Tag: aplicativo

  • Aplicativo Monitora Caju ajuda produtores a reduzir perdas no campo

    Aplicativo Monitora Caju ajuda produtores a reduzir perdas no campo

    A Embrapa Agroindústria Tropical (CE) desenvolveu o Monitora Caju, um aplicativo estratégico para produtores e técnicos da extensão rural. A ferramenta facilita o monitoramento e o diagnóstico do oídio, principal doença da cultura, além de pragas como a traça-da-castanha e a broca-das-pontas. Ao orientar o manejo conforme a incidência detectada, o software ajuda a prevenir infestações, reduzir perdas e diminuir os custos de produção.

    aplicativo Monitora Caju. Foto: Francisco Williams

    Tecnologia acessível e offline Disponível para sistemas Android, iOS e computadores, o Monitora Caju apresenta um diferencial crucial para o campo: funciona sem conexão com a internet. A plataforma organiza informações em categorias como pragas, doenças, sintomas e monitoramento, guiando o usuário na vistoria do pomar.

    Para facilitar o diagnóstico, o produtor pode comparar o que observa em campo com um banco de imagens de plantas sadias e doentes. Segundo o pesquisador Marlon Valentim, coordenador do projeto, a inovação oferece respostas rápidas e seguras em linguagem simples, o que é fundamental para a agricultura familiar no Nordeste, especialmente em áreas com baixa conectividade.

    Combate às principais pragas e doenças

    O cajueiro, embora rústico, sofre com cerca de 1.200 espécies de insetos-praga no Brasil. O aplicativo foca nas ameaças mais críticas do período de frutificação:

    • Traça-da-castanha: esta praga silenciosa pode danificar até 80% das amêndoas em regiões sem monitoramento.
    Castanhas furadas pela traça (traça da castanha). Foto: Antonio Lindemberg
    • Broca-das-pontas: a lagarta consome ramos florais e pode afetar até 30% das ramificações, impedindo a formação de frutos.
    Broca-das-pontas/Murcha do ramo. Foto: Antonio Lindemberg
    • Oídio: esta infecção fúngica é a doença mais agressiva da cajucultura, provocando a morte das flores e a “queima” das inflorescências.
    Fruto do cajueiro com sintoma do oídio. Foto: Marlon Valentim

    Eficiência e economia no manejo

    O software utiliza uma metodologia de Manejo Integrado de Pragas (MIP) que indica o momento exato para a tomada de decisão. Ao calcular o índice de incidência com base em comandos autoexplicativos, o aplicativo recomenda as medidas de controle necessárias.

    O entomologista Antonio Lindemberg ressalta que o monitoramento contínuo reduz o uso de defensivos químicos, gerando economia para o agricultor e benefícios ao meio ambiente. “Quando o controle ocorre no início do ataque, o custo é menor e os riscos de perda reduzem”, explica o pesquisador.

    Impacto na cajucultura brasileira

    A cajucultura é a base econômica de milhares de famílias no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, estados que concentram 95% da produção nacional. O Monitora Caju também gera mapas de ocorrência que permitem rastrear infestações geograficamente.

    Para Marcelo Colaço, supervisor do Senar/CE, a tecnologia é inovadora e possui grande potencial para transformar a agricultura familiar. A agilidade no diagnóstico e a adoção imediata de medidas de controle tornam a atividade mais segura e rentável para os mais de 140 mil estabelecimentos que cultivam o cajueiro no País.

  • Aplicativo ajuda produtor a reduzir defensivos na Bahia

    Aplicativo ajuda produtor a reduzir defensivos na Bahia

    Produtores de algodão e soja do Oeste da Bahia têm um aliado para reduzir defensivos. O MonitoraOeste, aplicativo gratuito da Embrapa e Abapa, indica o momento certo para aplicar produtos nas lavouras.

    A ferramenta combina dados climáticos e informações sobre doenças como ferrugem asiática da soja e mancha-da-ramulária do algodão. Essas ameaças podem causar prejuízos superiores a 75% da produção.

    O sistema também alerta sobre o bicudo-do-algodoeiro, praga capaz de comprometer até 87% da colheita. A tecnologia coleta dados em campo e usa modelos matemáticos para gerar mapas de risco.

    Com essas informações, o agricultor evita aplicações desnecessárias. A decisão passa a considerar presença do patógeno, plantas hospedeiras e condições climáticas. Isso reduz custos e impacto ambiental.

    “Sem essas informações, os agricultores seguem cronogramas fixos de fabricantes”, explica Julio Cesar Bogiani, pesquisador da Embrapa Territorial. O uso do aplicativo permite racionalizar defensivos e manter a eficiência do controle.

    Dados em tempo real para decisões assertivas

    O MonitoraOeste funciona como aplicativo para Android e iOS e como plataforma WebGIS. O produtor consulta mapas e gráficos por município e cultura.

    Cadastrado no sistema, ele recebe alertas no celular sobre ocorrência de doenças e pragas, além de condições climáticas favoráveis à dispersão. As notificações ajudam na tomada de decisão imediata.

    A coleta de dados envolve estações meteorológicas e armadilhas de esporos instaladas em 13 pontos estratégicos da região. O sistema também fornece índice de vegetação (NDVI), evapotranspiração e biomassa.

    Esses dados orientam o planejamento agrícola e evitam desperdício de insumos. Os modelos de análise foram adaptados pela Embrapa Soja e Embrapa Algodão com base em pesquisas regionais.

    Impacto ambiental e produtividade

    Segundo a Abapa, a redução de aplicações diminui a emissão de gases de efeito estufa e o risco de contaminação ambiental. Também evita a resistência de fungos aos fungicidas.

    “O sistema conecta produtores, técnicos e pesquisadores em uma rede colaborativa”, afirma Celina Maki Takemura, pesquisadora da Embrapa. Essa interação mantém a ferramenta atualizada e funcional.

    Parcerias e desenvolvimento

    O MonitoraOeste é resultado de uma cooperação entre Embrapa, Abapa, Faped e conta com financiamento do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Outras instituições como Aiba, Fundação Bahia e Adab apoiam a iniciativa. Além de atender os produtores, o sistema serve como banco de dados para futuras pesquisas sobre pragas e doenças nas lavouras.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Oportunidade: piscicultura familiar cresce no Piauí

    + Agro em Campo: Pioneiras do café: mulheres transformam a cafeicultura no sul de Minas Gerais

  • Paraná lança aplicativo para monitorar pragas no feijão

    Paraná lança aplicativo para monitorar pragas no feijão

    O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná — Iapar-Emater (IDR-Paraná) lançou o aplicativo IDR MIP Feijão, uma ferramenta inovadora para auxiliar os produtores do estado, líder nacional na produção de feijão. O aplicativo foi desenvolvido para atender às necessidades de técnicos e produtores que enfrentavam desafios no controle de pragas.

    Desenvolvido pela equipe técnica do IDR-Paraná, o aplicativo permite:

    • Cadastro de múltiplos talhões, inclusive de diferentes propriedades.
    • Orientação para coleta de amostras nas lavouras.
    • Avaliação da necessidade de controle de pragas.
    • Lista de inseticidas registrados pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

    Um dos diferenciais do aplicativo é o histórico de intervenções, que ajuda os produtores a evitar o uso repetido de uma mesma substância, reduzindo o risco de resistência das pragas.

    Manejo Integrado de Pragas

    O aplicativo integra-se ao Manejo Integrado de Pragas (MIP), uma estratégia que combina controle químico, biológico e práticas culturais. Em vez de depender exclusivamente de inseticidas, o MIP valoriza o monitoramento constante, o uso de cultivares resistentes, a rotação de culturas, o manejo do solo e o plantio em épocas adequadas. O objetivo é reduzir perdas, proteger o meio ambiente e diminuir os custos de produção.

    O aplicativo está disponível na App Store e no Google Play, oferecendo uma solução prática que substitui planilhas e anotações em papel. “É uma solução prática que substitui pranchetas e planilhas complicadas. Tudo está na palma da mão”, destaca o pesquisador Humberto Godoy Androcioli.

    Produção de feijão no Paraná

    A colheita da segunda safra de feijão no Paraná está em andamento, com 3% da área semeada já colhida. Apesar da redução de 24% na área em relação à safra anterior, a produção deve alcançar 610,6 mil toneladas, superando a primeira safra que rendeu 339,2 mil toneladas. O Paraná deve manter sua posição como principal produtor de feijão no Brasil.

    O lançamento do aplicativo IDR MIP Feijão reflete o compromisso do IDR-Paraná em apoiar os produtores do estado, garantindo uma produção mais eficiente e sustentável. A tecnologia se apresenta como uma ferramenta crucial para enfrentar os desafios climáticos e econômicos que afetam o setor agrícola.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: “Rotas do Café de São Paulo” une turismo, cultura e negócios

    + Agro em Campo: Minas Gerais pode liderar a silvicultura no Brasil