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  • Câmara aprova lei que transforma chácaras de até 2 mil m² em propriedade rural: veja o que muda

    Câmara aprova lei que transforma chácaras de até 2 mil m² em propriedade rural: veja o que muda

    Produzir alimentos em uma pequena área e não ter acesso a crédito, isenção fiscal ou assistência técnica. Essa é a realidade de milhares de produtores que trabalham em chácaras espalhadas pelo Brasil, mas que, na prática, não existem para o sistema oficial. Essa contradição pode estar com os dias contados. Um projeto de lei aprovado na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados dá um passo decisivo para mudar esse cenário de uma vez por todas.

    O que diz o PL 918/2025 e quem pode ser beneficiado

    O PL 918/2025 estabelece que chácara é a propriedade rural com área de até 2 mil metros quadrados, destinada à produção agrícola, pecuária ou agropecuária, com a finalidade de subsistência e/ou comercialização. Em outras palavras, se a área produz, ela passa a ser tratada pelo Estado como rural, independentemente do tamanho.

    O texto determina que essas propriedades poderão usufruir de benefícios como acesso a crédito e financiamento específicos para pequenos agricultores, isenção de taxas e impostos municipais relacionados à atividade rural, e programas de capacitação e assistência técnica de órgãos federais e estaduais.

    Para o público de agroemcampo.ig.com.br, o dado mais relevante está na conexão com o Pronaf. A aprovação do PL 918/2025 harmoniza a legislação com o Marco Legal da Agricultura Familiar, Lei nº 11.326/2006, fortalecendo a inclusão desses produtores em programas oficiais como o Pronaf, com acesso a linhas de crédito com juros reduzidos e condições diferenciadas.

    Uma lacuna histórica que excluía quem mais produz perto das cidades

    O problema que o projeto resolve não é novo. A medida busca corrigir uma lacuna histórica na legislação brasileira, que muitas vezes deixa pequenos imóveis produtivos fora do enquadramento formal como propriedades rurais. Na prática, isso impede que milhares de agricultores familiares tenham acesso a crédito rural, incentivos fiscais e programas oficiais de apoio à produção.

    Segundo o relator do projeto, o deputado Coronel Meira (PL-PE), “a referida proposição é meritória ao propor a inclusão formal de unidades produtivas rurais de pequena dimensão, denominadas de chácaras, no escopo das políticas públicas voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e de base local.”

    Por outro lado, o autor do texto, o deputado Murillo Gouvea (União-RJ), vai além do argumento jurídico. Para ele, “a definição das chácaras como pequenas propriedades rurais é essencial para reconhecer a importância da agricultura familiar na economia e na preservação ambiental.” Assim, a proposta funciona como uma virada de chave: quem estava fora do sistema passa a ter nome, endereço e direitos no sistema oficial.

    O impacto real no campo: renda, fixação e segurança alimentar

    Com acesso garantido a crédito, tecnologia e suporte técnico, as consequências para o campo se ramificam em várias direções. A formalização das chácaras como propriedades rurais garante segurança jurídica aos produtores, facilita o acesso a políticas públicas e estimula a produção sustentável em áreas periurbanas e rurais, contribuindo para a diversificação da produção agrícola, para o fortalecimento das cadeias produtivas locais e para a geração de renda familiar.

    Além disso, o projeto toca em uma ferida antiga do campo brasileiro: o êxodo rural. Com mais segurança jurídica e acesso a políticas públicas, pequenos produtores têm razão concreta para permanecer na terra. No entanto, esse impacto só se materializa quando, e se, o projeto se tornar lei de fato.

    Aprovado na comissão, mas ainda longe de virar lei: entenda o caminho

    Quem comemorou cedo precisa ter cautela. O PL 918/2025 foi aprovado pela Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados em dezembro de 2025 e agora tramita em caráter conclusivo, sendo analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

    Além disso, o Poder Executivo terá prazo de 12 meses após a publicação para regulamentar a lei, estabelecendo critérios e procedimentos para o reconhecimento das chácaras. Ou seja, entre a aprovação final e a aplicação prática no dia a dia do produtor, existe uma janela regulatória que pode levar mais de um ano.

    No entanto, o avanço legislativo já sinaliza uma mudança de mentalidade dentro do Congresso: pequenos produtores que alimentam cidades merecem o mesmo respaldo legal que grandes propriedades rurais. Para o agronegócio brasileiro, que se orgulha de ser um dos maiores do mundo, reconhecer quem produz em 2 mil metros quadrados pode ser o detalhe que faltava para completar o sistema.

  • Entre lavouras e estradas, 4×4 dominam escolhas no agro

    Entre lavouras e estradas, 4×4 dominam escolhas no agro

    A GWM encerra sua participação na 23ª Tecnoshow Comigo, em Rio Verde (GO), com mais de 80 veículos vendidos até a sexta-feira (10), antes do fechamento oficial do evento. A expectativa é superar a marca de 100 unidades. Além disso, o desempenho comercial indica avanço consistente da marca no agronegócio, com foco em modelos diesel, tração 4×4 e versatilidade para o uso no campo e na cidade. A gerente comercial Andrya França destacou o posicionamento da empresa no evento e o avanço da marca junto ao público rural.

    Segundo ela, a feira representa um ambiente estratégico pela forte conexão com o agronegócio. “Estamos em uma região com grande representatividade no agro, o que conecta diretamente com o nosso cliente. O objetivo foi mostrar nossa linha de produtos e nosso posicionamento de preço frente ao mercado”, afirmou.

    Entre os modelos mais vendidos, a picape Poer P30 e o SUV H9 concentraram a maior parte das negociações. Nesse cenário, ambos se destacam pela proposta voltada ao uso off-road, sem abrir mão de conforto e tecnologia. Com isso, a marca busca atender um perfil de cliente que exige robustez no trabalho e desempenho no dia a dia.

    Além disso, os veículos contam com garantia de até 10 anos ou 250 mil quilômetros. Dessa forma, a marca reforça a confiança no produto e amplia a competitividade frente aos concorrentes. “São veículos pensados para não quebrar, com baixa manutenção e preparados para diferentes condições de uso”, explicou.

    Estratégia mira diferentes perfis de consumidor

    A atuação da GWM no agro passa também pela diversificação do portfólio. Por outro lado, a estratégia considera diferentes perfis dentro da mesma propriedade rural. De um lado, a picape voltada ao trabalho; de outro, SUVs destinados ao uso familiar e viagens.

    Segundo Andrya, essa dualidade amplia o alcance da marca. “A gente consegue atender dois consumidores em um mesmo produto. Quem busca segurança e espaço encontra isso na nossa linha, enquanto outro perfil valoriza esportividade e economia”, afirmou.

    Visitantes da 23ª Tecnoshow Comigo no estande da GWM – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Nesse contexto, o SUV Haval H6 se consolida como um dos principais produtos da marca. Ao mesmo tempo, atende um público que busca tecnologia aliada à eficiência energética. “É um carro que entrega conforto para a família e desempenho na estrada”, disse.

    Outro destaque é o avanço do H9 no mercado. De acordo com a executiva, o modelo rompeu uma sequência histórica de liderança no segmento de SUVs grandes, indicando mudança no comportamento do consumidor.

    Avanço regional e consolidação no mercado

    No recorte regional, a marca também registra crescimento consistente. Atualmente, no sudoeste de Goiás, a GWM mantém liderança de mercado há cerca de 90 dias, consolidando a presença em uma das principais regiões produtoras do País.

    Além disso, a participação na Tecnoshow reforça a estratégia de aproximação com o produtor rural, que busca veículos capazes de enfrentar diferentes tipos de terreno sem abrir mão de conforto e tecnologia.

    Na prática, a combinação de picapes robustas e SUVs tecnológicos permite à marca ocupar diferentes momentos da rotina no campo. Assim, o produtor encontra soluções tanto para o trabalho quanto para o uso pessoal e familiar. Por fim, o desempenho comercial durante a feira indica avanço consistente da marca no agronegócio.

  • Panorama inédito revela raio-X das máquinas agrícolas no Brasil

    Panorama inédito revela raio-X das máquinas agrícolas no Brasil

    O agronegócio brasileiro ganhou, nesta semana, um retrato inédito de sua mecanização. A [BIM]³ – Boschi Inteligência de Mercado lançou o Panorama Setorial de Máquinas Agrícolas no Brasil 2025. Ele é considerado o levantamento mais completo já realizado sobre tratores, colheitadeiras e pulverizadores em uso no país. O estudo, que envolveu mais de 700 entrevistas entre fevereiro e julho, projeta uma frota total de 1,65 milhão de unidades e confirma o envelhecimento dos equipamentos como um dos principais desafios do setor.

    Segundo a pesquisa, a idade média da frota é de 15 anos — 18 no caso dos tratores, 10 nas colheitadeiras e 8 nos pulverizadores. Mais da metade dos equipamentos em operação já superou 15 anos de uso, o que expõe a defasagem tecnológica no campo. “O estudo consolida-se como ferramenta estratégica para compreender o presente e projetar o futuro da mecanização do agronegócio nacional”, afirma Luis Vinha, sócio-diretor da [BIM]³.

    Renovação e financiamento como gargalos

    De acordo com o levantamento, 55% dos produtores pretendem adquirir novas máquinas nos próximos dois anos. O financiamento segue como obstáculo crítico: a maioria depende de bancos estatais, mas enfrenta burocracia e demora nos processos. “Sem mecanismos mais ágeis de crédito, a demanda reprimida não se converte em investimento, e o país posterga ganhos de produtividade”, avalia Gregori Boschi, também sócio-diretor da [BIM]³.

    Gregori e Luis Vinha durante apresentação do Panorama – Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A pesquisa mostra que a locação de equipamentos ganhou força. Hoje, 38% das propriedades já alugam colheitadeiras, 19% utilizam pulverizadores alugados e 11% recorrem à locação de tratores. Para os autores do estudo, a tendência confirma que os produtores estão abertos a novos modelos de acesso para reduzir custos e ampliar a flexibilidade.

    Perfil das decisões e avanço tecnológico

    O Panorama 2025 revela que 70% das aquisições são feitas diretamente pelos proprietários ou familiares, evidenciando o peso estratégico do investimento. Embora o perfil seja predominantemente masculino, culturas como o café já registram 18% de liderança feminina nas escolhas. A análise geracional indica predominância da Geração X (39%) nas decisões, seguida pela Geração Y (24%), Baby Boomers (12%) e Geração Z (15%).

    Em relação às tecnologias, o produtor brasileiro busca máquinas mais conectadas, inteligentes e adaptadas a diferentes culturas. GPS, telemetria e agricultura de precisão já fazem parte da realidade, mas há demanda por recursos como sensores de ajuste em tempo real, pulverização de alta precisão e sistemas autônomos.

    Sustentabilidade e tendências de mercado

    O estudo mostra que o diesel continua predominante, mas alternativas como etanol e biometano começam a ganhar espaço. O etanol já é considerado opção por 19% dos produtores no uso de colheitadeiras e 13% em pulverizadores. “A transição energética está em curso e deve redefinir a matriz de abastecimento no médio prazo”, destaca Boschi.

    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A pesquisa ainda reforça que a manutenção preventiva e corretiva é feita, em grande parte, dentro das próprias fazendas, prática que fortalece a autossuficiência do produtor. No entanto, concessionárias e oficinas especializadas mantêm papel decisivo em casos mais complexos, fator que influencia diretamente a reputação das marcas. John Deere lidera em presença e satisfação, seguida por Jacto, Case IH e New Holland.

    Projeção até 2030

    O Panorama 2025 estima que, até 2030, a frota agrícola brasileira alcance 1,8 milhão de unidades — sendo 1,48 milhão de tratores, 231 mil colheitadeiras e 89 mil pulverizadores. A expansão, segundo os autores, depende de crédito acessível, avanço tecnológico e novas soluções de acesso, como a locação.

    “O mercado caminha simultaneamente para a modernização da frota, inovação nos modelos de acesso e digitalização das operações, com sustentabilidade ganhando espaço”, resume Boschi.

  • Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    Recorde histórico: avicultura exporta US$ 5,4 bilhões em 2025

    No Dia da Avicultura, celebrado nesta quinta-feira (28 de agosto), o Brasil tem motivos de sobra para comemorar. A avicultura nacional alcançou um marco histórico ao exportar mais de US$ 5,47 bilhões em carnes de frango e miudezas apenas nos primeiros sete meses de 2025, consolidando o país como potência mundial no setor.

    Os números impressionam: foram 2,9 milhões de toneladas de carnes e miudezas de frango exportadas entre janeiro e julho, enquanto as exportações de ovos somaram US$ 123,78 milhões no mesmo período, segundo dados da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa).

    28 de agosto é o Dia da Avicultura

    A data celebra uma atividade que tem raízes profundas na história brasileira, já que as aves chegaram ao país com os colonizadores portugueses por volta de 1500, embora a comercialização tenha se iniciado efetivamente em 1860. A avicultura brasileira nasceu como uma prática familiar, voltada inicialmente para subsistência, com comercialização apenas dos excedentes em feiras livres.

    “A avicultura é motivo de orgulho para o Brasil. Esse setor gera milhões de empregos, garante alimento de qualidade para os brasileiros e conquista mercados em todo o mundo”, destacou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

    Mercados internacionais impulsionam crescimento

    O sucesso da avicultura brasileira no mercado internacional reflete a qualidade e competitividade dos produtos nacionais. Os principais destinos das carnes de frango brasileiras são:

    • Arábia Saudita – maior importador
    • China – mercado estratégico em crescimento
    • Emirados Árabes Unidos – porta de entrada para o Oriente Médio
    • Japão – mercado premium exigente
    • México – parceiro tradicional das Américas
    • Filipinas – crescente consumidor asiático

    Já as miudezas de frango encontram forte demanda em China, Hong Kong, Gana e Arábia Saudita, demonstrando a diversificação geográfica das exportações brasileiras.

    As perspectivas para o setor continuam promissoras. A Companhia de Abastecimento Nacional (Conab) projeta que a produção de carne de frango atinja um novo recorde em 2025, com estimativa de 15,48 milhões de toneladas – um crescimento de 1,5% em comparação a 2024.

    Superação de desafios sanitários fortalece setor

    A avicultura brasileira demonstrou sua resiliência em 2025 ao enfrentar com eficiência o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em plantel comercial, registrado em maio no município de Montenegro, Rio Grande do Sul.

    A resposta do Ministério da Agricultura foi imediata e exemplar: medidas de contenção, controle sanitário rigoroso e comunicação transparente com organismos internacionais. Após cumprir o vazio sanitário de 28 dias, o Brasil se autodeclarou novamente livre da doença em junho.

    “Respondemos com agilidade à gripe aviária, com base em ciência e tecnologia, com um controle sanitário rigoroso. Esse compromisso é o que nos permite ampliar mercados, garantir segurança alimentar e fortalecer ainda mais a confiança na avicultura brasileira”, ressaltou o ministro Fávaro.

    Como resultado desta resposta eficaz, quatro países retiraram as restrições temporárias impostas à importação de carne de aves do Brasil apenas esta semana, demonstrando a confiança internacional no sistema sanitário brasileiro.

    Pilar do agronegócio nacional

    A avicultura se consolidou como um dos pilares fundamentais do agronegócio brasileiro, gerando milhões de empregos diretos e indiretos. Desde a produção de grãos para ração até o processamento industrial e distribuição.

    Foto: Divulgação – ABPA

    “Os avicultores brasileiros são o pilar de um sistema que alimenta o país e o mundo. São homens e mulheres quem, junto com técnicos e toda a força sanitária envolvida, garantem a biosseguridade das granjas, adotam as boas práticas de produção e respondem com agilidade diante dos desafios sanitários. A força da nossa cadeia está na base — e essa base tem nome: os avicultores”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

    O setor não apenas garante proteína animal de qualidade para a mesa dos brasileiros, mas também se tornou uma importante fonte de divisas para o país, contribuindo significativamente para a balança comercial nacional.

    Futuro promissor

    Com tecnologia de ponta, sistemas de biossegurança avançados e uma cadeia produtiva integrada, a avicultura brasileira está posicionada para manter sua trajetória de crescimento sustentável. Consolidando o Brasil como líder mundial em produção e exportação de carne de frango.

    Os números de 2025 já indicam que este será mais um ano histórico para o setor, reafirmando a importância estratégica da avicultura para a economia brasileira e para a segurança alimentar global.