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  • Cacau da Amazônia: o chocolate que nasce em Rondônia

    Cacau da Amazônia: o chocolate que nasce em Rondônia

    Durante décadas, quando alguém falava em cacau no Brasil, os nomes que vinham à cabeça eram quase sempre os mesmos: Bahia e Pará. Rondônia ficava longe desse imaginário. Mas, sem muito barulho, isso começou a mudar.

    No coração da Amazônia, produtores rurais passaram a olhar para o cacau com outros olhos. O que antes era apenas uma cultura complementar virou esperança de renda melhor, permanência no campo e até mudança de vida para muitas famílias.

    Em pequenas propriedades espalhadas pelo estado, o cenário começou a se transformar aos poucos. Áreas que antes eram usadas quase exclusivamente para pasto deram espaço a pés de cacau cultivados em meio à vegetação nativa. E, junto com a plantação, cresceu também o sentimento de que a região poderia ocupar um lugar importante no mercado de chocolates finos e cacau de qualidade.

    Com calor, chuvas bem distribuídas ao longo do ano e terras favoráveis ao cultivo, Rondônia encontrou no cacau um terreno perfeito para crescer. O resultado começou a aparecer rapidamente.

    Hoje, o estado já desponta entre os maiores produtores do país, ocupando a quarta posição no ranking nacional e ficando atrás apenas do Pará na região Norte.

    O avanço reforça uma mudança que vem acontecendo quase em silêncio, mas que já começa a transformar a economia de diversas cidades do interior.

    Segundo dados do setor, são 6.951 hectares cultivados e uma produção anual de 8.677 toneladas.

    Qualidade das amêndoas

    Nos últimos anos, o avanço da produtividade e a melhora na qualidade das amêndoas também começaram a chamar atenção de compradores em busca de cacau com rastreabilidade e perfil sustentável.

    Dados da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira mostram que o cultivo ganhou força principalmente em sistemas agroflorestais, modelo que mistura árvores nativas com produção agrícola.

    Na prática, muitos produtores passaram a usar o cacau como alternativa para recuperar áreas antes degradadas pela pecuária extensiva. Além disso, o sistema ajuda a preservar sombra natural, melhorar o solo e ampliar a renda no campo.

    Mercado internacional de cacau

    O cenário global também favorece o avanço do setor.

    Problemas climáticos em grandes produtores africanos, como Costa do Marfim e Gana, elevaram os preços internacionais do cacau e abriram espaço para novas regiões produtoras.

    Enquanto isso, o mercado consumidor passou a valorizar chocolates com origem identificada e produção sustentável, tendência que beneficia diretamente regiões amazônicas.

    Em Rondônia, cooperativas e produtores relatam aumento na procura por amêndoas de maior qualidade, principalmente para fabricação de chocolates artesanais e premium.

    Cacau
    Foto: Secom – RO/Robson Paiva

    Além da valorização econômica, o cacau passou a representar uma nova perspectiva para famílias rurais da região Norte. Em algumas cidades, o cultivo vem sendo apontado como alternativa de diversificação agrícola e geração de renda de longo prazo.

    Especialistas avaliam que Rondônia reúne condições favoráveis para ampliar participação no mercado nacional nos próximos anos, principalmente pela combinação entre clima quente, disponibilidade hídrica e expansão de sistemas sustentáveis de cultivo.

    O desafio agora é aumentar escala sem perder qualidade.

    Nos bastidores do setor, porém, a percepção já mudou. Para muitos produtores, o cacau amazônico deixou de ser apenas uma cultura complementar e começou a se consolidar como uma das apostas mais promissoras do agro brasileiro.

  • Café da Amazônia vira fenômeno e muda Rondônia

    Café da Amazônia vira fenômeno e muda Rondônia

    Durante anos, o café produzido em Rondônia foi visto apenas como uma produção regional, voltada ao mercado comum. Agora, porém, o cenário mudou. Em plena Amazônia, produtores passaram a investir em tecnologia, melhorar o manejo das lavouras e apostar em cafés de maior qualidade. O resultado começou a aparecer rapidamente: aumento da produtividade, valorização dos grãos e espaço crescente no mercado de cafés especiais.

    O movimento chama atenção porque acontece em um estado historicamente ligado à pecuária. Agora, porém, o avanço do chamado robusta amazônico começa a mudar a paisagem econômica de diversas cidades rondonienses.

    Boa parte dessa mudança aconteceu depois que produtores começaram a investir mais em tecnologia no campo. O uso de mudas clonais, sistemas de irrigação e técnicas modernas de manejo ajudou a elevar a produção e melhorar a qualidade dos grãos.

    A transformação ganhou força com o uso de mudas clonais, irrigação e manejo técnico mais avançado. Em algumas propriedades, a produção praticamente dobrou na comparação com métodos tradicionais.

    Produtividade com qualidade

    Além da produtividade, outro fator começou a mudar o jogo: a qualidade.

    Produtores passaram a investir em fermentação controlada, secagem especial e rastreabilidade, abrindo portas para nichos premium. O resultado foi o crescimento da presença do café amazônico em concursos nacionais e mercados internacionais.

    Enquanto isso, cooperativas locais relatam aumento na procura de compradores estrangeiros interessados em cafés com identidade regional e perfil sensorial diferente.

    O avanço acontece em um momento de forte valorização global do café. Problemas climáticos em grandes regiões produtoras e oscilações no mercado internacional elevaram os preços e ampliaram o interesse por novas fronteiras agrícolas.

    Em Rondônia, o impacto já aparece na economia de pequenos municípios.

    Nas cidades do interior, o café passou a movimentar comércio, ampliar investimentos em máquinas agrícolas e gerar renda para propriedades familiares. Em algumas regiões, produtores que antes dependiam quase exclusivamente da pecuária começaram a diversificar a produção.

    Foto: Divugação – SECOM/RO

    Especialistas do setor avaliam que Rondônia vive uma espécie de “segunda revolução agrícola”, impulsionada pela combinação entre clima favorável, tecnologia e demanda internacional crescente.

    O desafio, agora, é sustentar o crescimento sem perder competitividade e equilíbrio ambiental, tema que segue no centro do debate sobre o futuro do agro na Amazônia.

    Ainda assim, o sentimento entre produtores é de otimismo.

    Nos bastidores do setor, o robusta amazônico já deixou de ser visto como aposta distante. Para muitos compradores, ele começa a se consolidar como uma nova força do café brasileiro.

  • Começou a 12ª Rondônia Rural Show Internacional 2025

    Começou a 12ª Rondônia Rural Show Internacional 2025

    A 12ª edição da Rondônia Rural Show Internacional (RRSI), maior feira agropecuária da Região Norte, teve sua abertura oficial nesta segunda-feira, 26 de maio de 2025, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. Com o tema “Do Campo ao Futuro”, o evento destaca a força do agronegócio sustentável e inovador, reunindo mais de 650 expositores e projetando movimentar mais de R$ 3 bilhões em negócios até o encerramento em 31 de maio.

    O governador de Rondônia, Marcos Rocha, enfatizou a missão desafiadora de superar os R$ 4,4 bilhões em negócios alcançados na edição anterior. Ele destacou que o estado possui a terceira menor taxa de desemprego do Brasil. E previsão de alcançar o segundo maior crescimento do PIB nacional em 2025. Além disso, ressaltou que Rondônia foi o estado que mais preservou a Amazônia em 2024.

    Abertura da 12ª Rondônia Rural Show Internacional destaca força do agro sustentável e inovador, com expectativa de recorde. Foto: Arthur Amaral/Secom Rondonia

    A feira apresenta uma estrutura aprimorada. Que conta com pavilhões temáticos, vitrines tecnológicas e espaços de exposição que promovem a troca de conhecimento entre produtores, empresários e instituições financeiras. A programação inclui palestras, oficinas e demonstrações práticas, abordando temas como mecanização agrícola, agricultura de precisão, crédito rural e energias renováveis.

    Desenvolvimento para todos

    A secretária de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), Luana Rocha, destacou que a economia forte de Rondônia é resultado de ações que proporcionam oportunidades de desenvolvimento para todos. Ela expressou o desejo de que a feira ultrapasse os recordes de negócios dos anos anteriores.

    O secretário de Estado da Agricultura (Seagri), Luiz Paulo, ressaltou que os investimentos do governo em infraestrutura têm proporcionado segurança para produzir com qualidade e sustentabilidade. Ele afirmou que a RRSI já ultrapassou a movimentação de negócios de outros eventos com mais anos de existência. E assim, consolida-se como a maior feira do agronegócio da Região Norte.

    A feira também serve como vitrine para a produção de Rondônia, que tem se destacado em exportações de carne bovina e café. Em 2024, o estado alcançou recordes nessas exportações. Foram US$ 1,16 bilhão em carne bovina e US$ 130,99 milhões em café, representando um crescimento de 645% em relação a 2023.

    A Rondônia Rural Show Internacional 2025 ocorre até sábado, 31 de maio, das 8h às 18h, no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná. A entrada é gratuita, e o evento oferece uma oportunidade única para produtores, empresários e visitantes conhecerem as últimas inovações e práticas sustentáveis no agronegócio.

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