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  • Nova estratégia da Anvisa reduz tempo de análise de agrotóxicos

    Nova estratégia da Anvisa reduz tempo de análise de agrotóxicos

    A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) lançou uma estratégia inédita de fiscalização no setor de agrotóxicos. A iniciativa inclui visitas técnicas às indústrias para verificar in loco se as informações dos processos de registro correspondem ao processo produtivo real e atendem às normas vigentes.

    A primeira inspeção ocorreu entre 16 e 18 de dezembro de 2025, na empresa Nortox, em Arapongas (PR). Com essa visita, a Anvisa finalizou a implementação das etapas da metodologia otimizada de análise de produtos agrotóxicos formulados a partir de produto técnico equivalente, conforme estabelece a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 950/2024.

    A agência elaborará um cronograma de visitas técnicas para 2026, que será acordado previamente com as empresas selecionadas.

    Metodologia reduz tempo de análise sem comprometer segurança

    A RDC 950/2024 reduziu significativamente o tempo que a Anvisa dedica às análises toxicológicas baseadas apenas em documentação, sem comprometer o rigor técnico. A medida permite que a agência direcione esforços para atividades de pós-mercado, como as visitas técnicas que verificam a conformidade das informações apresentadas no registro.

    Até 2 de janeiro de 2026, a Anvisa concluiu cerca de 750 avaliações toxicológicas de agrotóxicos formulados obtidos a partir de produtos técnicos equivalentes. O resultado representa uma redução de 75% na fila desses produtos.

    Estratégia se expande para outros tipos de produtos

    Diante dos resultados expressivos, a Diretoria Colegiada da Anvisa aprovou a RDC 1.005/2025, que estende a mesma estratégia aos produtos formulados obtidos a partir de produto técnico não equivalente.

    A nova resolução promove harmonização na análise para diferentes tipos de produtos formulados. A medida mantém os benefícios da otimização sem aumentar o risco sanitário ou o custo regulatório.

    Ferramentas digitais e novos prazos

    A Anvisa aprimora o procedimento de avaliação toxicológica sem alterar os critérios técnicos já estabelecidos. O processo utiliza a Ferramenta de Leitura Otimizada no Registro de Agrotóxicos (FLORA) e a Declaração de Constituição e Informação de Perigo do Agrotóxico (DCIPA).

    As empresas devem apresentar a DCIPA e a FLORA para todos os processos previstos na RDC 1.005/2025, incluindo os já protocolados e os novos. Para petições anteriores à vigência da resolução, as empresas têm até 2 de julho de 2026 para protocolar os documentos via Sistema Solicita.

    A agência disponibilizou uma Nota Técnica com diretrizes para a correta classificação dos produtos formulados obtidos a partir de produto técnico não equivalente. As empresas registrantes declararão a classificação de perigo do produto formulado por meio da DCIPA.

    Controle sanitário mais rigoroso

    O protocolo dos novos requisitos não substitui a submissão dos demais documentos previstos nos regulamentos sanitários vigentes. A Anvisa pode analisar a documentação integral protocolada a qualquer momento, mesmo com a avaliação otimizada.

    A resolução estabelece que inconsistências nas informações podem resultar na revisão das decisões adotadas sob o novo procedimento, a qualquer tempo.

    A Anvisa espera atuar de forma mais efetiva com as novas medidas, fortalecendo o controle sanitário e garantindo maior segurança sobre a veracidade dos dados utilizados na avaliação toxicológica. O objetivo é criar um ambiente regulatório mais robusto e ativo, com impacto direto na proteção da saúde da população.

  • IA acelera análise de sementes e reduz perdas no campo

    IA acelera análise de sementes e reduz perdas no campo

    A startup Singular SeedS, criada na Unicamp, desenvolveu uma tecnologia que revoluciona a análise de sementes no Brasil. A empresa usa inteligência artificial para processar até 100 mil sementes por hora, número até 18 vezes superior ao dos métodos tradicionais.

    A inovação surgiu no Desafio Unicamp, competição de empreendedorismo promovida pela Inova Unicamp. Após a participação, os fundadores Caio Contiero Rosa e Thiago Castro Felix transformaram a ideia em negócio e ingressaram na Incamp, incubadora de base tecnológica da universidade. Em 2024, a empresa se graduou na incubadora.

    A análise de sementes é fundamental para garantir a qualidade e o potencial de germinação. Hoje, o setor ainda depende de métodos manuais, que exigem mão de obra qualificada e tempo elevado. Portanto, para mudar esse cenário, a Singular SeedS desenvolveu um método que utiliza imagens digitais e inteligência artificial. A abordagem garante agilidade, precisão e sustentabilidade no processo analítico.

    Imagens combinadas elevam precisão

    A análise começa com a captura de imagens das sementes por duas tecnologias. Uma câmera registra fotos no padrão RGB. Já outra, a laser, capta dados invisíveis ao olho humano. Essas imagens são processadas por um algoritmo exclusivo, criado pela própria Singular SeedS. Ou seja, a inteligência artificial analisa os dados combinados e identifica características visuais internas e superficiais das sementes.

    De acordo com Thiago Felix, o sistema reconhece problemas que escapam à análise humana. “Conseguimos ver lesões internas com mais critério e profundidade”, afirma o biotecnologista.

    Tecnologia preserva sementes e evita descarte

    Diferente do método tradicional, que envolve cortes e reagentes, o modelo desenvolvido pela startup mantém a integridade das sementes. Assim, elas podem ser utilizadas posteriormente no plantio.

    Além de mais eficiente, o processo evita o descarte de amostras e elimina o uso de produtos químicos. Por isso, também representa uma alternativa mais sustentável para o setor agrícola.

    Equipamento automatiza processo e amplia escala

    Foto: Divulgação – Inova Unicamp / Pedro Amatuzzi

    Com apoio do SENAI, por meio do programa Uplab, a Singular SeedS desenvolveu uma máquina automatizada que acelera ainda mais a análise. O modelo, de bancada, possui esteira autoalimentada e câmara de captura.

    Na prática, enquanto o método manual analisa 100 sementes por hora, o sistema da empresa chega a processar até 100 mil no mesmo período. O ritmo se ajusta conforme a necessidade do cliente.

    Testes com a Ambev comprovaram a eficácia da tecnologia. Em geral, o tempo de análise caiu de 90 minutos para cinco, mesmo com uma amostragem 100 vezes maior. “Reduzimos o tempo e aumentamos a precisão”, diz Felix. “Um teste de umidade, que levava uma hora, agora é feito em menos de um minuto.”

    Startup aposta em crescimento e novos mercados

    A experiência na Incamp foi decisiva para a evolução da empresa. “Saímos da pesquisa acadêmica e aprendemos a empreender”, conta Rosa. Durante a incubação, a Singular SeedS validou sua prova de conceito com a Ambev e participou de programas como o Speed Agro (Sebrae) e a pré-aceleração da Baita Aceleradora, também ligada ao Parque da Unicamp.

    A startup já prestou serviços para empresas como AWS, Embrapa e Tropical Melhoramento e Genética (TMG). Agora, planeja ampliar a equipe e escalar o negócio. Para 2025 e 2026, os sócios querem atrair novos clientes, contratar profissionais de marketing e tecnologia e expandir a atuação no setor agrícola.

    Parque da Unicamp impulsiona inovação

    A Singular SeedS nasceu no ecossistema da Unicamp, reconhecido por incentivar a inovação. O Parque Científico e Tecnológico e a Incamp são gerenciados pela Inova Unicamp, que conecta ideias e empresas. Em resumo, o ambiente oferece estrutura, mentorias e visibilidade, estimulando o surgimento de soluções com alto impacto econômico e social.

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  • Queda de ponte no Tocantins mobiliza análise da água

    Queda de ponte no Tocantins mobiliza análise da água

    O desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 22 de dezembro de 2024, lançou veículos no rio Tocantins. Entre eles estavam três caminhões carregados com substâncias químicas: dois transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e um levava 22 mil litros de defensivos agrícolas. Os tanques permaneceram intactos, evitando vazamentos imediatos, mas a situação gerou preocupação ambiental e sanitária.

    Por isso, o Ministério do Meio Ambiente solicitou que a Embrapa Meio Ambiente analisasse a qualidade da água do rio. Em resumo, a análise buscou identificar possíveis contaminações por agrotóxicos, devido ao risco de substâncias químicas atingirem o abastecimento de Imperatriz, no Maranhão. Como precaução, as autoridades interromperam o fornecimento de água até a conclusão dos testes. “Garantimos a segurança da população antes de liberar o abastecimento”, afirmou Robson Barizon, chefe-adjunto de P&D da Embrapa Meio Ambiente.

    A Embrapa coletou amostras da água no dia 24 de dezembro e realizou os testes imediatamente. As análises verificaram a presença de três agrotóxicos: acetomiprido, picloram e 2,4-D. Apenas o 2,4-D foi detectado, com uma concentração de 0,2 µg/L, bem abaixo do limite de 30 µg/L estipulado pela Portaria GM/MS nº 888/2021.

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    A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) confirmou os dados da Embrapa. “As análises não apontaram riscos significativos à saúde humana ou ao meio ambiente, mas continuamos monitorando a situação”, declarou Barizon.

    As equipes mantêm a vigilância em quatro pontos estratégicos: a barragem da hidrelétrica de Estreito, a área próxima à ponte, Porto Franco (MA) e o ponto de captação de água em Imperatriz. O monitoramento seguirá até a retirada das cargas químicas do fundo do rio.

     

  • Doença de Newcastle: casos suspeitos são descartados

    Doença de Newcastle: casos suspeitos são descartados

    O Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo descartou três casos suspeitos de doença de Newcastle (DNC) neste sábado (20). As análises das amostras coletadas na sexta-feira (19) deram resultado negativo para o vírus.

    Os agentes coletaram as amostras coletadas em três propriedades suspeitas na zona de proteção para DNC. Essa zona foi estabelecida pela equipe de vigilância e defesa sanitária animal do Rio Grande do Sul, em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

    Análise em tempo recorde

    O transporte das amostras para o laboratório contou com apoio da Casa Civil, Ministério da Defesa e Força Aérea Brasileira (FAB). “As análises de RT-PCR foram processadas em tempo recorde, descartando novas ocorrências de foco no momento”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Os resultados negativos indicam contenção do evento sanitário e portanto, reforça a robustez do sistema de defesa agropecuária do Brasil. “Por pedido do presidente Lula, tratamos o caso com transparência para tranquilizar a população e os países importadores sobre a segurança do nosso sistema”, disse Fávaro. Ele também ressaltou a agilidade das equipes para normalizar as exportações em breve.

    No Vale do Taquari, autoridades montaram barreiras sanitárias para controlar a movimentação de aves. Além disso, as investigações epidemiológicas continuam na zona de vigilância e em todo o Rio Grande do Sul.

    A população pode consumir carne de frango e ovos, inclusive da região afetada. Ou seja, o Mapa reforça que produtos avícolas inspecionados pelo Serviço Veterinário Oficial (SVO) são seguros.

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    Doença de Newcastle

    A doença de Newcastle (DNC) é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres. Ela causa sinais respiratórios, manifestações nervosas, diarreia e edema da cabeça, por exemplo. Portanto, a notificação à OMSA é obrigatória, e o vírus do grupo paramixovírus aviário sorotipo 1 (APMV-1) causa a doença. Os últimos casos confirmados no Brasil ocorreram em 2006, em aves de subsistência no Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.