Tag: amendoim

  • Colheita de amendoim ganha versão virtual no Farming Simulator

    Colheita de amendoim ganha versão virtual no Farming Simulator

    A colheita mecanizada do amendoim ganhou espaço nos videogames. A partir de 28 de agosto, quatro equipamentos da Indústrias Colombo poderão integrar o Farming Simulator 25, dentro do Cerrado Edition, novo mapa desenvolvido pela brasileira Connect Modding. Com a novidade, os jogadores poderão acompanhar diferentes etapas da produção da cultura, incluindo arranquio, colheita e transporte.

    Pela primeira vez, o Farming Simulator terá equipamentos voltados especificamente à cultura do amendoim. A MIAC, marca da Indústrias Colombo especializada em soluções para a mecanização agrícola, fornece as máquinas reproduzidas no game.

    Além disso, o conteúdo chegará gratuitamente como mod para quem já possui o Farming Simulator 25. O jogo está disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Já a plataforma oficial de mods do game disponibilizará o download do novo conteúdo.

    Máquinas reproduzem operações do campo

    A experiência reúne quatro equipamentos utilizados na mecanização da colheita do amendoim: o Arrancador C600, as colhedoras Twin Master Peanut Combine e Avanti e o transbordo CTA 6500.

    No game, os jogadores poderão utilizar as máquinas em diferentes momentos da operação. Primeiro, o processo começa com o arranquio das plantas. Depois, segue para a colheita e, por fim, chega ao transporte da produção.

    A reprodução digital das máquinas leva para o ambiente do jogo características de equipamentos que já fazem parte das operações agrícolas. Assim, o jogador consegue conhecer, de forma interativa, uma sequência de atividades que exige planejamento, máquinas específicas e integração entre diferentes etapas.

    Para Neto Colombo, COO da Indústrias Colombo, a presença dos equipamentos no jogo também ajuda a mostrar a tecnologia envolvida na produção agrícola.

    “O amendoim faz parte da história e da expertise da Colombo. Há 53 anos, desenvolvemos tecnologias para tornar sua colheita cada vez mais eficiente e levar as nossas soluções para dentro do Farming Simulator nos permite transformar uma operação que acontece todos os dias no campo em uma experiência que pode ser vivenciada por milhões de pessoas.”

    A empresa atua há 53 anos no desenvolvimento de máquinas e implementos agrícolas. Além disso, a cultura do amendoim está entre as áreas de especialização da companhia.

    Amendoim ganha espaço no game

    A Connect Modding, empresa brasileira e embaixadora do Farming Simulator no país, desenvolveu o Cerrado Edition. O novo mapa busca representar características da agricultura brasileira e amplia as possibilidades para os jogadores conhecerem culturas e operações presentes no campo nacional.

    Nesse contexto, a inclusão do amendoim também ajuda a apresentar uma cadeia produtiva que vai além das principais commodities agrícolas conhecidas pelo público em geral. A cultura está presente em diferentes regiões produtoras do Brasil e também possui relevância internacional.

    O amendoim é cultivado em mais de 100 países, entre eles China, Índia, Estados Unidos e Argentina. Com o novo conteúdo, os jogadores poderão explorar características da produção da cultura dentro do game.

    A franquia Farming Simulator já ultrapassou 40 milhões de cópias vendidas e reúne jogadores em diferentes países. Além disso, o game conta com mais de 150 fabricantes de equipamentos agrícolas representados em suas experiências.

    Tecnologia aproxima novas gerações do agro

    A presença das máquinas de amendoim no jogo também cria uma oportunidade para aproximar o agronegócio de um público que nem sempre tem contato direto com uma propriedade rural.

    Para muitos jogadores, o ambiente do game pode representar um primeiro contato com culturas agrícolas, máquinas e operações realizadas no campo. Dessa forma, a simulação permite conhecer as funções dos equipamentos e compreender a sequência de atividades necessárias para transformar uma lavoura em produção colhida e transportada.

    Joel Backes, diretor comercial e de marketing da Indústrias Colombo, considera que a participação no Cerrado Edition amplia o alcance da tecnologia desenvolvida pela empresa no Brasil.

    “Estar no Farming Simulator vai além da presença da marca em um game. É levar a tecnologia brasileira para uma plataforma global, conectando a Colombo a milhões de pessoas de diferentes países e gerações, fortalecendo nossa internacionalização e mostrando a capacidade da indústria brasileira de desenvolver soluções para o agronegócio mundial.”

    Ao mesmo tempo, a aproximação com os mais jovens também aparece como parte da estratégia. Ao reproduzir operações agrícolas em um ambiente familiar para esse público, o setor consegue apresentar conceitos de mecanização, produção e tecnologia de maneira mais acessível.

    “Quando um jovem entra no jogo, conhece uma cultura, entende uma operação e começa a perceber toda a tecnologia envolvida naquele processo, estamos ajudando a aproximar uma nova geração do agronegócio”, afirma Backes.

    Indústria brasileira amplia presença internacional

    A Indústrias Colombo possui unidades industriais em Pindorama e Catanduva, no interior de São Paulo. Além disso, o grupo mantém filiais internacionais em Adel, na Geórgia, nos Estados Unidos, e em Río Cuarto, na província de Córdoba, na Argentina.

    A companhia desenvolve máquinas para a colheita mecanizada de grãos, vagens e sementes por meio da MIAC. Também atua na produção de peças e componentes de transmissão agrícola pela AEMCO.

    Segundo a empresa, seus produtos estão presentes em mais de 60 países. Agora, parte dessa tecnologia também chega ao Farming Simulator 25, ampliando o contato do público internacional com soluções brasileiras para a mecanização do amendoim.

  • Artigo: amendoim ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

    Artigo: amendoim ganha protagonismo no agronegócio brasileiro

    Poucos alimentos representam tão bem a cultura brasileira dos meses de junho e julho quanto o amendoim. Presente em receitas tradicionais como paçoca, pé de moleque, cajuzinho, bolo de amendoim e diversas outras iguarias típicas das festas juninas ou das mesas dos brasileiros, o grão vive um momento de forte expansão no campo.

    Nos últimos anos, o Brasil consolidou sua posição entre os principais produtores e exportadores mundiais, impulsionado por avanços tecnológicos, melhorias no manejo das lavouras e aumento da produtividade. O resultado é uma cadeia cada vez mais estratégica para o agronegócio nacional, capaz de atender tanto ao mercado interno quanto à crescente demanda internacional.

    A produção brasileira de amendoim tem apresentado crescimento consistente. Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2024/25 foi marcada por um desempenho histórico, com estimativa superior a 1 milhão de toneladas. Ou seja, um crescimento próximo de 49% em comparação ao ciclo anterior, quando foram produzidas aproximadamente 734 mil toneladas. Além do aumento da produção, a área cultivada também avançou, chegando a cerca de 278 mil hectares. Enquanto a produtividade registrou um salto expressivo, resultado da combinação entre boas condições climáticas em boa parte do ciclo, adoção de sementes de alta qualidade e tecnologias de manejo mais eficientes.

    Maior produtor nacional

    Grande parte dessa produção está concentrada no estado de São Paulo, responsável pela maior parcela do amendoim cultivado no país. Entretanto, novas fronteiras agrícolas vêm ganhando espaço, especialmente em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, ampliando a diversificação regional da cultura. Tradicionalmente utilizada em áreas de renovação de canaviais, a cultura do amendoim tornou-se uma excelente alternativa de rotação de culturas. Assim, trazendo benefícios agronômicos importantes, como melhoria da estrutura do solo, fixação biológica de nitrogênio e redução da pressão de algumas pragas e doenças, fatores que favorecem a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

    O avanço da cultura também está diretamente relacionado ao investimento em inovação. Nos últimos anos, produtores brasileiros passaram a utilizar cultivares mais produtivas, técnicas mais precisas de plantio, monitoramento constante das lavouras e manejo integrado de pragas e doenças. Esses fatores contribuíram para elevar significativamente o rendimento por hectare e reduzir perdas ao longo do ciclo produtivo. Além disso, o uso crescente de sementes certificadas proporciona maior uniformidade no estande das plantas, melhor vigor inicial e maior potencial produtivo, tornando a cultura mais competitiva no cenário internacional.

    Embora o consumo do amendoim ocorra durante todo o ano, os meses de junho e julho representam um dos períodos mais importantes para a cadeia produtiva. É nessa época que as festas juninas movimentam a indústria alimentícia e o varejo, elevando significativamente a demanda pelo grão. O amendoim é matéria-prima para uma ampla variedade de produtos tradicionais que fazem parte da identidade cultural brasileira. Portanto, tornando-se protagonista das celebrações em praticamente todas as regiões do país. Essa sazonalidade impulsiona toda a cadeia, desde o produtor rural até as indústrias de doces, alimentos e exportação.

    Exportação

    Além do mercado doméstico aquecido, o Brasil vem ampliando sua presença no comércio exterior. A qualidade do amendoim brasileiro, associada aos elevados padrões sanitários e ao investimento em rastreabilidade e processamento, tem fortalecido a competitividade do produto em mercados exigentes, especialmente na Europa e em outros países consumidores. Esse cenário contribui para agregar valor à produção nacional e diversificar as oportunidades de renda para os produtores rurais.

    As perspectivas para a próxima safra permanecem positivas, embora o ritmo de crescimento deva ser mais moderado após o recorde alcançado. As projeções mais recentes indicam produção próxima de 1,1 milhão de toneladas. Com isso, mantendo o Brasil acima da marca de um milhão de toneladas. Ainda que fatores como preços internacionais, custos de produção e decisões sobre área plantada possam influenciar o desempenho do setor. Mesmo diante desse cenário, a cultura segue consolidada como uma importante alternativa econômica para os produtores brasileiros.

    Manejo

    Nesse contexto, o manejo eficiente das lavouras torna-se um fator decisivo para transformar potencial produtivo em rentabilidade. O controle de plantas daninhas, insetos-praga e doenças durante todo o ciclo permite preservar o desenvolvimento das plantas, reduzir perdas e garantir maior qualidade dos grãos destinados tanto à indústria quanto à exportação. O planejamento das operações agrícolas, aliado ao monitoramento constante das áreas e ao uso de tecnologias adequadas, contribui para que os produtores obtenham maior eficiência e sustentabilidade em seus sistemas produtivos.

    O amendoim deixou de ser apenas uma cultura complementar e passou a ocupar um espaço estratégico dentro do agronegócio brasileiro. Esse crescimento é resultado da evolução do manejo, da adoção de tecnologias no campo e do compromisso dos produtores com produtividade e qualidade. Quando realizamos um manejo eficiente desde o início do ciclo, protegendo a lavoura contra plantas daninhas, pragas e doenças, criamos as condições necessárias para que a cultura expresse todo o seu potencial produtivo. Isso fortalece toda a cadeia, desde o agricultor até a indústria que abastece o mercado interno e as tradicionais festas juninas, além de ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional.

    Diogo Pavan é Gerente de Marketing de Campo da Corteva Agriscience. Engenheiro Agrônomo, Pavan é especialista em proteção de plantas e tem cerca de 20 anos de carreira no agronegócio.

    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

  • Como os clássicos juninos fortalecem o seu organismo

    Como os clássicos juninos fortalecem o seu organismo

    Junho traz consigo as cores e ritmos das festas juninas, mas os verdadeiros protagonistas dessas celebrações estão no prato. Milho, amendoim e mandioca formam a base da identidade alimentar brasileira e garantem não apenas o sabor das quermesses, mas também uma carga valiosa de nutrientes.

    De acordo com especialistas, esses alimentos são versáteis o suficiente para compor uma dieta equilibrada durante todo o ano.

    Além da relevância cultural, esses ingredientes movimentam a economia do campo. São Paulo lidera a produção nacional de amendoim, respondendo por 86% do volume total do país, o que supera as 700 mil toneladas anuais. O milho também se destaca como um dos dez principais cultivos do estado, com uma safra estimada em 3,6 milhões de toneladas para 2024/25, enquanto a mandioca mantém uma produção estável próxima de 1,6 milhão de toneladas.

    Para Katlly Evillim Sousa, nutricionista da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), a temporada junina é o momento ideal para valorizar essa cultura alimentar. Segundo a especialista, o consumo equilibrado desses itens fornece energia, vitaminas, minerais e compostos bioativos essenciais para a manutenção da saúde.

    Milho: energia e defesa antioxidante

    O milho serve como base para diversas receitas e atua como uma poderosa fonte de carboidratos e energia. O grão carrega proteínas, minerais (como ferro, potássio e zinco) e vitaminas do complexo B.

    Foto: divulgação – Flickr CNA

    O grande diferencial, no entanto, reside nos seus compostos fenólicos e antioxidantes, que protegem as células contra radicais livres e ajudam a reduzir o risco de doenças crônicas, como diabetes e câncer. Suas fibras também promovem o bom funcionamento intestinal e a saúde do coração.

    Amendoim: o aliado do coração

    Considerado um alimento funcional, o amendoim se destaca pelo alto valor nutricional. Ele oferece proteínas, vitamina E e gorduras insaturadas (ômega 6 e 9). A presença do resveratrol confere ao amendoim um papel protetor para o sistema cardiovascular, auxiliando no controle do colesterol.

    Reprodução – Jornal da USP

    Por ser rico em fibras, ele aumenta a sensação de saciedade e ajuda a regular o açúcar no sangue, embora exija moderação devido ao seu alto teor calórico.

    Mandioca: versatilidade energética

    A mandioca completa a tríade como um alimento altamente energético e rico em vitamina C, potássio e magnésio. A vitamina C estimula a formação de colágeno e a proteção celular, enquanto o potássio garante o funcionamento muscular adequado.

    Foto: divulgação: Embrapa/Regina Siglia Souza

    Assim como os outros itens da lista, as fibras da mandioca são fundamentais para o controle da glicose e do colesterol, além de auxiliarem o trânsito intestinal.

  • Irmãs transformam tradição familiar de amendoim em negócio de exportação

    Irmãs transformam tradição familiar de amendoim em negócio de exportação

    O cansaço da vida urbana e uma área de produção parada no interior de Minas Gerais foram o ponto de partida para uma das histórias mais surpreendentes do agronegócio familiar mineiro. As irmãs Naiara e Daiane Alves abandonaram o ambiente corporativo e retornaram ao sítio Faisão Sabores da Terra, na zona rural de Itatiaiuçu, para resgatar uma tradição que já corria no sangue da família: o cultivo do amendoim.

    “A ida para a cidade foi em busca de uma nova experiência, mas nos cansamos. Como crescemos vendo a família trabalhar com o amendoim, decidimos investir na atividade”, conta Daiane. Ela destaca que, apesar da rotina pesada no campo, o envolvimento da família  (pais, tios e avó) torna a jornada mais prazerosa e sustentável.

    Assistência técnica como alavanca de crescimento

    Em 2024, as irmãs buscaram a Emater-MG com um objetivo claro: produzir em maior escala, com mais qualidade e sem uso de agroquímicos. A extensionista rural Bruna Amaro Quintas passou a acompanhar todo o processo, do planejamento do plantio à regularização da agroindústria junto à Vigilância Sanitária, passando pelo suporte à comercialização.

    “A proatividade, a capacidade de tomada de decisão e a adoção de tecnologias são características que trazem ganhos produtivos e econômicos em curto prazo e refletem na sustentabilidade da atividade”, avalia Bruna.

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    O manejo é inteiramente familiar e realizado de forma manual. As produtoras investiram em três variedades de sementes: amendoim branco, vermelho e preto.

    Receita de família, produto artesanal

    A linha de derivados nasceu de uma ideia de Naiara e tem como carro-chefe o pé de moleque, cuja receita é do próprio pai. O portfólio inclui ainda pé de moça, paçoca tradicional, paçoca diet e pasta de amendoim, todos naturais e sem conservantes.

    Os produtos são comercializados em feiras regionais, fornecidos ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e vendidos na plataforma digital da Emater-MG, a ÉdoCampo.

    https://www.instagram.com/p/DUiZ2wJEY_v/?img_index=1

    “A consultoria prestada e o apoio da Bruna fizeram com que alcançássemos um crescimento muito mais rápido do que imaginávamos”, afirma Daiane.

    Amendoim mineiro conquista o mercado chinês

    A participação em feiras abriu uma porta inesperada: a exportação do amendoim in natura para a China. O contato surgiu de forma orgânica. Um cliente levou uma amostra ao país asiático, o produto agradou e resultou em negociação formal.

    “Tivemos o auxílio da Emater-MG e da prefeitura para realizar a exportação. Com essa parceria, esperamos abrir o leque para novos compradores e expandir a produção para todo o estado”, conta Naiara.

    Setor promissor para pequenos produtores

    Bruna Quintas explica que a cadeia produtiva do amendoim em Minas Gerais é composta majoritariamente por pequenos produtores, que enfrentam limitações estruturais para competir em mercados de grande escala. A alta demanda por mão de obra manual é outro desafio recorrente.

    Por outro lado, o cultivo apresenta vantagens competitivas relevantes: baixo investimento inicial e ciclo rápido de produção, com possibilidade de mais de uma safra por ano. “A agregação de valor por meio dos derivados tem apresentado boa aceitação comercial, tornando a atividade mais atrativa. Especialmente por estar fortemente associada à cultura alimentar e à tradição mineira”, destaca a extensionista.

    A história das irmãs Alves ilustra como o retorno ao campo, aliado à assistência técnica e à inovação, pode transformar uma tradição familiar em um negócio competitivo, capaz de chegar até o outro lado do mundo.

  • Cadeia do amendoim atrai R$ 30 milhões e nova indústria para Mato Grosso do Sul

    Cadeia do amendoim atrai R$ 30 milhões e nova indústria para Mato Grosso do Sul

    A cadeia do amendoim vive um momento de expansão acelerada em Mato Grosso do Sul. E acaba de garantir um novo reforço para sua estrutura industrial. Durante a programação da Expocanas em Nova Alvorada do Sul, o governo estadual e a empresa MS Grãos Nuts assinaram um termo de acordo que concede isenção fiscal para a implantação de uma indústria de beneficiamento do grão no município.

    O empreendimento representa um investimento de aproximadamente R$ 30 milhões e promete gerar 60 empregos diretos. A previsão é que a planta inicie as operações em janeiro de 2029. O poder público apoiou o projeto com a concessão de área e incentivos fiscais, alinhando-se à estratégia estadual de atração de investimentos e agregação de valor à produção local.

    O anúncio chega em um momento de forte consolidação da cultura em Mato Grosso do Sul. Na safra 2024/2025, o Estado alcançou a segunda posição no ranking nacional de produtores de amendoim, com uma produção que superou 56 mil toneladas. O número representa um expressivo crescimento de 176,37% em relação à safra anterior, garantindo ao Estado uma participação de cerca de 7% no total produzido no país.

    Crescimento

    A área plantada também reflete o vigor da cadeia, com um aumento superior a 203%, chegando a 21,26 mil hectares. Esse desempenho resulta do uso de tecnologia, manejo qualificado e da utilização estratégica de áreas de renovação de canaviais para o cultivo da oleaginosa.

    A expansão concentra-se em polos específicos. Os municípios de Santa Rita do Pardo, Nova Andradina, Inocência, Paranaíba e Angélica respondem por mais de 70% da produção e da área cultivada. Evidenciando o potencial da cultura como alternativa de diversificação agrícola no Estado.

    Para o secretário Jaime Verruck, o avanço representa um movimento estratégico. “Estamos estruturando uma nova cadeia no Estado, com base tecnológica e integração com a indústria. A chegada de uma planta de beneficiamento fortalece esse processo, gera empregos e permite que Mato Grosso do Sul avance na industrialização da produção, ampliando sua competitividade e atraindo novos investimentos”, afirmou.

  • Brasil recebe delegação argentina para intercâmbio técnico na cadeia do amendoim

    Brasil recebe delegação argentina para intercâmbio técnico na cadeia do amendoim

    O Brasil recebe, entre 15 e 20 de março, a delegação argentina do Tour del Maní Colombo, um intercâmbio técnico que percorre polos produtivos do interior paulista para ampliar o diálogo sobre mecanização e sistemas agrícolas. O evento reúne cerca de 40 profissionais da Argentina, entre engenheiros agrônomos, produtores rurais e empresários do setor, em uma agenda dedicada ao fortalecimento da cadeia produtiva do amendoim.

    São Paulo, responsável por 86% da produção nacional de amendoim, lidera o roteiro das visitas. Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA), o Brasil exportou 180 mil toneladas da leguminosa na safra 2025, resultado que representa alta de 26% em relação ao ciclo anterior e faturamento de US$ 222 milhões.

    Organizado pela Indústrias Colombo em parceria com a Gallagro, revenda de equipamentos agrícolas de Córdoba (Argentina), o tour tem como foco o compartilhamento de tecnologias e práticas agrícolas eficientes. O objetivo é aproximar realidades produtivas com relevância internacional e estimular o avanço sustentável da cultura do amendoim nos dois países.

    Programação

    A programação inclui visitas industriais, atividades de campo e palestras técnicas. Após desembarcar em São Paulo no domingo (15), a comitiva segue para Campinas, onde visita a unidade da Bosch na segunda-feira (16). Em seguida, o grupo viaja para Catanduva e Pindorama, com foco nas operações de colheita e processamento.

    Na terça-feira (17), os participantes conhecem as unidades da Indústrias Colombo, em visita guiada às instalações e processos de fabricação. À tarde, o grupo se reúne com representantes da Colombo, da Gallagro e de clientes regionais para discutir estratégias de mecanização e inovação tecnológica.

    A agenda segue na quarta-feira (18) para Jaboticabal, onde os visitantes acompanham a colheita de amendoim em campo. Na quinta-feira (19), ocorre uma palestra técnica em Ribeirão Preto sobre manejo e produtividade. O retorno a Campinas e o embarque de volta à Argentina estão programados para sexta-feira (20).

    Segundo Neto Colombo, diretor de Operações da Indústrias Colombo, a troca de experiências fortalece os laços entre os dois países. Além de impulsionar a evolução da cultura do amendoim. “Essa parceria representa uma oportunidade de compartilhar conhecimento técnico e desenvolver soluções para desafios comuns, especialmente em mecanização e eficiência no campo”, destaca.

  • Amendoim ganha cadeia produtiva completa em Mato Grosso do Sul

    Amendoim ganha cadeia produtiva completa em Mato Grosso do Sul

    Produtores, técnicos e representantes do setor agroindustrial acompanharam na última sexta-feira (20) o Dia de Campo promovido pela MS Grãos Nuts na Fazenda Capão Alto, em Rio Brilhante. O evento marcou um passo importante para a cultura do amendoim em Mato Grosso do Sul: a consolidação de uma cadeia produtiva completa, que integra produção, beneficiamento e industrialização dentro do próprio Estado.

    Foto: Divulgação

    A programação incluiu difusão de tecnologia, apresentação de sementes, manejo, demonstração de colheita e exposição de implementos agrícolas. O destaque do encontro foi o anúncio da primeira indústria de beneficiamento e industrialização de amendoim do Estado, que será instalada em Nova Alvorada do Sul.

    A MS Grãos Nuts investe R$ 30 milhões na nova unidade industrial, com previsão de gerar 60 empregos diretos. O município concedeu área e incentivos fiscais para viabilizar o empreendimento. A estimativa é que a fábrica entre em operação ainda neste ano, começando a receber amendoim a partir de outubro para processamento.

    “A proposta é estruturar a gestão completa da cadeia, fomentando a produção regional, inclusive junto a agricultores familiares, e operando desde o beneficiamento até a produção de derivados como doces e óleo”, explica o produtor Alexandre Cogo, um dos responsáveis pelo empreendimento. O grupo atua no Estado há sete anos com investimentos em cana-de-açúcar e agora amplia a presença com o amendoim. A produção terá foco tanto no mercado interno quanto na exportação.

    Geração de renda e diversificação econômica

    Para o prefeito de Nova Alvorada do Sul, José Paulo Palhares, o novo investimento representa geração de renda e diversificação econômica em um município que possui cerca de 106 mil hectares cultivados com cana. “O amendoim surge como cultura alternativa estratégica, aproveitando áreas de renovação de canaviais”, afirma.

    Participaram do evento vereadores da região, representantes do Sindicato Rural de Rio Brilhante, da Agraer, Embrapa, Coopagril e das empresas Stoller, Syngenta, MIAC e Shark/Valtra.

    Cultura em expansão

    Mato Grosso do Sul consolidou-se como o segundo maior produtor de amendoim do Brasil na safra 2023/2024, atrás apenas de São Paulo. A produção estadual ultrapassou 170 mil toneladas, resultado da incorporação tecnológica, manejo qualificado e uso estratégico de áreas de renovação de canaviais.

    Municípios como Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante, Maracaju e Dourados concentram grande parte da produção. Para este ano, a projeção indica crescimento de 6% na área plantada, superando 46 mil hectares cultivados.

  • Exportações de amendoim do Brasil crescem

    Exportações de amendoim do Brasil crescem

    As exportações brasileiras de amendoim descascado cresceram 37% em 2025, alcançando mais de 311 mil toneladas, o maior volume das últimas décadas, segundo levantamento do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. No ano anterior, os embarques somaram cerca de 227 mil toneladas. Em valores, as exportações renderam US$ 367 milhões, ligeiramente acima dos US$ 360 milhões registrados em 2024.

    O amendoim descascado continua liderando a pauta de exportações do setor. Em 2025, a Rússia manteve a primeira posição entre os destinos, com 22% do total embarcado, seguida pela China (20%) e Argélia (12%).

    A pesquisadora Renata Martins Sampaio, do IEA, ressalta que o produto representa o principal item exportado pela cadeia brasileira de amendoim. Municípios paulistas seguem à frente nos embarques: Tupã (21%), Dumont (14%), Borborema (14%), Herculândia (8%) e Jaboticabal (6%).

    Óleo de amendoim tem alta expressiva

    O óleo de amendoim em bruto apresentou desempenho ainda mais robusto, com exportações praticamente triplicadas, de 51 mil toneladas em 2024 para 154 mil toneladas em 2025. A China concentrou 88% das compras, reflexo do aumento no consumo interno de óleos vegetais.

    “As cotações do óleo de amendoim subiram em 2025, consolidando Brasil, China e Itália como os principais atores do mercado global”, destaca Sampaio.

    China domina produção global

    Mesmo sendo o maior produtor e consumidor mundial de amendoim, responsável por mais de 35% da produção global, a China continua líder também nas importações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que, na safra 2024/25, o país asiático produziu cerca de 19 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do ciclo anterior.

    Em 2025, os chineses importaram 74% do óleo de amendoim comercializado mundialmente, reforçando a dependência do produto brasileiro.

    São Paulo consolida liderança nacional

    No Brasil, a oferta cresceu com a safra 2024/25, que aumentou mais de 50% na produção de amendoim em casca. O estado de São Paulo reafirmou sua liderança no setor. Tupã se destacou nas exportações de grãos, com 21% do total, seguido por Dumont e Borborema. No setor de óleos, Catanduva manteve o posto de maior exportador, responsável por 21% dos embarques.

    Apesar da redução de 30% na área plantada, o clima favorável e o bom desenvolvimento das lavouras trazem otimismo para a safra 2025/26. Segundo o presidente da Câmara Setorial do Amendoim, José Antonio Rossato, a boa distribuição das chuvas deve garantir recuperação da produtividade e melhoria na qualidade dos grãos, amenizando os impactos da menor área cultivada.

  • Gene silvestre fortalece defesa do amendoim contra seca e pragas

    Gene silvestre fortalece defesa do amendoim contra seca e pragas

    Pesquisas da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia revelam que genes de parentes silvestres do amendoim aumentam a resistência agrícola. O estudo contou com colaboração de instituições nacionais e internacionais e usou espécies nativas da América do Sul. A abordagem é inédita e amplia estratégias de melhoramento genético com base na biodiversidade regional.

    Gene ativa defesa sem custo produtivo

    Um dos genes estudados é o AdEXLB8, isolado da espécie silvestre Arachis duranensis. Essa planta é ancestral do amendoim cultivado e apresenta alta rusticidade natural. Segundo os pesquisadores, o gene ativa mecanismos de defesa contra seca, nematoides e fungos.

    A pesquisa mostrou que o gene não gera resistência direta. Ele aciona um processo chamado priming de defesa, que mantém a planta em estado de alerta. Assim, a resposta a estresses ocorre mais rápido e com menor gasto energético.

    Resultados comprovados em várias culturas

    Plantas de tabaco, soja e amendoim receberam o gene em testes experimentais. Os materiais apresentaram maior tolerância à seca e a doenças agrícolas. Em raízes analisadas, a infecção por nematoides caiu até 60%.
    Mesmo com maior proteção, as plantas não tiveram perdas de produtividade. A qualidade final dos produtos também foi preservada, segundo a Embrapa.

    Origem está na biodiversidade silvestre

    O estudo partiu da observação de espécies silvestres do gênero Arachis. Essas plantas enfrentam há milênios estresses bióticos e abióticos variados. Por isso, desenvolveram genes associados à resiliência ambiental.
    Grande parte desse material é conservada pela Embrapa em bancos de germoplasma. O trabalho de coleta é liderado pelo pesquisador José Valls, há décadas.

    Biotecnologia acelera o melhoramento genético

    No passado, melhoristas evitavam espécies silvestres em cruzamentos agrícolas. Isso ocorria porque características indesejadas vinham junto com os genes úteis. Com a biotecnologia, foi possível superar esse obstáculo. Ferramentas genômicas permitem transferir genes específicos para culturas comerciais. Dessa forma, a resistência é incorporada sem afetar produção ou qualidade.

    Pesquisa pioneira explica mecanismo molecular

    O gene AdEXLB8 pertence à família das expansinas, ligadas à parede celular. Inicialmente, os cientistas não esperavam resistência a pragas e fungos. No entanto, testes revelaram proteção ampla e simultânea. A explicação está na pré-ativação das vias de defesa da planta. Hormônios e sistemas antioxidantes ficam prontos para agir rapidamente.

    Tecnologia pode reduzir uso de defensivos

    Segundo a Embrapa, o gene pode diminuir a dependência de fungicidas e nematicidas. Isso contribui para uma agricultura mais sustentável e com menor impacto ambiental. A tecnologia está em processo de patenteamento e testes em outras culturas.

    Conservação garante inovação no campo

    O gene veio de uma espécie coletada pela primeira vez em 1905, na Argentina. As sementes só ficaram disponíveis para pesquisa a partir de 1953. Desde 1977, a Embrapa preserva o material no Brasil.
    Hoje, o banco reúne cerca de 1.500 acessos de espécies silvestres de Arachis. O Brasil concentra a maior diversidade genética desse gênero no mundo.

    Conhecimento indígena sustenta a diversidade

    A domesticação do amendoim envolveu povos indígenas sul-americanos. Eles selecionaram, cultivaram e espalharam diferentes tipos da planta. Evidências arqueológicas indicam cultivo há mais de cinco mil anos.
    Atualmente, comunidades como os Kayabi mantêm dezenas de variedades tradicionais. Esse manejo preserva genes valiosos para a pesquisa e a agricultura moderna.

    Biodiversidade como base do futuro agrícola

    Para os pesquisadores, o estudo comprova o valor da conservação genética.
    A biodiversidade armazenada pode gerar soluções para desafios climáticos e produtivos.
    Assim, ciência, tecnologia e conhecimento tradicional seguem conectados no campo.

  • Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    Brasil é 3º em produtividade mundial de amendoim

    O Brasil alcançou o 3º lugar mundial em produtividade de amendoim e atingiu média de 3,8 toneladas por hectare. A informação consta no livro Mapeamento e Quantificação da Cadeia do Amendoim Brasileiro, lançado pela ABEX-BR em Ribeirão Preto.

    Crescimento expressivo

    O levantamento mostra que a cadeia do amendoim movimentou R$ 18,6 bilhões e ampliou a produção em 300% na última década. A expansão ocorreu porque os produtores adotaram tecnologia de precisão e elevaram a eficiência no campo.

    Inovação no campo

    Cristiano Fantin, presidente da ABEX-BR, afirma que o uso de inovação consolidou o avanço. Ele destaca que 64% dos produtores utilizam agricultura de precisão, o que melhora o uso do solo e aumenta a rentabilidade. O estudo aponta que o amendoim fortalece a rotação de culturas porque fixa nitrogênio no solo. Essa capacidade reduz custos com fertilizantes e melhora as condições para os cultivos seguintes.

    A publicação também detalha o modelo de “desperdício zero” da cadeia. O rigor na qualidade e na rastreabilidade colocou o Brasil como 2º maior exportador mundial de óleo de amendoim e 4º em amendoim em grão. O setor reaproveita subprodutos como farelo e torta na nutrição animal. A casca, que representa até 25% do peso colhido, vira pellet para biomassa e geração de energia.

    Expansão de área plantada

    A ABEX-BR identificou ainda uma expansão de mais de 200% da área plantada em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A entidade avalia que a cultura se consolida como segunda safra rentável nas novas fronteiras agrícolas.

    Fantin afirma que o avanço amplia a segurança produtiva. Ele reforça que os dados do mapeamento ajudam a planejar infraestrutura e financiamento para essa nova geografia agrícola.

    O livro foi financiado pelo Núcleo de Promoção e Pesquisa da ABEX-BR e já está disponível para consulta no site da entidade.