O criatório Ferraboli, de Anta Gorda (RS), conquistou os principais títulos da raça Holandesa durante a Expoagro Cotricampo, realizada no último sábado (28) em Campo Novo (RS). O julgamento integrou o circuito Exceleite, promovido pela Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), sob avaliação do jurado oficial Maurício Santolin.
A vaca Fini Sidekick Heringa 20588, dos expositores Paulo A. Ferraboli e/ou Diego e/ou Diogo Ferraboli, levou o título de Grande Campeã da Raça Holandesa. O mesmo criatório também venceu com Ferraboli 2592 Gafanhoto, eleita Campeã Fêmea Jovem, e com Adrimar Baronesa Incredibull 1042 TE, premiada como Campeã Vaca Vermelha e Branca. Na categoria Vaca Jovem, o destaque foi Garzella 478 Delta Lambda, de Carlos Jacob Wallauer, de Salvador do Sul (RS).
No Concurso Leiteiro, os animais de Serafina Corrêa (RS) garantiram as maiores produções. Na categoria Vaca Adulta, Sta Clara FF Mior 84 Lambda TE, da Fazenda Mior, alcançou 74,24 quilos de leite. Já na categoria Vaca Jovem, Sta Clara FF Mior Lucia 182 Lambda TE produziu 70,88 quilos de leite, reforçando o desempenho elevado do plantel.
O presidente da Gadolando, Marcos Tang, destacou o ambiente da feira e o papel do circuito na valorização da pecuária leiteira. “A Expoagro Cotricampo cumpriu seu papel ao reunir criadores e promover a troca de experiências sobre criação, manejo e genética. As vacas do torneio leiteiro também participaram do julgamento morfológico, evidenciando o equilíbrio entre produção e conformação”, afirmou Tang.
Ele ressaltou ainda os critérios do Exceleite: “Buscamos vacas produtivas, com boa morfologia e desempenho em pista. A qualidade se destacou tanto entre os animais jovens quanto entre as vacas adultas”, completou.
Em coletiva de imprensa, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, abordou a confirmação do foco da Doença de Newcastle (DNC) em um estabelecimento de avicultura comercial de corte, localizado no município de Anta Gorda, no Rio Grande do Sul. “Nosso sistema tripartite de defesa sanitária – união, estado e município – atuou de forma rápida para evitar a dispersão do vírus. Com agilidade e eficiência, nós iremos superar este momento rapidamente e trazer de volta a tranquilidade ao setor”, afirmou Fávaro.
Fávaro afirmou que tratará o caso com total transparência para minimizar os impactos. “Nós ainda não avaliamos como uma epidemia, porque foi um animal de uma granja com 14 mil aves. O isolamento já foi feito e, até o momento, não temos nenhum vestígio de outros animais doentes nesta granja e nem na região”, explicou.
Sobre as restrições comerciais, o ministro informou que todos os mercados compradores da carne de aves brasileira já estão sendo comunicados. “Hoje, o Brasil representa quase 40% da carne de frango consumida no mundo e cada país tem um protocolo. Tem país que regionaliza no raio de 50 km, de 10 km, que fecha o estado ou que fecha o país”, detalhou Fávaro.
Equipes do MAPA estão no estado
A equipe da defesa agropecuária do Mapa já está no estado para ajudar a coordenar as ações do plano de contingência da DNC junto ao órgão de defesa do Estado do Rio Grande do Sul. Fávaro também ressaltou a importância de tranquilizar a população: “Esta não é uma zoonose transmissível, então não precisa ter nenhum receio de continuar consumindo carne de frango, ovos, nada disso”.
Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro
No dia 17 de julho, o Mapa confirmou o diagnóstico positivo para a Doença de Newcastle (DNC) em Anta Gorda (RS). O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP), reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como referência internacional, realizou a análise para o diagnóstico da doença. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi) conduziu a investigação epidemiológica do caso. A DNC é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça nesses animais.
ABPA e ASGAV expressaram otimismo sobre a retomada da normalidade
Em uma coletiva de imprensa realizada em Porto Alegre (RS), presidentes da ABPA e ASGAV expressaram otimismo sobre a retomada da normalidade após a detecção de um caso isolado de Doença de Newcastle no Rio Grande do Sul. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), e José Eduardo dos Santos, presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), destacaram a rápida ação de monitoramento e esclarecimento como fator crucial para minimizar os impactos nas exportações avícolas do Brasil.
Ricardo Santin, presidente da ABPA, afirmou que esperavam o autoembargo anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil. Isso devido aos acordos sanitários internacionais, reforçando a transparência do país em relação aos cuidados sanitários na produção. Segundo Santin, a exportação brasileira de carne de frango representa, em média, 430 mil toneladas mensais. No pior cenário, os embargos poderiam afetar até 60 mil toneladas dessas exportações.
Reprodução – ABPA
“Isto não significa que este volume será destinado ao mercado interno. Provavelmente, os fluxos serão alocados para outros possíveis destinos demandantes destes produtos. Especialmente em um momento em que a demanda internacional está aquecida”, explicou Ricardo Santin.
Impacto total na produção não chega a 10%
Luís Rua, diretor de mercados da ABPA, acrescentou que o impacto máximo representaria entre 5% e 7% da produção mensal brasileira. “Cabe reiterar que este é um cenário extremo e não é o que se espera em relação ao comportamento dos mercados. Já há indicativos de potenciais retomadas no curtíssimo prazo, graças ao célere e transparente trabalho de esclarecimento por parte das autoridades técnicas e de negociação dos ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores”, completou.
José Eduardo dos Santos, presidente da ASGAV, ressaltou a eficiência das autoridades sanitárias federais e estaduais na rápida notificação e ação, o que permitiu uma visualização clara do quadro. “Identificou-se rapidamente o entorno da propriedade, foram feitas as análises, seguiu-se o monitoramento. Não há sinalizações de ampliações da ocorrência e, sim, apenas uma amostra identificada na testagem de uma situação pontual. Por tudo isso, esperamos que o restabelecimento da normalidade ocorra no curto prazo. Vale lembrar, também, que não há qualquer risco para o consumidor. E que já foram realizadas todas as etapas de eliminação da ocorrência e desinfecção da granja”, afirmou.
Suspensão faz parte de acordo internacional.
A expectativa positiva dos líderes do setor avícola reflete a confiança na eficiência das medidas sanitárias. E também na capacidade do Brasil de manter a estabilidade das exportações, mesmo diante de desafios pontuais.
Lembrando que a ABPA tem um trabalho muito importante no setor. Além disso, já tinha emitido uma nota de posicionamento desde o inicio da situação, nota essa reproduzida abaixo.
POSICIONAMENTO SETORIAL – Doença de Newcastle
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV) estão acompanhando e dando suporte à ação do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, em relação à uma amostra que testou positivo para o caso de Doença de Newcastle em granja do estado.
As autoridades federais e do estado agiram rapidamente na identificação do caso com interdição da granja, garantindo que não houvesse saída de aves. As autoridades acionaram os protocolos oficiais para mitigar a situação pontual e continuam a monitorar o entorno.
O governo notificou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) sobre a doença, cumprindo a obrigatoriedade de notificação. Como de praxe, o Brasil manteve e manterá total transparência no tratamento à situação, garantindo rápida solução a esta que é questão sanitária das aves.