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  • Lei de MT contra Moratória da Soja volta a valer

    Lei de MT contra Moratória da Soja volta a valer

    O estado de Mato Grosso voltou a aplicar trecho de lei que restringe benefícios fiscais a empresas signatárias da Moratória da Soja. Maior produtor de soja do país, Mato Grosso aprovou a norma em 2024. No entanto, o STF havia suspendido o dispositivo por decisão liminar.

    A suspensão terminou no último dia de 2025. Desde 1º de janeiro, o trecho voltou a valer, enquanto o STF analisa o mérito. A norma integra a Lei estadual 12.709/2024. Ela veda benefícios fiscais e concessão de terrenos públicos a empresas signatárias de acordos ambientais. O texto cita compromissos nacionais ou internacionais. Esses acordos impõem restrições à expansão agropecuária em áreas sem proteção ambiental específica.

    Entenda a Moratória da Soja

    A Moratória da Soja surgiu em 2006. Empresas assumiram o compromisso de não comprar soja de áreas desmatadas após 2008 na Amazônia. O acordo contou com apoio do governo federal e de organizações da sociedade civil. Participam tradings associadas à Abiove e à Anec. Greenpeace e Ipam também apoiam a iniciativa. O objetivo é conter o avanço do desmatamento no bioma amazônico.

    Entidades ambientalistas monitoram o cumprimento do acordo por satélite. Segundo o Greenpeace, a produção de soja na Amazônia cresceu 344% entre 2009 e 2022. No mesmo período, o desmatamento caiu 69%.
    Os dados indicam aumento de produtividade sem expansão territorial. A ONG afirma que apenas 3,4% da soja do bioma descumpre as regras. Esse índice facilita o acesso a mercados exigentes, como a União Europeia.

    AGU acionou o STF

    Com a retomada da lei, a AGU acionou o STF. O órgão pediu nova prorrogação da suspensão por pelo menos 120 dias. A AGU argumenta que a retirada de incentivos pode esvaziar o acordo ambiental.

    Segundo o MMA, o fim abrupto da moratória traria riscos ambientais imediatos. O governo alerta para impactos no desenvolvimento sustentável das regiões produtoras. O risco atinge especialmente a Amazônia.

    Estudo preliminar do Ipam aponta aumento de até 30% no desmatamento até 2045. O cenário afetaria as metas climáticas brasileiras, conhecidas como NDCs. Para o Greenpeace, a lei envia sinal negativo às empresas comprometidas com conservação ambiental. A ONG defende que o sistema tributário não deve punir boas práticas ambientais.

    Os setores ruralistas pressionam contra a Moratória da Soja. Medidas semelhantes avançaram no Maranhão e em Rondônia. Em agosto passado, o Cade suspendeu temporariamente o acordo. O órgão investigava possível prática anticompetitiva.

    Em novembro, o ministro Flávio Dino suspendeu todos os processos sobre o tema. A decisão vale até o STF julgar a constitucionalidade da moratória.

    O governador Mauro Mendes deve anunciar a saída das tradings do acordo. O comunicado deve acontecer na próxima segunda-feira, dia 5.

     

  • Após batalha judicial, Brasil compra 263 mil toneladas de arroz importado

    Após batalha judicial, Brasil compra 263 mil toneladas de arroz importado

    Nesta quinta-feira (6/6), a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizou um leilão público para adquirir 263 mil toneladas de arroz importado. A medida tomada foi para prevenir eventual alta de preços do alimento após as enchentes no Rio Grande do Sul.

    As negociações começaram às 9h e terminaram por volta das 10h10.

    O produto foi comprado por R$ 25 por saco, e a medida visa garantir a disponibilidade de arroz no mercado e evitar um possível aumento nos preços.

    O leilão ocorreu após uma batalha judicial para impedir a compra do arroz importado. Ontem (5/6), um decisão da justiça federal suspendeu o leilão para compra das até 300 mil toneladas do grão.

    No entanto, a Advocacia-Geral da União (AGU) recorreu da decisão e, nesta quinta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região cassou a liminar que suspendia o leilão.

    A compra do arroz importado é uma medida preventiva para evitar a escassez e o aumento dos preços do alimento em um momento crítico, após as enchentes no Rio Grande do Sul.

  • AGU vai recorrer da decisão que suspendeu leilão para compra de arroz

    AGU vai recorrer da decisão que suspendeu leilão para compra de arroz

    A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que suspendeu o leilão para compra das 300 mil toneladas de arroz importado pelo governo federal.

    O leilão, que seria realizado hoje (6/6) pelo governo, foi suspenso pela Justiça Federal. A suspensão é em caráter liminar e responde a ação do Partido Novo.

    A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) publicou o edital para a compra do arroz importado no último dia 29.

    A Justiça Federal do Rio Grande do Sul já havia determinado, na terça-feira (4/6) que a União e a Conab prestassem, no prazo de 24 horas, informações sobre o certame.

    Outra ação foi protocolada na segunda-feira (3/6) no STF. A autoria é da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A entidade argumenta que a realização do leilão poderia desestruturar a cadeia produtiva.

    Entenda a suspensão

    A 4ª Vara Federal de Porto Alegre emitiu uma liminar nesta quarta-feira (5/6), suspendendo o leilão para a compra de arroz importado. Na avaliação do juiz, o leilão que estava agendado para quinta-feira (6), seria prematuro.