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  • Aniversário de Teresina: tradição gastronômica impulsiona economia

    Aniversário de Teresina: tradição gastronômica impulsiona economia

    A capital do Piauí celebra 173 anos neste 16 de agosto. Teresina une tradição gastronômica e crescimento empresarial em um cenário que impressiona. A cidade dobrou o número de empresas ativas na última década, saltando de 46 mil para mais de 94 mil estabelecimentos.

    Pontos gastronômicos tradicionais mantêm viva a cultura local. No Mercado do Mafuá, o bolo frito conquista filas desde a madrugada. Jonnys Teixeira trabalha no local há mais de 30 anos. Vende 120 unidades durante a semana e 400 nos fins de semana.

    “No sábado e domingo chego aqui às 2h da manhã e já tem gente esperando”, conta Teixeira. Clientes saem das festas e procuram caldos e bolo frito na madrugada.

    Desde 1957, o Suco do Abrahão oferece 27 sabores de sucos naturais. Carlean Alves Lima herdou o negócio do pai. O estabelecimento serve desde opções tradicionais até variedades menos comuns como jaca e pequi.

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    A Casa do Beiju opera há três décadas na zona leste. Antônio Silva Santos produz 150 a 200 unidades diárias através de processo artesanal. “Começou com meu pai, agricultor. Surgiu da farinhada tradicional do interior”, relembra Santos.

    Panelada e novos negócios fortalecem economia

    A chef Gardênia Mesquita comanda a Casa da Panelada com ingredientes de produtores locais. O cardápio inclui sarapatel, buchada de carneiro e tripinha frita no coco babaçu. “Tudo que servimos é cultural e artesanal”, destaca Mesquita.

    Foto: Francisco Leal

    O empreendedorismo criativo também ganha força. Dalvisangela Carvalho migrou de Chapadinha (MA) para desenvolver artesanato sustentável. Suas peças de eco-craft reutilizam garrafas de cajuína e alcançam mercados nacionais e internacionais.

    A Casa do Queijo, fundada na década de 1970, exemplifica a reinvenção empresarial. José Luiz mantém o negócio familiar ampliando produtos. “Hoje temos cachaças, licores e linguiça caseira”, informa José Luiz.

    Produtos locais despertam vínculos afetivos. Solene Costa, teresinense que vive em Fortaleza há 15 anos, sempre retorna buscando sabores únicos. “Eu acho os produtos do Piauí melhores, como a cajuína e o doce de buriti”, afirma Costa.

    A dupla Ítalo e Marcelo criou linha de produtos com identidade piauiense. Estampas celebram símbolos locais conquistando turistas e moradores. “Queremos levar um pedacinho de Teresina para o mundo”, declara Ítalo.

    Izabela Muller, do Sebrae, explica o crescimento empresarial. A pandemia estimulou a formalização de negócios. “Pessoas apostaram no próprio potencial empreendedor”, analisa Muller.

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  • Conheça o Mercado Central de Teresina, berço da cidade planejada

    Conheça o Mercado Central de Teresina, berço da cidade planejada

    O Mercado Central de Teresina guarda um acervo histórico pouco conhecido. O mercado, inaugurado em 1854, preserva peças originais da sua primeira construção. Entre os itens estão objetos e elementos arquitetônicos que revelam a história do local. O patrimônio conta como o mercado se tornou um marco da cidade e um importante polo comercial. A capital do Piauí completa 173 anos no dia 16 de agosto.

    Foto: Paulo Barros/Secom

    O mercado fica ao lado da igreja de Nossa Senhora do Amparo. Juntos, os dois edifícios foram os primeiros da capital planejada, que nasceu para crescer às margens do rio Parnaíba. O projeto visava impulsionar o comércio local e o desenvolvimento da região.

    A TV Antares lança a série especial “Orgulho de ser teresinense”, que inicia pelo Mercado Central. A produção mostra a história viva da região e das pessoas que constroem a cidade diariamente. Entre os relatos está o de Seu Francisco, conhecido como Chicão, que trabalha no mercado há mais de 50 anos. Ele relembra a Ceasa, que funcionava na parte superior. “Brinquei muito aqui, e era muito bom. A gente comia banana e laranja grátis. Era uma alegria”, lembra.

    Foto: Paulo Barros/Secom
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    O Mercado Central segue como ponto de encontro e porta de entrada para quem deseja conhecer a alma de Teresina. A artesã Marinalva Alves destaca a importância do mercado para a cultura local e para visitantes. “Quando você visita uma cidade, sempre quer conhecer o mercado central e o artesanato. Sinto orgulho de mostrar isso para quem vem de fora e para nosso Piauí. Teresina é um pedaço de mim e de todos nós”, afirma Marinalva.

    Foto: Paulo Barros/Secom

    O “nós” inclui moradores que vieram de outras cidades em busca de novas oportunidades. Antenor Gomes, de Jerumenha, e Antonio Luis Brito, de Bocaina, são exemplos desse encontro de histórias. Antenor diz com orgulho: “Tenho muito a agradecer ao mercado, que me proporcionou trabalho e vida digna”. Antonio, que mora em Teresina desde 1990, relata: “Meus filhos não querem sair daqui. Tenho amigos e uma vida muito boa na capital”.

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