Tag: Angola

  • Angola prepara 800 mil hectares para receber empresas brasileiras

    Angola prepara 800 mil hectares para receber empresas brasileiras

    A Angola prepara uma área de 800 mil hectares para receber operações de empresas brasileiras do agronegócio. A iniciativa faz parte da estratégia do governo angolano para ampliar a produção agrícola, reduzir a dependência de importações e desenvolver novas cadeias produtivas no país.

    A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (12) pelo ministro da Agricultura e Florestas de Angola, Isaac Maria dos Anjos, durante o Fórum do Agronegócio Angola-Brasil, realizado pelo LIDE Angola, em Luanda.

    Segundo o governo, a área deverá ser disponibilizada para o levantamento e o ordenamento de operações empresariais integradas às comunidades locais.

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    Angola quer ampliar produção agrícola com investimentos brasileiros

    Durante o evento, Isaac dos Anjos afirmou que a relação com o Brasil passa por uma nova fase.

    Segundo o ministro, a intenção é avançar de uma cooperação predominantemente técnica para uma parceria voltada a investimentos, inovação e construção de cadeias produtivas.

    “Queremos parceiros que produzam em Angola, transformem em Angola e contribuam para abastecer o mercado nacional e também conquistar mercados regionais e internacionais.”

    A estratégia também busca reduzir a necessidade de importação de alimentos e aumentar a capacidade de exportação de produtos agrícolas.

    Projeto Terra Lunda terá investimento de US$ 83,2 milhões

    Além da área destinada a potenciais operações empresariais, o ministro apresentou o Projeto Terra Lunda, previsto para ser desenvolvido na província de Lunda Norte.

    O empreendimento deverá ocupar aproximadamente 20 mil hectares e tem investimento estimado em US$ 83,2 milhões.

    A previsão é que o projeto seja estruturado entre 2027 e 2030, com a incorporação de aproximadamente 5 mil hectares por ano.

    A Lunda Norte já aparece entre as regiões de interesse para investidores brasileiros. Em fevereiro de 2026, empresários do Brasil avaliaram oportunidades agrícolas na província, incluindo a produção em larga escala de milho, soja, arroz, feijão e trigo.

    Agricultura angolana busca formar cadeia produtiva

    Para o governo angolano, a expansão da produção não depende apenas da disponibilidade de terras.

    O país também precisa desenvolver infraestrutura para transportar, armazenar, processar e comercializar os produtos agrícolas.

    Isaac dos Anjos destacou justamente esse desafio durante o fórum.

    “Não basta produzir. É preciso que toda a cadeia seja construída, é preciso transportar, é preciso conservar, é preciso calibrar”, afirmou o ministro.

    A estratégia aproxima o debate sobre produção agrícola de outros setores, como logística, armazenagem, processamento e infraestrutura.

    Além disso, esse aspecto também ganha importância diante do potencial do Corredor do Lobito, considerado estratégico para conectar regiões produtoras de Angola ao litoral e facilitar o acesso a mercado internacional.

    LIDE Angola é lançado durante fórum do agronegócio

    O Fórum do Agronegócio Angola-Brasil também marcou o lançamento oficial do LIDE Angola.

    Segundo Venceslau Andrade, presidente da nova unidade, a organização pretende manter uma plataforma permanente de diálogo entre empresas e investidores.

    “Este não é apenas um evento empresarial. É o início de uma plataforma permanente de diálogo, cooperação e promoção de investimento entre Angola, o Brasil e os principais mercados internacionais”, afirmou.

    A expectativa é que a aproximação estimule novos projetos entre empresas dos dois países, principalmente em setores ligados à produção agrícola e à agroindústria.

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  • Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola destaca-se no agronegócio com produção recorde

    Angola se destaca como uma grande promessa no agronegócio global. Na safra 2023/24, a produção alcançou 28 milhões de toneladas, um crescimento de cerca de 6% em relação ao ciclo anterior, conforme dados do Ministério da Agricultura e Florestas de Angola. Esse avanço se deve principalmente à produção de raízes, tubérculos, frutas e legumes.

    O governo angolano investe fortemente na expansão agrícola. Entre os projetos está a construção de uma fábrica de fertilizantes avaliada em US$ 2 bilhões. A planta começará a operar em 2027 e terá capacidade para produzir 1,38 milhão de toneladas por ano. O objetivo é fortalecer a produção interna, reduzir a dependência de importações e gerar mais de 4.500 empregos diretos.

    Para a safra 2024/25, o governo destinou 1,5 bilhão de kwanzas para modernização, crédito agrícola, mecanização e assistência técnica. A expectativa é crescer mais de 7% na produção agrícola, aumentando o protagonismo do país no mercado internacional de alimentos.

    A parceria estratégica com o Brasil facilita esse crescimento. Angola cede até 500 mil hectares para projetos agrícolas brasileiros e recebe apoio da Embrapa. Além disso, há incentivos para a agroindustrialização, impulsionando o potencial do país como polo relevante no comércio global.

    Com cerca de 36 milhões de hectares de terras cultiváveis, Angola explora menos de 10% desse território. O país tem um dos maiores potenciais agrícolas do mundo. Programas de financiamento climático e a adoção de tecnologias verdes favorecem a agricultura familiar. Assim, Angola avança como novo polo global de inovação e produção agrícola sustentável.

    Estrutura e localização

    Angola está localizada na costa oeste da África, banhada pelo oceano Atlântico. O país faz fronteira ao norte com a República Democrática do Congo, a leste com a Zâmbia, ao sul com a Namíbia e ao oeste com o Atlântico. Possui também o enclave de Cabinda, entre a República do Congo e a República Democrática do Congo.

    A área total de Angola é de 1.246.700km², o que a coloca entre os maiores países do continente africano. Segundo estimativas recentes, a população em 2025 é de aproximadamente 39 milhões de habitantes.

    A estrutura portuária angolana é composta por importantes portos marítimos ao longo de seus 1.600km de litoral. Os principais portos são Luanda, Lobito, Cabinda, Soyo, Namibe e Ambriz. O Porto de Luanda se destaca como o maior do país, responsável por cerca de 80% das importações e exportações. O governo investe na expansão e modernização da infraestrutura portuária, incluindo um novo porto internacional em Barra do Dande, para reforçar o papel do país como hub logístico regional.

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  • Brasil conquista novos mercados para agronegócio

    Brasil conquista novos mercados para agronegócio

    O agronegócio brasileiro alcançou a 138ª abertura de mercado em 2024, somando 216 novas oportunidades desde o início de 2023. Ou seja, as recentes aprovações sanitárias de Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido fortalecem a confiança internacional no controle sanitário e fitossanitário do Brasil.

    O Reino Unido e o México autorizaram a importação de Grãos Secos de Destilaria (DDG) do Brasil sem exigência de certificação fitossanitária. Portanto, essa medida diversifica o uso de subprodutos de grãos no mercado externo e impulsiona a indústria brasileira de biocombustíveis.

    O México também liberou a entrada de farinha e pellets de feno dos tipos “alfalfa hay” e “timothy hay” para alimentação animal, sem necessidade de certificação fitossanitária. Essa autorização facilita o comércio e expande o mercado de rações brasileiras.

    Além disso, Angola, Coreia do Sul, México e Reino Unido aprovaram a importação de flor seca de cravo-da-índia e fibra de coco do Brasil. A novidade abre oportunidades para o setor de especiarias e fibras naturais, com potencial de crescimento nas indústrias de construção e manufatura desses países.

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    Essas conquistas resultam da parceria entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

     

  • Mercados no Panamá e Angola são abertos para produtos brasileiros

    Mercados no Panamá e Angola são abertos para produtos brasileiros

    O agronegócio brasileiro celebrou recentemente a abertura de novos mercados no Panamá e em Angola. Com essas novas aprovações sanitárias, o Brasil soma 99 aberturas de mercado em 2024, chegando a 177 aberturas em 58 destinos desde o início de 2023.

    Panamá e Angola

    O governo brasileiro recebeu com entusiasmo as aprovações sanitárias dos governos do Panamá e de Angola. O Panamá autorizou a importação de carnes e miúdos de aves e de suínos do Brasil, enquanto Angola permitiu a entrada de ovinos e caprinos vivos para reprodução, além de material genético desses animais.

    Essas aberturas de mercado prometem aumentar o fluxo comercial com esses importantes parceiros, destacando a confiança internacional no sistema de controle sanitário brasileiro. Além disso, nos primeiros sete meses de 2024, o Brasil exportou mais de US$ 55 milhões em produtos agrícolas para o Panamá, incluindo produtos florestais, cereais, farinhas e preparações. Já as exportações brasileiras para Angola ultrapassaram US$ 211 milhões no mesmo período, com foco em carnes e produtos do complexo sucroalcooleiro.

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    Esses resultados são fruto do esforço conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ou seja, eles têm trabalhado para expandir o alcance do agronegócio brasileiro no exterior.

     

  • Conab realiza Missão Brasil-Angola

    Conab realiza Missão Brasil-Angola

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está realizando, de 15 a 23 de julho, a Missão Brasil-Angola como parte do seu Programa de Cooperação Técnica. O objetivo principal é discutir o desenvolvimento de políticas de apoio à agricultura angolana.

    A abertura da semana de trabalho aconteceu na segunda-feira (15), no auditório do Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (CDRH) da Conab, em Brasília. A cerimônia contou com a presença de diretores da Conab, do embaixador da Agência Brasileira de Cooperação, da ministra Vanda Lopes, conselheira da Embaixada de Angola no Brasil, e do diretor de Departamento de Estudos, Planejamento e Estatística de Angola.

    Durante a programação, a Conab apresentará temas como levantamento e monitoramento de safra, análise de preços e mercado, capacitação em abastecimento, metodologia de custos de produção, Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), controle de qualidade, diagnóstico comparativo de leis e normas sobre estoques, além de diretrizes e sistemas relacionados à agricultura familiar brasileira.

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    A delegação angolana participará de visitas técnicas a cooperativas, produtores rurais e Centrais de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF). Eles também visitarão a Comunidade Engenho II no Quilombo Kalunga, em Cavalcante-GO, onde representantes apresentarão experiências da agricultura familiar por meio dos programas da Conab.

    As atividades da Missão Brasil-Angola se encerrarão na terça-feira (23), quando serão feitos encaminhamentos para a missão brasileira em Angola.

    Agricultura em Angola

    A agricultura em Angola é um setor crucial para a economia, empregando a maioria da população rural. O país possui vastas áreas aráveis, mas enfrenta desafios como a falta de infraestrutura, acesso limitado a tecnologias modernas e a necessidade de mais investimentos.

    As principais culturas incluem mandioca, milho, feijão, batata-doce e batata. Angola também cultiva café, algodão, cana-de-açúcar e frutas tropicais para exportação. O governo angolano está focado em diversificar a economia, impulsionando a produção agrícola e melhorando a segurança alimentar.