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  • Rara arara-canindé branca é registrada no Tocantins e impressiona

    Rara arara-canindé branca é registrada no Tocantins e impressiona

    Uma arara-canindé com plumagem branca e amarelada ganhou destaque nas redes sociais nos últimos dias. O raro exemplar foi fotografado pelo geógrafo e fotógrafo de natureza Clóvis Cruvinel em Aliança do Tocantins (TO).

    Tradicionalmente reconhecida pelas cores azul e amarela, características da espécie, a ave surpreendeu pela aparência incomum. A alteração na coloração é resultado de uma condição genética rara chamada lutinismo, responsável pela ausência total de melanina, mantendo, no entanto, os pigmentos amarelos e avermelhados.

    Segundo Cruvinel, a ave apresenta exatamente essa condição genética. Dessa forma, a falta de melanina faz com que a plumagem assuma tonalidades mais claras, enquanto os olhos costumam adquirir coloração avermelhada.

    Arara branca ao lado de arara azul, no Tocantins.
    Foto: Reprodução/Clóvis Cruvinel

    Em uma das fotografias, a ave aparece ao lado de outra arara-canindé com a coloração padrão da espécie.

    Por conta da raridade, as imagens repercutiram entre observadores de aves, fotógrafos de natureza e pesquisadores. Casos de lutinismo são considerados incomuns na fauna silvestre e se tornam ainda mais raros quando ocorrem em aves de grande porte, como as araras.

    Beleza rara pode representar um desafio

    Embora a aparência diferenciada impressione, a mutação genética pode trazer dificuldades para a sobrevivência da ave em ambiente natural.

    De acordo com o biólogo especialista em aves Danilo Freitas Rangel, a ausência de melanina reduz a capacidade de camuflagem do animal, tornando-o mais vulnerável à ação de predadores.

    “Ao eliminar a melanina e destacar uma coloração vibrante na plumagem, a ave perde sua camuflagem natural nas copas das árvores, transformando-se em um alvo fácil para predadores”, afirma.

    Além dos riscos naturais, a raridade também pode aumentar a exposição ao tráfico de animais silvestres. Segundo o especialista, indivíduos com características incomuns costumam despertar o interesse de colecionadores ilegais.

    “A beleza exótica e a extrema raridade dessas araras atraem a atenção de traficantes, que frequentemente monitoram ninhos para capturar filhotes ainda jovens”, alerta.

    Por fim, Rangel destaca que registros como esse possuem grande importância científica. Segundo ele, a ocorrência ajuda pesquisadores a compreenderem melhor os processos evolutivos que continuam acontecendo na natureza.

  • Arara-canindé “pega carona” em viatura da PM

    Arara-canindé “pega carona” em viatura da PM

    Uma arara-canindé surpreendeu policiais do interior de São Paulo ao pousar na janela de uma viatura. O sargento Galesco registrou o momento e compartilhou o vídeo, que rapidamente viralizou. Nas imagens, a ave, tranquila, recebe carinho dos militares.

    A arara-canindé (Ara ararauna), conhecida por suas penas azuis, amarelas e verdes, é uma das aves mais icônicas do Brasil. Apesar da popularidade, a espécie enfrenta graves ameaças:

    • Tráfico ilegal (é uma das aves mais cobiçadas no mercado negro);
    • Perda de habitat devido ao desmatamento;
    • Risco de extinção em algumas regiões.

    Cenas espontâneas de interação entre animais silvestres e humanos, como essa, chamam atenção para a importância da preservação. Biólogos reforçam:

    Arara-canindé: a joia colorida da fauna brasileira

    A arara-canindé (Ara ararauna), com suas penas azuis, amarelas e verdes, é uma das aves mais icônicas do Brasil. Encontrada desde a Amazônia até o Cerrado e partes da Mata Atlântica, essa espécie se destaca pela beleza e comportamento sociável, vivendo em bandos ou pares monogâmicos. Elas habitam florestas tropicais, cerrados e áreas abertas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Em cativeiro legalizado, podem viver até 50 anos.

    Características:

    • Mede até 90 cm e pesa cerca de 1,1 kg.
    • Alimenta-se de frutas, sementes e coquinhos, usando seu bico forte para quebrar cascas duras.
    • Vive até 70 anos em cativeiro, mas exige cuidados complexos devido ao seu tamanho e necessidade de estímulos.

    Apesar de classificada como “pouco preocupante” pela IUCN, a espécie sofre com o tráfico ilegal (um exemplar pode valer US$ 4 mil no mercado negro) e a perda de habitat 25. Em alguns locais, como São Paulo e Santa Catarina, já foi extinta localmente. Projetos de reintrodução, como no Parque Nacional da Tijuca (RJ), buscam devolver essas aves à natureza após 200 anos de ausência.

    Indígenas brasileiros, como os Tupis, reverenciavam a arara-canindé em mitos e cantos, associando-a à criação do fogo e à arte.

    Denuncie o comércio ilegal ao IBAMA (0800 61 8080) e evite alimentar araras selvagens para não prejudicar seu comportamento natural.

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  • Araras-azuis são flagradas se refrescando no Pantanal

    Araras-azuis são flagradas se refrescando no Pantanal

    No coração do Pantanal, um grupo de araras-azuis foi flagrado se refrescando em um açude, em um momento crucial de hidratação. Conforme a ONG OnçaFari, que registrou a cena, a onda intensa de calor está impactando o dia-a-dia dos animais. Portanto, esses momentos de descanso são cada vez mais essenciais.

    Além disso, o vídeo publicado nas redes sociais mostra dezenas de araras-azuis ao redor da água, em uma harmonia impressionante. Em meio às altas temperaturas, elas voaram em direção ao açude para matar a sede. Sendo assim, a ONG destacou a importância da hidratação, comparando o momento a um “bloco de Carnaval”. Assim, a seca e o calor no Pantanal tornam esses encontros vitais para a fauna brasileira.

    No Pantanal, as araras-azuis são encontradas em áreas abertas e semiabertas, preferindo habitats com palmeiras e buritizais. Além disso, elas também habitam regiões do Cerrado e da Amazônia, onde são comuns em bordas de matas secas e florestas de galeria. Portanto, sua distribuição geográfica abrange principalmente o Brasil, com presença também na Bolívia e ParaguaiA

    Expectativa de vida

    Quanto à expectativa de vida, as araras-azuis podem viver até 40 anos na natureza, embora em cativeiro possam alcançar até 60 anos. Essa longevidade permite que os casais, que formam laços monogâmicos duradouros, possam completar décadas juntos, dividindo responsabilidades como cuidar dos filhotes e buscar alimentos.

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  • GTA ajuda no combate ao tráfico de animais silvestres, segundo Ministério

    GTA ajuda no combate ao tráfico de animais silvestres, segundo Ministério

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lançou um curso a distância em parceria com a Organização Freeland, com o objetivo de capacitar agentes de instituições governamentais federais sobre a importância da Guia de Trânsito Animal (GTA) no combate ao tráfico de animais silvestres. A gravação da videoaula ocorreu em São Paulo e mostra como a GTA é essencial para controlar a origem e o destino dos animais durante o transporte.

    O curso é uma versão adaptada de um treinamento presencial sobre tráfico de espécies silvestres. Ele tem duração prevista de 40 horas e inclui módulos teóricos e práticos. O projeto é financiado pelo Gabinete de Assuntos Internacionais sobre Narcóticos e Aplicação da Lei dos Estados Unidos (INL). E representa a primeira iniciativa do tipo com acesso remoto.

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    Durante a gravação, Miriam Sassaki, agente de inspeção e médica veterinária da Superintendência de Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (SFA-SP), explicou que a GTA é obrigatória para o deslocamento de diversos animais, exceto cães e gatos. Ela destacou que o Mapa, em colaboração com os Órgãos Estaduais de Sanidade Animal (Oesas), é responsável por habilitar médicos veterinários da iniciativa privada para emitir as GTAs.

    Riscos do tráfico de animais

    Os riscos associados à captura e transporte de animais silvestres são uma preocupação crescente para a Defesa Agropecuária brasileira. Animais infectados podem transmitir doenças a outras espécies, incluindo humanos. Leandro Bondar, coordenador de educação da Freeland Brasil, citou a pandemia de Covid-19 como um exemplo das consequências perigosas do tráfico.

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    Casos anteriores mostram essa ameaça: em 2019, autoridades em Corumbá (MS) sacrificaram 160 canários contrabandeados do Peru por falta de documentação sanitária. No ano seguinte, a Polícia Rodoviária Federal resgatou 320 canários-venezuelanos no Mato Grosso. Eles foram sacrificados por apresentarem risco à saúde pública.

    Estratégias educacionais

    Leandro Bondar e Jennifer Machado, analista educacional da Freeland, estiveram presentes na gravação do curso. Eles explicaram que a ONG atua em três frentes: educação ambiental, capacitação de agentes públicos e monitoramento de políticas públicas. O conteúdo do curso incluirá textos, gráficos e depoimentos em vídeo, sendo disponibilizado para treinar os 13 mil agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Brasil.

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    A expectativa é que o curso ofereça um treinamento abrangente. A duração é entre 60 a 80 horas, com uma contribuição significativa para o combate ao tráfico de animais silvestres. E, além disso, promovendo a conservação da biodiversidade no país.