Tag: Amcham Brasil

  • Sustentabilidade empresarial: prazo para concorrer a prêmio nacional termina em 31 de agosto

    Sustentabilidade empresarial: prazo para concorrer a prêmio nacional termina em 31 de agosto

    A Amcham Brasil recebe, até 31 de agosto, inscrições de empresas de todo o país para o Prêmio Eco 2026, iniciativa que reconhece projetos, empresas e lideranças que incorporam a sustentabilidade à estratégia e às decisões de negócio.

    A poucos dias do encerramento do prazo, empresas de todos os portes e setores associadas ou não à Amcham ainda podem inscrever iniciativas relacionadas à sustentabilidade em processos, produtos e serviços.

    A edição deste ano também traz a categoria Lideranças Eco, voltada a CEOs e executivos que exercem papel de liderança na agenda de sustentabilidade dentro das organizações, mobilizando suas empresas e conectando compromissos socioambientais à estratégia, aos investimentos e à geração de valor.

    “A sustentabilidade já deixou de ser uma agenda paralela para fazer parte das decisões centrais das empresas. Queremos reconhecer tanto as iniciativas que estão produzindo resultados concretos quanto as lideranças que têm papel decisivo para colocar essa agenda no centro da estratégia dos negócios”, afirma Daniela Aiach, diretora de Sustentabilidade e Business Center da Amcham Brasil.

    Uma das premiações de sustentabilidade mais tradicionais do país

    Criada pela Amcham Brasil, a premiação se consolidou como uma das iniciativas mais tradicionais de reconhecimento da sustentabilidade empresarial no país. O Prêmio Eco dá visibilidade a práticas que ajudam a transformar a atuação das empresas e cria referências para todo o setor privado.

    Ao longo de sua trajetória, o prêmio já reconheceu iniciativas de empresas como Telefônica Brasil, Banco do Brasil, C&A, Gerdau, Banco Votorantim, Hyundai Motor Brasil, Mercado Livre, BASF e Faber-Castell, entre outras.

    O Prêmio Eco também reúne lideranças empresariais e referências nacionais e internacionais em sustentabilidade. Sua trajetória já recebeu nomes como Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos, e Gro Harlem Brundtland, ex-primeira-ministra da Noruega e referência internacional em desenvolvimento sustentável.

    Empresas podem concorrer em três categorias

    Em 2026, o Prêmio Eco contempla três frentes de reconhecimento:

    • Sustentabilidade em Processos: iniciativas que incorporam práticas sustentáveis às políticas, aos indicadores, à gestão e às operações das empresas;
    • Sustentabilidade em Produtos & Serviços: projetos que integram atributos de sustentabilidade ao desenvolvimento e ao ciclo de vida de produtos e serviços;
    • Lideranças Eco: reconhecimento a CEOs e executivos que exercem papel relevante na condução da agenda de sustentabilidade, influenciando a estratégia e a tomada de decisão de suas organizações.

    Para a Amcham, dar visibilidade a essas experiências também acelera a evolução da agenda no setor empresarial. “Mais do que reconhecer boas práticas, queremos identificar experiências que possam inspirar outras empresas e mostrar como a sustentabilidade pode estar conectada à competitividade, à inovação e à geração de valor. O Prêmio Eco cria uma plataforma para dar visibilidade a quem já está liderando esse movimento”, afirma Aiach.

    O Prêmio Eco 2026 recebe empresas de todos os portes, associadas ou não à Amcham Brasil. As inscrições terminam em 31 de agosto de 2026. Interessados podem se inscrever e obter mais informações pelo site premioeco.com.br

  • Estados Unidos propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação do USTR

    Estados Unidos propõem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação do USTR

    Os Estados Unidos propuseram a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR). A medida ainda passa por consulta pública antes de uma decisão final, prevista para julho de 2026.

    O USTR estabeleceu um cronograma para o processo: interessados devem solicitar participação em audiência até 22 de junho. O envio de comentários escritos vai até 1º de julho, e a audiência pública ocorre em 6 de julho. O prazo legal para adoção das medidas termina em 15 de julho.

    Lista de exceções inclui alimentos, fertilizantes e aeronaves

    A proposta inclui uma lista de exceções para produtos considerados estratégicos ou com oferta insuficiente no mercado americano. Entre os itens isentos estão materiais informativos e doações, além de produtos agrícolas e industriais.

    A lista menciona carnes, frutas, café, chá, especiarias, cereais, sementes e fertilizantes. Também aparecem aeronaves e peças, minerais de terras raras, produtos químicos orgânicos e itens farmacêuticos.

    USTR aponta práticas comerciais e ambientais como justificativa

    O relatório do USTR reúne críticas ao Brasil em diferentes frentes. O documento cita decisões judiciais relacionadas a plataformas digitais, com alegações de ordens sigilosas para remoção de conteúdo político e suspensão de perfis, além de multas e restrições a ativos.

    O órgão também questiona regras de pagamento eletrônico e aponta suposto favorecimento a empresas locais.

    Etanol, acordos comerciais e reciprocidade entram no radar

    Os Estados Unidos também criticam acordos preferenciais firmados pelo Brasil com países como México e Índia. Segundo o USTR, o Brasil aplica tarifas menores a centenas de produtos desses parceiros sem oferecer tratamento equivalente aos EUA.

    O relatório destaca ainda o setor de etanol. O órgão afirma que, desde 2017, o Brasil não mantém reciprocidade no acesso ao mercado.

    Outros pontos levantados incluem desmatamento ilegal, propriedade intelectual e combate à corrupção. O USTR avalia que o Brasil não aplica de forma eficaz sua legislação ambiental.

    O documento também critica a demora do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) na análise de patentes. E aponta falhas no enfrentamento a práticas de suborno e corrupção.

    A Amcham Brasil emitiu uma nota oficial agora pela manhã

    Nota

    O relatório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), publicado em 1º de junho no âmbito da investigação da Seção 301 envolvendo práticas comerciais do Brasil, recomenda, em caráter preliminar, a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Caso confirmadas, essas medidas aumentarão custos, reduzirão a competitividade e criarão obstáculos ao comércio e aos investimentos bilaterais.

    Ao mesmo tempo, o relatório reconhece os avanços do diálogo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos, intensificado nas últimas semanas após o encontro entre os presidentes dos dois países em 7 de maio, e sinaliza interesse na continuidade das negociações até a decisão final prevista para 15 de julho. Trata-se de uma janela concreta para a busca de soluções que possam evitar ou revisar as medidas tarifárias propostas.

    “O relatório não é final e reforça que ainda há tempo para evitar a adoção de novas tarifas. O setor empresarial espera que os dois governos intensifiquem seus esforços nas próximas semanas e alcancem uma solução que enderece as questões em discussão, preservando as condições necessárias para a evolução do comércio e dos investimentos nos dois países”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    A Amcham acompanha também a expectativa de divulgação, nos próximos dias, do relatório de outra investigação conduzida pelos Estados Unidos sob a Seção 301, relacionada a importações de produtos elaborados com trabalho forçado, que poderá resultar em tarifas adicionais para cerca de 60 países, incluindo o Brasil.

    Nesse contexto, torna-se ainda mais relevante buscar uma solução negociada na investigação 301 envolvendo o Brasil, de forma a evitar um tratamento tarifário mais oneroso para as exportações brasileiras no mercado norte-americano em relação a seus concorrentes de outros países.

    A Amcham Brasil permanece à disposição para contribuir com a continuidades das negociações e apoiar iniciativas que fortaleçam a parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos.

  • Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Exportações do Brasil para os EUA registram a maior queda desde a pandemia

    Um estudo da Amcham Brasil mostrou que as exportações brasileiras para os Estados Unidos sofreram em 2025 a maior retração dos últimos cinco anos. As vendas totalizaram US$ 37,7 bilhões, uma queda de 6,6% frente a 2024, interrompendo uma trajetória de crescimento pós-pandemia. A participação dos EUA no total exportado pelo Brasil caiu para 10,8%, o menor patamar desde 2020.

    O Monitor do Comércio Brasil-EUA apontou dois fatores principais para o recuo: o impacto das sobretaxas americanas sobre produtos brasileiros e a queda nas exportações de petróleo bruto.

    As exportações de bens sujeitos a tarifas de 40% ou 50% recuaram 9,5% em 2025. A queda se acentuou após agosto, quando as medidas mais rigorosas entraram em vigor. No último quadrimestre do ano, as vendas desses produtos caíram 21,6%.

    A indústria de transformação, que responde por mais de 80% das vendas ao mercado americano, registrou sua primeira queda desde 2020, com retração de 4,2%. Setores como celulose, siderurgia e madeira lideraram as perdas.

    “Esta queda interrompe uma trajetória saudável. Para retomar o crescimento, especialmente de bens industriais, será crucial avançar nas negociações para reduzir ou eliminar as sobretaxas”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    Déficit comercial com os EUA dispara mais de 2.500%

    Enquanto as exportações caíam, as importações brasileiras de produtos dos EUA cresceram pelo terceiro ano seguido, com alta de 11,3%. Itens como máquinas, aeronaves e medicamentos puxaram o avanço.

    Essa combinação resultou em um déficit comercial de US$ 7,5 bilhões para o Brasil na relação com os EUA em 2025. O número representa um salto expressivo em relação ao déficit de apenas US$ 300 milhões registrado em 2024.

    A Amcham avalia que o início de 2026 representa uma janela estratégica para destravar o comércio bilateral. Produtos sob tarifas punitivas representam cerca de um terço das exportações brasileiras para os EUA.

    Um acordo para reduzir essas barreiras pode ser decisivo para reverter a queda e impulsionar novamente as vendas da indústria nacional ao seu principal mercado para bens manufaturados. O desempenho contrasta com o crescimento das exportações brasileiras para outros parceiros, como China, União Europeia e Mercosul.

  • Apenas 6 de 21 setores brasileiros superam perdas com tarifas americanas

    Apenas 6 de 21 setores brasileiros superam perdas com tarifas americanas

    As tarifas de 40% e 50% que os Estados Unidos aplicam sobre produtos brasileiros derrubaram as exportações em US$ 1,5 bilhão entre agosto e novembro de 2025. Um estudo inédito da Amcham Brasil mostra que todos os 21 setores analisados registraram queda nas vendas para o mercado americano no período, quando comparados ao mesmo intervalo de 2024.

    Os dados revelam que, em todos os setores, a retração nas vendas para os Estados Unidos superou a variação das exportações globais, com exceção apenas do setor de material de transporte. A análise demonstra o impacto profundo das tarifas americanas sobre a balança comercial brasileira.

    Diversificação de mercados não resolve problema das sobretaxas

    A estratégia de redirecionar exportações para outros países não conseguiu mitigar os efeitos das sobretaxas na maioria dos casos. Quinze dos 21 setores analisados não alcançaram desempenho global suficiente para compensar as perdas registradas no mercado americano.

    Esses 15 setores acumularam perdas de US$ 1,2 bilhão. Os segmentos mais prejudicados incluem alimentos (como mel e pescados), plástico e borracha, madeira, metais e material de transporte.

    Seis setores conseguiram compensar integralmente as perdas: produtos vegetais, gorduras e óleos, químicos, pedras preciosas, máquinas e aparelhos elétricos, e máquinas e instrumentos mecânicos.

    Mercado americano exige produtos específicos que outros países não demandam

    O estudo destaca um problema adicional: muitas empresas brasileiras aumentaram exportações para terceiros mercados com produtos diferentes daqueles que tradicionalmente vendem para os Estados Unidos. Essa situação indica uma compensação imperfeita tanto em nível de produtos quanto de empresas.

    O setor de máquinas e aparelhos elétricos ilustra bem esse desafio. As exportações para os Estados Unidos recuaram US$ 104,5 milhões, enquanto as vendas para outros mercados cresceram US$ 650 milhões no período. Aparentemente, o setor compensou as perdas. Porém, os principais produtos afetados no mercado americano não tiveram o mesmo desempenho em outros destinos.

    As exportações de transformadores caíram 23,1% para os EUA e 40,9% para o resto do mundo. Os geradores recuaram 54,6% no mercado americano e cresceram apenas 2,3% nos demais destinos. Esses números comprovam que o mercado americano não oferece substituição fácil para as exportações brasileiras.

    O tamanho, a diversidade, o maior valor agregado da pauta importada e as especificações técnicas dos produtos tornam os Estados Unidos um parceiro comercial único para o Brasil.

    Amcham pede urgência nas negociações bilaterais

    Os dados confirmam que a diversificação de mercados não reverte comercialmente os impactos das tarifas para a maioria dos setores exportadores brasileiros, especialmente os produtos industriais.

    “O estudo sugere que não é possível compensar plenamente as vendas da maioria dos produtos exportados para os Estados Unidos por meio do seu redirecionamento a outros destinos. A estratégia de diversificação é bem-vinda, mas não substitui o papel do mercado americano, cujo tamanho, escala e características são únicos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    Neto reforça a importância das negociações bilaterais para melhorar as condições de acesso dos setores exportadores brasileiros que ainda enfrentam sobretaxas nos Estados Unidos.

  • Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    A Bayer apresentou, nesta terça-feira, 9, os resultados da plataforma PRO Carbono durante a quarta edição do Carbon Science Talks, realizado na Amcham Brasil, em São Paulo. O evento reuniu empresas, pesquisadores e agricultores para discutir descarbonização das cadeias agrícolas e práticas regenerativas no campo.

    Com apoio de 47 especialistas e 19 instituições, incluindo Embrapa, INTA e INTI, a Bayer desenvolveu metodologias científicas, ferramentas digitais e modelos escaláveis para quantificar emissões e remoções de carbono, orientar práticas de agricultura regenerativa e comprovar impactos ao longo da cadeia.

    PRO Carbono: de programa a plataforma regional

    O PRO Carbono integra atualmente mais de 3 mil agricultores no Brasil, Argentina e Paraguai, cobrindo mais de 3 milhões de hectares de soja, milho e algodão. Nas áreas participantes, práticas como plantio direto, rotação de culturas e cobertura do solo resultaram em:

    • Ganho médio de 11% na produtividade anual
    • Aumento de 9% na estabilidade produtiva
    • Redução de até 50% na pegada de carbono, podendo superar 70% com manejo aprimorado
    • Aumento de 50% no sequestro de carbono, mesmo em condições climáticas adversas

    Até 2025, os projetos já removeram 1,39 milhão de toneladas de CO₂eq, equivalente a 231 mil hectares em reflorestamento. Produtores com maior adoção registraram remoções médias de 2,1 tCO₂eq/ha/ano, acima da média científica de 1,4 tCO₂eq/ha/ano, segundo Marina Menin, diretora do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina.

    Plataforma conecta agricultura, indústria e mercado

    O evento também marcou a evolução do PRO Carbono para uma plataforma regional, reunindo mais de 20 projetos para mensuração de carbono, adoção de práticas regenerativas e comprovação de impactos em escala.

    Um exemplo é a parceria com a Viterra na Argentina, envolvendo 1.200 produtores e 2 milhões de hectares de soja com pegada de carbono calculada. No primeiro ano, as áreas participantes reduziram a pegada em 35%, podendo chegar a 60% com intensificação das práticas. A expansão para o Paraguai está prevista.

    Marcos Quaine, líder de Sustentabilidade da Viterra Conosur, afirma: “A gestão de emissões de carbono deixou de ser tema ambiental para se tornar um atributo estratégico de negócio. O objetivo é escalar soluções com valor para produtores, indústria e consumidores.”

    Ciência, dados e soluções digitais

    A plataforma é habilitada por ferramentas científicas e digitais que reduzem incertezas e garantem rastreabilidade. Entre elas:

    • Footprint PRO Carbono (Embrapa): calcula pegada de carbono e gera relatórios auditáveis
    • PROCarbon-Soil (PROCS): estima potencial de sequestro de carbono no solo
    • Conecta PRO Carbono: sistema MMRV para medir, monitorar, reportar e verificar impactos

    Segundo Marina Menin, “as soluções conectam a cadeia agrícola, apoiam metas de descarbonização do Escopo 3 e garantem rastreabilidade, transparência e credibilidade na ação climática.”

    Finanças sustentáveis para produtores

    Em parceria com o Rabobank, o PRO Carbono oferece incentivos financeiros atrelados a resultados ambientais. Produtores devem cumprir KPIs de ESG, com foco em emissões de gases de efeito estufa e plano de redução. Cada indicador gera desconto adicional na taxa, podendo ultrapassar 0,6%, segundo Taciano Custodio, head de Sustentabilidade da América do Sul no Rabobank.

    “Unimos forças para acelerar a descarbonização da agricultura, oferecendo recursos, conhecimento e ferramentas que geram impacto real e vantagem competitiva para produtores”, afirma Custodio.

    Reconhecimento do mercado

    A Bayer foi uma das vencedoras do Prêmio Eco 2025 da Amcham Brasil, reconhecendo empresas que usam a sustentabilidade como vetor estratégico de competitividade. Em 2025, a plataforma participou de nove premiações do setor, com sete projetos publicados e três premiados, consolidando seu papel na minimização da pegada de carbono e competitividade do agronegócio brasileiro.

  • Exportações brasileiras para os EUA caem pelo 4º mês consecutivo em novembro

    Exportações brasileiras para os EUA caem pelo 4º mês consecutivo em novembro

    As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram em novembro a quarta queda consecutiva, com recuo de 28,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O desempenho negativo reflete os efeitos das tarifas de até 50% aplicadas sobre produtos brasileiros desde agosto, segundo dados divulgados pela Amcham Brasil (Câmara Americana de Comércio).

    A retração nas vendas externas tem atingido diversos setores da economia brasileira, afetando tanto produtos que sofreram sobretaxas quanto itens inicialmente não tarifados, como petróleo e celulose. A amplitude do impacto demonstra que as medidas protecionistas americanas geraram efeitos em cascata sobre a balança comercial bilateral.

    Sinais de recuperação após isenções setoriais

    Apesar do cenário desafiador, analistas identificam sinais positivos no desempenho de novembro. A queda registrada no último mês foi menos acentuada que a observada em outubro, sugerindo uma possível estabilização após as recentes isenções concedidas pelo governo americano a produtos relevantes da pauta exportadora agroindustrial brasileira.

    A recuperação parcial, no entanto, não elimina a preocupação do setor exportador. As sobretaxas de até 50% continuam em vigor para mais de um terço das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano, comprometendo significativamente a competitividade dos produtos nacionais.

    Necessidade de acordo bilateral ganha força

    Diante do cenário persistente de perdas comerciais, cresce a pressão por avanços nas negociações entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países têm intensificado o diálogo em alto nível nos últimos meses, buscando soluções que possam normalizar as relações comerciais.

    “Brasil e Estados Unidos têm intensificado o diálogo em alto nível. Um caminho que deve ser aprofundado, com vistas a um acordo bilateral capaz de reduzir as sobretaxas, normalizar as condições de acesso ao mercado americano e aprofundar a cooperação em temas de interesse comum”, avaliou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    A entidade defende que um acordo comercial abrangente seria fundamental não apenas para eliminar as barreiras tarifárias. Mas também para estabelecer bases sólidas de cooperação estratégica entre as duas maiores economias das Américas.

    Impactos econômicos preocupam exportadores

    O prolongamento da situação adversa nas exportações para os Estados Unidos representa um desafio significativo para a economia brasileira. O mercado americano é um dos principais destinos dos produtos nacionais. E a manutenção das tarifas elevadas pode comprometer empregos e investimentos em diversos setores produtivos.

    Especialistas avaliam que a continuidade do diálogo bilateral e a busca por soluções negociadas são essenciais para reverter a trajetória de quedas. Além de restaurar a confiança dos exportadores brasileiros no mercado norte-americano.

  • CNI classifica conversa entre Lula e Trump sobre tarifaço como “avanço concreto”

    CNI classifica conversa entre Lula e Trump sobre tarifaço como “avanço concreto”

    A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) classificou como “avanço concreto” a videoconferência entre o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizada nesta segunda-feira (6). O encontro virtual reforça o respeito mútuo entre as duas nações, segundo a entidade.

    Ricardo Alban, presidente da CNI, destacou a importância das negociações para o setor industrial. “Para a indústria, é muito relevante esse avanço das tratativas. Desde o início, nós defendemos o diálogo, pautado pelo respeito e pela significância desta parceria bicentenária. Vamos acompanhar e contribuir com o que for possível”, afirmou o dirigente.

    Durante a conversa, Lula solicitou a Trump a revogação das tarifas adicionais sobre produtos brasileiros. A CNI calcula que o governo americano pode isentar US$ 7,8 bilhões em exportações brasileiras caso aceite a demanda.

    Alban enfatizou que o Brasil busca recuperar espaço comercial, não obter vantagens extras. “O que está em jogo não é um ganho extra para o Brasil, mas a recuperação de espaço comercial. A possibilidade de integrar o anexo [Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners] significa devolver previsibilidade e competitividade às nossas exportações, corrigindo distorções que afetam diretamente a indústria e o emprego no país”, declarou.

    Anexo americano prevê isenção para 1.908 produtos

    A Ordem Executiva dos EUA nº 14.346, apresentada em 5 de setembro, criou o anexo “Potential Tariff Adjustments for Aligned Partners” (Potencial Ajuste Tarifário para Parceiros Aliados). O documento prevê possíveis isenções tarifárias para 1.908 produtos mediante compromissos em comércio e segurança.

    Foto: Divulgação – Ministério de Portos e Aeroportos / José Fernando Ogura / ANPr

    Segundo análise da CNI, o anexo abrange 18,4% do total que o Brasil exportou ao mercado americano em 2024. Esse percentual se somaria aos 26,2% já isentos de tarifas adicionais. Café, cacau, frutas e produtos metálicos estão entre os itens que podem receber benefícios.

    Balança comercial registra queda de 20,3% nas exportações

    O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgou hoje os dados da balança comercial bilateral referentes a setembro. Os números mostram retração de 20,3% nas exportações brasileiras ao mercado americano, enquanto as importações de produtos dos EUA cresceram 14,3% no período.

    No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras caíram 0,6%, enquanto as importações aumentaram 11,8%. Os Estados Unidos ampliaram o superávit comercial em relação ao Brasil para US$ 5,1 bilhões.

    As sobretaxas impostas às exportações brasileiras geram distorções na corrente de comércio e provocam efeitos adversos para empresas e consumidores de ambos os países. Siderurgia, alumínio, máquinas e equipamentos, madeira, químicos e manufaturados industriais figuram entre os setores mais afetados.

    Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, considera o diálogo presidencial um passo importante para construir soluções que mitiguem esses impactos. “O comércio Brasil–EUA é sustentado por uma ampla rede de empresas, investimentos e interesses mútuos. Esperamos que o diálogo entre os presidentes abra caminho para negociações que devolvam previsibilidade e permitam preservar e expandir o comércio e os investimentos bilaterais”, afirmou.

  • Empresas brasileiras rejeitam retaliação comercial aos EUA

    Empresas brasileiras rejeitam retaliação comercial aos EUA

    O setor empresarial brasileiro demonstra preferência pela diplomacia em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos. Uma pesquisa exclusiva da Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) realizada com 162 empresas nacionais e multinacionais indica que a esmagadora maioria rejeita medidas retaliatórias imediatas às tarifas de 50% impostas pelos americanos.

    O levantamento, conduzido entre 24 e 30 de julho, revela que 88% das empresas consultadas defendem a negociação diplomática como estratégia principal, descartando a reciprocidade tarifária. Paralelamente, 86% dos respondentes avaliam que uma retaliação imediata intensificaria as tensões e reduziria drasticamente o espaço para diálogo construtivo entre os dois países.

    Impacto direto nas exportações preocupa setor produtivo

    Entre as empresas exportadoras participantes da pesquisa, 59% preveem interrupção total ou queda significativa nas vendas para o mercado americano caso as sobretarifas entrem em vigor. Essa perspectiva ameaça setores estratégicos da economia brasileira que dependem do comércio bilateral.

    A Amcham Brasil calculou que a lista de exceções divulgada em 30 de julho contempla 694 produtos, representando US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras – equivalente a 43,4% dos US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024.

    Empresários temem efeito cascata na economia

    A pesquisa identificou preocupações que vão além das exportações diretas. Metade das empresas (52%) apontam riscos à cadeia de fornecedores nacional, enquanto o mesmo percentual indica possível perda de competitividade frente a concorrentes internacionais.

    Os dados também revelam impactos potenciais nos investimentos: 46% das companhias consideram revisar projetos planejados ou em andamento no Brasil, e 43% mencionam possível realocação de investimentos globais para outros mercados.

    As principais preocupações empresariais com uma eventual retaliação incluem:

    • 86%: Agravamento das tensões e redução do espaço para negociação
    • 71%: Impactos em setores dependentes de insumos e tecnologia americana
    • 50%: Prejuízo à imagem do Brasil como destino de investimentos
    • 45%: Aumento da insegurança jurídica no ambiente de negócios

    Setor adota estratégia de monitoramento e articulação

    Diante do cenário de incerteza, 52% das empresas adotaram postura de monitoramento sem ações específicas definidas, enquanto 54% optaram por atuar através de associações empresariais para amplificar sua voz no debate.

    Estratégias mais diretas também emergem: 25% das companhias engajam parceiros e clientes nos Estados Unidos, e 16% estabeleceram diálogo direto com autoridades brasileiras.

    Para Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil, os resultados evidenciam a complexidade do momento. “A pesquisa revela com nitidez os potenciais impactos que tarifas mais altas representam para os negócios – desde a interrupção de exportações até o redirecionamento de investimentos globais. É fundamental intensificar a busca por uma solução que preserve os ganhos econômicos e sociais da relação entre Brasil e Estados Unidos”, declarou.

    Perfil das empresas consultadas

    A amostra da pesquisa incluiu companhias com diferentes origens de capital: 59% brasileiras, 23% americanas e 18% de outros países. Quanto ao envolvimento no comércio bilateral:

    • 41% exportam bens para os EUA
    • 35% importam produtos americanos
    • 33% não mantêm relação comercial direta, mas podem ser impactadas indiretamente

    Os dados da Amcham Brasil oferecem um retrato inédito da percepção empresarial sobre as tensões comerciais, indicando que o setor produtivo brasileiro aposta na diplomacia como caminho mais eficaz para preservar a histórica parceria econômica entre os dois países.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Setor cafeeiro reage à tarifa de 50% nos EUA

    + Agro em Campo: Novas variedades transformam cultivo de mandioquinha-salsa

  • Saiba o impacto da tarifa de 50% sobre o agronegócio brasileiro

    Saiba o impacto da tarifa de 50% sobre o agronegócio brasileiro

    O presidente americano Donald Trump anunciou hoje, 9 de julho de 2025, uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos, com implementação prevista para 1º de agosto Plano Safra 2025/2026 — Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. No caso do Brasil, a tarifa de 50% é a mais alta já anunciada contra o país, superando as taxas aplicadas a outros parceiros comerciais nesta semana.

    A medida tem motivações declaradamente políticas e comerciais, sendo parcialmente em retaliação ao julgamento em curso do ex-presidente Jair Bolsonaro. Porém, a justificativa são questões relacionadas ao déficit comercial bilateral.

    A reação dos mercados foi imediata. A ameaça de Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros fez a moeda do país despencar, mas cenários externo e interno são desafiadores para o setor, demonstrando a nervosismo dos investidores diante da medida.

    Consequências para o agronegócio brasileiro

    A nova tarifa tende a afetar o agronegócio, a indústria e a pauta de exportações como um todo, aumentando o custo dos produtos brasileiros nos EUA e dificultando o acesso ao principal mercado do hemisfério norte. Portanto, o aumento de 50% nos preços tornará os produtos agrícolas brasileiros significativamente menos competitivos no mercado americano.

    O agronegócio brasileiro, que tem os Estados Unidos como um dos principais destinos de exportação, será particularmente afetado. Os principais produtos afetados devem ser:

    • Café
    • Soja e derivados
    • Carne bovina e suína
    • Açúcar e etanol
    • Produtos florestais

    Assim, todos esses setores enfrentarão uma barreira tarifária sem precedentes, o que pode resultar em redução significativa dos volumes exportados para os EUA.

    Um exemplo concreto do desequilíbrio tarifário já existente pode ser observado no setor de etanol. A tarifa dos EUA sobre o etanol é de apenas 2,5%. Mesmo assim, o Brasil cobra das exportações de etanol dos EUA uma tarifa de 18%. Como resultado, em 2024, os EUA importaram mais de US$ 200 milhões em etanol do Brasil, enquanto os EUA exportaram apenas US$ 52 milhões em etanol para o Brasil. A nova tarifa de 50% deve ampliar drasticamente essa disparidade.

    A relação comercial entre Brasil e EUA já apresentava assimetrias. 48% das exportações norte-americanas para o Brasil entram sem tarifas. Cerca de 15% dos produtos importados dos Estados Unidos estão sujeitos a alíquotas de no máximo 2%, demonstrando uma abertura significativa do mercado brasileiro aos produtos americanos.

    O agronegócio brasileiro precisará acelerar a diversificação de mercados, buscando alternativas na Ásia, Europa e outros parceiros comerciais. A China, já um grande importador de produtos agrícolas brasileiros, pode se tornar ainda mais estratégica.

    Negociações diplomáticas

    O governo brasileiro costuma buscar a mesa de negociações, como já demonstrou em outras situações. Esse deve ser o caminho. O diálogo diplomático será crucial para amenizar os impactos da medida.

    A nova tarifa entra em vigor no dia 1º de agosto e tem potencial para afetar diretamente setores fundamentais da economia brasileira, como o agronegócio, a indústria de base e os bens de consumo. Considerando que o agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 166,55 bilhões em 2023, uma redução nas vendas para os EUA pode impactar significativamente a balança comercial do setor.

    A tarifa de 50% anunciada por Trump representa um dos maiores desafios comerciais enfrentados pelo agronegócio brasileiro em décadas. A medida anunciada por Trump é, antes de tudo, um gesto político, mas suas consequências econômicas serão tangíveis e imediatas.

    O setor precisará se adaptar rapidamente através da diversificação de mercados, otimização de custos e intensificação das negociações diplomáticas. A capacidade de resposta do Brasil a essa crise determinará não apenas o futuro das relações comerciais bilaterais, mas também a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.

    Reações dos exportadores

    Os exportadores de café, representados pelo Cecafé, foram um dos primeiros setores a se manifestar. Como o Brasil lidera a produção e a exportação mundial, o setor prevê impactos significativos.

     

    O diretor geral do Cecafé, Marcos Matos acredita em negociação. “O Cecafé, o Conselho de exportadores de Café do Brasil, acompanha com atenção a discussão das tarifas nos EUA. É importante mencionar que os Estados Unidos é o país mais importante em termos de consumo de café, ao redor de 24 milhões de sacas. E o Brasil é o principal fornecedor nesse mercado, com mais de 30% de market share. É sabido, sobre as tarifas de café até então, que nós tínhamos 20% no Vietnã, portanto havia caído dos 40% inicialmente anunciado para 20%, nós temos Indonésia com 30%, Nicaragua com 18%, e todos os demais países concorrentes do Brasil com 10%, e o país estava nessa faixa de 10%.”

    Apoio do setor nos Estados Unidos

    O Cecafé e seus parceiros já começaram a negociação com apoio dos parceiros. Lembrando que durante o evento, mais de 40 países estiveram presentes com representantes no Brasil, o que mostra o poder do setor e da entidade. “E agora, com essa faixa de 50%, estamos fazendo um trabalho de agenda positiva, junto com nossos parceiros, como a National Coffee Association, junto a administração Trump. É importante lembrar que o café gera muita riqueza nos EUAS. Eles importam café e agregam valor na industrialização. Para cada um dólar de café importado, são gerados quarenta e três dólares na economia americana. São 2.2 milhões de empregos e 1,2% do PIB norte americano, uma vez que são gerados 343 bilhões de dólares na economia.”

    Matos finaliza de forma otimista sua fala. “Setenta e seis por cento dos americanos tomam café. Nós temos esperança que o bom senso prevaleça. Portanto estamos numa agenda positiva esperançosos que nós tenhamos uma condição muito mais apropriada no comércio de café para os Estados Unidos.”

    Associação de Comércio Exterior do Brasil também se manifesta

    A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) reagiu com surpresa e indignação ao anúncio do aumento para 50% da tarifa de importação dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Para o presidente-executivo da entidade, José Augusto de Castro, essa decisão não tem caráter econômico, mas político, embora provoque um impacto econômico de grande alcance.

    A Amcham (Câmara Americana de Comércio) manifestou “profunda preocupação” com o anúncio dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. Segundo a entidade, a medida pode gerar “impactos severos” em empregos, produção, investimentos e nas cadeias produtivas integradas entre os dois países. Ao reforçar sua missão de estreitar laços empresariais entre Brasil e EUA, a Amcham apelou para que os governos retomem o diálogo e busquem uma solução negociada. A CNI (Confederação Nacional da Indústria) também se posicionou, alertando para os prejuízos que essa decisão pode trazer à economia e pedindo a ampliação das negociações.

    Leia a nota da entidade:

    A Amcham Brasil manifesta profunda preocupação com a decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras, com vigência a partir de 1º de agosto. Trata-se de uma medida com potencial para causar impactos severos sobre empregos, produção, investimentos e cadeias produtivas integradas entre os dois países.

    A relação bilateral entre Brasil e Estados Unidos sempre se pautou pelo respeito, pela confiança mútua e pelo compromisso com o crescimento conjunto. O comércio de bens e serviços entre as duas nações é fortemente complementar e tem gerado benefícios concretos para ambos os lados, sendo superavitário para os Estados Unidos ao longo dos últimos 15 anos — com saldo de US$ 29,2 bilhões em 2024, segundo dados oficiais norte-americanos.

    A Amcham Brasil — que há mais de um século atua pelo fortalecimento dos laços econômicos entre os dois países — conclama os governos a retomarem, com urgência, um diálogo construtivo. Reiteramos a importância de uma solução negociada, fundamentada na racionalidade, previsibilidade e estabilidade, que preserve os vínculos econômicos e promova uma prosperidade compartilhada.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Sustentabilidade do café brasileiro é exemplo para o mundo, diz diretora da OIC

    + Agro em Campo: Bradesco anuncia mais de R$ 50 bilhões para o Plano Safra 25/26

  • Comércio Brasil-EUA atinge valor recorde no 1º trimestre de 2025

    Comércio Brasil-EUA atinge valor recorde no 1º trimestre de 2025

    O comércio entre Brasil e Estados Unidos alcançou um marco histórico no primeiro trimestre de 2025, com a corrente de comércio somando US$ 20 bilhões — o maior valor já registrado para o período. Esse crescimento de 6,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024 reflete a solidez da relação bilateral e o dinamismo do comércio entre os dois países.

    Exportações industriais em alta

    As exportações industriais brasileiras para os EUA atingiram US$ 7,8 bilhões entre janeiro e março, um recorde para um primeiro trimestre. Isso reforça a posição dos EUA como principal destino da indústria brasileira, representando 18,1% do total exportado pelo setor. Seis dos dez principais produtos exportados registraram crescimento, destacando-se:

    • Sucos (+74,4%)
    • Óleos combustíveis (+42,1%)
    • Café não torrado (+34%)
    • Aeronaves (+14,9%)
    • Semiacabados de ferro ou aço (+14,5%)

    A carne bovina também destacou-se, com alta de 111,8%, entrando na lista dos dez produtos mais exportados para os EUA.

    Importações em alta com foco em energia e tecnologia

    As importações brasileiras de produtos dos EUA totalizaram US$ 10,3 bilhões no trimestre, um aumento de 14,7%. A pauta foi dominada por bens manufaturados, com destaque para máquinas, medicamentos, petróleo e equipamentos de processamento de dados. As compras de petróleo bruto aumentaram 78,3%, impulsionando o setor energético.

    Cenário de incerteza exige atenção

    Apesar do desempenho positivo, o futuro requer cautela devido às tarifas anunciadas pelos EUA, que introduzem um ambiente de maior incerteza. A Amcham Brasil destaca a importância de manter um ambiente comercial previsível e transparente para garantir o crescimento contínuo do comércio bilateral.

    “É fundamental preservar as condições para que o comércio entre Brasil e Estados Unidos continue gerando inovação, empregos e desenvolvimento para ambos os países”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.

    Leia mais:

    + Agro em Campo: Veja as 10 picapes mais vendidas no Brasil; Hilux lidera, chinesas

    + Agro em Campo: Sardinha enlatada vira alternativa ao ovo após alta de preços