Tag: algodão em pluma

  • Preço do algodão cai no Brasil com dólar fraco

    Preço do algodão cai no Brasil com dólar fraco

    Os preços do algodão em pluma estão em queda no Brasil. O levantamento do Cepea confirma a tendência no mercado doméstico. Segundo os pesquisadores, a desvalorização do dólar frente ao Real pressiona as cotações internas.

    Além disso, o câmbio mais baixo reduz a atratividade das exportações brasileiras. Isso ocorre porque a queda do dólar diminui a paridade de exportação. Consequentemente, a venda externa perde competitividade. Ao mesmo tempo, as cotações internacionais do algodão avançam.

    Esse movimento ocorre, sobretudo, pela valorização do petróleo no mercado global. No entanto, a alta externa não sustenta os preços domésticos. Assim, o mercado brasileiro segue pressionado pelo cenário cambial.

    Campo

    No campo, agentes brasileiros finalizam a semeadura da safra 2025/26. Enquanto isso, produtores do Hemisfério Norte iniciam o planejamento da temporada 2026/27. Segundo o Cepea, a próxima safra no Hemisfério Norte deve ser menor que a atual. Ainda assim, o mercado brasileiro permanece atento ao câmbio e às exportações.

  • Algodão oscila no mercado e exportação pode bater recorde

    Algodão oscila no mercado e exportação pode bater recorde

    Os preços do algodão em pluma oscilam no início de dezembro, segundo levantamento do Cepea. Alguns vendedores reduzem valores porque precisam captar recursos ou liquidar lotes, o que pressiona as cotações.

    Por outro lado, vendedores capitalizados mantêm firmeza nos preços e impulsionam altas pontuais, sobretudo quando ofertam lotes de qualidade superior. As indústrias compradoras fazem aquisições pontuais, já que se preparam para o recesso de fim de ano e ajustam o ritmo da demanda.

    Preocupações logísticas entram no radar dos agentes e reforçam a lentidão dos negócios neste período. Além de cumprir contratos a termo, o setor programa novas operações, principalmente para o primeiro semestre de 2026.

    As exportações brasileiras podem alcançar um novo recorde em 2025. O recorde atual pertence a 2024, quando o país embarcou 2,77 milhões de toneladas, segundo a Secex. Em novembro, os envios somaram 402,5 mil toneladas, o maior volume para o mês. O resultado supera em 36,9% os embarques de outubro de 2025 e em 34,4% os de novembro de 2024. No ano, os embarques já acumulam 2,57 milhões de toneladas.

  • Boletim Agro em Campo: arroz cai 51,4% em 1 ano, café oscila

    Boletim Agro em Campo: arroz cai 51,4% em 1 ano, café oscila

    Arroz

    O Indicador do arroz em casca CEPEA/IRGA-RS fechou outubro em R$ 58,00 a saca de 50 quilos, queda de 6,2% frente a setembro. Na comparação com outubro de 2024, a baixa chegou a 51,4% em termos nominais, refletindo oferta mais folgada e demanda mais lenta.

    Indústrias relataram forte redução nas vendas entre setembro e outubro e, por isso, compraram apenas para repor estoques imediatos. Além disso, agentes permaneceram atentos às medidas anunciadas pela Conab e, por cautela, retardaram novas aquisições.

    Café

    O Cepea apurou forte oscilação nos preços do café arábica e do robusta ao longo de outubro, em cenário ainda indefinido no comércio externo. Produtores reduziram as vendas no spot e priorizaram negócios pontuais, o que limitou a liquidez no mercado interno.

    Houve atenção do setor à possível retirada do café da lista de produtos brasileiros com tarifação extra pelos Estados Unidos, mas nada foi definido. Assim, agentes seguiram cautelosos e observaram o câmbio, a oferta ajustada e o clima no Brasil e no Vietnã.

    As chuvas de primavera favoreceram lavouras de arábica e melhoraram o robusta no Espírito Santo; porém, floradas da safra 2026/27 ainda dependem de novas precipitações para bom pegamento.

    Algodão

    O preço médio do algodão em pluma medido pelo Indicador CEPEA/ESALQ ficou em R$ 3,5176 por libra-peso em outubro, queda de 5,16% sobre setembro. Em relação a outubro do ano anterior, o recuo foi de 12,7%, levando a média ao menor nível em 16 anos, deflacionada pelo IGP-DI.

    O Cepea atribuiu o movimento à oferta nacional recorde, ao consumo doméstico e externo contidos e às cotações internacionais e do dólar em patamares mais baixos. Com isso, as negociações no spot ocorreram de forma pontual, enquanto muitos agentes focaram no cumprimento de contratos a termo e no plantio da nova temporada.

    Fonte: CEPEA/USP – 05/11/2025

    Resumo final

    • Café segue volátil por incerteza tarifária nos EUA, clima e oferta ajustada, o que reduz liquidez no spot.

    • Arroz no RS encerra outubro a R$ 58/saca, 51,4% abaixo de um ano antes, com indústria comprando só para reposição.

    • Algodão registra média mais baixa desde 2009 diante de oferta recorde e demanda limitada.