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  • Encontro discute plano para reduzir dependência de fertilizantes importados

    Encontro discute plano para reduzir dependência de fertilizantes importados

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reuniu lideranças da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) para debater o cenário do mercado interno e externo de fertilizantes e traçar estratégias para reduzir a dependência brasileira de importações, hoje em torno de 85% do total consumido no país.

    Foto: Guilherme Martimon / Mapa

    O ministro André de Paula recebeu o presidente do Conselho de Administração da Anda, Elias Lima, e destacou que o contato com a entidade é essencial para priorizar demandas estratégicas do setor. A Anda reúne mais de 120 associados, que vão de pequenos misturadores e entidades de classe a grandes multinacionais.

    O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, apresentou o Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), aprovado pelo Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert). A meta é ambiciosa: até 2050, o Brasil deve ser capaz de produzir entre 45% e 50% dos fertilizantes que consome internamente, ante os apenas 15% atuais.

    “Reconhecemos o quão necessária é a implementação do PNF para a redução da dependência de fertilizantes, especialmente pelo seu impacto na segurança alimentar do nosso país”, afirmou Elias Lima.

    A pauta da reunião incluiu ainda abertura de mercados e o potencial dos bioinsumos no Brasil. Participaram o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart; o diretor-executivo da Anda, Ricardo Tortorella; e o conselheiro Marcelo Silvestre.

    Mercado bate recorde, mas importação segue dominante

    Em 2025, o Brasil entregou 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes ao mercado. Um crescimento de 7,7% em relação ao ano anterior e um novo recorde histórico. O desempenho acompanhou a expansão da produção agrícola: a safra de grãos chegou a 346,1 milhões de toneladas, ante 292,5 milhões em 2024, o que elevou a demanda por insumos nutricionais, sobretudo nas lavouras de soja e milho.

    Mato Grosso liderou o consumo com 11,40 milhões de toneladas, 23,2% do total nacional, seguido por Paraná e São Paulo. O protagonismo do Centro-Oeste reforça o papel estratégico da região tanto na produção de grãos quanto na absorção de insumos agrícolas.

    Apesar do recorde, a dependência de importações permanece elevada. 43,32 milhões de toneladas vieram do exterior em 2025, enquanto a produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu apenas 2,5%, chegando a 7,22 milhões de toneladas. O avanço da indústria interna ainda é modesto diante do volume importado.

    Para Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, o agronegócio brasileiro entra em 2026 em um momento decisivo. “O país enfrenta adversidades climáticas, custos de produção em alta e um mercado volátil, mas também oportunidades estratégicas capazes de reposicionar o produtor no centro da economia global”, afirmou. Segundo ele, planejamento e ferramentas ágeis de gestão serão fundamentais para transformar riscos em vantagens competitivas.

    Agro puxa o PIB e coloca fertilizantes no centro do debate econômico

    Mesmo com instabilidades climáticas e pressões logísticas, o setor garantiu abastecimento regular ao produtor rural em 2025. A Anda destaca que as entregas ocorreram de forma organizada, o que permitiu melhor planejamento da janela de plantio e maximização do potencial das lavouras.

    No conjunto da economia, a agropecuária cresceu 11,7% e foi o principal pilar de expansão do PIB em 2025, ao lado da indústria extrativa. Os dois setores responderam por grande parte do avanço de 2,3% do Produto Interno Bruto. O desempenho do campo, sustentado por insumos como fertilizantes, consolida o agro como vetor de crescimento em um cenário de investimento ainda moderado e consumo desacelerado. E reforça a importância estratégica do setor para a renda nacional, o comércio exterior e a estabilidade macroeconômica.

  • Mercado brasileiro de fertilizantes registra alta de 7,8%

    Mercado brasileiro de fertilizantes registra alta de 7,8%

    O mercado brasileiro de fertilizantes registrou alta de 7,8% nas entregas entre janeiro e novembro de 2025. O total acumulado chegou a 45,27 milhões de toneladas, contra 42 milhões no mesmo período de 2024, segundo dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA).

    Somente em novembro, as entregas ao mercado somaram 4,33 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 2,6% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando o setor comercializou 4,21 milhões de toneladas.

    Mato Grosso lidera consumo entre os estados

    Mato Grosso manteve a liderança no consumo de fertilizantes, com participação de 22,7% do total nacional. O estado recebeu 10,28 milhões de toneladas no acumulado do ano.

    Paraná aparece na segunda posição, com 5,42 milhões de toneladas, seguido por São Paulo (4,83 milhões), Rio Grande do Sul (4,60 milhões), Minas Gerais (4,38 milhões), Goiás (4,36 milhões) e Bahia (2,95 milhões).

    Produção nacional recua em novembro

    A produção nacional de fertilizantes intermediários totalizou 517 mil toneladas em novembro de 2025. O número representa queda de 11,8% em relação ao mesmo mês de 2024.

    No acumulado de janeiro a novembro, porém, a produção atingiu 6,72 milhões de toneladas. O volume representa avanço de 4,1% frente às 6,46 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

    As importações de fertilizantes alcançaram 3,85 milhões de toneladas em novembro de 2025. O volume representa redução de 12,7% frente ao mesmo mês de 2024.

    No acumulado de janeiro a novembro, as compras externas somaram 39,70 milhões de toneladas. O número representa crescimento de 4,8% em comparação com as 37,90 milhões de toneladas importadas no mesmo período de 2024.

    Paranaguá lidera entrada de insumos

    O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada dos fertilizantes no país. O terminal importou 9,95 milhões de toneladas no período, alta de 6,4% frente a 2024, quando registrou 9,35 milhões de toneladas.

    O volume representa 25,1% do total movimentado em todos os portos brasileiros, segundo dados do Sistema de Informações do Comércio Exterior (Siacesp/MDIC).

  • Agro brasileiro adota fertilizantes de baixo carbono para conter custos

    Agro brasileiro adota fertilizantes de baixo carbono para conter custos

    O mercado brasileiro de fertilizantes demonstra forte resiliência e crescimento, impulsionado pela busca do produtor por soluções mais inteligentes e sustentáveis. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) mostram que as entregas ao mercado atingiram 40,95 milhões de toneladas entre janeiro e outubro de 2025, um crescimento significativo de 8,4% frente ao mesmo período de 2024.

    Este movimento ocorre em um cenário de custos elevados e grande dependência de importações, que somaram 35,8 milhões de toneladas no mesmo período. A alta demanda evidencia uma mudança estratégica no campo: os produtores agora priorizam insumos que ofereçam maior eficiência nutricional, melhor custo-benefício e menor impacto ambiental.

    Especialistas do setor apontam que esta é uma resposta direta às pressões econômicas e à necessidade de uma agricultura mais sustentável. George Fernandes, CEO da Morro Verde Fertilizantes, confirma a tendência. “Mesmo diante de um cenário desafiador, tivemos um ano muito positivo. Isso demonstra claramente que o produtor está adotando alternativas mais eficientes e sustentáveis”, afirma.

    A busca por soberania produtiva e redução da pegada de carbono está colocando as soluções nacionais em destaque. Produtos como fosfato natural reativo (FNR), calcário dolomítico e bioinsumos minerais ganham espaço por combinarem produtividade e sustentabilidade.

    “Com essa linha de produtos, buscamos contribuir para solos mais produtivos e ao mesmo tempo fortalecer a produção nacional”, explica Fernandes. A empresa mantém colaboração com instituições de pesquisa de ponta, como ESALQ, Embrapa e UFV, para integrar ciência e tecnologia no desenvolvimento dessas soluções.

    O executivo acredita que esta transformação veio para ficar. “O agro brasileiro está se adaptando a um novo patamar de custos e, consequentemente, a um novo nível de exigência. Soluções que aumentem o aproveitamento de nutrientes e a produtividade serão diferenciais competitivos nos próximos anos”, projeta.

  • Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    Entrega de fertilizantes ao mercado brasileiro cresce 9,3% no ano

    O mercado brasileiro de fertilizantes mantém ritmo de crescimento em 2025. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA) revelam que as entregas ao agricultor totalizaram 35,86 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a setembro. O número representa um aumento de 9,3% frente ao mesmo período de 2024, quando o volume foi de 32,80 milhões de toneladas.

    Apenas em setembro, o setor comercializou 5,38 milhões de toneladas, uma alta expressiva de 11,3% na comparação com setembro do ano anterior.

    A análise por estado confirma Mato Grosso como o maior consumidor do país. O estado respondeu sozinho por 22,5% do total nacional, com 8,08 milhões de toneladas entregues. A sequência dos maiores mercados ficou com Paraná (4,51 milhões t), São Paulo (3,74 milhões t), Rio Grande do Sul (3,54 milhões t), Goiás (3,53 milhões t), Minas Gerais (3,22 milhões t) e Bahia (2,43 milhões t).

    Produção nacional avança, mas importações seguem altas

    A indústria nacional de fertilizantes intermediários também registrou desempenho positivo. A produção acumulada nos nove meses chegou a 5,57 milhões de toneladas, com crescimento de 6,6%. Em setembro, a fabricação cresceu 6,3%, para 713 mil toneladas.

    No entanto, o país ainda depende significativamente do mercado externo para suprir a demanda. As importações somaram 31,49 milhões de toneladas no período, um avanço de 8,4%. O Porto de Paranaguá (PR) consolidou sua posição como principal porta de entrada, com 8 milhões de toneladas movimentadas – o que representa 25,5% de toda a importação pelo país e um crescimento de 9,9% ante 2024.

    Os dados reforçam a forte demanda do agronegócio brasileiro por insumos na reta final do ciclo de culturas, com destaque para as regiões produtoras de grãos.

  • Entregas e importações de fertilizantes avançam no primeiro semestre

    Entregas e importações de fertilizantes avançam no primeiro semestre

    As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro cresceram 10,5% no primeiro semestre de 2025, conforme dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume atingiu 20,14 milhões de toneladas, contra 18,23 milhões no mesmo período do ano anterior.

    Somente em junho, as entregas somaram 4,31 milhões de toneladas, um avanço de 7,2% em comparação a junho de 2024, quando foram entregues 4,03 milhões de toneladas.

    Mato Grosso liderou as entregas no período, concentrando 23,9% do total com 4,81 milhões de toneladas. Paraná (2,88 milhões), Goiás (2 milhões), São Paulo (2 milhões), Minas Gerais (1,69 milhão), Rio Grande do Sul (1,5 milhão) e Bahia (1,2 milhão) também se destacaram no ranking.

    O setor segue preparado para a safra de grãos, que deve alcançar produção de 345,2 milhões de toneladas em 2025.

    12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes

    Durante o 12º Congresso Brasileiro de Fertilizantes, realizado em 2 de setembro, em São Paulo, o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a ANDA firmaram um acordo de cooperação técnica. O objetivo da parceria é ampliar o intercâmbio de informações entre os setores público e privado. Portanto, melhorando o acesso a dados sobre fertilizantes e nutrição de plantas.

    O acordo foca no aprimoramento das estatísticas do setor, no estímulo à inovação e bioinsumos, na produção de conhecimento estratégico e na mobilização de recursos para a sustentabilidade.

    A produção nacional de fertilizantes intermediários cresceu 8,9% no primeiro semestre, totalizando 3,51 milhões de toneladas. Em junho, a produção foi de 609 mil toneladas, porém teve leve queda de 1,8% em relação a junho de 2024.

    Já as importações de fertilizantes intermediários somaram 18,47 milhões de toneladas no semestre, um aumento de 10,3% em comparação ao ano anterior. Em junho, as importações registraram leve queda de 2,4%, totalizando 3,55 milhões de toneladas.

    O porto de Paranaguá, principal ponto de entrada de fertilizantes no Brasil, recebeu 4,87 milhões de toneladas nos primeiros seis meses de 2025. Isso representou alta de 9,9% sobre o volume de 4,43 milhões de toneladas desembarcado em 2024. Paranaguá responde por 26,4% do total importado pelo país.

  • Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

    Entregas de fertilizantes no Brasil crescem 11,4% em 2025

    As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro apresentaram crescimento expressivo nos primeiros cinco meses de 2025, segundo dados divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre janeiro e maio, o volume chegou a 15,83 milhões de toneladas, um aumento de 11,4% em relação ao mesmo período de 2024, quando foram comercializadas 14,20 milhões de toneladas.

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    Apenas em maio, o setor registrou 3,70 milhões de toneladas entregues, com alta de 13,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O desempenho reforça a tendência de crescimento do agronegócio brasileiro, que segue como um dos principais motores da economia nacional.

    Mato Grosso lidera as entregas

    O estado de Mato Grosso se destacou como o maior consumidor de fertilizantes no período, respondendo por 24% do total nacional, com 3,80 milhões de toneladas. Na sequência, aparecem:

    • Paraná (2,32 milhões de toneladas)
    • Goiás (1,62 milhão)
    • São Paulo (1,55 milhão)
    • Minas Gerais (1,35 milhão)
    • Rio Grande do Sul (1,09 milhão)
    • Bahia (924 mil toneladas)

    Produção nacional e importações em alta

    A produção brasileira de fertilizantes intermediários também registrou crescimento. Em maio, foram 658 mil toneladas, um salto de 20,1% ante 2024. No acumulado do ano, a produção chegou a 2,91 milhões de toneladas, alta de 11,4%.

    Já as importações mantiveram a trajetória de alta, com 3,66 milhões de toneladas em maio (+19,2%). No ano, o volume total importado foi de 14,92 milhões de toneladas, crescimento de 13,9%. O Porto de Paranaguá (PR) se consolidou como principal porta de entrada, recebendo 4,03 milhões de toneladas (+12,5%), o que representa 27% do total nacional.

    Os números reforçam a força do agronegócio brasileiro e a crescente demanda por insumos agrícolas. Com safras recordes e aumento da produtividade, o mercado de fertilizantes deve manter ritmo acelerado nos próximos meses.

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