Tag: Aluguel

  • Projeto proíbe novos contratos de aluguel para quem abandonar animais

    Projeto proíbe novos contratos de aluguel para quem abandonar animais

    A Câmara dos Deputados analisa um pacote de projetos que ampliam a responsabilidade de inquilinos, síndicos e criadores comerciais na proteção de animais domésticos. As propostas propõem novas restrições legais e o endurecimento de penas para casos de abandono, negligência e exploração irregular.

    Deputado Duda Ramos (MDB-RR). Foto: Agência Câmara de Notícias

    O primeiro deles, Projeto de Lei 6964/25, impede o locatário que abandonar seu animal de firmar novos contratos de aluguel por até cinco anos. A medida, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), busca fechar brechas na legislação atual. Ramos destaca que o abandono durante a mudança configura “crueldade e omissão” e precisa de tratamento legal específico dentro das relações de locação.

    O texto define abandono como deixar o animal sem abrigo, alimentação ou vigilância após a desocupação do imóvel. Além da restrição em futuros contratos, o infrator deverá arcar com multa administrativa e com as despesas de resgate e tratamento do animal.

    Para reforçar a fiscalização, o projeto obriga imobiliárias, síndicos, administradores e proprietários a comunicarem o caso às autoridades em até 48 horas. O inquilino só será isento se comprovar a entrega responsável do animal a um abrigo ou novo tutor. Segundo entidades citadas pelo parlamentar, 15% dos resgates urbanos envolvem animais deixados por locatários que se mudam.

    Condomínios deverão denunciar maus-tratos a animais

    Outro projeto de Duda Ramos, PL 6880/25, determina que condomínios residenciais e comerciais comuniquem às autoridades qualquer indício ou ocorrência de maus-tratos em suas dependências. O parlamentar argumenta que esses espaços têm papel estratégico na fiscalização, já que a maioria dos casos ocorre em residências particulares.

    A proposta torna síndicos, administradores e gestores condominiais responsáveis por formalizar as denúncias à polícia, ao Ministério Público ou aos órgãos de proteção animal. O comunicado deve incluir informações sobre local, data e possíveis autores, preservando o anonimato do denunciante.

    O texto também obriga os condomínios a fixarem cartazes em áreas comuns com orientações sobre como denunciar maus-tratos. A omissão dolosa do síndico poderá gerar sanções civis e administrativas, além de eventual responsabilização penal. A proposta, no entanto, deixa claro que a regra não autoriza entradas forçadas em imóveis sem autorização judicial ou do morador.

    Projeto aumenta punição para criadores clandestinos de cães e gatos

    Já o PL 6543/25, do deputado Célio Studart (PSD-CE), propõe aumentar de um terço a dois terços a pena para o crime de maus-tratos quando praticado com propósito de lucro ou em canis e gatis irregulares. A mudança altera a Lei dos Crimes Ambientais e visa impedir a exploração comercial de animais em condições degradantes.

    Deputado Célio Studart (PSD-CE).
    Foto: Agência Câmara de Notícias

    Além da ampliação da punição,que atualmente prevê reclusão de dois a cinco anos, o texto proíbe o infrator de obter novas licenças de criação ou comércio e determina a interdição definitiva do estabelecimento envolvido.

    Studart defende que o projeto atinge os responsáveis pela “industrialização do sofrimento animal”, citando práticas de confinamento extremo, ausência de cuidados veterinários e reprodução forçada. O parlamentar também prevê que bens e valores apreendidos em operações policiais sejam destinados ao custeio do tratamento e abrigo dos animais resgatados, evitando que o custo recaia apenas sobre o Estado ou ONGs.

    As três propostas tramitam em caráter conclusivo nas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovadas, seguirão para votação no Plenário da Câmara e, depois, no Senado Federal.

  • Empresa investe em aluguel de abelhas para aumentar produtividade de maçãs

    Empresa investe em aluguel de abelhas para aumentar produtividade de maçãs

    A Rasip Agro, unidade da RAR Agro & Indústria e uma das maiores produtoras de maçãs do Brasil, aposta em um investimento inédito para a safra 2025: o aluguel de 300 milhões de abelhas para polinização de seus pomares. A iniciativa visa potencializar a florada em 1,5 mil hectares de cultivo na região de Vacaria (RS).

    Mais de 5,5 mil caixas ninho com abelhas da espécie Apis mellifera começam a ser distribuídas ainda em setembro, período que marca o início do ciclo de florescimento das macieiras. Serão disponibilizadas cerca de cinco colmeias por hectare, garantindo uma polinização eficiente e natural.

    Segundo Sergio Martins Barbosa, presidente executivo da RAR Agro & Indústria, o investimento em aluguel de abelhas reflete o compromisso da empresa com práticas agrícolas sustentáveis e inovadoras. “A polinização é fundamental para a qualidade e produtividade. A decisão de investir em um número expressivo de abelhas reflete nossa visão de longo prazo”, afirma.

    O executivo destaca que a empresa ampliou seus pomares em 10% em relação a 2024, o que torna ainda mais estratégico o uso de polinizadores naturais. “Queremos garantir não apenas altos índices de produção, mas também frutos com padrão superior, consolidando a Rasip Agro como referência nacional e internacional em maçãs de qualidade”, acrescenta.

    Como funciona a polinização com abelhas alugadas

    Celso Zancan, diretor da Rasip Agro e engenheiro agrônomo, explica que as abelhas desempenham papel essencial no processo de polinização. “Elas aumentam o pegamento das flores e influenciam diretamente na formação e no calibre das maçãs”, detalha.

    O especialista ressalta que essa interação natural resulta em frutos mais uniformes, com melhor qualidade e maior valor agregado. “O aluguel de colmeias garante eficiência e sustentabilidade ao manejo dos pomares”, completa Zancan.

    Expansão de 20% nas áreas de cultivo

    Além da introdução das colmeias alugadas, a Rasip Agro ampliou em 20% suas áreas de cultivo em relação ao ano anterior. Para Barbosa, a combinação entre expansão dos pomares e tecnologias sustentáveis, como a polinização com abelhas, fortalece a posição da companhia no mercado.

    “A expansão e o uso do aluguel de abelhas para polinização evidenciam o compromisso da Rasip em manter sua liderança no mercado. E promover o desenvolvimento da região de Vacaria”, finaliza o presidente executivo.