Tag: altas temperaturas

  • Ventilação adequada é essencial para o bem-estar animal

    Ventilação adequada é essencial para o bem-estar animal

    Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, a ventilação adequada nas granjas e aviários se torna crucial para prevenir o estresse térmico nos animais. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro já enfrentaram recordes de calor, com a capital paulista registrando 33,9°C e a capital fluminense alcançando 41,5°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia e do Centro de Operações Rio (COR). Este cenário representa um desafio significativo para a avicultura, que pode sofrer fatalidades devido ao calor excessivo.

    O estresse térmico pode resultar em perda de peso, maior vulnerabilidade a doenças, redução na qualidade dos ovos e diminuição do consumo de ração. Por isso, é fundamental que os produtores estejam atentos ao comportamento das aves e adotem medidas preventivas, como um sistema de ventilação eficiente que controle a temperatura e garanta a qualidade do ar.

    Sistemas de ventilação

    “A ventilação eficaz é imprescindível. Pois, além de proporcionar conforto térmico, ajuda a evitar problemas de saúde nos animais. E que podem acabar prejudicando a produtividade”, afirma Drauzio Menezes, diretor da Hercules Motores Elétricos. Ele ressalta que granjas e aviários sem circulação natural devem implementar sistemas de ventilação adequados. A Hercules oferece motores desenvolvidos para essas aplicações, com destaque para o modelo IP 55, que é protegido contra poeira e jatos de água.

    Caso já exista um sistema de ventilação instalado, é importante verificar sua adequação e necessidade de manutenção. “Os sistemas mais eficientes são projetados para suportar aplicações de alta demanda. Eles operam em regime contínuo S1 e no modo AIR OVER, sem ventilação forçada”, explica Menezes. Além disso, os motores utilizados possuem certificação ISO 9001 e rendimentos aprovados pelo Inmetro, garantindo alta eficiência energética.

    A ventilação adequada não apenas melhora as condições de bem-estar animal, mas também contribui para a produtividade do setor. Com as altas temperaturas previstas para o verão, os produtores devem priorizar a implementação de soluções eficazes para garantir a saúde dos rebanhos e maximizar a produção.

  • Alerta vermelho: São Paulo enfrenta temperaturas extremas

    Alerta vermelho: São Paulo enfrenta temperaturas extremas

    A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para altas temperaturas que afetarão todo o território até quarta-feira (19). A previsão indica que a massa de ar quente elevará os termômetros a patamares alarmantes, com máximas de 38°C na Região de Itapeva e Vale do Ribeira, 36°C na Baixada Santista e regiões como São José dos Campos, Araçatuba, Marília e Presidente Prudente, e 35°C no Litoral Norte, Bauru e Araraquara.

    Além disso, o Vale do Paraíba e as regiões de Presidente Prudente, Barretos e Franca devem registrar temperaturas em torno de 34°C, enquanto a Região Metropolitana da capital paulista, Sorocaba e Campinas podem enfrentar máximas de 33°C. Essa onda de calor é considerada a primeira do ano no estado e a terceira no Brasil.

    A Defesa Civil recomenda que a população evite a exposição ao sol entre 10h e 16h. E também utilize protetor solar e roupas leves, além de manter-se hidratada. É crucial que idosos e crianças recebam atenção especial devido à sua maior vulnerabilidade aos efeitos do calor excessivo. Os especialistas alertam que manter os ambientes bem ventilados é essencial para aliviar o desconforto das altas temperaturas.

    Com a previsão de calor intenso até pelo menos quarta-feira, os paulistas devem se preparar para enfrentar um dos períodos mais quentes do verão. As autoridades reforçam a importância da precaução para garantir a saúde e o bem-estar da população durante essa onda de calor extrema.

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  • Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    Preço do feijão deve subir até 30% com calor e tempo seco

    O clima seco e as altas temperaturas devem provocar um aumento de até 30% no preço do feijão nos próximos meses, segundo o Instituto Brasileiro de Feijão e Pulses (IBRAFE). A previsão é que o impacto nos preços seja sentido já a partir de outubro, conforme a oferta do produto diminui.

    Preço do feijão vai subir em breve

    Marcelo Lüders, presidente do IBRAFE, alerta que, apesar do mercado ainda não sentir o efeito climático devido aos estoques atuais, essa situação vai mudar em breve. “Nos supermercados e no varejo, os preços devem subir drasticamente no final de outubro e ao longo de novembro”, explicou.

    A recente colheita da terceira safra, com 812,5 mil toneladas, tem mantido os preços relativamente estáveis. No entanto, os problemas climáticos já estão à vista, especialmente no Paraná, maior produtor de feijão do país. A seca atrasou o plantio no estado, que deve se intensificar nas próximas semanas com a menor chance de geadas. Mesmo assim, o ritmo de semeadura está abaixo do registrado em anos anteriores, afetando a produção.

    Para 2024, espera-se um aumento de 22% na área plantada com feijão na primeira safra, atingindo 131 mil hectares. Com boas condições climáticas, a colheita pode chegar a 251 mil toneladas, um aumento de 57% em comparação com 2023, quando a produtividade foi prejudicada pelo excesso de dias nublados.

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    Esse crescimento na área plantada está sendo impulsionado pelos preços atrativos do feijão preto, que fechou agosto com uma média de R$ 236,83 por saca, 7% acima do valor registrado no mesmo período do ano passado. Em setembro, o preço superou R$ 300,00 em algumas regiões. Apesar da expectativa de aumento na oferta em dezembro, os preços devem continuar elevados até que o volume da colheita se concretize.

    Além disso, o aumento das exportações contribui para essa pressão sobre os preços. Atualmente, o mercado nacional está mais focado no feijão carioca, que teve uma queda de 13% nos preços nos últimos 12 meses, limitando a expansão da área destinada a essa variedade. A soja, embora tenha perdido valor, ainda ocupa 93% da área de grãos da primeira safra, enquanto o feijão responde por apenas 2%.

    Preços do feijão só devem cair em abril

    Embora a colheita de feijão comece a aumentar no final do ano, os preços só devem começar a ceder significativamente em abril de 2024. “Talvez haja um pequeno alívio em janeiro, mas uma melhora consistente só em abril ou maio”, afirma Lüders. Ele também defende a ampliação das áreas irrigadas para garantir uma produção mais estável e atender à demanda crescente do mercado interno.

    Esse movimento se faz necessário para evitar futuros problemas de oferta e manter o abastecimento do mercado, especialmente diante da dificuldade de importar feijão para suprir a demanda brasileira.