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  • Plano Safra 2026/27 recebe críticas apesar da queda dos juros

    Plano Safra 2026/27 recebe críticas apesar da queda dos juros

    O governo federal anunciou nesta terça-feira (30) o Plano Safra da Agricultura Empresarial 2026/27, que disponibilizará R$ 525,1 bilhões em crédito rural para médios e grandes produtores. Apesar da redução de até 1,5 ponto percentual nas taxas de financiamento, representantes do agronegócio afirmam que os juros continuam elevados e podem limitar novos investimentos no campo.

    As linhas de custeio e investimento terão taxas entre 8% e 12,5% ao ano, válidas para a safra que começa em 1º de julho.

    Especialistas avaliam que juros ainda dificultam investimentos

    Segundo Leila Harfuch, sócia-gerente da Agroicone, a redução das taxas representa um avanço, mas ainda não é suficiente diante do elevado endividamento dos produtores rurais.

    Na avaliação da especialista, muitos agricultores continuarão enfrentando dificuldades para contratar novos financiamentos, especialmente em um cenário de inadimplência elevada.

    Ela destaca ainda que parte dos recursos anunciados pelo governo veio da incorporação de programas já existentes, como o Move Agricultura e o EcoInvest Brasil.

    Entre eles estão:

    • R$ 10 bilhões do Move Agricultura;
    • R$ 28,5 bilhões do EcoInvest Brasil para recuperação de pastagens degradadas.

    Apesar disso, Harfuch afirma que ainda existem dúvidas sobre a execução prática desses programas.

    Seguro rural preocupa o setor

    Outro ponto que gerou críticas foi a ausência de novos anúncios para o seguro rural.

    Segundo especialistas, o instrumento é considerado fundamental para reduzir riscos provocados por eventos climáticos extremos e garantir maior segurança financeira aos produtores.

    A falta de definição sobre novos recursos amplia a preocupação do setor.

    Faesp cobra medidas contra o endividamento

    A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) afirmou que o aumento de aproximadamente R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior não resolve os principais problemas enfrentados pelo agronegócio.

    Para a entidade, o governo deveria apresentar medidas concretas para enfrentar o elevado endividamento dos produtores.

    Segundo a Faesp, sem soluções para o passivo acumulado, novos financiamentos podem apenas ampliar as dificuldades financeiras no campo.

    Sistema Faep critica acesso ao crédito

    O Sistema Faep, do Paraná, também demonstrou preocupação com o novo Plano Safra.

    O presidente da entidade, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que o valor recorde perde relevância caso o produtor continue encontrando dificuldades para acessar as linhas de crédito.

    Segundo ele, permanecem desafios como juros elevados, restrições para contratação de financiamentos, cortes no orçamento do seguro rural e aumento do endividamento.

    Aprosoja-MT aponta perda real de recursos

    A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) destacou que, apesar do crescimento nominal do Plano Safra, houve redução no volume real de recursos quando considerada a inflação.

    De acordo com a entidade, seriam necessários cerca de R$ 538,7 bilhões apenas para manter o mesmo poder de financiamento da safra anterior.

    Na avaliação da associação, o produtor enfrenta atualmente um ambiente de crédito mais caro, maior seletividade na concessão de financiamentos e exigências mais rigorosas para obtenção dos recursos.

    FPA critica composição dos recursos

    A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também questionou a composição do Plano Safra 2026/27.

    A bancada afirmou que parte dos recursos anunciados corresponde a programas que não integram o crédito rural tradicional, como o EcoInvest Brasil e o Move Agricultura.

    Segundo a FPA, essa estratégia reduz o volume efetivo disponível para custeio da produção agrícola.

    O que prevê o Plano Safra 2026/27

    Os principais números anunciados pelo governo são:

    • R$ 525,1 bilhões em crédito rural;
    • juros entre 8% e 12,5% ao ano;
    • redução de até 1,5 ponto percentual nas taxas;
    • R$ 10 bilhões do Move Agricultura;
    • R$ 28,5 bilhões do EcoInvest Brasil.

    Apesar do volume recorde anunciado, especialistas e entidades do agronegócio avaliam que o cenário de juros elevados, endividamento e incertezas sobre o seguro rural ainda limita a capacidade de investimento dos produtores brasileiros.

  • Juros elevados do Plano Safra comprometem investimentos em infraestrutura no Mato Grosso

    Juros elevados do Plano Safra comprometem investimentos em infraestrutura no Mato Grosso

    Com a colheita da safra 2025/26, produtores de Mato Grosso já sentem os efeitos restritivos do novo Plano Safra, que apesar de recorde em volume anunciado, oferece menos recursos efetivos para o crédito rural. A subvenção diminuída e a alta das taxas de juros têm feito o acesso a financiamentos viáveis ficar distante para muitos agricultores, segundo o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

    “Os recursos não têm chegado ao produtor rural. Muitos não conseguem fazer operações bancárias nem para custeio, quanto mais para investimentos em armazenagem,” disse Bertuol. Ele alerta que mais de 50% da safra está sem local adequado para estocar, comprometendo a logística do escoamento.

    Os números reforçam essa preocupação. Mato Grosso deve produzir cerca de 47 milhões de toneladas de soja na safra 25/26. Mas sua capacidade estática de armazenagem alcança apenas 53,4 milhões de toneladas, espaço que também serve ao milho, cuja produção ultrapassou 54 milhões de toneladas na última safra. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) estima um déficit superior a 52 milhões de toneladas para as duas culturas.

    Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja MT, destaca o impacto especialmente sobre pequenos e médios produtores. “Construir armazéns é caro e burocrático. Com juros atuais, não é viável. Muitos recorrem a silos bolsa e enfrentam falta de caminhões e maiores custos para transporte na colheita.”

    Lentidão atrapalha

    Porém, apesar do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) incluído no Plano Safra, a lentidão no desembolso do crédito restringe a ampliação da infraestrutura. Bier ressalta que o problema ultrapassa o produtor rural, atingindo a segurança alimentar nacional.

    “Se ocorrer crise no escoamento, seja por portos ou geopolítica, corre-se o risco de perder até metade da produção de Mato Grosso. Um prejuízo bilionário e reflexo direto na economia do país,” alertou.

    O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, reforça que o déficit não é local, mas nacional. E é agravado pelo aumento dos juros e corte nos recursos. Ele aponta que o aumento da produção em 2025 para 350 milhões de toneladas de grãos no Brasil não acompanha o ritmo da construção de armazéns, agravando o déficit que ultrapassa 120 milhões de toneladas.

    Ele defende políticas públicas para incentivar a construção de armazéns próprios, como benefícios fiscais e financiamento mais acessível, vital para que o país garanta soberania frente a crises e oscilações do mercado.

  • Cade abre processo contra Moratória da Soja por suspeita de cartel na exportação

    Cade abre processo contra Moratória da Soja por suspeita de cartel na exportação

    A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) instaurou nesta segunda-feira (18/8) processo administrativo contra participantes da Moratória da Soja. A investigação apura possível formação de cartel de compras no mercado de exportação do grão.

    O processo alcança duas associações setoriais e 30 empresas exportadoras. As entidades investigadas são a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC).

    Entre as empresas estão grandes tradings como ADM do Brasil, Bunge Alimentos, Cargill Agrícola, Louis Dreyfus Company Brasil e Cofco International Brasil. O grupo completo inclui Agrex do Brasil, Humberg Agribrasil, Agrícola Alvorada, Agro Amazônia Produtos Agropecuários e outras 21 companhias do setor.

    Investigação começou por representação da Câmara

    A Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados encaminhou representação que deu início à investigação. O documento aponta que os signatários acordaram não comprar grãos de produtores com cultivos em áreas desmatadas da Amazônia após 2008.

    A SG/Cade identificou que empresas concorrentes criaram o Grupo de Trabalho da Soja (GTS). O objetivo era monitorar o mercado e estabelecer condições para compra da commodity no país.

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    A autoridade antitruste considera o acordo anticompetitivo entre concorrentes. Segundo a avaliação, a prática prejudica a exportação de soja no mercado brasileiro.

    Medida preventiva suspende atividades do grupo

    O Cade adotou medida preventiva que impede o GTS de coletar, armazenar e compartilhar informações comerciais. A determinação abrange dados sobre venda, produção e aquisição de soja.

    Os membros do grupo não podem mais contratar auditorias relacionadas ao acordo. Devem também parar de compartilhar relatórios, listas e documentos que instrumentalizam a moratória.

    A medida exige ainda a retirada de documentos relacionados à moratória dos sites das empresas. A ação preventiva busca evitar lesões irreparáveis ao mercado durante o processo.

    Multas podem chegar a R$ 2 bilhões

    As empresas investigadas apresentarão defesa ao processo administrativo. A Superintendência-Geral emitirá parecer conclusivo e encaminhará o caso ao Tribunal do Cade.

    Existe possibilidade de acordo através de Termo de Cessação de Conduta (TCC) entre o Cade e as representadas. Se condenadas, as associações pagarão multas entre R$ 50 mil e R$ 2 bilhões.

    Para as empresas, as penalidades variam de 0,1% a 20% do faturamento bruto do último exercício antes da instauração do processo.

    Aprosoja celebra decisão do Cade

    A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) classificou a decisão como “marco histórico”. A entidade defende que a medida devolve segurança jurídica aos produtores que seguem o Código Florestal.

    Segundo a Aprosoja MT, o acordo privado impunha barreiras comerciais injustas. A associação afirma que pequenos e médios produtores enfrentavam dificuldades para comercializar safras de áreas regulares e licenciadas.

    A decisão do Cade reforça que sustentabilidade e legalidade não se opõem, segundo a entidade. A Aprosoja MT promete manter vigilância para garantir direitos dos produtores que respeitam a legislação ambiental.

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  • Mato Grosso recebe Abertura Nacional da Colheita da Soja

    Mato Grosso recebe Abertura Nacional da Colheita da Soja

    A Abertura Nacional da Colheita da Soja safra 2024/2025 acontece nesta sexta-feira (7). O evento começa a partir das 7h30 (horário local), na Fazenda Esperança, em Santa Carmem, Mato Grosso. Ele também celebra os 20 anos da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT). Portanto, produtores, especialistas e lideranças do setor estarão presentes para discutir temas estratégicos do agronegócio brasileiro.

    Programação em Mato Grosso

    A programação inclui dois painéis principais. O primeiro abordará Sustentabilidade e COP 30, com participações do vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier; do jornalista e escritor Aldo Rebelo; e do especialista em Direito, Governo e Políticas Públicas, Daniel Vargas. A mediação ficará a cargo do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabricio Rosa.

    O segundo painel discutirá Biocombustíveis e Alimentos, com presença do vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Arnaldo Jardim; do presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio), deputado federal Alceu Moreira; e do diretor de Relações Institucionais e Sustentabilidade da União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), Bruno Alves. A mediação será feita pelo diretor executivo da Aprosoja MT, Wellington Andrade.

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  • Justiça de MT determina suspensão da cobrança de royalties da Bayer

    Justiça de MT determina suspensão da cobrança de royalties da Bayer

    O Tribunal de Justiça de Mato Grosso decidiu a favor de uma ação coletiva movida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT). Em resumo, a sentença determinou a suspensão da cobrança de royalties pelo uso da tecnologia Intacta RR2 Pro, da Bayer (antiga Monsanto).

    Entenda a decisão da justiça

    A decisão ajustou o prazo de duas patentes para 12 de dezembro de 2020 e 3 de março de 2018. Com isso, os produtores devem receber o ressarcimento dos valores cobrados após essas datas. A Aprosoja-MT calcula que o montante chegue a R$ 10 bilhões. O pagamento deve incluir correção monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e juros de 1% ao mês, contados a partir da data da citação.

    Segundo o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, a vitória reforça o papel da associação na defesa dos agricultores. “Essa vitória demonstra o papel fundamental da nossa associação na defesa dos direitos dos agricultores, corrigindo uma prática que prejudicava diretamente o setor e comprometia a rentabilidade dos produtores, especialmente os pequenos e médios”, destacou em nota.

    Além disso, a Aprosoja-MT também defende que a decisão reafirma o princípio da função social da propriedade intelectual. Para a entidade, tecnologias com patentes vencidas devem ser acessíveis ao público, beneficiando toda a cadeia produtiva.

    Apesar da decisão favorável, a sentença foi emitida em primeira instância. Por isso, a Bayer ainda pode recorrer. O advogado da Aprosoja-MT, Sidney Pereira de Souza Jr., acredita na manutenção do resultado. “A juíza baseou sua sentença em uma decisão do Supremo Tribunal Federal, por isso acreditamos que será mantida”, afirmou.

    Em março deste ano, o STF já havia reconhecido o direito dos produtores ao ressarcimento. Portanto, na ocasião, o tribunal devolveu o processo à esfera estadual.

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    Bayer confirma que vai recorrer

    Em comunicado oficial, a Bayer informou que tomou conhecimento da decisão pela imprensa e garantiu que irá recorrer. “Não há qualquer alteração nos pilares do nosso modelo de negócio, incluindo o sistema de testagem e cobrança nos Pontos de Recebimento (PODs)”, afirmou a empresa.

    A nota também destacou que “a tecnologia Intacta RR2 Pro® está protegida por direitos de propriedade intelectual, incluindo diversas patentes concedidas e válidas no Brasil e no exterior”.

    O caso ainda pode ter novos desdobramentos nas próximas instâncias judiciais. Enquanto isso, os produtores aguardam o ressarcimento determinado pela Justiça estadual.

  • Mato Grosso sanciona lei que corta incentivos a moratória da soja

    Mato Grosso sanciona lei que corta incentivos a moratória da soja

    O governador Mauro Mendes sancionou uma nova lei que proíbe a concessão de benefícios fiscais a empresas que aderem à moratória da soja no Mato Grosso. Em resumo, a Assembleia Legislativa aprovou a medida, que o governador assinou na quinta-feira (24), visando proteger os produtores locais. O Diário Oficial vai publicar o texto na próxima edição. Apenas dois incisos receberam vetos por motivos jurídicos, mas o objetivo central de resguardar o setor produtivo mato-grossense foi mantido.

    Moratória da soja

    A moratória da soja, criada em 2006, é um acordo entre empresas exportadoras que impede a compra de soja cultivada em áreas desmatadas na Amazônia, mesmo que o desmatamento tenha ocorrido dentro da legalidade. “Nosso país é soberano, e nenhuma empresa deve desrespeitar nossas leis ambientais, que são as mais restritivas do mundo. Continuaremos liderando o setor agrícola de forma sustentável”, afirmou o governador.

    Além disso, Mendes destacou o rigor da legislação ambiental brasileira e a importância do Código Florestal. “No bioma Amazônico, apenas 20% da área pode ser usada para produção, enquanto 80% deve ser preservado. Ou seja, a maioria dos produtores respeita essas normas, entendendo que o desmatamento ilegal afeta o meio ambiente e prejudica a imagem do agronegócio no Brasil e em Mato Grosso”, completou.

    Para Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), a nova lei demonstra o compromisso do governador com os produtores rurais. “Mauro Mendes prometeu combater a moratória da soja e cumpriu. Houve diálogo com a associação e todos saem ganhando”, declarou.

    A deputada federal coronel Fernanda também elogiou a sanção da lei, destacando a importância de proteger os produtores do estado. “A extinção da moratória fortalece nosso movimento em defesa dos produtores rurais, especialmente aqui em Mato Grosso”, ressaltou.

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    Entenda a lei

    A nova lei impõe critérios rigorosos para a concessão de incentivos fiscais, proibindo o acesso a empresas envolvidas na moratória da soja. Ou seja, a legislação impede benefícios fiscais e a concessão de terrenos públicos a empresas que firmem acordos ou compromissos que restrinjam a expansão da agropecuária em áreas não protegidas por legislação ambiental específica.

    O descumprimento das novas normas resulta em penalidades severas, incluindo a revogação de benefícios fiscais e a anulação da concessão de terrenos públicos. Em caso de uso irregular, a empresa ainda deve devolver o benefício e indenizar pelo uso do terreno público. “As empresas interessadas em incentivos fiscais não podem participar de acordos comerciais que prejudiquem a competitividade da produção mato-grossense. E ou que dificultem o desenvolvimento econômico e social dos municípios”, diz o texto da lei.

     

  • Governador de Mato Grosso sanciona lei contra Moratória da Soja

    Governador de Mato Grosso sanciona lei contra Moratória da Soja

    O governador Mauro Mendes vai sancionar o projeto de lei estadual nº 2256/2023, que retira benefícios fiscais de empresas envolvidas na moratória da soja em Mato Grosso. A sanção será publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (21).

    Para o governador, a aprovação da lei é um marco para a produção do estado. “A Assembleia aprovou, e nós, como governo, vamos sancioná-la. Espero que as empresas revejam suas posições no Brasil e respeitem a legislação brasileira, em vez de seguirem regras não previstas por lei”, afirmou Mendes, destacando a importância de proteger o mercado do agronegócio mato-grossense.

    Impacto da moratória da soja no estado

    A moratória da soja, estabelecida em 2006, proíbe a comercialização de soja produzida em áreas desmatadas da Amazônia, mesmo que o desmatamento tenha ocorrido legalmente. Além disso, o governador criticou o acordo, alegando que ele desrespeita a lei brasileira e prejudica os produtores locais. “Há um ano alertamos que tomaríamos medidas caso as sanções contra o estado continuassem. Mesmo após vários diálogos, a moratória não foi suspensa”, explicou Mendes.

    Ele reforçou que o Brasil possui uma das legislações ambientais mais rigorosas do mundo e que Mato Grosso cumpre integralmente o Código Florestal. Ou seja, “no bioma amazônico, os proprietários de terras só podem utilizar 20% da área, sendo obrigatória a preservação dos 80% restantes”, destacou, ressaltando que a maioria dos produtores reconhece os prejuízos do desmatamento ilegal.

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    Apoio do setor produtivo

    Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT, elogiou a decisão do governador, afirmando que ela corrige uma distorção que afeta o desenvolvimento sustentável do estado. “Essa medida alinha-se com o que o governador sempre defendeu e é um passo importante para o desenvolvimento de Mato Grosso. Além disso, Beber declarou que desde 2009, o desmatamento ilegal de mais de 250 mil hectares impactou negativamente o meio ambiente e o crescimento de diversos municípios.

    Com a sanção da lei, o governo espera fortalecer o cumprimento das leis ambientais brasileiras e garantir a proteção do agronegócio em Mato Grosso.