reflorestamento de Áreas de Preservação Permanente e incentivando práticas regenerativas nos cafezais.

    “Após o cálculo das emissões de CO2 e equivalentes que serão geradas nos três dias do evento, o Cecafé realizou o plantio de árvores nativas, contribuindo para o reflorestamento e para a recuperação da vegetação nativa”, destaca Marcos Matos.

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    Os leitores do portal iG têm acesso a uma condição especial exclusiva para participação no evento. Compre agora por aqui.

    Networking e oportunidades de negócios

    Além da programação técnica, o evento oferece múltiplas oportunidades de networking através do coquetel de boas-vindas no primeiro dia e do jantar de gala que encerra as atividades. Estes momentos são tradicionalmente aproveitados pelos participantes para estabelecer novos econtatos comerciais, firmar parcerias e explorar oportunidades de negócios no mercado cafeeiro.

    “Nosso intuito é abordar o importante papel do café brasileiro e suas iniciativas no desenvolvimento sustentável, geração de renda e contribuição para o equilíbrio climático no que se refere às boas práticas e ao sequestro de carbono da atmosfera”, explica o diretor-geral do Cecafé.

    Apoio institucional e patrocinadores de peso

    A 10ª edição do Coffee Dinner & Summit caminha para se tornar histórica com o suporte dos patrocínios “Diamante”, do Grupo Tristão; “Ouro”, de ApexBrasil, Autoridade Portuária de Santos (APS), Cooxupé / SMC, ICE, LIV Logística / Porto Seco Sul de Minas, Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) do Espírito Santo, Sicoob e StoneX; “Prata”, de Bayer, ofi e Serasa Experian; e patrocínio do Sebrae.

    O evento conta com o apoio internacional da British Coffee Association (BCA), European Coffee Federation (ECF), German Coffee Association (Deutscher Kaffeeverband – DKV), International Coffee Organization (ICO), National Coffee Association (NCA) e Swiss Coffee Trade Association (SCTA).

    Como apoiadores nacionais, o 10º Coffee Dinner & Summit conta com as Associações Brasileiras da Indústria de Café (Abic), da Indústria de Café Solúvel (Abics) e de Cafés Especiais (BSCA); a Associação Comercial de Santos (ACS); os Centros do Comércio de Café de Minas Gerais (CCCMG) e de Vitória (CCCV); o Conselho Nacional do Café (CNC); e o Museu do Café.

    Como garantir sua participação

    Com a demanda crescente por vagas e a proximidade do evento, interessados em participar dos três dias de Summit, do coquetel de abertura e do jantar de gala devem garantir seus convites o quanto antes. As inscrições estão disponíveis através do link oficial, e organizadores alertam que as vagas remanescentes tendem a se esgotar rapidamente.

    Para empresas interessadas em patrocinar um dos maiores eventos da cafeicultura mundial, o Cecafé disponibiliza o contato [email protected], oferecendo diferentes modalidades de apoio e visibilidade durante os três dias de atividades.

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  • Nutrição com nitrato de cálcio reduz podridão floral em pomares de laranja

    Nutrição com nitrato de cálcio reduz podridão floral em pomares de laranja

    Um estudo conduzido em pomares de laranja no interior de São Paulo revelou que a aplicação de nitrato de cálcio, isolado ou combinado com nitrato de amônio, pode aumentar em até 25% a produtividade das laranjeiras. Além  de elevar em 30% a eficiência no uso do nitrogênio. Além disso, a estratégia nutricional contribuiu para a redução de 30% na incidência da podridão floral, uma das principais doenças que afetam a citricultura na região Sudeste.

    O pesquisador Dirceu Mattos Jr, do Instituto Agronômico (IAC), liderou o experimento durante quatro anos na fazenda Guacho, do Grupo Agroterenas, em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), em parceria com a Yara, referência global em nutrição de plantas, e o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus).

    Fontes nítricas superam adubação amoniacal

    A pesquisa comparou diferentes fontes de nitrogênio em sistemas de fertirrigação. Essa prática cresce no cinturão citrícola diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela disponibilidade hídrica. Os resultados mostraram que as fontes nítricas, especialmente o nitrato de cálcio, proporcionam desempenho superior em relação às fontes amoniacais, tanto em produtividade quanto em eficiência de uso do nutriente.

    Durante o Citros Day, evento técnico promovido pela Yara em Araraquara (SP), os dados foram apresentados a produtores e especialistas do setor. Segundo Thais Chiachia, pesquisadora da Yara, “a empresa investe em mais de 150 pesquisas em parceria com mais de 50 instituições. Sempre com base em conhecimento científico para impulsionar a evolução da agricultura”.

    Cálcio fortalece combate à podridão floral

    A podridão floral é uma das doenças mais graves da citricultura, podendo causar perdas de até 80% na produção em áreas afetadas. O estudo destacou que o fornecimento adequado de cálcio, via fontes nítricas, favorece a formação homogênea dos tecidos florais. Além de aumentar a tolerância das plantas a doenças.

    Além do ganho em produtividade, a estratégia nutricional baseada em nitrato de cálcio se mostrou uma alternativa sustentável ao reduzir a necessidade de fungicidas. E ajuda a evitar o desenvolvimento de resistência dos patógenos e promovendo um manejo mais equilibrado dos pomares.

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  • Mapa apreende 32 toneladas de arroz e feijão irregulares em Araraquara

    Mapa apreende 32 toneladas de arroz e feijão irregulares em Araraquara

    Durante fiscalização de rotina, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apreendeu 32 toneladas de arroz e feijão em Araraquara (SP). Os produtos apresentavam disparidade de tipo, ou seja, estavam classificados no rótulo como tipo 1, mas possuíam qualidade inferior. As auditores realizaram a ação em uma rede de supermercados de Ribeirão Preto e divulgaram os laudos nesta quinta-feira (17).

    Balanço da operação em Araraquara

    A equipe de fiscalização do Mapa apreendeu 4.595 pacotes de 5 quilos de arroz, totalizando 22.975 quilos. Uma empresa de Uberlândia (MG) embalou o produto, do tipo longo fino. Já uma empresa de Brodowski (SP) 9.200 embalou pacotes de feijão, com 1 quilo cada, do tipo cores. O produto também já está fora de circulação.

    Nos dois casos, os auditores constataram que os grãos não correspondiam à classificação informada nos rótulos. Em relação ao arroz, dois lotes apresentaram níveis elevados de grãos quebrados e quireras. Um deles registrou 23,33%, e o outro, 31,80%. A legislação só permite até 7,5% dessas imperfeições para que o arroz seja considerado tipo 1. Ou seja, com esses índices, os lotes deveriam ser classificados como tipo 2. Essa regra está no anexo VII da Instrução Normativa Mapa nº 6/2009, que define o Regulamento Técnico do Arroz.

    O feijão também apresentou graves irregularidades. Um lote tinha 3,57% de grãos mofados, ardidos e germinados, sendo que o máximo permitido para o tipo 1 é 1,5%. Outro lote continha 5,41% de grãos amassados, danificados, partidos e imaturos, quando o limite para tipo 1 é de 2,5%.

    A legislação vigente determina essas normas na tabela 1 da Instrução Normativa Mapa nº 12/2008, que estabelece o Regulamento Técnico do Feijão.

    Fraude contra o consumidor

    Segundo os fiscais, os produtos estavam sendo comercializados de forma enganosa, induzindo o consumidor ao erro. Ou seja, a rotulagem sugeria um padrão superior de qualidade, o que não correspondia à realidade. Em resumo, a apreensão seguiu o artigo 102 do Decreto Federal 6.268/2007 e o artigo 26 da Lei Federal 14.515/2022, conhecida como Lei do Autocontrole. As empresas envolvidas poderão ser punidas conforme o artigo 27 da mesma lei.

    O Mapa assegura às empresas o direito à ampla defesa durante o processo administrativo. Elas poderão solicitar análises periciais. Se confirmarem as irregularidades, os fiscais autuarão os responsáveis conforme o artigo 76 do Decreto 6.268/2007. Além disso, as empresas deverão substituir os lotes irregulares por produtos  que atendam aos padrões legais. Os alimentos fora do padrão voltarão às indústrias para reprocessamento, sob acompanhamento da fiscalização.

    A equipe do Mapa em Araraquara conduziu a operação. O objetivo é garantir transparência na cadeia produtiva e proteger o consumidor. Quem identificar alimentos suspeitos de má qualidade pode denunciar na plataforma Fala BR, disponível no site do Ministério da Agricultura. O sistema, gerido pela Controladoria Geral da União, permite envio de denúncias anônimas ou identificadas e tem ajudado nas ações de fiscalização.

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  • 10 toneladas de arroz são apreendidas em operação federal

    10 toneladas de arroz são apreendidas em operação federal

    Agentes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Araraquara, São Paulo, realizaram uma apreensão de 10,5 mil quilos de arroz. Durante uma fiscalização de rotina em uma rede de supermercados, os fiscais identificaram que os pacotes, que indicavam conter arroz tipo 1, apresentavam uma qualidade inferior, classificada como tipo 3. O arroz, embalado por uma empresa do Rio Grande do Sul, continha grãos mais quebrados e uma quantidade excessiva de quirera, o que caracteriza uma irregularidade grave.

    Fraude foi descoberta em Araraquara (SP); embalagem indicava que produto era tipo 1, mas análise fiscal classificou como tipo 3, mais quebrado e com quirera. Divulgação MAPA

    Segundo os fiscais, a fraude configura uma violação aos direitos do consumidor, já que a Instrução Normativa Ministerial nº 06/2009 estipula que o limite máximo de grãos quebrados e quirera para o tipo 1 é de 7,5% do peso total.

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    No entanto, a análise do Mapa encontrou 24,59% de grãos fora do padrão, mais que o triplo permitido. A empresa responsável, reincidente em infrações, enfrentará uma investigação em um processo administrativo, e apenas após o término das investigações divulgarão o nome da infratora.

    Próximos passos

    Conforme prevê a legislação, a empresa poderá solicitar uma análise pericial do produto. Se a não conformidade for confirmada, precisará substituir os lotes irregulares. Os fiscais deverão supervisionar o reenvio dos pacotes tirados de circulação nessa apreensão de arroz à indústria para reprocesso e readequação.

    A ação se baseia no Decreto Federal 6.268/2007 e na lei federal 14.515/2022, a Lei do Autocontrole, sujeitando a empresa a penalidades previstas. O Mapa orienta os consumidores a denunciarem suspeitas de fraudes na qualidade de produtos vegetais ou derivados.

    A denuncia pode ser por meio da plataforma Fala BR. A ferramenta está disponível no site oficial da instituição. O sistema permite que os cidadãos façam denúncias de forma anônima. E colabora na organização de fiscalizações futuras, sendo administrado pela Controladoria Geral da União (CGU).

  • Citricultura e febre aftosa são focos da visita de Fávaro ao interior paulista

    Citricultura e febre aftosa são focos da visita de Fávaro ao interior paulista

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com representantes do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) em Araraquara para discutir avanços na citricultura, com foco no fortalecimento da defesa agropecuária e na competitividade do setor no mercado internacional. Durante a reunião, Fávaro enfatizou seu compromisso em encontrar soluções para a doença Huanglongbing (HLB), também conhecida como Greening, causada pela bactéria Candidatus Liberibacter spp..

    “A citricultura brasileira é um exemplo para o mundo. Venho aqui com muito otimismo, acreditando que, juntos – poder público, produtores e indústria -, conseguiremos desenvolver soluções e enfrentar esse desafio, mantendo a força dessa atividade. A liberação de novas moléculas avança a passos largos, sendo a prioridade número um do Ministério da Agricultura”, afirmou Fávaro.

    Ele também destacou o apoio à pesquisa e garantiu que todas as medidas necessárias seriam tomadas. “Fiquei profundamente sensibilizado. Vamos superar esse desafio e o Brasil continuará sendo um grande produtor mundial de citrus e de oportunidades na citricultura”, completou.

    O Greening é a principal ameaça à citricultura global, afetando todas as variedades de citros e sem cura conhecida para as plantas contaminadas. No Brasil, a praga está presente e sob controle oficial nos estados de Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

    Cutrale, empresa especializada em citricultura que abrange desde a formação de mudas até o processamento de sucos e subprodutos, é responsável por pelo menos 25% do mercado de suco de laranja mundial

    Durante sua visita a Araraquara, Fávaro também conheceu a sede da Sucocítrico Cutrale Ltda., uma empresa brasileira especializada em citricultura que abrange desde a formação de mudas até o processamento de sucos e subprodutos. A Cutrale detém pelo menos 25% do mercado mundial de suco de laranja, além de participações em muitas outras empresas, como Femsa Coca Cola.

    Visita técnica em Ribeirão Preto

    O ministro Carlos Fávaro também realizou uma visita técnica à Ourofino Saúde Animal, em Ribeirão Preto (SP).  A empresa é credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para conduzir estudos avançados e desenvolver insumos veterinários. A pauta da visita foi o futuro da produção de vacinas contra febre aftosa, visando manter o parque industrial ativo.

    Apesar da retirada da vacinação contra febre aftosa no Brasil, a Ourofino pretende manter sua estrutura e fábrica em funcionamento. Isso é estratégico para fortalecer a sanidade global e consolidar a liderança no setor. “Trabalhamos e defendemos, como estratégia prioritária para o Brasil, a capacidade de produzir insumos essenciais para garantir a saúde animal e fortalecer a sanidade no setor agropecuário”, disse Fávaro.

    Alternativas para manter produtividade no campo

    Durante a visita, discutiram alternativas para manter a produtividade do campo e da pecuária. Isso inclui novos produtos e soluções inovadoras. O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Carlos Goulart, ressaltou a importância da autodeclaração do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. “A visita de hoje buscou reforçar a estratégia do Mapa em garantir que o Brasil esteja sempre preparado para atender às demandas de sanidade animal”, destacou Goulart.

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    A comitiva do Mapa foi recebida por Kleber Soares, presidente da Ourofino Saúde Animal; Jardel Massari, sócio fundador; Marcelo Abdo, CEO da Ourofino Agrociência; e Thais Clemente, diretora-executiva. Também participaram da visita Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola; Edilene Soares, diretora do Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas; Marcelo Mota, diretor do Departamento de Saúde Animal; Wilson Taques, chefe de Gabinete; e Carla Madeira, chefe da Assessoria Especial de Comunicação Social.

    Comitiva do Mapa visitou uma das empresas fabricantes da vacina contra a febre aftosa, a Ourofino

    Fundada em 1987, a Ourofino Saúde Animal possui um complexo industrial com mais de 200 mil metros quadrados que atende às rigorosas normas locais e internacionais para fabricação de produtos veterinários. Desde 2010, a empresa atua no mercado de imunobiológicos com a fabricação da vacina contra febre aftosa.

    Brasil Livre de febre aftosa sem vacinação

    Em maio deste ano, com o fim da última imunização contra febre aftosa em 12 unidades da Federação e parte do estado do Amazonas, o Brasil avançou no Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa (PE-PNEFA) e se tornou totalmente livre da doença sem vacinação.

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    O próximo passo é obter o reconhecimento internacional como zona livre de febre aftosa sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). Atualmente, apenas os estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso possuem esse certificado.

  • Nuvem de poeira e fumaça toma conta do céu no interior de São Paulo

    Nuvem de poeira e fumaça toma conta do céu no interior de São Paulo

    Uma densa nuvem de poeira e fumaça tem envolvido o céu do interior de São Paulo, criando uma atmosfera opressiva e preocupante para os moradores. As intensas queimadas que assolam a região, principalmente em áreas rurais, estão diretamente causando essa situação. As queimadas, comuns nesta época do ano devido à seca prolongada e ao uso do fogo como prática agrícola, têm se intensificado. Além disso, a fumaça gerada é carregada pelo vento, formando uma cortina que cobre vastas áreas.

    Nesta tarde sábado, uma densa nuvem de poeira e fumaça tem dominado o céu do interior de São Paulo, especialmente nas regiões de Ribeirão Preto e arredores. O fenômeno é resultado de queimadas que se intensificaram devido às condições climáticas adversas, como a seca prolongada e as altas temperaturas que afetam a agricultura local.

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    A nuvem de fumaça tem causado um aumento nos atendimentos médicos relacionados a doenças respiratórias, como bronquite e asma. As autoridades de saúde pública estão alertando a população para os riscos associados à inalação de fumaça, especialmente em grupos vulneráveis, como crianças e idosos.

    Prejuízo em todos os setores

    A combinação de fumaça e poeira suspensa no ar reduziu significativamente a visibilidade, afetando não apenas o tráfego nas estradas, mas também a qualidade do ar. Em várias cidades, os moradores relatam dificuldades respiratórias e irritações nos olhos, agravadas pela baixa umidade e altas temperaturas. As autoridades de saúde têm alertado a população para os riscos, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios crônicos, como asma e bronquite.

    O agronegócio, principal motor econômico da região, também sofre os impactos.  A fuligem que se deposita sobre as lavouras pode prejudicar a qualidade dos produtos. Enquanto a falta de chuvas dificulta o controle das queimadas e a recuperação das áreas afetadas., Além disso, plantações e pastagens atingidas pelas chamas, geram prejuízos consideráveis aos produtores.

    Além do impacto direto na produtividade agrícola, a poluição atmosférica também pode interferir nas atividades de polinização e prejudicar a saúde dos animais. Em algumas áreas, as queimadas têm atingido tamanha intensidade que matam gado e outros animais de criação.

    Governo se mobiliza

    As autoridades locais têm se mobilizado para combater os focos de incêndio, mas a situação continua crítica, com novos focos surgindo a cada dia. A expectativa é de que, com a chegada de chuvas previstas para as próximas semanas, a situação comece a melhorar. Até lá, a população do interior de São Paulo enfrenta um cenário difícil, em que o céu encoberto por fumaça e poeira se tornou uma lembrança constante da destruição causada pelas queimadas.

    O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) realizou um sobrevoo na manhã deste sábado (24) sobre regiões do interior de São Paulo atingidas por incêndios ocorridos na sexta-feira (23).

    A nuvem de poeira e fumaça que toma conta do céu no interior de São Paulo é um alerta sobre os desafios enfrentados pela agricultura e pela saúde pública na região. Com a combinação de fatores climáticos e práticas inadequadas, é crucial que medidas eficazes sejam implementadas para proteger as lavouras e garantir a saúde da população. Além disso, a conscientização e a adoção de práticas sustentáveis são fundamentais para enfrentar esse problema e preservar o meio ambiente.

    PAM – Programa de Aúxulio Mútuo

    O PAM é um programa que coordena ações para combater incêndios e minimizar riscos. Almir Torcato, gestor executivo da Canaoeste, explicou que a associação oferece aos membros um sistema de monitoramento via satélite. “Combatemos os incêncios com um plano integrado entre os produtores, utilizando informações de satélite. Monitoramos as propriedades dos associados e áreas públicas”, destacou Torcato.

    Queimadas mudam o cenário no interior de São Paulo

    Ele enfatizou que os produtores não têm interesse em incendiar suas plantações, uma prática abandonada desde 2017, quando o setor passou a adotar a colheita mecanizada. “O setor não mede esforços para combater os focos de incêndio, que prejudicam o meio ambiente e causam enormes prejuízos financeiros”, acrescentou.

    Torcato alertou para as condições climáticas que favorecem a proliferação de incêndios nesta época do ano. Além disso, ele destacou a necessidade de conscientização da população, especialmente sobre evitar o descarte de cigarros e a realização de churrascos em áreas próximas às plantações.

    Queimadas

    A Canaoeste emitiu uma nota de repúdio aos incêndios criminosos que vêm afetando propriedades rurais na região. No documento, a associação reforça que os produtores e usinas não são responsáveis pelos incêndios. Desde o protocolo “Etanol Mais Verde”, firmado em 2017, o setor se comprometeu com a preservação ambiental e a eliminação das queimadas como método de colheita.

    A associação também explicou os impactos dos incêndios nas lavouras de cana. “Um canavial atingido pelo fogo pode se deteriorar em poucos dias. Resultando em perda da qualidade dos açúcares, aumento de impurezas e decomposição dos tecidos vegetais, tornando a cana inadequada para o processamento industrial”, afirmou.

    Além disso, os incêndios ainda geram prejuízos econômicos diretos aos produtores, além de implicações legais. Em resumo, as multas podem variar de R$ 1.000,00 a R$ 7.000,00 por hectare queimado. Sem contar a obrigação de reparação dos danos ambientais e a responsabilização criminal.