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  • Citricultura brasileira ganha destaque na Expocitros 2026

    Citricultura brasileira ganha destaque na Expocitros 2026

    A abertura oficial da 51ª Expocitros e da 47ª Semana da Citricultura reuniu autoridades, pesquisadores, produtores e representantes do agronegócio brasileiro no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, interior de São Paulo. O evento ocorre entre os dias 26 e 29 de maio de 2026 e conta com 89 expositores. Além disso, reforça o papel da pesquisa, da inovação e da integração da cadeia produtiva para o fortalecimento da citricultura nacional.

    Promovida no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, unidade de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Agronômico (IAC), a cerimônia começou com o hasteamento das bandeiras e a execução do Hino Nacional. O IAC integra a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

    Compuseram o palco o secretário estadual de Agricultura, Geraldo Melo Filho; a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad; o ex-ministro da Agricultura e embaixador especial da ONU para Agricultura e Alimentação, Roberto Rodrigues; o diretor da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios da APTA, Carlos Nabil Ghobril; o diretor-geral do Instituto Agronômico, Marcos Lândell; e o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Mattos Junior.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Evento reforça integração da cadeia citrícola

    Durante o discurso inicial, o diretor do Centro de Citricultura Sylvio Moreira, Dirceu Mattos Junior, ressaltou a importância histórica da Expocitros para o setor.

    “Desde o nascimento, nunca foi apenas um evento, mas um sistema integrado de colaboração, em que reunimos essa cadeia de produção e tantos atores do agronegócio brasileiro. É o terceiro evento mais tradicional do Brasil. Continuamos existindo após 52 anos de sua criação e temos como propósito ser melhor que o ano anterior”, afirmou.

    Na sequência, o coordenador-geral do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), Marcos Guimarães de Andrade Lândell, destacou a tradição da pesquisa paulista voltada à citricultura.

    “O Instituto Agronômico trabalha há muito tempo com citros, durante todo o século 20 e continuamos ainda mais forte no século 21. Quero parabenizar a todos os pesquisadores e técnicos que nos apoiam e se dedicam para que as coisas sejam realizadas com excelência para que pudéssemos ter uma citricultura tão forte como a que temos hoje”, declarou.

    A prefeita Cristina Saad afirmou que o município amplia sua presença no cenário nacional e internacional por meio da citricultura.

    “Cordeirópolis abre suas portas não só para o Brasil, mas para o mundo através do Centro de Citricultura da nossa cidade. É um orgulho e um prazer muito grande contribuir com tudo isso”, disse.

    Homenagens reconhecem trajetórias do agro

    A solenidade também contou com homenagens voltadas à pesquisa, ao trabalho social e à trajetória de profissionais que contribuíram para o desenvolvimento da citricultura brasileira.

    Neste ano, a entidade social homenageada foi a Acesac (Ação Social e Educativa da Paróquia de Santo Antônio de Cordeirópolis). A presidente da instituição, Célia Aparecida Evangelista Avi, recebeu uma doação entregue por Afonso Nogueira Filho, diretor comercial da Luma Implementos Agrícolas.

    Outro destaque da cerimônia foi a entrega da Medalha do Mérito Científico Dom Pedro II ao ex-ministro Roberto Rodrigues. A honraria reconhece personalidades que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento científico e para o fortalecimento do Instituto Agronômico e do agro paulista.

    Roberto Rodrigues recebe homenagem na abertura da Expocitros 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Após receber a homenagem, Roberto Rodrigues fez um pronunciamento marcado pela emoção e por reflexões sobre o atual momento do país e do agronegócio brasileiro.

    “Eu tenho recebido algumas homenagens que muito me honram e me orgulham. Eu tenho amor pela agricultura, eu gosto de trabalhar com agricultura. Hoje é emoção pura, estou segurando as pontas aqui”, afirmou.

    O ex-ministro também destacou a ligação histórica com o Instituto Agronômico e com o setor citrícola paulista.

    “Vejo aqui diversas gerações, vejo alunos meus que se tornaram meus amigos, e estar aqui, na casa onde eu nasci, realmente me traz muita emoção”, declarou.

    Roberto Rodrigues alerta para momento de crise

    Ao comentar o cenário econômico e produtivo, Roberto Rodrigues avaliou que o agro atravessa um período desafiador. Ainda assim, reforçou confiança no futuro do setor.

    “Vivemos um momento complicadíssimo no Brasil, mas vai passar. É como um tsunami. O problema é quando a onda volta. Quem não estiver com raízes firmes vai embora com ela”, disse.

    Segundo ele, o cenário atual supera outras crises já enfrentadas pelo agronegócio brasileiro.

    “As crises passam, e essa, particularmente, é a maior que eu já vivi, pois não é uma crise nacional, fruto de problemas internos. É muito maior, mais grave e mais violenta, mas vai passar. O futuro é fantástico, portanto, fiquemos vivos”, afirmou.

    Além disso, o tradicional Dia do Citricultor homenageou José de Alencar Matta, produtor rural que construiu sua trajetória na citricultura a partir do trabalho familiar e da expansão das atividades agrícolas no interior paulista.

    O Prêmio GCONCI – Hall da Fama da Citricultura Brasileira foi entregue ao pesquisador Walter dos Santos Soares Filho. O agrônomo é referência nacional em melhoramento genético de citros e atua na Embrapa Mandioca e Fruticultura.

    Já o Prêmio Engenheiro Agrônomo Destaque da Citricultura reconheceu Hamilton Humberto Ramos, pesquisador científico do Instituto Agronômico, com atuação voltada à tecnologia e segurança na aplicação de defensivos agrícolas.

    Pesquisa e inovação ganham espaço no evento

    O Prêmio Centro de Citricultura 2026, com o tema “Inovação para o Futuro da Citricultura”, foi concedido ao AcaroLab, da UNESP/FCAV de Jaboticabal. O laboratório se destaca pelos trabalhos desenvolvidos em manejo integrado de ácaros e pesquisas relacionadas à leprose dos citros.

    Além disso, a programação apresentou resultados inéditos de pesquisas sobre os benefícios do consumo de suco de laranja para a saúde humana. O conteúdo foi exibido em vídeo institucional com participação dos pesquisadores da USP Franco Lajolo e Neuza Hassimotto.

    Foto: PH Lopes/ Agro em Campo

    Durante o encerramento da solenidade, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Geraldo Melo Filho, destacou a importância econômica da citricultura brasileira e o papel estratégico da pesquisa para o avanço do setor.

    “Estar aqui hoje é uma honra, uma satisfação, pela importância do setor, pela importância dos produtores, pelo que a citricultura representa pro Brasil. Estar nesse solo tão fértil, com tanto conhecimento, tecnologia e solução que tanto contribuiu para o agro brasileiro”, afirmou.

    Segundo o secretário, o setor enfrenta um momento delicado, marcado por desafios econômicos e sanitários.

    “O setor como um todo está passando por um momento muito delicado, muito sensível. Produzir nesse momento de crise é algo desafiador, mas envolve pesquisa, tecnologia, acesso a mercado, preços internacionais, sanidade, principalmente contra o greening”, destacou.

    Governo paulista reforça apoio ao produtor

    Geraldo Melo Filho também reforçou a importância do apoio ao produtor rural.

    “O principal papel do Estado é o apoio ao produtor que está exposto a todos os riscos, estar ao lado desse produtor nos momentos de crise e de necessidade”, concluiu.

    Na sequência, a organização realizou o tradicional brinde de encerramento com suco de laranja.

    A 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura seguem até o dia 29 de maio com programação técnica, exposição de tecnologias, debates sobre inovação e apresentações voltadas ao fortalecimento da cadeia citrícola brasileira.

  • FAESP amplia atuação na Agrishow e reforça apoio ao produtor

    FAESP amplia atuação na Agrishow e reforça apoio ao produtor

    A 31ª Agrishow 2026, realizada em Ribeirão Preto (SP), encerrou a edição com R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios e público de 197 mil visitantes. Nesse contexto, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (FAESP) ampliou sua atuação na feira. A entidade priorizou o produtor rural e promoveu capacitação, articulação institucional e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor.

    Segundo o presidente da FAESP, Tirso Meirelles, a feira manteve sua relevância. Além disso, consolidou-se como vitrine tecnológica e espaço de conexão no agronegócio. “A Agrishow é uma feira estratégica para o setor. Nela, inovação e tecnologia se encontram com o produtor rural. É também um ambiente essencial para apresentar iniciativas que contribuam para a evolução do agro paulista”, afirmou.

    Durante os cinco dias de evento, a entidade mobilizou mais de 10 mil produtores rurais paulistas. Eles participaram por meio de 160 caravanas organizadas. Ao mesmo tempo, a FAESP integrou agendas institucionais relevantes. Entre elas, esteve a assinatura de protocolos com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e com a Embrapa. Assim, as parcerias reforçam ações voltadas à produção sustentável, à capacitação e ao desenvolvimento rural.

    Tirso Meirelles, presidente da FAESP – Foto: Divulgação/ FAESP

    Saúde e protagonismo feminino ganham espaço

    Nesta edição, uma das novidades foi a estreia do espaço “Agrishow pra Elas”. A iniciativa foi conduzida pela Comissão Semeadoras do Agro, presidida por Juliana Farah. Dessa forma, a estrutura levou atendimento voltado à saúde das mulheres do campo.

    Ao longo da feira, foram realizados mais de quatro mil atendimentos. Entre os serviços, estavam testes de glicemia, aferição de pressão arterial e exames de bioimpedância. As ações ocorreram por meio do programa “Semear é Cuidar”. Além disso, cerca de mil mulheres participaram das atividades no espaço exclusivo. Elas também estiveram presentes no 4º Mulheres em Ação. O evento reuniu produtoras rurais e lideranças. O objetivo foi discutir capacitação e protagonismo feminino no agro.

    Nos últimos quatro anos, a Comissão Semeadoras do Agro ampliou sua atuação. O número de eventos passou de 29, em 2022, para 140, em 2025. Da mesma forma, a presença territorial cresceu. Os municípios atendidos avançaram de 22 para 109. Consequentemente, o público também aumentou. O total de participantes saltou de 2.500 para 12 mil pessoas.

    Foto: Divulgação/ FAESP

    Formação de jovens e estímulo ao empreendedorismo

    Outro destaque da participação da FAESP foi o Programa Jovem Empreendedor do Agro, desenvolvido pelo SENAR. A iniciativa reuniu cerca de mil jovens. Eles vieram de mais de 30 sindicatos rurais. O programa foca na formação de lideranças. Além disso, promove capacitação em gestão, inovação e planejamento de negócios.

    No campo do empreendedorismo, a parceria entre FAESP/SENAR e Sebrae também teve relevância. Mais de 50 empreendedores e pequenos produtores participaram de um estande dedicado. Nesse espaço, eles expuseram produtos próprios ao público. Com isso, ampliaram oportunidades de mercado. Também fortaleceram suas marcas e acessaram novos canais de comercialização.

    Cultura e conexão com o público

    Além das atividades técnicas, o estande da FAESP contou com atrações culturais. Influenciadores digitais ligados ao agro participaram da programação. O cantor e ator Lucas Lucco também marcou presença. Ao mesmo tempo, o violeiro Altieris Santana realizou apresentações diárias. Ele atua como instrutor do SENAR no interior paulista.

    Assim, a combinação entre conteúdo técnico, serviços e entretenimento ampliou o alcance da entidade. A participação na Agrishow reforçou o papel da FAESP. A atuação integrou produtores, instituições e mercado. Além disso, evidenciou a busca por soluções práticas e estímulo à inovação no campo.

  • Agro paulista cresce 16,7% na China e fatura US$ 6,8 bilhões em 2025

    Agro paulista cresce 16,7% na China e fatura US$ 6,8 bilhões em 2025

    O principal destino do agronegócio de São Paulo continua aquecido: as exportações para o mercado chinês cresceram 16,7% no último ano, somando US$ 6,8 bilhões. O setor de carnes lidera o ranking, mas o café surge como uma das grandes apostas para o futuro, impulsionado pela expansão de gigantes como a Luckin Coffee.

    Fonte: ComexStat, 2025

    O agronegócio paulista reforçou seus laços com a China em 2025. Dados divulgados pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), mostram que o país asiático, que responde por 24% de todas as exportações do setor no estado, movimentou mais de US$ 6,8 bilhões no período. O número representa um salto de 16,7% em comparação com o ano anterior.

    Com esse desempenho, a China consolidou-se como a principal compradora, superando blocos inteiros como a União Europeia (US$ 4,1 bilhões) e potências individuais como os Estados Unidos (US$ 3,5 bilhões). Para o secretário da SAA, Geraldo Melo Filho, os números refletem a força do agro paulista, mas também acendem o alerta para a necessidade de diversificação.

    “Os dados reforçam não apenas o peso da China como parceira comercial, mas também a forte inserção do agro paulista no mercado internacional. O desafio agora é continuar abrindo novos mercados para consolidar relações comerciais e ampliar ainda mais a presença do agro paulista no cenário global”, afirmou o secretário.

    China garante liderança nos principais setores do agro paulista

    A relação comercial vai além dos números gerais. A China é o principal destino nos quatro maiores segmentos da pauta exportadora de São Paulo. O destaque financeiro fica com o setor de carnes, que embarcou US$ 2 bilhões em 2025, um crescimento de 24,6% em relação ao ano anterior.

    Na sequência, aparecem os complexos de soja (US$ 1,6 bilhão, alta de 12%) e o setor sucroalcooleiro (US$ 1,2 bilhão, alta de 24%). “A China lidera em setores estratégicos: 18% do nosso setor sucroalcooleiro, 29,8% das carnes, 22,8% da soja e 17% dos produtos florestais. É um parceiro incontornável para o agro paulista”, detalhou o diretor da Diretoria de Pesquisa do Agronegócios (APTA) da SAA, Carlos Nabil.

    Luckin Coffee e o apetite chinês pelo café paulista

    Se as carnes e a soja são a base sólida da balança comercial, o café surge como a grande oportunidade de crescimento. Em 2025, a China importou 5,6 mil toneladas do café paulista, um movimento que já coloca o país asiático entre os 10 maiores clientes do produto.

    O pesquisador do IEA, Celso Vegro, explica que o salto no consumo local é o grande motor dessa alta. “O consumo per capita de café na China saiu de 4 a 5 xícaras em 2020 para 16 a 22 xícaras em 2025. É um mercado que deve se consolidar como um dos principais clientes nos próximos anos”, projetou Vegro.

    Grande parte desse avanço se deve à expansão acelerada da gigante chinesa Luckin Coffee. Fundada em 2017, a rede saltou de 8 mil lojas no início de 2023 para impressionantes 20 mil unidades atualmente, segundo o analista de mercado da StoneX, Fernando Maximiliano.

    E os exportadores brasileiros surfaram nessa onda. De acordo com o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcos Matos, o país asiático é estratégico justamente por esse potencial de crescimento, principalmente entre os jovens. “A bebida vem conquistando espaço, associada a conveniência, socialização e status. Hoje, 50% de todo o café que a Luckin Coffee compra é do Brasil. O resto é dividido com outros países”, revelou Matos.

    Mercado global e resiliência da carne

    Enquanto o café expande fronteiras, a carne brasileira mantém sua solidez. Para o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, o resultado positivo de 2025 veio apesar de um cenário internacional conturbado.

    “Mesmo com um cenário mais desafiador, marcado por questões geopolíticas e pela menor produção de carne em vários países, a carne bovina brasileira chega a 177 países. Isso ajuda a sustentar o ritmo dos embarques e a presença do produto nos principais mercados”, afirmou Perosa.

  • São Paulo premia municípios por boas práticas no agro

    São Paulo premia municípios por boas práticas no agro

    O Governo de São Paulo entregou, nesta segunda-feira (15), no Palácio dos Bandeirantes, o Prêmio Município Agro Paulista – Edição 2025, que certificou 125 prefeituras por boas práticas de gestão no campo. Ao mesmo tempo, o Estado destinou R$ 6 milhões em repasses financeiros para fortalecer políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural.

    Nesta edição, 90 municípios receberam recursos financeiros, enquanto outros 35 foram certificados sem premiação em dinheiro. O programa reconhece iniciativas ligadas à governança, sustentabilidade, planejamento territorial, inovação e capacidade de execução no meio rural.

    Durante a cerimônia, o governador Tarcísio de Freitas destacou a relevância do setor agropecuário paulista. “São Paulo é grande porque o agro de São Paulo é forte. Produzimos mais, preservamos mais e avançamos com tecnologia”, afirmou.

    Divisão por PIB garante equilíbrio entre municípios

    Para garantir comparação justa entre cidades de diferentes portes, o Prêmio Município Agro Paulista mantém a divisão dos participantes em três grupos, definidos pelo Produto Interno Bruto (PIB) municipal.

    O Grupo 1 reúne municípios com PIB entre R$ 3 bilhões e R$ 90 bilhões. Já o Grupo 2 contempla cidades com PIB entre R$ 500 milhões e R$ 3 bilhões. Por fim, o Grupo 3 inclui prefeituras com PIB entre R$ 30 milhões e R$ 500 milhões.

    Dentro de cada grupo, os três primeiros colocados receberam R$ 200 mil, R$ 150 mil e R$ 100 mil, respectivamente. Além disso, outras cidades foram contempladas com valores entre R$ 50 mil e R$ 70 mil, conforme a pontuação obtida.

    Veja os vencedores do Prêmio Município Agro Paulista 2025

    Grupo 1

    • 1º Piracicaba
    • 2º Limeira
    • 3º Jundiaí

    Grupo 2

    • 1º Adamantina
    • 2º Pedreira
    • 3º Itápolis

    Grupo 3

    • 1º Joanópolis
    • 2º Timburi
    • 3º Pracinha

    Recursos reforçam ações estruturantes no campo

    Os valores repassados costumam financiar projetos como modernização das Casas da Agricultura, conservação de solo e água, recuperação de estradas rurais e ações de segurança alimentar. Além disso, os recursos ampliam o acesso dos produtores a mercados formais.

    Nesse contexto, mais de 60% da pontuação do programa considera critérios de gestão. Entre eles estão eficiência dos serviços agropecuários, atuação das equipes técnicas e qualidade da assistência oferecida ao produtor rural.

    Programa amplia alcance e investimentos

    Criado para estimular agendas estratégicas no meio rural, o programa ganhou novo formato em 2024. A divisão por PIB ampliou o alcance dos recursos e aumentou a competitividade entre os municípios.

    Em 2023, o Estado certificou 107 cidades. No ano seguinte, esse número subiu para 118. Agora, em 2025, o Prêmio Município Agro Paulista atinge o maior patamar da história, com 125 certificações, 90 municípios premiados e R$ 6 milhões investidos.

    Além disso, o governo firmou parceria com o Instituto Áquila para modernizar a metodologia do programa. A iniciativa prevê novos indicadores e uso de inteligência artificial na avaliação.

    Regularização fundiária e novos investimentos

    Durante o evento, o Estado assinou o decreto que cria o novo Programa Paulista de Regularização de Terras. A medida moderniza procedimentos e amplia a atuação da Fundação Itesp.

    Ao mesmo tempo, o governo anunciou o Projeto Agro Paulista Mais Verde – Microbacias III, que deve mobilizar R$ 1,2 bilhão em seis anos. A iniciativa deve beneficiar mais de 120 mil produtores, com foco na agricultura familiar.

    Por fim, o Estado firmou convênios para novas unidades do Cozinhalimento e apresentou ações ligadas à sustentabilidade e à infraestrutura rural.

  • UNICA e CETESB unem forças por energia limpa

    UNICA e CETESB unem forças por energia limpa

    A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) e a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) firmaram, nesta terça-feira (4), um acordo de cooperação técnica que inaugura uma nova etapa de modernização regulatória, qualificação profissional e eficiência ambiental no setor sucroenergético paulista.

    A assinatura ocorreu durante o Summit Agenda SP + Verde, promovido pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Com isso, o acordo representa um avanço estratégico para fortalecer a segurança jurídica, incentivar a economia circular e acelerar a transição energética no estado.

    Regulação e inovação ambiental

    O documento estabelece uma agenda conjunta voltada à atualização técnica e à revisão de parâmetros ambientais, de modo a modernizar a gestão de resíduos da produção de etanol e açúcar. Além disso, a iniciativa busca ampliar o uso de biomassa como fonte renovável de energia, promovendo práticas de reaproveitamento industrial e fortalecendo a cadeia verde.

    Segundo Evandro Gussi, presidente da UNICA, a modernização regulatória reforça o papel do setor na economia de baixo carbono. “A produção sustentável de energia renovável pela cadeia sucroenergética tem ganhado novos contornos, com a ampliação dos energéticos extraídos da biomassa e a intensificação de práticas de economia circular, com o uso da vinhaça, da torta de filtro e, no futuro, o aproveitamento de resíduos de outros setores.”

    As diretrizes em construção tratam, por exemplo, do uso eficiente da vinhaça e das águas residuárias, bem como da definição de parâmetros técnicos para o emprego de Combustível Derivado de Resíduos (CDR) em caldeiras industriais. Desse modo, o acordo busca fortalecer o reaproveitamento de subprodutos, estimular o uso de biofertilizantes e apoiar iniciativas que convertam resíduos em energia limpa.

    Formação técnica e segurança regulatória

    Além da revisão regulatória, o acordo também avança na formação e capacitação profissional. Em parceria com a UNICA, a Escola Superior da CETESB lançará um curso de licenciamento ambiental voltado a engenheiros, gestores e técnicos do setor.

    A primeira turma deve reunir mais de 80 participantes. Assim, o projeto evidencia a forte demanda por atualização técnica e segurança regulatória. Para Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da UNICA, o interesse demonstra o engajamento do setor com a agenda sustentável. “A rápida adesão ao programa reflete a confiança do setor no diálogo técnico com a CETESB. A capacitação das equipes é fundamental para fortalecer o modelo de desenvolvimento de baixo carbono e impulsionar a transição energética.”

    Cooperação e acompanhamento técnico

    Para Thomaz Toledo, diretor-presidente da CETESB, a parceria simboliza uma nova etapa de diálogo entre o órgão ambiental e a indústria. “O setor sucroenergético é uma peça-chave na transição energética do estado de São Paulo. Essa parceria é um marco no diálogo entre a CETESB e a indústria. Com isso podemos estabelecer mecanismos mais modernos, seguros e alinhados com as práticas internacionais de economia circular.”

    O acordo terá vigência inicial de 12 meses, podendo ser prorrogado. Além disso, a execução será acompanhada por um Comitê Técnico de Cooperação, composto por especialistas das duas instituições, responsável por supervisionar as entregas, propor planos de trabalho e monitorar resultados.

    Dessa forma, a iniciativa consolida um modelo de governança ambiental mais eficiente e colaborativo, reforçando o protagonismo do estado de São Paulo na transição energética e no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o futuro do agro.

  • Agrishow: Governo de SP anuncia R$ 600 milhões para o agro

    Agrishow: Governo de SP anuncia R$ 600 milhões para o agro

    O Governo de São Paulo anunciou um pacote de R$ 600 milhões em investimentos para fortalecer o agronegócio paulista. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (28), durante a abertura da 30ª edição da Agrishow, em Ribeirão Preto. Segundo o governador Tarcísio de Freitas, o pacote complementa os mais de R$ 1 bilhão aplicados nos últimos dois anos.

    Seguro rural

    Entre os destaques está o reforço ao seguro rural. Em resumo, o governo vai destinar R$ 100 milhões, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), para subvenções aos produtores. Ou seja, o recurso cobre parte do valor pago pelos agricultores ao segurar suas lavouras contra perdas causadas por eventos climáticos extremos. Em 2024, o mesmo programa beneficiou 21 mil produtores rurais. Agora, a meta é dobrar esse número, segundo o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

    Logística Rural

    Outro eixo estratégico é o lançamento do programa Logística Rural. Com investimento de R$ 200 milhões, o Estado vai recuperar mil quilômetros de estradas até 2026. Além disso, a ação prevê a construção de pontes, centros de distribuição e melhorias no escoamento da produção agrícola. Ao mesmo tempo, o programa estimula o turismo rural e amplia o acesso da população a serviços de saúde e educação. “Queremos facilitar a vida de quem vive e trabalha no campo”, afirmou Piai.

    Pró-Trator

    O Pró-Trator, programa de crédito para aquisição de maquinário agrícola, também recebeu novos recursos. Em geral, serão R$ 50 milhões em subvenções, com juros reduzidos para pequenos e médios produtores. Além disso, o programa agora contempla cooperativas rurais, ampliando o alcance da linha de crédito. O pacote inclui ainda R$ 60 milhões em investimentos por meio de Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC). Em resumo, o objetivo é ampliar a infraestrutura logística e fomentar o setor de biocombustíveis.

    Até o fim de maio, o governo prevê liberar mais R$ 55 milhões para um segundo FIDC. Esse novo fundo será voltado exclusivamente ao desenvolvimento sustentável no campo. Ao todo, os aportes em FIDCs somam R$ 115 milhões. A estrutura dos fundos utiliza o mercado de capitais para financiar cadeias produtivas sustentáveis no interior paulista. O patrimônio líquido já alcança R$ 215 milhões. A expectativa é atrair outros R$ 250 milhões de investidores privados.

    Segundo Tarcísio de Freitas, São Paulo aposta na transição energética para impulsionar o agro. O governador destacou o potencial do Brasil na produção de biocombustíveis como etanol, biometano e hidrogênio verde. “Temos tecnologia e mão de obra qualificada para liderar essa nova economia”, disse Tarcísio. Ele ressaltou o papel da cana-de-açúcar na economia circular, com aproveitamento integral da matéria-prima.

    Linha Agromáquinas

    A Desenvolve SP, agência de fomento do Estado, também ampliou o crédito para aquisição de máquinas agrícolas. Ou seja, a nova Linha Agromáquinas conta com R$ 50 milhões e oferece financiamento com prazos de até 60 meses e juros baixos.

    Outras linhas específicas, operadas via Feap, somam R$ 110 milhões. Em geral, os recursos atendem cadeias produtivas como leite, orgânicos, pesca e irrigação. Há ainda crédito exclusivo para mulheres agricultoras, lançado em 2024. “Estamos na Agrishow com uma missão clara: apoiar quem investe e inova no campo”, afirmou o diretor-presidente da Desenvolve SP, Ricardo Brito.

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  • Governo de SP fortalece agro paulista com novos programas

    Governo de SP fortalece agro paulista com novos programas

    Com o objetivo de impulsionar o agro paulista no interior, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo apresentou seus principais programas e ações para as 645 prefeituras paulistas no evento “Diálogo com Municípios”, realizado no Palácio dos Bandeirantes na última quinta-feira (06/02).

    O governador Tarcísio de Freitas ressaltou a importância da parceria com os municípios para o desenvolvimento do setor: “É importante falar um pouco do cenário e dos principais programas de governo para começar essa aproximação. Queremos estar ao lado dos municípios, das prefeituras, para levar à população a melhor gestão possível”.

    Ações e programas em destaque:

    • Regularização Fundiária: O Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) apresentou os avanços na regularização fundiária, com 3,4 mil propriedades regularizadas desde 2023, totalizando mais de 130 mil hectares em 2024.
    • Agro SP + Seguro: Foram apresentados os kits de combate a incêndio para auxiliar na vigilância, prevenção e combate a queimadas em áreas rurais.
    • Município Agro: O programa que premia as melhores iniciativas municipais na agropecuária, disponibilizou R$ 5 milhões para 117 cidades em 2024.
    • Cozinhalimento: A iniciativa que promove segurança alimentar e capacitação, já conta com 251 cozinhas espalhadas pelo estado. A meta é alcançar 305 até o final de 2026.
    • Novo Programa de Logística Rural: Visando melhorar a infraestrutura rodoviária rural, foi apresentado um novo programa de agrologística.
    • Catálogo de Compostagem Orgânica Sustentável: Um equipamento capaz de gerar 300 quilos de adubo por dia de forma sustentável foi apresentado.

    O secretário Executivo de Agricultura e Abastecimento, Edson Fernandes, enfatizou a importância da plataforma digital para que as prefeituras conheçam os programas da Secretaria. E também identifiquem os principais problemas da produção agropecuária em suas cidades.

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  • Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    Agro paulista cresce 11,2% e lidera exportações nacionais

    São Paulo mantém a liderança nas exportações do agronegócio brasileiro. O setor paulista registrou alta de 11,2% entre janeiro e outubro de 2024, alcançando US$ 25,77 bilhões. No mesmo período, as importações somaram US$ 4,74 bilhões, resultando em um superávit de US$ 21,03 bilhões. Ou seja, esse saldo reforça a importância do agronegócio para a economia estadual.

    O levantamento, conduzido por Carlos Nabil Ghobril, coordenador da Apta, e pesquisadores do Instituto de Economia Agrícola (IEA), destaca que o setor agro respondeu por 43,6% das exportações paulistas no período. As importações do segmento representaram 7,4% do total estadual.

    Enquanto isso, os demais setores da economia estadual acumularam um déficit de US$ 26,13 bilhões, evidenciando o papel do agronegócio na redução do saldo negativo da balança comercial paulista.

    Principais produtos e crescimento

    Cinco grupos de produtos concentraram 79,8% das exportações agropecuárias paulistas:

    • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação (US$ 10,48 bilhões), com o açúcar representando 93% desse total.
    • Carnes: 11,2% de participação (US$ 2,89 bilhões), lideradas pela carne bovina (84,1%).
    • Produtos florestais: 10,3% de participação (US$ 2,66 bilhões), com destaque para celulose (55,2%).
    • Sucos: 9,1% de participação (US$ 2,34 bilhões), sendo 98,2% de suco de laranja.
    • Complexo soja: 8,5% de participação (US$ 2,18 bilhões), com 77,1% de soja em grão.

    Ao mesmo tempo, o café registrou alta de 41,4%, somando US$ 1,06 bilhão, com destaque para o café verde (71,7%). Outras altas incluem sucos (+30,6%), complexo sucroalcooleiro (+23,9%) e produtos florestais (+18,9%). Já o complexo soja sofreu queda de 35%, impactado por variações de preço e volume exportado.

    Importações e participação nacional

    Nas importações, os principais produtos foram salmão (US$ 383,63 milhões), papel (US$ 340,14 milhões) e trigo (US$ 271,41 milhões). Juntos, os dez itens mais importados somaram US$ 2,09 bilhões, ou 44,2% das importações agropecuárias paulistas.

    No cenário nacional, São Paulo respondeu por 18,4% das exportações do agronegócio brasileiro, superando Mato Grosso (16,9%) e Paraná (11,3%). O estado lidera as exportações de sucos (83,7%), complexo sucroalcooleiro (63,1%) e produtos alimentícios diversos (73,9%).

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    Balança comercial brasileira

    O agronegócio brasileiro acumulou superávit de US$ 123,78 bilhões até outubro de 2024, apesar de uma leve redução de 1,6% em comparação ao ano anterior. Em resumo, as exportações setoriais somaram US$ 140,02 bilhões, representando 49,3% das vendas externas do país.

    Os principais grupos exportados foram complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,31 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões). Portanto, juntos, esses produtos concentraram 80,3% das exportações do agronegócio brasileiro.

    Destaques incluem aumentos nas vendas de café (+51,0%) e complexo sucroalcooleiro (+26,6%). Por outro lado, o complexo soja registrou queda de 16,8%, refletindo oscilações no mercado internacional.