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  • Tomar uma taça de vinho por dia faz bem? Veja o que dizem os especialistas

    Tomar uma taça de vinho por dia faz bem? Veja o que dizem os especialistas

    A ideia de que uma taça de vinho por dia faz bem para a saúde é antiga, mas especialistas alertam que a relação entre álcool e benefícios ao organismo ainda gera debate.

    Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), não existe uma dose totalmente segura para o consumo de bebidas alcoólicas. Ainda assim, pesquisas analisam possíveis efeitos positivos do consumo moderado de vinho, especialmente o tinto.

    Vinho aparece na dieta mediterrânea

    O vinho tinto costuma ser associado à chamada dieta mediterrânea, considerada uma das mais saudáveis do mundo. Nesse padrão alimentar, porém, o consumo acontece em pequenas quantidades e durante as refeições.

    A Sociedade Brasileira de Cardiologia não recomenda que pessoas passem a beber visando benefícios à saúde. No entanto, para quem já consome álcool, a orientação é limitar a ingestão a até duas taças por dia para homens e uma para mulheres.

    Benefícios ainda não são comprovados

    Estudos investigam compostos presentes no vinho, como os polifenóis e o resveratrol, por possíveis ações antioxidantes e anti-inflamatórias.

    Pesquisas observacionais apontam que o consumo moderado pode estar associado a menor risco de algumas doenças cardiovasculares. Entre os efeitos analisados estão melhora da circulação, redução de coágulos e proteção das artérias.

    Apesar disso, cientistas reforçam que ainda não existe comprovação definitiva de que o vinho, sozinho, melhora a saúde do coração.

    O resveratrol, composto presente no vinho tinto, é um dos antioxidantes mais estudados pela ciência — Foto: Divulgação

    Além disso, o excesso de álcool pode elevar a pressão arterial, favorecer arritmias e aumentar o risco de outros problemas de saúde.

    Efeitos no cérebro e no intestino também são estudados

    Pesquisadores também analisam possíveis impactos do vinho tinto na microbiota intestinal e no declínio cognitivo.

    Os polifenóis presentes na bebida podem contribuir para a diversidade de microrganismos benéficos no intestino. Já algumas revisões sugerem que o consumo moderado pode estar ligado a uma progressão mais lenta do declínio cognitivo.

    Mesmo assim, especialistas alertam que esses resultados não justificam iniciar o consumo de álcool por motivos de saúde.

    Nem todo mundo deve consumir vinho

    Grupos como gestantes, lactantes, crianças e adolescentes não devem consumir bebidas alcoólicas. A restrição também vale para pessoas que usam medicamentos que podem interagir com álcool ou possuem doenças crônicas.

    Médicos reforçam que a decisão sobre incluir vinho na rotina deve considerar histórico de saúde, uso de medicamentos e riscos individuais.

  • Queimadura por água-viva: você sabe como agir?

    Queimadura por água-viva: você sabe como agir?

    Praia combina com descanso, sol e mar. Mas um encontro inesperado com uma água-viva pode virar a experiência de cabeça para baixo O problema é que, na hora do susto, a maioria das pessoas faz exatamente o que não deveria.

    O primeiro instinto de muita gente é recorrer a uma solução caseira. Urina, pasta de dente, álcool. A lista de remédios populares é longa e, infelizmente, toda ela está errada. O dermatologista Gustavo Saczk é direto: “Álcool, pasta de dente e urina não devem ser utilizados, pois aumentam a liberação do veneno e pioram a lesão.”

    Ou seja, o que parece ser uma ajuda rápida pode transformar uma queimadura leve em algo bem mais sério. Entre todas as substâncias discutidas, apenas uma tem respaldo científico. Segundo o especialista, “o vinagre ajuda a reduzir a atividade das toxinas ainda presentes na pele e costuma aliviar a dor, que pode ser bastante intensa.” Além disso, Saczk recomenda remover eventuais fragmentos visíveis do animal e, sobretudo, evitar tocar a área afetada com as mãos.

    Quando as águas-vivas chegam mais perto

    No litoral brasileiro, a maior concentração desses animais costuma acontecer no verão, já que a temperatura mais alta da água favorece a proliferação. Além disso, os ventos de nordeste e leste empurram os animais em direção à costa, justo no período em que as praias estão mais cheias.

    Foi nesse cenário que Paola Cieglinski, universitária de 20 anos, teve seu primeiro contato com uma água-viva durante uma viagem a Arraial d’Ajuda, na Bahia. O encontro aconteceu na Praia de Pitinga: “Senti como se fossem agulhas na minha perna. Devido ao susto, acabei chutando e ela bateu na minha coxa, que queimou também. É uma sensação muito estranha, senti as agulhadas e ao mesmo tempo uma ardência muito forte,” descreveu.

    Sem saber o que fazer, Paola seguiu a orientação de um banhista que já havia passado pela mesma situação. O conselho foi certeiro: aplicar vinagre. “Eu nunca pensei que fosse passar por isso. Deixei um guardanapo com vinagre um bom tempo, o que aliviou bastante,” contou.

    Os sinais que pedem atenção imediata

    Na maioria dos casos, a queimadura por água-viva não representa risco grave. A dor mais intensa tende a passar em poucos minutos, seguida por uma ardência que pode durar cerca de uma hora.

    O dermatologista explica que quanto maior a área atingida, maiores tendem a ser os efeitos no organismo. Sintomas como dificuldade para respirar, sensação de desmaio, náuseas e vômitos indicam uma reação mais severa. Nesses casos, Saczk é categórico: “É essencial procurar um pronto-socorro imediatamente, pois pode haver comprometimento sistêmico que exige avaliação e tratamento médico urgente.”

    Além disso, reações alérgicas podem surgir mesmo em casos aparentemente simples. Duas semanas após o acidente, Paola ainda apresentava marcas na pele, enquanto familiares que tiveram contato com os mesmos animais durante o passeio não desenvolveram nenhuma sequela. “Não é normal ficar com essas marcas por muito tempo, provavelmente tive uma reação alérgica,” reconheceu a universitária.

  • Cientistas da UFRN transformam vinhaça em matéria-prima para bioplásticos

    Cientistas da UFRN transformam vinhaça em matéria-prima para bioplásticos

    Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) criaram um processo inovador que transforma a vinhaça, um resíduo problemático da produção de etanol, em compostos químicos de alto valor comercial. A tecnologia permite a produção de insumos para bioplásticos biodegradáveis, biocombustíveis e produtos farmacêuticos e cosméticos.

    O processo gera o ácido 2,5-furandicarboxílico (FDCA), que a indústria utiliza como precursor de bioplásticos biodegradáveis, como o polietileno furanoato (PEF). Este material representa uma alternativa sustentável ao polietileno tereftalato (PET), plástico comum em embalagens. A tecnologia também produz o 5-hidroximetilfurfural (HMF), insumo essencial para a fabricação de biocombustíveis e bioquímicos.

    “São exemplos de compostos químicos de alto valor agregado, os quais conseguimos obter com o uso de tecnologias eletroquímicas que dispensam reagentes perigosos”, explica Elisama Vieira dos Santos, professora da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) e orientadora da pesquisa.

    Cada litro de álcool gera até 13 litros de vinhaça

    A vinhaça consiste em um resíduo líquido da produção de etanol, rico em matéria orgânica. A indústria sucroalcooleira gera esse subproduto em grande volume. A cada litro de álcool produzido, as usinas descartam de 12 a 13 litros de vinhaça. Atualmente, esse resíduo representa um sério desafio ambiental para o setor.

    Elisama destaca que o processo patenteado resolve parte desse problema ao valorizar o resíduo e transformá-lo em insumos úteis e sustentáveis. “Além disso, utiliza energia renovável, como a energia fotovoltaica, e oxidantes produzidos de forma verde, sem gerar subprodutos tóxicos, reforçando os princípios da química verde e da economia circular”, afirma.

    Invenção recebe patente e integra Vitrine Tecnológica

    A UFRN depositou o pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em agosto. A invenção recebeu o nome “Processo verde para extração de compostos furânicos e fenólicos a partir de vinhaça com S₂O₈²⁻ ou H₂O₂ eletrossintetizados”.

    O desenvolvimento contou com a participação de Thalita Medeiros Barros, Jussara Câmara Cardozo e Carlos Alberto Martínez Huitle. A colaboração reuniu o Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ/UFRN) e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química (PPEQ/UFRN), com apoio de projetos aprovados pelo CNPq.

    Thalita Medeiros Barros, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química da UFRN, atualmente realiza estágio doutoral no Max Planck Institute for Chemical Energy Conversion, na Alemanha. A pesquisadora executou os experimentos, realizou análises cromatográficas e definiu as condições ideais para a conversão seletiva dos compostos derivados da vinhaça.

    Jussara Câmara Cardozo, que atualmente realiza pós-doutorado na Universidad de Castilla-La Mancha, na Espanha, concebeu e otimizou os parâmetros eletroquímicos e térmicos do processo. A pesquisadora também interpretou os resultados e aprimorou as etapas de extração.

    Carlos Alberto Martínez Huitle e Elisama Vieira dos Santos desenvolveram o sistema de eletrossíntese dos oxidantes verdes, persulfato e peróxido de hidrogênio, fundamentais para promover reações de oxidação seletivas e ambientalmente sustentáveis.

    Aplicações comerciais em diversos setores

    A tecnologia desenvolvida possui potencial de impacto em diversos setores industriais. A indústria de embalagens plásticas pode utilizar o FDCA como principal precursor do PEF, biopolímero que substitui o PET em garrafas de refrigerante, embalagens de alimentos e filmes plásticos.

    O HMF, outro produto de destaque no processo, funciona como composto-plataforma na produção de biocombustíveis líquidos, solventes ecológicos e precursores de polímeros. Já o ácido vanílico, que o processo também produz, possui ação antioxidante e antimicrobiana. As indústrias alimentícia, cosmética e farmacêutica empregam amplamente esse composto em cremes, perfumes, sabonetes, loções e protetores solares.

    Grupo trabalha na transição para escala piloto

    Carlos Alberto Martínez Huitle, docente do Instituto de Química, destaca que o grupo comprovou experimentalmente o processo em escala laboratorial no Laboratório de Eletroquímica Ambiental e Aplicada (LEAA) da UFRN. A unidade possui ampla experiência no desenvolvimento e validação de tecnologias eletroquímicas.

    O professor assinala que a tecnologia atualmente se encontra em fase de prova de conceito, com TRL entre os níveis 3 e 4. Nesse estágio, os pesquisadores comprovaram os fenômenos fundamentais em laboratório e o sistema opera de forma estável em condições controladas.

    “No momento, o grupo trabalha na transição para a escala piloto, desenvolvendo protótipos modulares capazes de operar com maiores volumes de vinhaça e diferentes configurações de eletrodos”, explica Carlos Alberto. A equipe realiza testes comparativos de durabilidade e eficiência de diferentes eletrodos e membranas, simulando condições reais de operação.

    “Esses experimentos visam aprimorar o desempenho do sistema e reduzir os custos de manutenção, garantindo viabilidade técnica, econômica e ambiental em futuras aplicações comerciais. Cabe destacar que o processo é modular, podendo ser aplicado de maneira descentralizada em sistemas de eletrorefinaria de biomassa”, descreve.

    Pesquisadores aprimoram geração de oxidantes verdes

    O grupo concentra esforços no aprimoramento da geração eletroquímica dos oxidantes verdes. Os pesquisadores utilizam diferentes configurações e materiais com o objetivo de aumentar a eficiência energética, a seletividade das reações e o rendimento dos produtos de interesse.

    “Outro foco de atuação do Laboratório é a integração da eletrossíntese verde com processos de geração de hidrogênio, aproveitando a eletrólise simultânea como estratégia para aumentar a eficiência energética global”, explica Elisama. O grupo explora a sinergia entre a produção de oxidantes e de hidrogênio dentro de um mesmo sistema, alinhando-se às tendências atuais da química sustentável e da economia circular.

    Essas pesquisas fazem parte de uma linha contínua de investigação do LEAA voltada à valorização de resíduos agroindustriais e à produção de insumos químicos sustentáveis.

    Patente representa marco acadêmico para a UFRN

    Para o grupo do LEAA, o depósito dessa patente representa um marco acadêmico e científico para a UFRN. A conquista reflete a capacidade da instituição de transformar pesquisa de laboratório em inovação tecnológica concreta.

    Elisama dos Santos, professora da ECT/UFRN, e Karen Magalhães, mestranda do programa de Pós-graduação em Engenharia Química. Elas integram o grupo que está focado no aprimoramento da geração eletroquímica dos oxidantes verdes. Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

    Do ponto de vista científico, o invento representa um avanço importante ao propor uma rota sustentável para a valorização da vinhaça por meio da eletrossíntese verde de oxidantes. A abordagem combina química verde, engenharia eletroquímica e economia circular.

    O pedido integra a Vitrine Tecnológica da UFRN, grupo de ativos industriais protegidos pela Universidade, que conta atualmente com mais de 800 itens.

    Agência de Inovação oferece suporte aos pesquisadores

    Cientistas interessados em patentear uma descoberta devem fazer a notificação de invenção por meio do Sigaa, na aba Pesquisa. Na UFRN, a Agência de Inovação da Reitoria (Agir) oferece suporte aos inventores durante o processo de pedido de patenteamento.

    “Aqui na Agência damos suporte nesse processo, bem como intermediamos a participação de pesquisadores em mentorias do INPI”, afirma Jefferson Ferreira de Oliveira, diretor da Agir/UFRN. O apoio que a agência oferece a alunos, docentes e pesquisadores abrange orientações sobre o que pode ou não ser patenteado, de acordo com a Lei nº 9.279/96.

    A unidade também apoia a transferência da tecnologia desenvolvida para empresas interessadas na sua comercialização. Mesmo as tecnologias que não podem ser patenteadas podem ser transferidas por meio do licenciamento de know-how. Um conceito que abrange um conjunto de experiências, conhecimentos e habilidades voltadas à produção de um produto ou artefato.

    Jefferson acrescenta que a unidade conta com a parceria dos inventores para a proteção dos ativos de propriedade industrial. Os cientistas aproveitam suas listas de contatos e o conhecimento acumulado nas áreas tecnológicas em que atuam, o que os coloca em situação privilegiada na identificação de potenciais licenciados.

    “A Agir irá trabalhar para expandir a rede de relacionamentos nas áreas de interesse da UFRN, por meio do cultivo de uma boa relação com os parceiros e licenciados existentes, networking pessoal, pesquisas de mercado, eventos do setor, entre outras ações”, afirma Jefferson de Oliveira.

  • Potência mundial – Brasil registra mais de 43 mil marcas de cervejas

    Potência mundial – Brasil registra mais de 43 mil marcas de cervejas

    O setor cervejeiro brasileiro alcançou um marco histórico em 2024, consolidando-se como uma das principais forças econômicas do país. Segundo o Anuário da Cerveja 2025, lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), o Brasil possui atualmente 43.176 cervejas registradas e impressionantes 55.015 marcas oficializadas.

    O número de cervejarias registradas no país atingiu 1.949 estabelecimentos em 2024, representando um crescimento de 5,5% em relação ao ano anterior. Este avanço foi impulsionado pela entrada de 102 novos estabelecimentos no mercado, marcando o 9º maior crescimento da série histórica do setor.

    “É uma alegria celebrar o setor cervejeiro, uma das grandes paixões nacionais. A cerveja é símbolo de comemoração, mas também representa trabalho, dedicação, qualidade e prosperidade”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante o lançamento do anuário.

    São Paulo lidera, Santa Catarina acelera

    São Paulo mantém sua posição de liderança absoluta no cenário nacional, concentrando 12.803 cervejas registradas e 427 cervejarias ativas. O estado paulista também apresenta a maior média de produtos por estabelecimento: impressionantes 30 registros por cervejaria, bem acima da média nacional de 22,2.

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    Contudo, Santa Catarina se destacou como o estado de maior crescimento proporcional, registrando 25 novas cervejarias em 2024 – um salto de 11,1% que demonstra o aquecimento do mercado regional.

    Revolução das cervejas sem álcool

    Uma das tendências mais marcantes do setor foi o crescimento explosivo das cervejas sem álcool ou desalcoolizadas. Este segmento registrou um crescimento impressionante de 536,9% em 2024, passando a representar 4,9% de toda a produção nacional.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA Senar

    Esta expansão reflete uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro, que busca cada vez mais opções de consumo equilibrado e consciente, alinhando-se às tendências globais de bem-estar e saúde.

    Brasil conquista mercados internacionais

    As exportações brasileiras de cerveja bateram recordes em 2024, atingindo 332,5 milhões de litros exportados – um crescimento robusto de 43,4% comparado ao ano anterior. O faturamento com vendas externas alcançou US$ 204 milhões, representando um aumento de 31,1% e estabelecendo o maior valor já registrado no período de estudo.

    O Paraguai consolidou-se como principal parceiro comercial, absorvendo 66,5% do volume exportado pelo Brasil. A América do Sul como um todo concentra 97,7% das exportações brasileiras de cerveja, confirmando a região como mercado estratégico para o produto nacional.

    O volume total de produção declarado ao Mapa em 2024 foi de 15,34 bilhões de litros. Deste montante, 24,7% correspondem a cervejas puro malte ou 100% malte, produzidas sem adjuntos cervejeiros como trigo, centeio, aveia ou milho.

    O estilo Lager Leve Clara domina o mercado nacional, representando 58,3% da produção total com 8,95 bilhões de litros. Em seguida, aparecem os estilos Pilsener (32,4%) e outras Lagers (8,5%), que juntos somam 99,2% da produção brasileira.

    Capilaridade nacional

    Atualmente, 790 municípios brasileiros possuem pelo menos uma cervejaria registrada, demonstrando a capilaridade do setor pelo território nacional. O Rio Grande do Sul apresenta a melhor relação cervejarias por habitante, com um estabelecimento para cada 32.177 habitantes, superando a média nacional de uma cervejaria para cada 109.073 habitantes.

    “Isso é resultado de uma estrutura sólida e de investimentos contínuos na produção e nas pessoas que fazem essa vasta cadeia acontecer, do campo ao copo. Cerveja é agro, emprego, renda, diversidade, cultura e gastronomia. Cerveja é Brasil”, enfatizou Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicerv.

    Os dados do Anuário da Cerveja 2025 evidenciam não apenas o crescimento quantitativo do setor, mas também sua evolução qualitativa, com diversificação de produtos, conquista de novos mercados e adaptação às tendências de consumo contemporâneas, posicionando o Brasil como uma potência cervejeira de relevância global.

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  • Carnaval e cachaça: cuidados para manter a folia segura

    Carnaval e cachaça: cuidados para manter a folia segura

    O Carnaval é um momento de festa e alegria, e a cachaça é uma das bebidas mais tradicionais e preferidas dos brasileiros. No entanto, para garantir que a folia seja completa e saudável, é fundamental escolher cachaças produzidas por estabelecimentos registrados e inspecionados. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) destaca a importância da moderação e do consumo consciente dessa bebida.

    A cachaça é reconhecida como patrimônio cultural do Brasil. E também é uma das bebidas destiladas mais antigas do mundo. Produzida a partir do caldo fermentado de cana-de-açúcar, ela é conhecida por suas características sensoriais únicas e peculiares. A caipirinha, feita com cachaça, limão e açúcar, é um dos drinks mais populares do Carnaval, além de outras combinações como maracujá e frutas vermelhas.

    Para garantir a segurança e autenticidade da cachaça, os estabelecimentos produtivos passam por rigorosos controles de qualidade. São realizadas inspeções regulares e coletas de amostras para aferir a qualidade da bebida. Atualmente, há cerca de 7.700 cachaças registradas no Brasil, todas fiscalizadas de acordo com padrões rigorosos de qualidade e segurança.

    Riscos da cachaça sem origem

    A cachaça sem origem pode conter substâncias nocivas, causando sérios problemas de saúde, como intoxicação, danos ao fígado, cegueira e até aumento do risco de câncer. Portanto, é essencial verificar o registro na rotulagem antes de consumir.

    Assim, para aproveitar o Carnaval de forma segura, é importante:

    • Consumir com moderação: Evitar excessos no consumo de álcool para evitar problemas de saúde e acidentes.
    • Manter a hidratação: Alternar bebidas alcoólicas com água para evitar a desidratação.
    • Alimentar-se bem: Comer antes e durante o consumo de álcool para reduzir a absorção do álcool no organismo.
    • Não dirigir sob efeito de álcool: Utilizar transporte público ou pedir uma carona a um amigo sóbrio.

    Portanto, aescolha segura da cachaça é fundamental para garantir um Carnaval saudável e divertido. Com a moderação e o consumo consciente, é possível aproveitar a festa sem comprometer a saúde ou a segurança.

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  • Preço do etanol hidratado sobe e vendas superam 100 milhões de litros

    Preço do etanol hidratado sobe e vendas superam 100 milhões de litros

    Na última semana, o preço do etanol hidratado no mercado paulista voltou a subir, com a média do Indicador CEPEA/ESALQ atingindo R$ 2,6022 por litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), registrando um aumento de 1,39% em relação à semana anterior.

    De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta nos preços foi impulsionada por vendedores firmes e por compradores que adquiriram maiores volumes do biocombustível, em preparação para a volta às aulas, período em que a demanda geralmente aumenta.

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    Entre os dias 29 de julho e 2 de agosto, as vendas de etanol hidratado em São Paulo ultrapassaram os 100 milhões de litros, marcando o segundo maior volume negociado na temporada 2024/25. O recorde deste ciclo foi registrado na semana de 12 de abril. No acumulado do ciclo atual, que vai de 1º de abril a 3 de agosto, houve um crescimento de 113,5% nas vendas em comparação ao mesmo período de 2023.

    Fatores de Crescimento

    Pesquisadores do Cepea indicam que a sequência de vendas aquecidas no varejo, com o preço do etanol competitivo em relação à gasolina, tem sido um fator significativo para o aumento dos preços no segmento produtor. A combinação de estratégias de venda firmes e o aquecimento da demanda sazonal contribuiu para este cenário positivo para o etanol hidratado.

    Esses dados ressaltam a importância do etanol como alternativa viável e competitiva aos combustíveis fósseis, destacando seu papel crescente no mercado energético brasileiro.