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  • Fazenda em Goiás atraiu estrelas de Hollywood e até presidente dos EUA; entenda

    Fazenda em Goiás atraiu estrelas de Hollywood e até presidente dos EUA; entenda

    Muito antes de se tornar o 40º presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan esteve entre as personalidades que passaram por uma fazenda em Anápolis, a cerca de 55 quilômetros de Goiânia.

    Nas décadas de 1960 e 1970, a chamada “Nossa Fazenda Halliday” se transformou em um refúgio frequentado por artistas, produtores e celebridades de Hollywood, tornando-se um dos capítulos mais curiosos da história de Goiás.

    Além de Reagan, nomes como Cary Grant, astro de “Intriga Internacional”, e Janet Leigh, eternizada pelo clássico “Psicose”, estiveram entre os visitantes da propriedade rural.

    Como estrelas de Hollywood chegaram ao interior de Goiás

    Segundo o historiador Jairo Leite, a história começou com a atriz Joan Lowell e seu marido, o capitão Leek Bowen.

    Lowell chegou ao Brasil em 1935 durante uma excursão e acabou se encantando pela região do Vale de São Patrício.

    Joan Lowell Bowen em seu escritório em Anápolis, em Goiás — Foto: Dmitri Kessel/The LIFE Picture Collection

    Após se estabelecer em Goiás, ela passou a divulgar as oportunidades oferecidas pelo estado, especialmente para criação de gado e desenvolvimento agrícola. Assim, seu trabalho acabou atraindo outras figuras importantes do cinema americano.

    Entrada da fazenda de Joan Lowell em Anápolis. Na placa observa-se que ela era chamada de “Dona Joana” e o marido de “ Capitão” — Foto: Divulgação

    A chegada da primeira vencedora do Oscar

    Entre os nomes convencidos por Joan Lowell estava Janet Gaynor, considerada a primeira mulher a conquistar um Oscar.

    Ao lado do marido, o renomado figurinista Gilbert Adrian, ela adquiriu a Fazenda Amazon, em Anápolis.

    A mudança tinha relação com o desejo do casal de buscar uma vida mais tranquila, longe do ritmo intenso de Hollywood.

    Segundo o historiador, Janet chegou a considerar propriedades na África antes de conhecer as oportunidades existentes em Goiás.

    Nossa Fazenda Halliday virou ponto de encontro de celebridades

    Posteriormente, a atriz Mary Martin e seu marido, o produtor Richard Halliday, também se estabeleceram na região.

    O casal construiu a famosa “Nossa Fazenda Halliday”, que se tornou uma das propriedades rurais mais conhecidas de Anápolis.

    Estrela da Broadway escolheu Goiás como lar — Foto: Divulgação

    De acordo com Jairo Leite, o local passou a receber frequentes visitas de artistas, produtores, diretores e críticos de cinema.

    Isso acontecia porque Halliday também atuava como agente artístico e mantinha uma ampla rede de contatos no meio cultural norte-americano.

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    Trabalhadores nem sempre sabiam quem eram os visitantes

    Apesar da movimentação constante de celebridades, muitos moradores e funcionários da fazenda desconheciam a importância dos hóspedes.

    Segundo o historiador, boa parte dos visitantes chegava pelo aeroporto de Goiânia e seguia para Anápolis sem chamar muita atenção.

    Embora a presença dessas personalidades fosse percebida pela população local, poucos imaginavam a projeção internacional daqueles nomes.

    Segundo registros locais, Marilyn Monroe esteve no Brasil e visitou a ‘Nossa Fazenda Halliday’ — Foto: Divulgação

    Fazenda produzia gado, ovos, café e morangos

    A propriedade de Mary Martin não servia apenas como local de descanso.

    A fazenda mantinha atividades agropecuárias diversificadas, incluindo criação de gado, produção de ovos, granja de galinhas, cultivo de banana e morangos, e plantação de café.

    Segundo relatos históricos, os ovos produzidos na fazenda eram comercializados no Mercado Municipal de Anápolis e também em Brasília.

    Boutique vendia produtos inspirados na moda americana

    Além das atividades rurais, Mary Martin abriu uma loja no centro de Anápolis chamada “Nossa Loja”.

    O estabelecimento vendia roupas, tecidos e produtos trazidos dos Estados Unidos.

    A atriz também desenhava peças próprias e aproveitava a proximidade com Gilbert Adrian, considerado um dos maiores figurinistas de Hollywood, para desenvolver novas ideias ligadas ao universo da moda.

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  • Píton de 4,8 metros vira caso de polícia em Goiás após fuga e apreensão

    Píton de 4,8 metros vira caso de polícia em Goiás após fuga e apreensão

    Uma píton amarela de 4,8 metros virou caso de polícia em Goiás depois de ser entregue pelo próprio tutor à Polícia Civil. O animal, sem licença de criação nem documentação de origem, estava em Anápolis e chamou atenção pelo risco e pela irregularidade.

    A cobra pertence à espécie píton-molurus, um réptil exótico que não faz parte da fauna brasileira. Segundo a polícia, a documentação do Ibama é essencial para esse tipo de criação, e a ausência desses papéis levou à apreensão.

    Animal já havia fugido antes

    O caso ganhou ainda mais peso porque a cobra já tinha escapado antes. Na semana passada, ela foi encontrada às margens do rio Araguaia, na região de Aruanã, a cerca de 330 km do local onde vivia, e depois devolvida ao responsável.

    Segundo a investigação, o tutor disse que recebeu o animal há cerca de sete anos de uma vizinha e afirmou não saber mais onde ela mora. A polícia também apura as circunstâncias da posse e da origem da serpente.

    Espécie exótica preocupa autoridades

    A Polícia Civil alerta que a píton-molurus pode causar desequilíbrio ambiental por ser uma espécie exótica. Além disso, o porte do animal aumenta o risco em caso de fuga, manuseio inadequado ou criação fora das regras.

    Após a apreensão, a serpente foi encaminhada às autoridades competentes e a tendência é que siga para um zoológico. O episódio reforça o problema da criação irregular de animais silvestres exóticos no país.

  • Produtores rurais de Anápolis ganham apoio para proteger recursos hídricos

    Produtores rurais de Anápolis ganham apoio para proteger recursos hídricos

    O Programa Produtor de Água de Anápolis (PPA Anápolis) busca ampliar a disponibilidade e a qualidade da água, com ações como recuperação de vegetação nativa, conservação do solo e saneamento rural.

    Até agora, o programa já atuou em 88 hectares nas bacias do Ribeirão Piancó, Rio das Antas e Rio Caldas, em Anápolis. A meta é conservar mais de 2 mil hectares até 2029, beneficiando diretamente 100 propriedades rurais.

    Várias instituições fecharam um Acordo de Cooperação Técnica para impulsionar o programa. Entre elas estão Seapa, Semad, Emater Goiás, Saneago e a ONG TNC Brasil. O objetivo é consolidar Goiás como referência em práticas agrícolas de baixo impacto ambiental.

    O PPA Anápolis surgiu para reduzir os riscos de escassez de água na região, que já enfrentou crise no abastecimento. As bacias atendidas são essenciais para Anápolis, incluindo o Distrito Agroindustrial (DAIA), polo econômico do estado.

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    A adesão ao programa é voluntária. Os participantes recebem assistência técnica e podem ter acesso a pagamentos por serviços ambientais (PSA). Uma das primeiras propriedades beneficiadas, a Fazenda Três Pontas, já adotou medidas como terraceamento e recuperação de estradas.

    “O programa une produção sustentável, recuperação do Cerrado e segurança hídrica. Queremos expandi-lo para mais cidades”, afirmou Pedro Leonardo Rezende, secretário de Agricultura de Goiás.

    Para Stella Miranda, gerente de Sustentabilidade da Seapa, as ações conservacionistas evitam crises hídricas e valorizam o trabalho no campo. “Além de preservar, garantimos água para todos e agregamos valor à produção rural”, destacou.

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