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  • Água de coco vira queridinha dos treinos e movimenta mercado bilionário

    Água de coco vira queridinha dos treinos e movimenta mercado bilionário

    O que antes era sinônimo de praia e lazer agora está presente nas academias, parques e rotinas de treino. A água de coco deixou de ser apenas uma bebida refrescante para se tornar aliada estratégica de quem busca hidratação inteligente durante a atividade física. O movimento impulsiona um mercado global bilionário que deve superar US$ 6,7 bilhões até 2026.

    O setor de água de coco embalada movimentou US$ 4,3 bilhões em 2024, segundo dados do relatório Global Growth Insights. A projeção indica crescimento de 56% em apenas dois anos, com a categoria representando 28% de toda a indústria mundial de bebidas à base de plantas.

    O avanço reflete mudanças no comportamento do consumidor, que migra para produtos naturais e minimamente processados, especialmente no universo esportivo. Com temperaturas elevadas e maior adesão aos treinos ao ar livre, cresce a procura por alternativas que combinem reposição de nutrientes e hidratação funcional.

    Da praia para a performance

    “As pessoas estão repensando o que colocam no corpo, especialmente no esporte”, afirma Bianca Coimbra, CEO e cofundadora da Lynv, marca brasileira de água de coco integral. “A água de coco oferece hidratação, eletrólitos e energia natural, sem corantes, conservantes ou aditivos. É performance limpa, alinhada ao estilo de vida de quem treina hoje.”

    A empresária destaca que o crescimento transcende o universo fitness e acompanha tendências globais de bem-estar. “O consumidor não quer mais bebidas artificiais. Ele busca ingredientes reais e qualidade rastreável. Quando isso encontra o esporte, a água de coco se torna escolha óbvia.”

    Qualidade começa na origem

    Especialistas apontam que a qualidade da água de coco está diretamente ligada à matéria-prima e ao processo produtivo. No Ceará, onde opera a Lynv, os frutos são selecionados pelo índice BRIX, medida que avalia dulçor e maturação. Com BRIX médio de 5,4, os cocos são colhidos no ponto ideal e envasados no próprio estado, reduzindo o tempo entre extração e embalagem.

    Procura aumentou e marcas se multiplicam no mercado. Foto: Helena Valenza/Divulgação

    Esse cuidado preserva frescor e nutrientes. Enquanto águas de coco reconstituídas utilizam metabissulfito para estabilizar cor e sabor, as versões integrais adotam apenas vitamina C como antioxidante natural, um diferencial valorizado por praticantes de corrida, musculação, ciclismo e treino funcional.

    Hidratação inteligente no calor

    Para atividades moderadas, a água de coco funciona como alternativa eficiente aos isotônicos tradicionais. Rica em eletrólitos, oferece reposição natural de potássio e magnésio, com absorção rápida e boa tolerância. Em treinos intensos sob calor, quando a desidratação ocorre mais rapidamente, pode complementar estratégias nutricionais mais completas.

    Com a expansão do mercado e o surgimento de produtos integrais de maior qualidade, especialistas projetam que a bebida ocupará espaço crescente na rotina de atletas amadores e profissionais, consolidando-se como uma das principais apostas da hidratação funcional.

  • Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    Exportações do agro mineiro superam mineração pela primeira vez

    As exportações do agronegócio mineiro ultrapassaram, pela primeira vez, o setor de mineração no ranking estadual. Em geral, de janeiro a novembro de 2024, as vendas externas do agro somaram US$ 15,7 bilhões, superando em 3% o desempenho da mineração, que fechou o período com US$ 14,5 bilhões.

    O agro representou 40,7% do total exportado por Minas Gerais até novembro. Portanto, em comparação com o mesmo período de 2023, o setor cresceu 19% em receita e 9% no volume exportado, atingindo 16 milhões de toneladas. Já a mineração respondeu por 37,7% das exportações, com 14,5 milhões de toneladas enviadas.

    Ou seja, o valor registrado até novembro já supera o recorde anual de 2022, quando a receita foi de US$ 15,3 bilhões. A média mensal de US$ 1,4 bilhão impulsionou esses resultados históricos. Além disso, a alta do câmbio nominal nos últimos meses favoreceu o desempenho do setor.

    Investimento em inovação impulsiona resultados

    Para Thales Fernandes, secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, o resultado reflete investimentos em capacitação, produção sustentável e inovação. “Esses números consolidam Minas como uma potência na produção de alimentos. Em 2025, a valorização dos nossos produtos no exterior deve ampliar ainda mais essa vantagem”, afirmou.

    Novos produtos ganham destaque

    Café, açúcar e carne bovina seguem liderando as exportações. Contudo, novos produtos ganharam espaço, como sementes para semeadura, sêmen bovino, queijos, iogurtes, leite condensado e batatas preparadas.

    Água de coco, tapioca, cogumelos, inhame, azeitonas e grão de bico também ampliaram o portfólio exportador do estado, atendendo demandas internacionais.

    A China lidera as importações do agro mineiro, com US$ 3,9 bilhões, seguida por Estados Unidos (US$ 1,7 bilhão), Alemanha (US$ 1,3 bilhão), Bélgica (US$ 727 milhões) e Itália (US$ 669 milhões). Ao todo, 169 países compram produtos do agro mineiro.

    Café mantém liderança histórica

    O café segue como principal produto exportado, somando US$ 7,1 bilhões em receita, um aumento de 44,6% em relação ao ano anterior. Em volume, foram embarcadas 28,4 milhões de sacas, crescimento de 25%.

    Os principais compradores — Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Itália e Japão — aumentaram significativamente suas aquisições.

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    Carne bovina impulsiona setor de proteínas

    As exportações de carnes totalizaram US$ 1,4 bilhão e 414 mil toneladas. A carne bovina liderou, com US$ 1 bilhão e 240 mil toneladas exportadas, registrando aumentos de 20,4% no valor e 26,5% no volume.

    A carne suína também teve destaque, com o melhor resultado em oito anos: US$ 52,5 milhões e 26,5 mil toneladas exportadas.

    Já a carne de frango apresentou queda de 20% no valor e 18% no volume, totalizando US$ 269 milhões e 142 mil toneladas embarcadas.

    Desempenho do complexo soja e sucroalcooleiro

    As exportações do complexo soja somaram US$ 3,2 bilhões. Apesar de uma queda de 8,4% na receita, os embarques cresceram 9,5%. O farelo de soja teve alta de 9% na receita, atingindo US$ 230 milhões.

    O complexo sucroalcooleiro alcançou US$ 2,3 bilhões, com destaque para o açúcar, que representou US$ 2,2 bilhões. A Indonésia superou a China como principal destino, respondendo por 11% das vendas.

    Em resumo, o desempenho histórico do agro mineiro reflete diversificação, investimento e forte presença no mercado internacional, consolidando Minas Gerais como referência global no setor.