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  • Tomate ganha destaque por benefício que pouca gente conhece

    Tomate ganha destaque por benefício que pouca gente conhece

    O tomate costuma aparecer como coadjuvante no prato, mas a ciência vem mostrando que ele merece mais espaço. Rico em nutrientes e com forte ação antioxidante, o alimento ganhou status de aliado da saúde por atuar em frentes importantes, como imunidade, coração e prevenção de doenças crônicas.

    Um pacote nutricional completo

    O tomate pode ser classificado como um funcional por excelência. Na prática, isso significa que ele entrega benefícios que vão além da nutrição básica e ajuda o organismo de forma mais ampla. Além disso, sua composição reúne vitamina C, potássio, vitamina K e folato, um pacote que chama atenção pela densidade nutricional.

    O grande destaque, no entanto, fica por conta do licopeno. Esse antioxidante é associado a efeitos protetores no corpo e, por isso, costuma ser estudado com frequência. A absorção dele aumenta quando o tomate é aquecido, o que muda bastante a forma como o alimento pode ser aproveitado no dia a dia.

    Como aumentar a absorção dos benefícios

    O licopeno, por sua vez, é uma substância lipossolúvel. Por isso, o consumo do tomate cozido tende a favorecer a biodisponibilidade, especialmente quando ele é combinado com uma gordura de boa qualidade, como o azeite de oliva. Em outras palavras, o preparo certo pode fazer diferença real na absorção desse composto pelo organismo.

    Saúde do coração em foco

    Por outro lado, o tomate não se limita ao antioxidante. Ele também é associado ao equilíbrio da saúde cardiovascular, já que contribui para o controle de gorduras no sangue. Esse efeito ajuda a reforçar o papel do alimento em uma rotina alimentar mais preventiva, especialmente quando ele entra de forma frequente e variada nas refeições.

    O que dizem os estudos sobre prevenção de doenças

    Além disso, o tomate vem sendo estudado pelo potencial de ajudar na proteção contra alguns tipos de câncer. Entre os destaques científicos, aparece a relação entre o consumo regular de licopeno e a redução do risco de câncer de próstata. A associação não transforma o alimento em solução isolada, mas reforça como ele pode fazer parte de uma estratégia alimentar mais inteligente.

    Um aliado simples para uma alimentação mais equilibrada

    Na prática, o tomate também vence pela versatilidade. Ele pode ser usado cru, assado, refogado, em molhos e até mesmo em preparações mais elaboradas. Assim, fica mais fácil incluir o alimento na rotina sem esforço.

    Para quem busca um prato mais equilibrado, o tomate oferece justamente esse tipo de vantagem. Ele combina praticidade, sabor e um pacote de benefícios que vai além da aparência simples. E, quando entra no preparo certo, pode entregar ainda mais do que muita gente imagina.

  • Maneira de fazer o café pode influenciar sua ação antioxidante

    Maneira de fazer o café pode influenciar sua ação antioxidante

    Uma pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP demonstra que a forma como você prepara seu café interfere diretamente nos benefícios antioxidantes da bebida. O estudo, apresentado na 14ª Conferência Internacional de Dados Alimentares da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Roma, analisou oito variações de preparo e comprovou que o café puro concentra mais compostos benéficos que versões com leite ou açúcar.

    A nutricionista Camila Marques Crivelli Crescencio conduziu a pesquisa sob orientação da professora Elizabeth Torres, do Departamento de Nutrição da FSP. O trabalho investigou como ingredientes comuns no dia a dia dos brasileiros modificam a composição fenólica e a ação antioxidante do café filtrado.

    “Elaborar um trabalho aceito pela FAO é uma chancela internacional de relevância”, afirma Elizabeth. “Foi uma honra representar o Brasil, levando dados sobre um produto que é símbolo nacional e a bebida mais consumida no mundo depois da água.”

    Proteínas do leite bloqueiam compostos antioxidantes

    Os resultados mostram que o café puro apresenta os melhores valores antioxidantes. Quando os pesquisadores adicionaram açúcar, observaram uma leve queda. Já o leite provocou redução mais significativa nos benefícios da bebida.

    “As proteínas do leite se ligam aos compostos fenólicos do café e dificultam sua absorção”, explica Camila. A pesquisadora destaca que o açúcar, quando aquecido, passa por reações químicas que também geram atividade antioxidante, compensando parcialmente a perda.

    O estudo testou cafés com e sem cafeína, preparados puros e combinados com leite e açúcar. O café com cafeína apresentou maior concentração de compostos antioxidantes, o que reforça que a substância também atua como antioxidante.

    Múltiplos fatores influenciam resultado final

    A pesquisa revela que diversos elementos alteram a capacidade antioxidante do café. O grau de torra, a espécie do grão, o solo de cultivo e o método de filtragem interferem no resultado final.

    “Nosso estudo utilizou o filtro de papel, o mais comum entre os brasileiros. Ele retém parte dos compostos, mas traz outros benefícios, como a redução de substâncias associadas ao colesterol”, comenta Camila.

    Café lidera consumo de antioxidantes no Brasil

    Para quem busca maximizar os benefícios da bebida, as pesquisadoras recomendam considerar o perfil individual de cada pessoa. “De modo geral, o café puro com cafeína é o que mais oferece antioxidantes”, resume Camila. “Mas o café descafeinado também é uma boa alternativa para quem precisa restringir o consumo de cafeína.”

    Elizabeth complementa que o café responde pela maior parte dos compostos antioxidantes que os brasileiros consomem. “Temos uma biodiversidade enorme, mas é o café que, pelo volume de consumo, mais contribui para a atividade antioxidante da dieta”, conclui a professora.

    O estudo reforça a importância do café brasileiro tanto na saúde pública quanto na pesquisa científica internacional, consolidando a bebida como objeto de estudos relevantes para a nutrição e o bem-estar da população.

  • Marmelo: fruta combate acidez estomacal e é rica em fibras

    Marmelo: fruta combate acidez estomacal e é rica em fibras

    Originário de regiões da Ásia e do Mediterrâneo, o marmelo (Cydonia oblonga) é uma fruta subestimada, mas repleta de benefícios para a saúde. Cultivado desde a Grécia e Roma Antigas, onde era símbolo de amor e fertilidade, o marmelo ganha destaque na medicina tradicional por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e digestivas. Estudos do National Institutes of Health (NIH) comprovam seus efeitos positivos no controle do colesterol, açúcar no sangue e até no alívio do refluxo gastroesofágico.

    Rico em fibras, especialmente pectina, o marmelo fresco ajuda a regular o trânsito intestinal e combate a diarreia, pois forma um gel que densifica as fezes líquidas. Essa mesma fibra contribui para reduzir o colesterol e estabilizar a glicemia, tornando-o um aliado para quem busca equilíbrio metabólico.

    Poder antioxidante e imunidade

    Com alta concentração de compostos fenólicos, flavonoides e vitamina C, o marmelo combate os radicais livres, fortalecendo o sistema imunológico e protegendo a pele. Pesquisas também apontam sua ação antibacteriana, eficaz contra micro-organismos como E. coli e S. aureus.

    O xarope de marmelo surge como uma alternativa eficaz aos medicamentos convencionais para refluxo. Estudos do NIH mostram que seu uso diário em crianças e gestantes teve resultados comparáveis aos remédios tradicionais, aliviando a azia sem efeitos colaterais.

    Fresco ou cozido: qual a melhor opção?

    Enquanto o marmelo fresco preserva fibras e vitamina C, a versão cozida ou em doce perde parte dos nutrientes e ganha calorias extras devido ao açúcar adicionado. Nutricionistas alertam que o consumo excessivo da forma processada pode prejudicar diabéticos, pessoas com sobrepeso ou predisposição a cáries.

    Apesar do sabor ácido e adstringente in natura, o marmelo pode ser consumido em compotas sem açúcar, assado com especiarias ou até em geleias caseiras. A recomendação é priorizar preparos que mantenham suas propriedades nutricionais, aproveitando ao máximo seus benefícios para a saúde digestiva e imunológica.

    Com versatilidade e um perfil nutricional impressionante, o marmelo merece espaço na alimentação moderna – seja como remédio natural ou ingrediente funcional.

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  • Cientistas revelam: resíduo da produção de azeite pode ser o “superalimento do futuro”

    Cientistas revelam: resíduo da produção de azeite pode ser o “superalimento do futuro”

    Um líquido amargo, antes descartado como lixo industrial na produção de azeite, está sendo chamado por pesquisadores de “superalimento superconcentrado”. Batizada de Água Residual do Processamento de Azeite (ARPA), essa substância ganhou destaque após um estudo da Universidade Sapienza de Roma identificar nela compostos capazes de combater doenças, proteger o coração e até inibir células cancerígenas.

    Durante décadas, o produto resultante da prensagem das azeitonas era jogado fora por seu sabor intenso e odor marcante. Porém, análises recentes revelaram que o subproduto é uma mina de polifenóis, como hidroxitirosol e oleuropeína, substâncias com poder antioxidante até 10 vezes maior que o azeite extravirgem.

    “Era visto como resíduo, mas descobrimos que concentra compostos bioativos que não migram para o óleo. É um desperdício não aproveitá-lo”, explica Dra. Pamela Tambini, médica e diretora da Engage Wellness.

    Benefícios comprovados: por que a ARPA virou alvo de pesquisas

    Estudos internacionais, incluindo pesquisas do Instituto Europeu de Oncologia, associam a Água Residual do Processamento de Azeite a efeitos impressionantes:

    • Ação Anticâncer: Em testes laboratoriais, o extrato A009 (derivado da ARPA) inibiu o crescimento de células tumorais e protegeu a saúde cardiovascular.
    • Proteção ao Coração: Redução do colesterol LDL, controle da pressão arterial e prevenção de infecções cardíacas.
    • Combate a Inflamações: O polifenol oleocantal — presente em alta concentração — tem efeito anti-inflamatório comparável a medicamentos.
    • Reforço Cerebral: Antioxidantes na Água Residual do Processamento de Azeite protegem neurônios, reduzindo riscos de doenças como Alzheimer.

    “Ela age de forma seletiva contra células doentes, preservando as saudáveis”, destaca Dra. Adriana Albini, pesquisadora do Instituto Europeu de Oncologia.

    Água Residual do Processamento de Azeite vs. azeite: entenda as diferenças

    Enquanto o azeite oferece benefícios por suas gorduras monoinsaturadas, a ARPA se destaca por concentrar altos níveis de polifenóis solúveis em água — compostos que normalmente se perdem durante o processo de extração do óleo. “É um complemento, não um substituto”, ressalta Dra. Shivani Amin, especialista em medicina funcional.

    Como consumir (e onde encontrar)

    Ainda pouco conhecida no Brasil, a ARPA, que é abreviado em inglês como OWL (olive mill wastewater) é vendida como bebida funcional por marcas europeias, como Olive Mill Water Company e Fattoria La Vialla.

    A recomendação é ingerir 25 ml ao dia, puros ou misturados em sucos. “O excesso pode causar desconforto digestivo”, alerta Tambini.

    Sustentabilidade e saúde: o futuro da ARPA

    Além dos benefícios à saúde, o aproveitamento da ARPA reduz o desperdício industrial. Cerca de 30 milhões de toneladas do resíduo são geradas globalmente a cada ano. Portanto, para os cientistas, é uma oportunidade de transformar “lixo” em recurso valioso para alimentação e medicina.

    “Estamos diante de um exemplo claro de economia circular: o que era problema ambiental virou solução para a saúde”, conclui Albini.

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