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  • Premiação de cachaça de Minas inova e destaca produtores por região

    Premiação de cachaça de Minas inova e destaca produtores por região

    A segunda edição do Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras inovou em 2025 ao criar um diploma especial que reconhece a produção regional da bebida. A premiação aconteceu em novembro e distribuiu certificados aos três primeiros colocados de cada um dos sete polos produtores do estado.

    Os polos Central, Sul e Matas de Minas, Leste, Nordeste, Norte e Cerrado receberam destaque na nova categoria. A iniciativa busca evidenciar o terroir e as características únicas que cada região imprime às suas cachaças.

    “A Emater-MG atua em 820 municípios distribuídos em sete polos. Criamos essa novidade para reconhecer e valorizar a excelência da bebida mineira dentro de cada região. Queremos mostrar as características das cachaças de cada área, seus terroirs”, explica Otávio Maia, diretor-presidente da Emater-MG.

    Vale Verde domina o polo Central

    No polo Central, a cachaçaria Vale Verde, de Betim, conquistou o primeiro lugar com a Vale Verde Extrapremium e o segundo com a Vale Verde 12 anos. A Paulo Azevedo Amburana, de Carmópolis de Minas, ficou com a terceira colocação.

    “Receber esse reconhecimento nos gratifica muito. O prêmio prova que nosso trabalho recebe valorização e nos inspira a trabalhar com mais dedicação e entusiasmo”, celebra Daniel Fornari, representante da Vale Verde.

    Sul de Minas reúne marcas premiadas

    O polo Sul de Minas destacou três produtores: Estação da Cana conquistou o primeiro lugar com a versão Carvalho e Grápia, de Monte Belo. A Dona Diva Ouro, de Pouso Alegre, ficou em segundo, enquanto a Encomenda Real Carvalho Ouro, de Cruzília, levou o terceiro lugar.

    Leste e Matas de Minas mostram diversidade

    O polo Leste premiou a Anfitrión Ouro Single Malt, de Governador Valadares, em primeiro lugar. A Mineiriana, de Itabira, conquistou tanto o segundo quanto o terceiro lugar da região.

    Nas Matas de Minas, a Duim Blend Especial, de Mar de Espanha, levou o primeiro lugar. A Requinte do Emboque Premium, de Raul Soares, ficou em segundo, e a Poka Carvalho, de Viçosa, em terceiro.

    Foto: Divulgação Emater-MG

    O polo Cerrado premiou três municípios diferentes: Urucuiana Carvalho (Buritis) em primeiro lugar, Terra do Zebu Cerejeira (Uberaba) em segundo e Onda Clara Prata (Patos de Minas) em terceiro.

    O município de Salinas concentrou todos os prêmios do polo Norte de Minas. A Premissa Carvalho Americano conquistou o primeiro lugar, enquanto a Seleta levou o segundo e terceiro lugares com produtos diferentes.

    No polo Nordeste, a Boralina, de Novo Cruzeiro, dominou o pódio com o primeiro e segundo lugares. A cachaçaria Padre Paraíso, do município homônimo, fechou o top 3.

    Concurso reúne 247 cachaças certificadas

    O concurso recebeu 247 bebidas participantes em 2025, todas registradas no Ministério da Agricultura. “O concurso busca contribuir para o aprimoramento das boas práticas de fabricação da cachaça em todas as regiões mineiras”, explica Lucas Rocha Carneiro, coordenador técnico estadual da Emater-MG e um dos responsáveis pela organização da premiação.

    A iniciativa fortalece o reconhecimento da cachaça mineira e estimula produtores a aprimorarem suas técnicas de produção, respeitando as características regionais que tornam cada bebida única.

  • Concurso de Cachaças atinge recorde de inscrições em Minas

    Concurso de Cachaças atinge recorde de inscrições em Minas

    Belo Horizonte já sente o cheiro doce da cana no ar. A cidade se apronta, quase como em festa de interior, para celebrar as melhores cachaças de alambique de Minas na próxima segunda-feira (17/11). E, no entanto, há algo diferente no ar. É aquela mistura curiosa: capital grande, alma rural. E tudo, inevitavelmente, se encontra ali, num salão iluminado, a partir das 18h.

    A premiação marca o 2º Concurso de Avaliação da Qualidade das Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras. O evento cresceu. Cresceu mesmo. E, para ser sincero, cresceu rápido. Foram 247 bebidas inscritas — um salto de quase 14% em relação à edição de 2024. Além disso, muito produtor novo apareceu. Outros retornaram. E todos carregaram suas garrafas como quem leva um filho para ser avaliado por uma banca de gente séria. Porque, no fim das contas, é isso que a cachaça representa: trabalho, paciência e certo orgulho silencioso.

    A mesa de jurados, formada por 24 especialistas, provou tudo. Sem pressa. Com método próprio, criado para o concurso. Cada cachaça com registro no Ministério da Agricultura, cada gole medido, cada aroma contado. Uma ciência que parece simples, mas não é. Mas nada é tão simples quando envolve tradição.

    O concurso, puxado pelo Governo de Minas, tenta mostrar isso: que a cachaça é mais que bebida. Ou seja, é história, é diversidade. A Emater-MG lidera a organização, ao lado do IMA, da Epamig e de outras mãos que conhecem o chão mineiro melhor que qualquer mapa.

    Disputa em 4 categorias

    As categorias? Quatro, bem claras. Cachaça de Alambique. A Armazenada. A Envelhecida. E a Envelhecida Premium ou Extrapremium. Cada uma com seu charme. Seu tempo. Seu silêncio dentro do barril.

    Mas tem novidade também. Um diploma especial por polo produtivo — pra dar cara de território, não só de garrafa. E, além disso, surge o prêmio “Mulher Destaque da Cachaça Mineira”. Um reconhecimento que chega tarde, mas chega bonito. Logo depois, outro troféu entra em cena: o da melhor bebida da agricultura familiar. E, por fim, tudo isso costura uma ideia maior. História viva. Gente de verdade. Trabalho de sol e sereno. E, no entanto, com uma força que não aparece nas manchetes, mas aparece no copo.

    E existe o sonho maior. Atingir nota acima de 95 pontos. Quem alcançar esse feito leva o Troféu Diamante. Raridade. Quase mito. Mas possível.

    Serviço:
    • O quê: Premiação do 2º Concurso de Cachaças de Alambique e Aguardentes de Cana Mineiras
    • Quando: Segunda-feira, 17 de novembro, a partir das 18h.
    • Onde: Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), na região Centro-Sul da capital.