Tag: alta de preço

  • Arroba do boi dispara e atinge maior valor desde 1997

    Arroba do boi dispara e atinge maior valor desde 1997

    O mercado pecuário brasileiro vive um momento decisivo. O preço do boi gordo atingiu o maior valor nominal da série histórica iniciada em 1997, segundo dados do Cepea, referência nacional em análises agropecuárias. Esse movimento, além de chamar a atenção dos produtores, também sinaliza mudanças importantes no ciclo da pecuária de corte.

    Recorde histórico e escalada recente dos preços

    O Indicador do boi gordo do Cepea superou patamares históricos ao longo de 2026. Em abril, a arroba já opera acima de R$ 360 em São Paulo, principal praça de referência do país.

    Além disso, os números mostram uma escalada consistente. No início de janeiro, a arroba estava próxima de R$ 318. Poucos meses depois, o valor avançou mais de R$ 40, evidenciando uma valorização expressiva no período.

    Esse movimento não ocorreu de forma isolada. Em fevereiro, o mercado já registrava forte alta mensal. Segundo dados recentes, a arroba chegou a R$ 325,80, com valorização de 7,92% apenas naquele mês.

    Virada do ciclo pecuário impulsiona valorização

    A alta do boi gordo está diretamente ligada à virada do ciclo pecuário. Após um período de maior abate de fêmeas, o mercado entra agora em uma fase de retenção de matrizes.

    Nesse sentido, a oferta de animais terminados diminui. Como resultado, os frigoríficos enfrentam dificuldade para compor escalas de abate, o que sustenta os preços em níveis elevados.

    Além disso, produtores mais capitalizados tendem a segurar os animais à espera de cotações melhores. Portanto, o mercado ganha ainda mais pressão de alta no curto prazo.

    Exportações aquecidas e demanda firme

    Ao mesmo tempo, a demanda internacional segue aquecida. A China continua como principal compradora da carne bovina brasileira, enquanto outros mercados ampliam participação.

    Assim, o cenário externo contribui diretamente para sustentar os preços domésticos. Mesmo quando há volatilidade cambial, o volume exportado ajuda a manter o equilíbrio entre oferta e demanda. Por outro lado, o consumo interno ainda enfrenta limitações devido ao poder de compra da população.

    Impactos diretos para o produtor rural

    Para o pecuarista, o cenário atual representa uma janela de rentabilidade relevante. Com preços mais altos, a margem tende a melhorar, principalmente para quem conseguiu reduzir custos ou travar insumos antecipadamente.

    Porém, nem todos os elos da cadeia se beneficiam igualmente. A reposição, especialmente de bezerros, também fica mais cara, o que pode pressionar sistemas de recria e engorda.

    Além disso, custos com nutrição, suplementação e confinamento seguem elevados. Dessa forma, a gestão eficiente continua sendo decisiva para capturar os ganhos desse ciclo.

    Reflexos na indústria e no consumidor

    Enquanto o produtor comemora, a indústria frigorífica enfrenta margens mais apertadas. O encarecimento da matéria-prima reduz a competitividade, sobretudo no mercado interno.

    Consequentemente, o preço da carne ao consumidor tende a subir. Esse movimento já aparece no atacado e pode ganhar força nos próximos meses.

    Ainda assim, o ritmo desse repasse depende do consumo doméstico. Se a demanda não reagir, parte da pressão pode ser absorvida pela indústria.

  • Carne de frango está mais cara, e a culpa é do boi

    Carne de frango está mais cara, e a culpa é do boi

    O aumento expressivo no preço da carne bovina tem levado muitos consumidores brasileiros a buscar alternativas mais acessíveis, como a carne de frango. Essa mudança de comportamento, porém, não tem passado despercebida pelo mercado. A maior procura por frango impulsionou uma elevação nos preços desse tipo de carne, que vem registrando aumento em várias regiões do país.

    A lógica por trás desse fenômeno é simples: com a escalada dos preços da carne bovina, pressionada por fatores como a alta dos custos de produção e questões de oferta limitada, o consumidor médio se volta para proteínas mais baratas, como o frango e, em menor escala, o ovo e o peixe. O aumento da demanda por frango gerou um efeito em cadeia, pressionando a oferta e elevando os preços dessa proteína.

    Custos de produção

    De acordo com especialistas do setor, os custos de produção do frango, que incluem ração e energia, também contribuíram para a alta nos preços. Além disso, o mercado internacional tem influenciado o cenário. Com o dólar valorizado, as exportações de frango brasileiro continuam fortes. Reduzindo assim a oferta no mercado doméstico e impactando diretamente os preços.

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    O cenário econômico mais amplo também afeta o consumidor, que sente no bolso os impactos das oscilações no setor de proteínas. Analistas de mercado apontam que, se a alta nos preços das carnes continuar, é possível que haja uma mudança ainda mais significativa nos hábitos alimentares da população. Com uma maior procura por cortes alternativos e até um aumento na busca por fontes vegetais de proteína.

    O mercado segue atento, e os próximos meses serão cruciais para entender como o equilíbrio entre oferta e demanda se ajustará e quais serão os impactos para a cesta básica do brasileiro.

  • Preço da mandioca atinge maior média semanal do ano

    Preço da mandioca atinge maior média semanal do ano

    Os produtores de mandioca em diversas regiões monitoradas pelo Cepea retomaram as atividades no campo na última semana. No entanto, a maioria dos agricultores deu prioridade ao plantio. Ele está atrasado em muitos locais, ou o replantio, reduzindo assim o volume de raízes colhidas.

    Preço da mandioca

    Enquanto isso, a demanda pela raiz de mandioca permanece firme, o que tem sustentado os preços em todas as regiões analisadas. De acordo com levantamento do Cepea, entre os dias 16 e 20 de setembro, o preço médio da mandioca entregue nas fecularias atingiu R$ 580,16 por tonelada. Esse valor representa um aumento de 2,3% em relação à semana anterior, sendo o maior registrado em 2024, em termos nominais.

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    Parceira para combater praga

    A Embrapa e o Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), da França, firmaram uma parceria para combater a vassoura-de-bruxa da mandioca. As instituições assinaram uma Carta de Intenções que oficializou a colaboração.

    Vassoura-de-bruxa da mandioca

    O fungo, identificado recentemente, causou grandes prejuízos à produção de mandioca no Amapá. Ele impactou diretamente os sistemas alimentares de comunidades indígenas em Oiapoque, na fronteira com a Guiana Francesa. Portanto, para enfrentar a praga de forma coordenada, o documento assinado por Antonio Claudio Almeida de Carvalho, chefe-geral da Embrapa Amapá, e Margaux Llamas, pesquisadora do Cirad, destaca a importância de compreender os fatores que favorecem sua prevalência e os métodos que podem limitar seus danos.

     

  • Uva branca sem semente bate recorde de preço

    Uva branca sem semente bate recorde de preço

    A uva branca sem semente do Vale do São Francisco (PE/BA) atingiu novo recorde de preço em junho, com média semanal de R$ 18,30/kg para a embalada. Apesar da demanda contida no final de junho, os preços das uvas seguiram em alta. Segundo pesquisadores da equipe Hortifrúti/Cepea, o impulso veio da baixa oferta.

    Assim, a média semanal (24 a 28/06) superou em 1,3% o valor do período anterior. Com os recentes e seguidos aumentos, a variedade fechou o mês de junho com o maior valor nominal da série histórica, iniciada em 2017.

    Por outro lado, a BRS vitória teve nova queda no preço, diante da oferta maior que a demanda, com média de R$ 5,33/kg no contentor (-5,9%). Mas atenção, há problemas relacionados à qualidade, como incidência de glomerella na negra sem semente, mesmo com a diminuição da umidade já há alguns meses.

    Variedade no Vale do São Francisco

    Em 2020, a Embrapa Semiárido (Petrolina, PE) apresentou a variedade BRS Tainá, uma uva desenvolvida especificamente para o Vale do São Francisco. A espécie exibe coloração branca, sabor neutro e agradável, além de ser uma variedade sem semente, uma das mais importantes características exigidas pelo mercado.

    O resultado é proveniente do cruzamento realizado em 2004 entre as cultivares internacionais Sugraone e Marroo Seedless, que fazem parte do Banco Ativo de Germoplasma da Embrapa Semiárido. Sendo assim, a BRS Tainá é fruto de um intenso esforço para disponibilizar aos produtores de uva do Vale uma cultivar branca sem os altos custos de licenciamento de plantio.

    Características uva BRS Tainá

    A nova variedade é vigorosa, com produtividade média estimada em 25 toneladas por hectare por ciclo. O período desde a poda até a colheita está em torno de 110 dias, com pequenas variações ao longo do ano, em função das condições climáticas.

    Os cachos apresentam tamanho médio, com peso de 270 gramas e medindo cerca de 15 x 10 centímetros. Portanto, a BRS Tainá se destaca ainda por apresentar características desejáveis em uvas para o consumo in natura, como crocância, bagas firmes, com boa aderência ao pedicelo e traços minúsculos e imperceptíveis de sementes.

    Foto: Divugação – Embrapa/Patrícia Ritschel

    O sabor é neutro e agradável, com uma relação equilibrada entre açúcares e acidez. Ou seja, é uma opção promissora e com grande potencial para se destacar no mercado de uvas de mesa brancas sem sementes.

  • Cotações de produtos avícolas têm tendência de alta

    Cotações de produtos avícolas têm tendência de alta

    As cotações dos produtos avícolas têm apresentado uma tendência de alta no início de junho. O levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), releva ainda que existe uma gradual retomada da demanda, associada ao recebimento de salários. Além disso, os pesquisadores afirmam também que esse cenário é consistente em todas as praças monitoradas.

    No segmento de pintinho de corte, os valores continuam em ascensão. Eles refletem não apenas o aumento na demanda, mas também a oferta limitada. Consequentemente, o resultado é um reforço na pressão positiva sobre os preços.

    A análise dos dados sobre as cotações dos produtos avícolas, indica um movimento favorável no mercado do setor, impulsionado pela conjunção entre uma demanda em recuperação e uma oferta que não acompanha o ritmo, resultando em um cenário propício para a valorização dos produtos do setor avícola.

    Saiba mais sobre esse mercado:

    No segmento avícola brasileiro, os números revelam uma produção robusta em 2023, totalizando 14.833 milhões de toneladas. Esta marca demonstra a contínua força e relevância do agronegócio avícola no cenário nacional. No mesmo período, as exportações avícolas atingiram a marca de 5.139 milhões de toneladas.

    Consumo per capita atinge 45.1 quilos em 2023

    O consumo per capita de produtos avícolas no Brasil manteve-se estável em 45.1 quilos em 2023, um indicador importante do apetite dos brasileiros por produtos avícolas e do papel central que esses alimentos desempenham na dieta nacional.

    Como mostrado acima, esses números destacam a importância dos produtos avícolas para a economia brasileira.