Tag: aquisição

  • CADE aprova aquisição da Ceratti e impulsiona expansão do Grupo Zanchetta

    CADE aprova aquisição da Ceratti e impulsiona expansão do Grupo Zanchetta

    O Grupo Zanchetta recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), sem restrições, para concluir a aquisição da Ceratti, uma das marcas mais tradicionais da indústria brasileira de alimentos.

    Logo Ceratti

    A decisão marca o início da integração entre as empresas e reforça a estratégia de expansão do grupo no setor alimentício. Com a operação, o Zanchetta amplia seu portfólio e fortalece a presença junto ao consumidor final.

    Tradição e estratégia se encontram

    Fundado há 31 anos, o Grupo Zanchetta construiu uma trajetória baseada em gestão eficiente, qualidade e visão de longo prazo. Já a Ceratti soma mais de 90 anos de atuação e se destaca pela tradição e confiança conquistada entre os consumidores brasileiros.

    A união das empresas conecta competências complementares e reforça valores em comum, como compromisso com a qualidade, ética nas relações e foco na geração de valor sustentável.

    Preservação e inovação

    Segundo o grupo, a integração vai priorizar a preservação da identidade da Ceratti, ao mesmo tempo em que abre espaço para inovação e evolução da marca no mercado.

    O movimento também amplia a capacidade do Zanchetta de atuar em diferentes ocasiões de consumo, desenvolver novos produtos e fortalecer seu posicionamento no setor.

    “Recebemos uma marca construída ao longo de décadas e reconhecida pela confiança dos consumidores. Nosso compromisso é preservar essa essência e criar condições para que ela continue crescendo. E se mantendo relevante”, afirma Carlos Augusto Zanchetta, diretor de operações do grupo.

    A estratégia da empresa aposta na combinação entre tradição e inovação como base para sustentar o crescimento e ampliar a conexão com novas gerações de consumidores.

  • Grupo Daabon assume operação da Agropalma no Pará

    Grupo Daabon assume operação da Agropalma no Pará

    O Grupo Daabon concluiu a aquisição de 100% das operações da Agropalma no Pará e iniciou oficialmente sua atuação no mercado brasileiro de óleo de palma. A empresa colombiana passa a controlar ativos estratégicos, incluindo áreas de plantio, reservas florestais, seis indústrias de extração em Tailândia (PA) e uma refinaria em Belém.

    A operação marca a entrada direta da Daabon no Brasil e inaugura uma nova fase para a Agropalma, referência nacional em produção sustentável de óleo de palma. As unidades no Pará mantêm a marca Agropalma, enquanto a refinaria de Limeira (SP), que não integrou o acordo, passa a operar sob o nome Indústrias Xhara, sob gestão da APAR Holdings.

    Com presença em quatro continentes, a Daabon amplia sua atuação na América Latina e reforça sua estratégia de expansão em cadeias agrícolas sustentáveis. Fundada em 1914, a companhia acumula mais de um século de experiência e atua de forma integrada da produção ao mercado.

    Segundo Giancarlo Dávila, CEO da Agropalma, a integração fortalece o desenvolvimento do setor no país. “Vamos contribuir com nossa expertise em agricultura, industrialização e sustentabilidade para apoiar o crescimento do óleo de palma no Brasil, ao lado dos profissionais do Pará”, afirma.

    Sustentabilidade

    A Daabon opera com certificações como Regenerative Organic Certified (ROC), Fair Trade e RSPO, além de adotar políticas de desmatamento zero e rastreabilidade total da produção. A empresa também mantém programas voltados ao desenvolvimento comunitário, alinhados às práticas já consolidadas pela Agropalma.

    Para André Gasparini, diretor Comercial, de Marketing e P&D da Agropalma, a transação garante a continuidade de um modelo consolidado. “Construímos uma operação integrada, com foco em qualidade e responsabilidade socioambiental. A chegada da Daabon assegura a manutenção desse legado”, diz.

    A empresa colombiana planeja ampliar investimentos no Pará, com foco em aumento de produtividade, fortalecimento da cadeia do óleo de palma e expansão de programas com agricultores familiares. A iniciativa também deve impulsionar a geração de empregos e parcerias locais.

    Agropalma mantém liderança em óleo de palma sustentável

    Fundada em 1982, em Tailândia (PA), a Agropalma consolidou-se como referência global na produção sustentável de óleo de palma. A empresa atua em toda a cadeia produtiva, da produção de mudas ao refino e desenvolvimento de produtos de alto valor agregado.

    Atualmente, a companhia opera seis indústrias de extração, uma refinaria em Belém e um terminal de exportação, além de empregar cerca de 5 mil colaboradores. O programa de agricultura familiar, implementado há mais de duas décadas, beneficia mais de 300 produtores parceiros.

    Daabon reforça estratégia global com foco em sustentabilidade

    Com sede em Santa Marta, na Colômbia, o Grupo Daabon atua nos segmentos de agricultura, indústria, logística e energia. Seu portfólio inclui óleo de palma, banana, café e bioenergia.

    A empresa emprega mais de 5 mil pessoas e sustenta sua estratégia em três pilares: sustentabilidade, rastreabilidade e inovação. A aquisição da Agropalma fortalece sua presença global e amplia a participação no mercado de óleo de palma sustentável.

  • BASF reforça portfólio biológico com aquisição da AgBiTech

    BASF reforça portfólio biológico com aquisição da AgBiTech

    A BASF Soluções para Agricultura anunciou a aquisição da AgBiTech, empresa norte-americana especializada em controle biológico de pragas. O acordo com a firma de private equity Paine Schwartz Partners e outros acionistas prevê que a BASF assuma a propriedade total da companhia, incluindo portfólio, patentes, unidades de fabricação e centros de pesquisa e desenvolvimento.

    A conclusão do negócio está prevista para o primeiro semestre de 2026, ainda sujeita à aprovação das autoridades regulatórias. Os valores e termos financeiros do acordo não foram divulgados.

    Fundada em 2000, com sede em Fort Worth (Texas, EUA), a AgBiTech desenvolve soluções baseadas na tecnologia de Nucleopoliedrovírus (NPV),vírus naturais usados para o controle de insetos que atacam culturas agrícolas. A empresa atua no Brasil, Estados Unidos e Austrália, atendendo produtores de soja, milho, algodão e outros cultivos.

    Segundo Livio Tedeschi, presidente global da BASF Soluções para Agricultura, a compra reforça o foco da companhia em práticas agrícolas sustentáveis e inovadoras. “A AgBiTech tem um histórico sólido no desenvolvimento de soluções eficientes para o manejo de pragas. Essa experiência complementa nosso portfólio de BioSoluções e reforça nossa estratégia de uma agricultura mais sustentável e holística”, destacou o executivo.

    Brasil e a integração

    O vice-presidente sênior de Marketing Estratégico e Sustentabilidade Global da BASF, Marko Grozdanovic, afirma que o Brasil será um dos principais beneficiados com a integração. “O país é um dos mercados que mais cresce em proteção biológica de cultivos. Essa aquisição fortalece nossa posição como fornecedor de soluções integradas e sustentáveis”, afirmou.

    Na mesma linha, Sergi Vizoso-Sansano, vice-presidente sênior da BASF Soluções para Agricultura na América Latina, ressaltou a importância da tecnologia da AgBiTech para o campo brasileiro. “Os produtores enfrentam grandes desafios com lagartas que afetam a produtividade. A tecnologia da AgBiTech representa uma solução adicional e eficaz para o controle dessas pragas”, disse.

    Com a aquisição, a BASF amplia seu portfólio de soluções biológicas e reforça sua presença no segmento de proteção sustentável de cultivos, especialmente no Brasil — um dos mercados mais promissores para o setor.

  • Savencia, dona da Polenghi, anuncia compra da Quatá Alimentos no Brasil

    Savencia, dona da Polenghi, anuncia compra da Quatá Alimentos no Brasil

    A Savencia Fromage & Dairy, grupo francês dono da marca Polenghi, assinou acordo para a compra da Quatá Alimentos, fabricante brasileira de queijos e derivados que reúne marcas como Quatá e Glória. A transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), mas já reposiciona a companhia no mercado brasileiro de laticínios.

    ​No comunicado oficial, o CEO global da Savencia, Olivier Delaméa, afirmou que a aquisição “reforça a presença histórica da Savencia no Brasil, onde o grupo está estabelecido há décadas”. Segundo ele, o movimento representa “um passo importante em nossa trajetória de crescimento no país, ao complementar o portfólio e fortalecer nossa posição no mercado brasileiro de lácteos”.

    ​A Quatá atua com uma ampla linha de queijos, requeijões, creme de leite e outros produtos lácteos. A marca tem forte reconhecimento entre consumidores e presença relevante em estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A empresa tem perfil familiar, baseia sua operação na captação de leite nessas regiões e construiu reputação ligada à qualidade e à tradição queijeira.

    ​Com a aquisição, a Savencia passa a somar as marcas Quatá e Glória a um portfólio que já inclui Polenghi, Polenguinho, Frescatino e Campo Lindo. O grupo destaca que a complementaridade das linhas deve ampliar a oferta de queijos e lácteos no país. Além de fortalecer a presença da empresa em diferentes faixas de preço e perfis de consumo.

    Fundadores da empresa brasileira comentam operação

    ​Os fundadores da Quatá, José Henrique Coutinho e Maurício Franco, também comentaram a operação. Eles disseram que o negócio marca “um novo passo em nossa história ao nos juntarmos à grande família Savencia”. Eles afirmaram ainda que a aliança honra a trajetória da Quatá e reforça o compromisso com a continuidade do desenvolvimento da empresa.

    ​Enquanto o Cade avalia a transação, Savencia e Quatá seguirão operando de forma independente. Portanto, mantendo o atendimento a clientes e consumidores sem mudanças na rotina comercial. Caso o órgão antitruste aprove o negócio, a Savencia reforçará sua posição na disputa com grupos globais como Lactalis, Nestlé e Vigor no mercado brasileiro de laticínios.

  • Alper Seguros consolida presença no agronegócio com aquisição da Reolon no Mato Grosso

    Alper Seguros consolida presença no agronegócio com aquisição da Reolon no Mato Grosso

    A Alper Seguros, uma das principais corretoras de seguros do Brasil, anunciou nesta quarta-feira (26) a aquisição da Reolon, especializada em seguros para o agronegócio, com sede em Lucas do Rio Verde (MT). A transação, a terceira em 2025, representa a primeira incursão da empresa no Centro-Oeste e consolida sua posição no setor agropecuário, que administra R$ 76 milhões em prêmios na região.

    Estratégia de crescimento e integração

    A Reolon, fundada em 1997, atua no maior estado produtor agropecuário do país, oferecendo seguros patrimoniais e de maquinário para produtores de soja, milho e algodão. A operação integra a carteira da Alper, que já soma R$ 5 bilhões em prêmios intermediados. André Lins, vice-presidente de Agro da Alper, destacou a importância da região. “Esta aquisição representa um passo estratégico em nossa expansão para o Centro-Oeste, região fundamental para o agronegócio brasileiro”.

    Com a integração, Felipe Reolon, CEO da corretora adquirida, assumirá a diretoria da nova filial em Lucas do Rio Verde. Ela se tornará o 28º escritório da Alper no país. A equipe local será mantida, com processo de integração previsto para seis meses.

    Expansão agressiva e reconhecimento

    A Alper Seguros mantém ritmo acelerado de aquisições, com caixa de R$ 400 milhões disponível para até oito operações em 2025. Desde janeiro, a empresa já incorporou a Ducais (MG) e a Humani (SP), ambas especializadas em benefícios. A Corporate Finance International (CFI), assessora da Reolon, elogiou a combinação entre expertise local e estrutura nacional da Alper. “Trata-se de uma combinação estratégica entre uma empresa regional sólida e um grupo em plena expansão”.

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