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  • Como uma fazenda revoluciona o agronegócio sustentável no Nordeste

    Como uma fazenda revoluciona o agronegócio sustentável no Nordeste

    Localizada estrategicamente no coração do Matopiba, a Fazenda Sol Nascente emerge como um case de sucesso que comprova: o tamanho da propriedade não determina o impacto social. Com apenas 100 hectares, sendo 35 destinados ao cultivo de soja, esta fazenda no Maranhão e Piauí tornou-se referência nacional em sustentabilidade e inclusão social no agronegócio.

    Fundada em 2002, a propriedade abriga a sede da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen) e nasceu com uma missão clara: desenvolver a região ao longo do corredor logístico que conecta a produção de soja ao Porto de Itaqui, em São Luís (MA) — um dos portos mais estratégicos para as exportações brasileiras.

    Do laboratório ao campo: a transformação sustentável

    A trajetória da Fazenda Sol Nascente começou focada na pesquisa genética de soja adaptada às condições climáticas desafiadoras da região: baixas altitudes e altas temperaturas. O ponto de virada aconteceu em 2012, quando a propriedade aderiu à certificação da Mesa Global da Soja Responsável (Round Table on Responsible Soy – RTRS).

    “Hoje, a Sol Nascente é mais do que uma fazenda. É um polo de conhecimento, de troca de tecnologias inovadoras e de fortalecimento das comunidades rurais do entorno”, explica Gisela Introvini, superintendente da Fapcen e referência na promoção de práticas sustentáveis na região.

    Os resultados comprovam a eficácia do modelo adotado. A fazenda já produziu 193 toneladas de soja e 234 toneladas de milho certificadas RTRS. Além disso, representa todos os produtores certificados da região e sedia o AgroBalsas, considerado o maior evento agro do Maranhão, onde os princípios da certificação são disseminados para agricultores e comunidades locais.

    Impacto social vai além da soja

    O diferencial da Fazenda Sol Nascente está na amplitude de sua atuação social. A propriedade não se limita à produção de soja, promovendo ativamente a diversificação agrícola em comunidades tradicionais, indígenas e entre pequenos produtores.

    Foto: Divulgação

    “Nós propagamos o cultivo da mandioca, arroz, feijão e até espécies como girassol, gergelim e amaranto, estimulando a diversidade agrícola e a segurança alimentar dessas famílias”, detalha Gisela Introvini.

    Empoderamento feminino no agronegócio

    Um dos pilares mais inovadores do trabalho desenvolvido pela Fapcen é o programa de mulheres, que promove o empoderamento feminino no campo. A iniciativa incentiva a autonomia econômica e o protagonismo social de mulheres rurais através de capacitações, dias de campo e projetos comunitários.

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    “Temos muito orgulho de dizer que, a partir daqui, irradiamos conhecimento para dezenas de comunidades, levando dias de campo, capacitações e projetos de base comunitária, agora inclusive junto às populações indígenas da região”, destaca a superintendente.

    Qualidade de vida transformada

    A certificação RTRS tem impactado diretamente as condições de trabalho nas fazendas da região. Segundo Gisela, as mudanças são visíveis no dia a dia das propriedades certificadas.

    “Ao chegar em uma fazenda certificada, o colaborador encontra uma estrutura digna dos grandes centros urbanos. Estamos falando de academias de ginástica, áreas de lazer, cursos e treinamentos constantes. A certificação transformou muitas dessas propriedades em verdadeiras minicidades organizadas”, revela.

    Em regiões distantes dos grandes centros, esse cuidado com o bem-estar do trabalhador faz toda a diferença. “É ali que o funcionário encontra qualidade de vida, oportunidade de crescimento e condições para sustentar com dignidade a sua família”, completa.

    1,5 milhão de toneladas: a meta ambiciosa

    A Fapcen administra dois grupos de certificação RTRS que já produziram mais de 830 mil toneladas de soja certificada. A expectativa é alcançar 1,5 milhão de toneladas até o final do ano, consolidando a fundação como uma das maiores referências em produção responsável no Matopiba.

    Os dois grupos contam atualmente com 16 fazendas certificadas e outras 12 em processo de análise documental e auditoria inicial. “A ideia é mais do que trazer números. É contar a história de como essa transformação vem acontecendo no dia a dia das fazendas”, explica Samaycon Gonçalves, gerente de RH e Sustentabilidade da Fapcen.

    Para incluir propriedades em preparação para a certificação oficial, a Fapcen desenvolveu o selo PMAPS (Programa de Mapeamento de Indicadores Sustentáveis). A ferramenta funciona como um sistema de gestão e incentivo para adoção gradual de boas práticas sustentáveis.

    Foco especial no aspecto social

    Entre os cinco princípios da RTRS — cumprimento legal e boas práticas empresariais, condições de trabalho responsáveis, relações comunitárias responsáveis, responsabilidade ambiental e boas práticas agrícolas — o aspecto social recebe atenção especial na região.

    “As fazendas destinam parte dos créditos obtidos com a certificação para projetos sociais. Isso gera impacto direto nas comunidades e posiciona os produtores como co-realizadores dessas ações”, destaca Samaycon Gonçalves.

    A visão da Fapcen vai além das demandas tradicionais do mercado internacional. “Enquanto o mundo foca apenas no desmatamento zero, nós vamos além. Fazemos questão de cobrar e aplicar o quarto princípio da certificação: a integração com comunidades, cidades e os próprios colaboradores”, conclui Gisela Introvini.

    Este modelo de agronegócio sustentável desenvolvido no Matopiba demonstra que é possível conciliar produtividade, responsabilidade ambiental e impacto social positivo, criando um novo paradigma para o setor no Brasil.

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  • Bayer apresenta novidades no 10º Congresso Brasileiro de Soja

    Bayer apresenta novidades no 10º Congresso Brasileiro de Soja

    A Bayer apresentou, durante o 10º Congresso Brasileiro de Soja Mercosoja 2025, realizado em Campinas (SP), quatro novas tecnologias voltadas à cultura da soja. Os lançamentos abrangem diferentes frentes do manejo da lavoura: tratamento de sementes, herbicidas, inseticidas e fungicidas.  O evento é promovido a cada três anos pela Embrapa Soja e reúne representantes de todos os setores da cadeia produtiva. Esta edição celebra os 100 anos de plantio de soja no Brasil e os 50 anos da Embrapa Soja, centro de pesquisa que se tornou referência mundial na tropicalização da cultura.

    “A Bayer é a empresa do agronegócio que mais investe em pesquisa e desenvolvimento no mundo. Por esse motivo, nós temos uma série de inovações que são lançadas todos os anos”, afirmou Guilherme Hungueria, gerente de cultivos da empresa.

    Evergol: proteção desde o tratamento da semente

    Entre os destaques do portfólio está o Evergol, novo fungicida à base de carboxamida, indicado para o tratamento de sementes. Segundo Hungueria, a proposta é garantir que doenças e pragas iniciais não afetem a produção.

    “É uma carboxamida que transloca muito bem na planta, é muito sistêmica, isso faz com que ela tenha um residual muito positivo e dure por mais tempo no controle das doenças”, explicou.

    A inovação chega para somar ao novo conceito lançado pela empresa para o tratamento de sementes (TS), com os pacotes Guardião e Guardião+, voltados à proteção da semente e da plântula até 30 dias após a semeadura.

    Convintro Duo: ação pré-emergente contra ervas daninhas

    Outra frente abordada pela Bayer é o manejo de plantas daninhas, com o lançamento do herbicida Convintro Duo. “No momento do plantio, o agricultor faz um preparo em pré-emergência da cultura da soja. Ele vai aplicar um inseticida antes mesmo da soja nascer, pra garantir que as plantas daninhas que ainda não nasceram, não nasçam”, explicou o gerente.

    Guilherme Hungueria, Gerente de Cultivos Bayer – Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    Segundo ele, o Convintro Duo combina dois ativos inéditos para a cultura da soja: Metribuzim e Diflufenicam, que garantem proteção prolongada sem afetar o desenvolvimento da cultura.

    “Hoje, no Brasil, mais de 60% da área de soja já tem a presença de ervas daninhas resistentes aos herbicidas. Novos produtos são importantes nesse sentido.”

    Inseticida contra mosca-branca chega em pré-lançamento

    Entre os lançamentos que ainda estão em fase de pré-registro, o destaque é o Plenexus Care, inseticida indicado para o controle da mosca-branca, praga que tem ganhado força nas últimas safras.

    “Ele transloca tanto via xilema quanto via floema. Isso é importante porque, quando uma folha nova de soja nasce, e o produto ainda está ativo na planta, aquela folha que não recebeu a aplicação também vai estar protegida”, explicou Hungueria. “Isso garante uma proteção por mais tempo para uma praga que é tão importante como a mosca-branca.”

    O produto é considerado de alta sistemicidade e está sendo lançado globalmente. No Brasil, chega como pré-lançamento nesta safra, com previsão de registro completo no ano seguinte.

    Fox Ultra: novo membro da família campeã de fungicidas

    Fechando o pacote de novidades, a Bayer apresentou o Fox Ultra, um fungicida que integra a família Fox, líder de mercado há mais de uma década. A nova formulação reúne três moléculas — protioconazol, impirfluxam e trifloxistrobina — e tecnologia Leafshield, que melhora a aderência e a absorção na planta.

    “O Fox Ultra já vem credenciado como produto vencedor de todas as categorias que ele participou na rede da Embrapa”, ressaltou Hungueria. “A gente fica muito satisfeito de trazer o produto nesse momento em que ele ganhou todas as categorias aí que ele competiu na rede.”

    Equipe Bayer durante o 10º CBSoja – Foto: Agro Em Campo/ Pedro H. Lopes

    O foco principal são as doenças mais críticas da soja: ferrugem, mancha-alvo e podridão.

    Compromisso com inovação e com o produtor

    A Bayer reforçou ainda sua estratégia de atuação colaborativa. Para Hungueria, o congresso é uma oportunidade de mostrar soluções, mas também de aprendizado e escuta.

    “Esse evento é o momento em que a gente se conecta com diversos elos da cadeia pra falar sobre o trabalho que a gente faz e para ouvir o trabalho que essas pessoas também fazem. Porque nós somos uma empresa extremamente colaborativa, que quer chegar no resultado, no agricultor.”

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  • Tecnologia a laser da NASA medirá carbono no solo do Xingu

    Tecnologia a laser da NASA medirá carbono no solo do Xingu

    Uma colaboração de dez anos entre a Embrapa Instrumentação e a startup Agrorobótica culminou em um avanço tecnológico que promete revolucionar a mensuração de carbono no solo em larga escala. A parceria dará suporte científico ao projeto “Carbono Xingu”. Essa é uma iniciativa de pecuária sustentável que envolve as empresas SCL Agrícola e Agro Penido na região do Xingu, Mato Grosso.

    O “Carbono Xingu” utilizará a plataforma IA AGLIBS, que emprega a tecnologia LIBS (Laser Induced Breakdown Spectroscopy) – a mesma utilizada pela NASA nas missões espaciais em Marte . Esta tecnologia inovadora permitirá avaliar 18,5 mil hectares de pastagem e áreas de conversão para a agricultura nas fazendas da Agro Penido e SLC Agrícola.

    O projeto “Carbono Xingu” visa transformar o solo em um ativo ambiental estratégico, gerando benefícios diretos para os produtores rurais. Entre eles, destacam-se a geração de créditos de carbono auditáveis no solo e acesso a crédito verde com condições mais favoráveis. Além da digitalização do solo para decisões ágeis e rastreáveis, aumento da produtividade e rentabilidade, valorização da propriedade rural e produção de commodities sustentáveis com maior valor de mercado.

    Caio Penido, sócio da Agro Penido, enfatiza que o carbono está se materializando como uma nova commodit. E o programa busca comprovar que a implementação de práticas agrícolas tropicais pode aumentar a produção de alimentos. Enquanto melhora o teor de carbono no solo e reduz as emissões. A SLC Agrícola possui 26 fazendas e 830 mil hectares de culturas. E vê a iniciativa como um avanço na agricultura de precisão e na sustentabilidade.

    Parceria estratégica e vanguarda científica

    Clenio Pillon, diretor-executivo de Pesquisa & Desenvolvimento da Embrapa, ressalta a importância estratégica da agenda do carbono para a empresa e para o cenário global. E reforça o compromisso da Embrapa com a ciência e a sustentabilidade. A Agrorobótica, deep tech brasileira especializada em digitalização de solos, tem sido fundamental no desenvolvimento da tecnologia LIBS. Seu CEO, Fábio Angelis, descrevendo o Laboratório Nacional de Agro-Fotônica (Lanaf) da Embrapa Instrumentação como o “primeiro centro agro-fotônico do mundo”.

    A pesquisa de vanguarda foi reconhecida internacionalmente, com a certificadora Verra utilizando dez artigos internacionais para validar a tecnologia para geração de créditos de carbono auditáveis, sendo cinco deles da equipe da Embrapa. José Manoel Marconcini, chefe-geral da Embrapa Instrumentação, avalia que a plataforma poderá gerar mapas de agricultura de precisão para indicar o manejo de nutrientes e mensurar o estoque de carbono no solo, demonstrando o sucesso da parceria público-privada.

    O “Carbono Xingu” se alinha com a crescente demanda por pecuária de baixo carbono. A iniciativa reforça a integração de práticas como plantio direto, uso de bioinsumos e sistemas de integração lavoura-pecuária.

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  • Começou a 12ª Rondônia Rural Show Internacional 2025

    Começou a 12ª Rondônia Rural Show Internacional 2025

    A 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional (RRSI), maior feira agropecuária da Região Norte, teve sua abertura oficial nesta segunda-feira, 26 de maio de 2025, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. Com o tema “Do Campo ao Futuro”, o evento destaca a força do agronegócio sustentável e inovador, reunindo mais de 650 expositores e projetando movimentar mais de R$ 3 bilhões em negócios até o encerramento em 31 de maio.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou a missão desafiadora de superar os R$ 4,4 bilhões em negócios alcançados na edição anterior. Ele destacou que o estado possui a terceira menor taxa de desemprego do Brasil. E previsão de alcançar o segundo maior crescimento do PIB nacional em 2025. Além disso, ressaltou que Rondônia foi o estado que mais preservou a Amazônia em 2024.

    Abertura da 12ª Rondônia Rural Show Internacional destaca força do agro sustentável e inovador, com expectativa de recorde. Foto: Arthur Amaral/Secom Rondonia

    A feira apresenta uma estrutura aprimorada. Que conta com pavilhões temáticos, vitrines tecnológicas e espaços de exposição que promovem a troca de conhecimento entre produtores, empresários e instituições financeiras. A programação inclui palestras, oficinas e demonstrações práticas, abordando temas como mecanização agrícola, agricultura de precisão, crédito rural e energias renováveis.

    Desenvolvimento para todos

    A secretária de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, destacou que a economia forte de Rondônia é resultado de ações que proporcionam oportunidades de desenvolvimento para todos. Ela expressou o desejo de que a feira ultrapasse os recordes de negócios dos anos anteriores.

    O secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo, ressaltou que os investimentos do governo em infraestrutura têm proporcionado segurança para produzir com qualidade e sustentabilidade. Ele afirmou que a RRSI já ultrapassou a movimentação de negócios de outros eventos com mais anos de existência. E assim, consolida-se como a maior feira do agronegócio da Região Norte.

    A feira também serve como vitrine para a produção de Rondônia, que tem se destacado em exportações de carne bovina e café. Em 2024, o estado alcançou recordes nessas exportações. Foram US$ 1,16 bilhão em carne bovina e US$ 130,99 milhões em café, representando um crescimento de 645% em relação a 2023.

    A Rondônia Rural Show Internacional 2025 ocorre até sábado, 31 de maio, das 8h às 18h, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. A entrada é gratuita, e o evento oferece uma oportunidade única para produtores, empresários e visitantes conhecerem as últimas inovações e práticas sustentáveis no agronegócio.

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    Startup aposta na castanha de pequi como superalimento

    A startup Bio2Me, pioneira no cultivo de castanhas e bioativos do cerrado, aposta na castanha de pequi como superalimento e projeta crescimento expressivo no mercado para 2025. Reconhecida pelo manejo do baru, a greentech agora amplia suas operações para explorar o potencial agrícola e comercial da castanha do pequi, fruto típico do Centro-Oeste brasileiro.

    Claudio Fernandes, CEO da Bio2Me, destaca que “o óleo extraído da castanha é um ingrediente versátil e singular, com aplicações que vão além da gastronomia. É um grande aliado no tratamento de doenças respiratórias e seus nutrientes fazem dele uma excelente base para cosméticos”. Apesar da polêmica em torno do sabor do pequi, Fernandes reforça que o aproveitamento integral do fruto oferece um potencial competitivo significativo para os produtores.

    Vantagens

    A castanha do pequi apresenta composição rica em zinco, cálcio e ferro. Além de ser fonte natural de energia e antioxidantes, o que a posiciona como um alimento funcional com grande apelo nutricional. A Bio2Me busca ampliar sua presença no mercado, destacando os benefícios da castanha para atrair produtores e consumidores interessados em alimentos saudáveis e sustentáveis.

    “A castanha do pequi ainda é pouco conhecida, mas seu potencial é imenso. Suas diversas aplicações fortalecem o setor e agregam valor cultural importante para o Brasil”, complementa Fernandes.

    Integrando o cultivo do pequi a projetos como o do baru, a extração de bioativos e uma parceria estratégica com a Nestlé, a Bio2Me projeta faturamento recorde de R$ 6 milhões em 2025. A empresa também pretende vender 60 mil mudas nativas do cerrado, um aumento de 50 mil unidades em relação ao ano anterior.

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  • 12ª Rondônia Rural Show Internacional terá plataforma digital

    12ª Rondônia Rural Show Internacional terá plataforma digital

    O Governo de Rondônia acaba de lançar uma plataforma digital para aproximar o público dos preparativos da 12ª Rondônia Rural Show Internacional, maior feira de agronegócio da Região Norte. Com o tema “Do Campo ao Futuro”, o evento ocorrerá entre 26 e 31 de maio de 2025, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná, e já está disponível para consultas online.

    No site oficial (rondoniaruralshow.ro.gov.br), os visitantes encontram uma contagem regressiva, notícias atualizadas, orientações para expositores e informações sobre concursos, como o 3º Concurso de Qualidade do Queijo e o Concurso Estande Show. A plataforma também destaca os pavilhões temáticos, palestras sobre inovação e as vitrines tecnológicas que prometem atrair investidores de todo o Brasil.

    Sustentabilidade e produtividade em foco

    O governador Marcos Rocha reforçou o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável: “Ao unir tecnologia e respeito às leis ambientais, provamos que é possível ser produtivo sem abrir mão da preservação. Esta edição será histórica, com soluções que projetam Rondônia como líder do agronegócio sustentável”.

    Já o secretário da Agricultura, Luiz Paulo, destacou o crescimento do evento: “A feira bateu recorde em 2024, com R$ 4,4 bilhões em negócios. Para 2025, preparamos uma estrutura ainda mais robusta, com mais de 600 expositores e atrações internacionais”.

    O que esperar da feira?

    • Pavilhões temáticos: agricultura familiar, Bovinocultura Leiteira, Piscicultura e um espaço internacional para negócios;
    • Tecnologia e tendências: workshops sobre o futuro do agro, máquinas de última geração e startups agrícolas;
    • Gastronomia regional: praças de alimentação com pratos típicos como tambaqui, carnes premium e o famoso “boi no rolete”;
    • Competições: concursos que valorizam a qualidade dos produtos locais, como queijos e estandes criativos.
    • Expositores e visitantes podem se cadastrar e acompanhar todas as novidades pelo site oficial. A feira é gratuita e aberta ao público, com expectativa de receber mais de 100 mil visitantes.

    Em 2024, o evento consolidou Rondônia como potência agropecuária, gerando empregos e movimentando a economia local. Para 2025, a meta é ampliar parcerias internacionais e fortalecer a imagem do estado como hub de inovação verde.

    Serviço:

    • 12ª Rondônia Rural Show Internacional
    • Data: 26 a 31 de maio de 2025
    • Local: Centro Tecnológico Vandeci Rack, Ji-Paraná (RO)
    • Site oficial: www.rondoniaruralshow.ro.gov.br

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  • Queijos de búfala: ex-jogador vira referência em produção

    Queijos de búfala: ex-jogador vira referência em produção

    Aos 24 anos, Jorge Nakid trocou os gramados por queijos de búfala. Ex-jogador das categorias de base do Palmeiras e do Fluminense, ele hoje comemora 25 anos à frente da Levitare, empresa familiar que se tornou referência nacional na produção de laticínios premium com leite de búfala. Com mais de 50 produtos no portfólio e uma fábrica de 6,5 mil m² no Vale do Ribeira (SP), a marca é um caso de sucesso que alia tradição, inovação e sustentabilidade.

    A história da Levitare começa com uma reviravolta familiar. Nos anos 1990, Seu José, pai de Jorge, investiu suas economias em um sítio no interior paulista após se aposentar. A primeira tentativa de negócio – criação de pintinhos – fracassou após uma queda de energia dizimar os animais. A solução veio de forma inesperada: as vacas leiteiras que vieram com a propriedade.

    Foi então que Jorge, recém-aposentado do futebol profissional, assumiu a missão de vender os queijos artesanais da família em feiras. “Percebi que o mercado de queijos de búfala tinha potencial inexplorado”, relembra. Mas faltava infraestrutura. Para financiar o primeiro laticínio, o ex-atleta recorreu a uma curiosa estratégia: jogou por um time amador (Toyo Joya) e recebia o “salário” em sacos de cimento – sete por partida.

    Os pilares do sucesso

    De produção caseira a gigante do setor, a Levitare processa hoje 10 milhões de litros de leite/ano, empregando 200 colaboradores e mantendo parcerias com 300 fornecedores. Seu portfólio inclui requeijões, manteigas e queijos gourmet, todos 100% de leite de búfala – animal escolhido não apenas pela qualidade do leite, mas pela resistência natural a doenças, reduzindo o uso de medicamentos.

    A sustentabilidade é marca registrada:

    • Pastos livres de agrotóxicos;
    • Fábrica instalada em reserva ecológica privada (apenas 30% da área é utilizada);
    • Processos artesanais preservados, mesmo com tecnologia de ponta.

    Legado e reconhecimento

    Para Jorge, o segredo está no equilíbrio entre tradição e inovação: “Mantemos o DNA artesanal, mas com padrões que nos permitem competir em escala nacional”. A fórmula deu certo. A Levitare já recebeu prêmios de excelência e hoje abastece mercados de luxo, restaurantes premiados e planeja no futuro exportar.

    A produção da Levitare mantém um equilíbrio entre tradição e responsabilidade ambiental.

    As búfalas da Levitare são tratadas como “celebridades”. Elas são animais dóceis e adaptados ao clima tropical, que pastam em áreas exclusivas para elas. “Elas são parte da nossa história”, brinca Nakid.

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  • Brasil ultrapassará R$ 1 trilhão em biocombustíveis na próxima década

    Brasil ultrapassará R$ 1 trilhão em biocombustíveis na próxima década

    A Lei do Combustível do Futuro, sancionada recentemente, deve impulsionar investimentos de mais de R$ 1 trilhão no setor de biocombustíveis no Brasil até 2034. A estimativa está na Nota Técnica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que detalha os valores previstos em investimentos (CAPEX) e custos operacionais (OPEX) entre 2025 e 2034. Além disso, o documento, divulgado pela EPE, vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), aponta R$ 100 bilhões em investimentos e R$ 924 bilhões em custos operacionais.

    O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou o impacto transformador da nova lei para o setor energético. “Estamos iniciando uma era de inovação e sustentabilidade no Brasil. Os biocombustíveis impulsionarão a economia e posicionarão o país como líder na transição energética global”, afirmou.

    A Nota Técnica explora frentes como etanol, biodiesel, biometano e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF). Ao mesmo tempo, também aborda inovações como diesel verde e captura de carbono biogênico (bio-CCS). Em resumo, o etanol lidera os investimentos, concentrando 59% dos valores previstos. Portanto, a expansão abrange novas usinas e a modernização de plantas existentes.

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    O biodiesel, estimulado por mandatos de mistura obrigatória, deve atrair R$ 14,5 bilhões em investimentos. O segmento terá também R$ 77,5 bilhões em custos operacionais. Já os combustíveis sustentáveis de aviação têm projetos que somam R$ 17,5 bilhões em investimentos, fortalecendo o Brasil como protagonista na descarbonização do transporte aéreo.

     

    A nova lei reforça o compromisso brasileiro com as metas globais de descarbonização. Somente o etanol de cana-de-açúcar terá mais de R$ 59 bilhões destinados à expansão de canaviais e à ampliação da capacidade industrial. Esses avanços consolidam o papel do Brasil como referência mundial em biocombustíveis e sustentabilidade.

  • Rio + Agro termina com promessa de investimentos

    Rio + Agro termina com promessa de investimentos

    Empresários estrangeiros estão prontos para investir mais no Brasil após uma semana de palestras, rodadas de investimentos e visitas externas durante o Rio + Agro, evento organizado pela ApexBrasil. Realizado de 29 de julho a 2 de agosto no Rio de Janeiro, o encontro reuniu investidores de 11 multinacionais dos setores de fertilizantes, energia verde e gás natural.

    O evento, focado em reduzir o déficit brasileiro em fertilizantes e promover energias renováveis, confirmou o interesse dos investidores em ampliar negócios no Brasil. “Fizemos aqui um intenso trabalho para reduzir a dependência que o Brasil possui na área de fertilizantes, especialmente fertilizantes verdes, atraindo países que produzem tecnologias com mais eficiência energética, reduzindo a pegada de carbono dentro do agronegócio brasileiro”, disse Carlos Padilla, coordenador de Investimentos da ApexBrasil. O sucesso do Rio + Agro, que atraiu mais de 18 mil visitantes, garantiu sua segunda edição em 2025.

    Sustentabilidade no agronegócio

    Embora o Brasil seja um dos maiores produtores e exportadores de alimentos, depende fortemente da importação de fertilizantes. Gustavo Horbach, diretor-presidente da Eurochem para a América do Sul, afirmou: “Esse fórum foi um marco porque investimentos serão necessários para diminuir essa dependência internacional, já com esse viés de meio ambiente e sustentabilidade. O país apostou muito em desenvolvimento tecnológico, mas faltava investir em mais diálogo, que foi o grande mérito do evento.”

    Divulgação – Rio mais Agro

    Os investidores participaram de visitas técnicas, incluindo ao parque tecnológico da UFRJ e ao Porto do Açu. No parque tecnológico, eles conheceram laboratórios que serão referência em fertilizantes. No Porto do Açu, ficaram impressionados com a infraestrutura moderna e seu papel estratégico na importação de gás natural e fertilizantes. “Todos se impressionaram com nosso avanço e aonde pode chegar a união do estado, mercado, empresas e ciência”, afirmou Bruna Festa, analista de Articulações Corporativas do Parque Tecnológico da UFRJ.

    Reações e perspectivas

    Empresas como a suíça Eurochem e a Atlas Agro elogiaram a iniciativa da ApexBrasil. A Eurochem, presente no Brasil desde 2016, destacou a importância do evento para reduzir a dependência internacional de fertilizantes. A Atlas Agro anunciou a construção de uma fábrica de fertilizantes nitrogenados em Uberaba, Minas Gerais, com investimento de R$ 4,3 bilhões. “À medida que a planta industrial de Uberaba entrar em novos estágios, vamos olhar outras localidades”, disse Rodrigo Santana, diretor de Operações da Atlas Agro.

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    A Helexia, no Brasil há três anos, ficou impressionada com a estrutura e as rodadas de negócios. “Ficamos muito impressionados com todas as estruturas que vimos e com o alto nível das rodadas de negócios”, afirmou Aurelien Maudonnet, CEO da Helexia. Luca Pasco, da Casale, anunciou a abertura de um escritório em São Paulo, destacando o interesse em exportar tecnologia para fertilizantes. Ricardo Uerhara, da Anodox, agradeceu a ApexBrasil: “Agradecemos a Apex por abrir tantas portas. O evento foi uma oportunidade de fazer network intenso com outras empresas e instituições governamentais. E também de discutir soluções de descarbonização na indústria e investimentos de grande porte no Brasil.”

    Integração entre investidores e instituições brasileiras

    O evento também promoveu a integração entre investidores e instituições brasileiras. O tour técnico incluiu visitas ao Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP) e workshops técnicos Brasil-Bolívia. Representantes das estatais bolivianas YPFB e EBIH discutiram projetos conjuntos com a Petrobras para aumentar a produção de fertilizantes. “Uma de nossas principais unidades de negócios são fertilizantes e, por isso, nosso destino é desenvolver projetos conjuntos com nosso vizinho brasileiro e gerar sinergia para beneficiar os dois países”, afirmou Alejandro Gallardo, gerente-geral da EBIH.

    Divulgação – Rio mais Agro

    O governo brasileiro busca atrair investimentos agrossocioambientais para descarbonizar a produção de fertilizantes. Com foco em biogás, biocombustíveis e máquinas para pequenos agricultores, a meta do Plano Nacional dos Fertilizantes é atender até 50% da demanda interna até 2050. Fernando Matsumoto, do Ministério de Minas e Energia, explicou. “Nossa estratégia passa por ter um aumento de oferta de gás natural nacional, o que aumenta a concorrência, e trazer um gás mais barato e competitivo, especialmente para o setor crítico de fertilizantes, que envolve segurança alimentar.”