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  • Onça-pintada ataca anta e filhote em mina de ferro na Amazônia

    Onça-pintada ataca anta e filhote em mina de ferro na Amazônia

    Uma equipe rodando no complexo minerário S11D, em Canaã dos Carajás (PA), capturou um momento impressionante da vida selvagem amazônica. As imagens mostram uma onça-pintada perseguindo uma anta e seu filhote dentro de uma das maiores minas de ferro do mundo. As imagens foram feitas por Wânderson Lima.

    O vídeo registra a anta-mãe e seu filhote caminhando pela área quando o felino aparece subitamente. O predador investe contra os animais em uma tentativa de caça típica do comportamento da espécie. A fêmea imediatamente muda de direção e corre com o filhote em meio à vegetação, enquanto a onça mantém a perseguição.

    A cena expõe o poderoso instinto de proteção materno da anta e revela a dura realidade da cadeia alimentar na floresta amazônica.

    Onça-pintada: o maior felino das américas

    A onça-pintada (Panthera onca) domina o topo da cadeia alimentar amazônica como o maior felino do continente americano. O animal pode pesar entre 56 e 96 quilos, chegando a 158 quilos em casos excepcionais. Sua mandíbula possui a mordida mais forte entre todos os felinos do planeta, capaz de perfurar até casco de tartaruga.

    O felino caça principalmente mamíferos de médio e grande porte, incluindo antas, capivaras, veados e queixadas. A espécie enfrenta ameaça de extinção devido à perda de habitat e à caça ilegal. O Brasil concentra aproximadamente 50% da população mundial de onças-pintadas, com a Amazônia abrigando a maior parte desses indivíduos.

    Anta: gigante herbívoro da floresta tropical

    A anta (Tapirus terrestris) figura como o maior mamífero terrestre do Brasil, pesando entre 150 e 300 quilos e medindo até 2 metros de comprimento. O animal herbívoro desempenha papel fundamental na dispersão de sementes pela floresta, contribuindo para a regeneração da vegetação amazônica.

    As antas vivem principalmente próximas a cursos d’água e demonstram excelente habilidade de natação. Animais solitários por natureza, as fêmeas desenvolvem forte vínculo com seus filhotes durante os primeiros meses de vida. A espécie também enfrenta pressão por perda de habitat e caça predatória.

    Vida selvagem persiste em área de mineração

    O flagrante aconteceu na região de Carajás, município localizado na Amazônia paraense. O complexo S11D opera como uma das maiores minas de ferro do planeta, mas as imagens comprovam que a fauna silvestre continua presente na área.

    O registro raro documenta comportamentos naturais de predador e presa, mostrando como os animais mantêm suas rotinas mesmo em regiões impactadas pela atividade humana. Além disso, a cena reforça a importância da preservação dos habitats naturais para garantir a sobrevivência dessas espécies emblemáticas da Amazônia brasileira.

  • “Peixe diferente” – anta surpreende turistas e nada sob barco

    “Peixe diferente” – anta surpreende turistas e nada sob barco

    Um grupo de turistas testemunhou um momento de pura magia da natureza durante um passeio no Rio Cururu, no Pará. Os clientes Marcelo e Filipe, acompanhados pelo guia local Melque, presenciaram uma anta adulta nadando calmamente sob a água cristalina, passando diretamente por baixo de seu barco.

    O vídeo, de tirar o fôlego, mostra o mamífero de grande porte, um símbolo da fauna brasileira, cruzando o leito do rio com movimentos graciosos. A transparência da água permite uma visão nítida e incomum do animal em seu habitat natural, um espetáculo raro que destacou a preservação do local.

    A anta, conhecida por ser um animal tímido, pareceu completamente à vontade, oferecendo uma exibição inesquecível para os sortudos observadores. O registro reforça a importância dos ecossistemas fluviais da Amazônia e suas surpresas.

  • Fotógrafo registra momento único: filhote de onça devora anta no Pantanal

    Fotógrafo registra momento único: filhote de onça devora anta no Pantanal

    Um filhote de onça-pintada de aproximadamente um ano consumiu a carcaça de uma anta. O registro aconteceu na Fazenda San Francisco, localizada no Pantanal de Miranda. O fotógrafo Fred Crema capturou o momento através de suas lentes.

    “O filhote tem um ano e a mãe estava junto, mas não aparece na imagem”, explica Crema sobre o flagrante.

    Onça-pintada: predador essencial para equilíbrio do ecossistema

    A onça-pintada ocupa o topo da cadeia alimentar pantaneira. Este felino demonstra características de predador oportunista. Suas habilidades para emboscadas garantem eficiência na caça.

    Foto: Fred Crema/Maritaca Expeditions

    O animal desempenha papel fundamental no controle biológico local. Sua presença indica ambiente preservado e saudável.

    Hábitos da onça-pintada:

    • Caça preferencialmente durante o crepúsculo e noite
    • Possui força de mordida superior a qualquer felino das Américas
    • Domina tanto ambientes terrestres quanto aquáticos
    • Alimenta-se de mais de 85 espécies diferentes de presas
    • Território pode variar de 25 a 100 km²
    • Excelente nadadora, diferente de outros grandes felinos

    Anta busca refúgio na água, mas nem sempre escapa

    A água representa o principal refúgio da anta contra predadores naturais. O animal desenvolve estratégias de sobrevivência aquáticas. Consegue permanecer totalmente submersa. Mantém apenas as narinas acima da superfície para respirar. Sua velocidade na água oferece vantagem contra ameaças.

    Foto: Fred Crema/Maritaca Expeditions

    Características e hábitos da anta:

    • Maior mamífero terrestre da América do Sul
    • Excelente nadadora e mergulhadora
    • Ativa principalmente durante a noite (hábitos noturnos)
    • Alimenta-se de folhas, frutos, cascas e raízes
    • Consome também plantas aquáticas e semi-aquáticas
    • Possui papel fundamental na dispersão de sementes
    • Gestação dura cerca de 13 meses
    • Pode viver até 30 anos na natureza

    Alimentação diversificada garante sobrevivência

    A anta mantém dieta predominantemente vegetariana. Consome vegetação terrestre como base alimentar. Complementa nutrição com plantas aquáticas quando disponíveis. Esta adaptabilidade alimentar favorece sobrevivência em diferentes ambientes pantaneiros.

    O registro fotográfico documenta a dinâmica natural do Pantanal. Demonstra como predadores e presas coexistem no ecossistema. A cena reforça a importância da conservação ambiental para manutenção deste equilíbrio.

  • Anta Valente, sobrevivente dos incêndios no Pantanal, é reintroduzida ao seu habitat natural

    Anta Valente, sobrevivente dos incêndios no Pantanal, é reintroduzida ao seu habitat natural

    Valente, jovem macho de anta que sobreviveu aos incêndios devastadores do Pantanal em 2024, foi reintroduzido à natureza no fim de abril. Ele ficou oito meses de tratamento e reabilitação conduzidos pela ONG Onçafari na base Caiman Pantanal, em Mato Grosso do Sul.

    Resgatado em agosto do ano passado em estado crítico, com queimaduras graves nas quatro patas e debilitado, Valente recebeu cuidados intensivos que incluíram pomadas cicatrizantes, ozonioterapia, laserterapia e o uso inovador de pele de tilápia para acelerar a cicatrização. Segundo o veterinário Ricardo Arrais, a equipe dedicou cerca de cinco meses ao tratamento médico para recuperar a saúde do animal.

    Foto: Carol Prange

    Após concluir o tratamento inicial, a equipe transferiu Valente para um recinto de um hectare com características semelhantes às de seu habitat natural. Com acesso à vegetação nativa e um grande açude, ele pôde ganhar peso, praticar caminhadas e nadar, essenciais para sua readaptação à vida selvagem. A bióloga Lilian Rampim, coordenadora de operações da base, destaca que esse ambiente foi fundamental para a recuperação física e comportamental do animal.

    Rastreamento

    Antes da soltura, Valente recebeu brincos de rastreamento para permitir o monitoramento contínuo de seus movimentos e comportamento no Pantanal. A soltura ocorreu na mesma região onde foi resgatado, garantindo que ele pudesse se reintegrar ao seu ecossistema natural. A equipe do Onçafari segue acompanhando o animal para garantir sua saúde e adaptação plena.

    Os incêndios de 2024 destruíram mais de 2,6 milhões de hectares do Pantanal, causando danos severos à fauna, flora e comunidades locais. A recuperação de animais como Valente simboliza a resistência da vida no bioma e o trabalho dedicado de organizações como o Onçafari, que atua em diversas frentes, incluindo resgate, reabilitação, ecoturismo e combate a incêndios nos principais biomas brasileiros.

    Valente é um exemplo de superação e esperança para a conservação da fauna brasileira, demonstrando a importância de ações integradas para proteger e recuperar o Pantanal diante dos desafios ambientais atuais.

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  • Foto de anta Valente é finalista em prestigiado prêmio internacional

    Foto de anta Valente é finalista em prestigiado prêmio internacional

    A foto da anta Valente, registrada pelo fotógrafo Fernando Faciole, concorre ao prestigiado Environmental Photography Award 2025. A imagem emociona ao mostrar o animal sobrevivente dos incêndios que devastaram o Pantanal em 2024, com queimaduras graves nas quatro patas.

    Durante os incêndios que atingiram a Fazenda Caiman, em Miranda (MS), a equipe de resgate salvou Valente, um macho de aproximadamente um ano. Após o resgate, ele passou por um longo tratamento no Onçafari, que incluiu laserterapia, ozonioterapia e pomadas cicatrizantes, além do uso de pele de tilápia para acelerar a cicatrização. Atualmente, Valente está em fase de reabilitação, preparando-se para retornar à natureza.

    Foto: Fernando Faciole

    Fernando Faciole: Um Fotógrafo de Conservação

    O biólogo e fotógrafo de conservação Fernando Faciole, por sua vez, registrou o momento e destacou a importância da ação. Ele já foi finalista do Environmental Photography Award por dois anos consecutivos e integra a International League of Conservation Photographers. Suas fotografias são publicadas em veículos como National Geographic e BBC Wildlife Magazine. Faciole também é conhecido por seu envolvimento com a conservação de espécies como o tatu-canastra e o tamanduá-bandeira.

    Foto: Reprodução – Instagram @fernando.faciole

    O Environmental Photography Award

    O Environmental Photography Award, promovido pela Prince Albert II of Monaco Foundation, busca valorizar imagens que retratam a beleza e os desafios enfrentados pela natureza. A categoria “Change Makers” destaca registros que inspiram transformação e conscientização ambiental.

    A imagem de Valente concorre na categoria de voto popular até 13 de abril. [VOTE AQUI] Além disso, a votação visa aumentar a visibilidade da história de Valente e chamar a atenção para a urgência da conservação no Pantanal. Por fim, os organizadores anunciarão o resultado no próximo dia 15 de abril.

    Valente se tornou um símbolo de resistência e esperança para os animais afetados pelos incêndios no Pantanal. Ou seja, sua história, capturada por Fernando Faciole, inspira reflexão sobre a importância da conservação ambiental e a resiliência da biodiversidade brasileira. A imagem de Valente não apenas emociona, mas também serve como um lembrete da necessidade de proteger esses ecossistemas únicos e frágeis.

    Além da foto de Valente, Faciole concorre com outras duas imagens: uma do tatu-canastra e outra de um filhote órfão de tamanduá-bandeira

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  • Anta que sofreu queimaduras graves nas 4 patas volta a andar

    Anta que sofreu queimaduras graves nas 4 patas volta a andar

    Após meses de tratamento intensivo, a anta Valente, que sofreu queimaduras graves nas quatro patas durante os incêndios no Pantanal em 2024, voltou a andar. Resgatada pela ONG Onçafari, em Miranda, Mato Grosso do Sul, Valente passou por uma reabilitação rigorosa, que incluiu a cicatrização lenta e tratamentos complementares para regenerar tecidos danificados.

     

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    Reabilitação

    A equipe da Onçafari transferiu a anta Valente para um recinto maior, com um hectare de área, em janeiro. Esse espaço, portanto, oferece acesso a vegetação nativa e um grande açude, simulando seu habitat natural e facilitando sua readaptação. Sem previsão para soltura, monitores equiparão Valente com um brinco de rastreamento para acompanhar seus movimentos.

    Os biólogos e veterinários destacam a evolução significativa de Valente em 2025. A equipe da Onçafari continua a monitorar sua recuperação, garantindo que ele esteja pronto para um eventual retorno ao seu habitat natural. Ou seja, a história de Valente serve como um lembrete dos impactos dos incêndios na biodiversidade do Pantanal e da importância do trabalho de reabilitação realizado por organizações como a Onçafari.

    Impacto das queimadas

    As queimadas e a seca extrema no Pantanal ameaçam a vida de inúmeras espécies animais. Os incêndios de 2024 criaram um cenário alarmante do bioma, causando uma redução drástica nas populações de lobos-guará, onças-pintadas e antas. Além disso, a destruição da cadeia alimentar resultou na “fome cinzenta”, que impediu animais maiores de obter alimentos essenciais.

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  • Tico: a anta mais querida de Anaurilândia

    Tico: a anta mais querida de Anaurilândia

    Tico, uma anta macho que se tornou uma sensação na cidade de Anaurilândia, está conquistando os corações dos moradores e usuários das redes sociais. Resgatado em estado debilitado, Tico encontrou um novo lar e agora é uma presença constante nas ruas da cidade, onde passeia e interage com a comunidade.

    Desde que foi acolhido por um morador local, Tico se adaptou rapidamente à vida urbana. Ele explora as ruas com frequência, atraindo a atenção de moradores e turistas, que não resistem a registrar momentos ao lado do adorável animal.Sua doçura e comportamento amigável têm feito dele uma verdadeira celebridade nas redes sociais, com vídeos e fotos viralizando no Instagram e TikTok.

    A relação de Tico com a comunidade é um exemplo notável de como a fauna silvestre pode se integrar à vida urbana. Os moradores relatam que a anta não apenas passeia pelas ruas, mas também já entrou em casas, criando momentos divertidos e inusitados compartilhados entre amigos e familiares.

    No vídeo abaixo, ela entra na residência do seu José Maurício, de 81 anos, como se fosse de “casa” e em busca do café da manhã, com muita naturalidade.

    @campograndenews

    Uma anta macho já está quase fazendo parte de uma família em Anaurilândia, a 379 quilômetros de Campo Grande. No último final de semana, Tico, como foi nomeada o animal, entrou na residência do seu José Maurício, de 81 anos, como se fosse de “casa” e até comeu algumas frutas. 👉 Matéria completa em nosso site, link na bio. Matéria: Lucas Mamédio

    ♬ som original – Campo Grande News

    Preservação

    Além de ser uma atração local, Tico também levanta questões sobre a convivência entre humanos e animais silvestres. A história do animal resgatado destaca a importância da preservação da fauna e a necessidade de cuidados adequados para garantir o bem-estar dos animais.

    Os vídeos de Tico têm gerado discussões nas redes sociais sobre a proteção da fauna local e o papel das comunidades na preservação dos animais silvestres. Com sua popularidade crescente, Tico não é apenas uma anta querida; ele se tornou um símbolo da harmonia entre natureza e urbanidade em Anaurilândia.

    Com o apoio da comunidade, espera-se que Tico continue a inspirar amor e conscientização sobre a vida selvagem, mostrando que é possível criar laços afetivos com os animais que compartilham nosso espaço.

    Sobre a espécie

    As antas, conhecidas cientificamente como Tapirus terrestris, são mamíferos perissodáctilos pertencentes à família Tapiridae. Elas são encontradas desde o sul da Venezuela até o norte da Argentina, habitando áreas abertas ou florestas próximas a cursos d’água. No Brasil, ocorrem principalmente nos biomas Amazônia, Cerrado, Pantanal e Mata Atlântica.

    As antas possuem uma morfologia robusta e arredondada, semelhante à de um porco. São os maiores mamíferos terrestres do Brasil. As fêmeas geralmente são maiores que os machos. Um adulto pode pesar de 180 a 300 kg, ter cerca de 1 metro de altura e mais de 2 metros de comprimento. Sua pelagem é curta e eriçada, geralmente marrom escura, cinza ou preta. Uma característica marcante é a presença de uma pequena tromba móvel e sensível ao toque, utilizada para coletar alimentos. As patas traseiras possuem três dedos (tridáctilas) e as dianteiras quatro (tetradáctilas).

    Comportamento e Hábitos

    Antas vivem em áreas densas, próximas a rios e lagos. São animais solitários com hábitos noturnos, descansando durante o dia. Possuem boa audição e olfato, compensando a visão ruim. São excelentes nadadoras, conseguindo atravessar grandes rios. Gostam de se enlamear para se livrar de carrapatos e moscas. Utilizam urina e fezes para demarcar território e emitem diferentes sons para interações sociais.

    • Alimentação: São herbívoras, consumindo frutas, flores, folhas, cascas e galhos. Usam o olfato para encontrar e identificar alimentos. As antas são consideradas “jardineiras da floresta” devido ao seu papel na dispersão de sementes.
    • Reprodução: A gestação dura de 13 a 14 meses, resultando geralmente em um único filhote. Os filhotes nascem com manchas brancas que servem de camuflagem, desaparecendo em torno dos 6 meses.
    • Conservação: As antas são consideradas “vulneráveis” devido à caça, desmatamento, fragmentação e alteração de habitats. No Pantanal e na Amazônia, a situação é menos preocupante, mas em biomas como a Mata Atlântica, restam poucas populações viáveis.

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