Tag: Agro mineiro

  • Cadeia de carnes impulsiona crescimento do agronegócio mineiro

    Cadeia de carnes impulsiona crescimento do agronegócio mineiro

    O agronegócio de Minas Gerais registrou forte crescimento em 2025, impulsionado principalmente pela cadeia de carnes. Entre os segmentos de destaque, a bovinocultura de corte alcançou um dos melhores desempenhos do setor, com Valor Bruto da Produção (VBP) estimado em R$ 18,1 bilhões. O resultado representa um avanço de 14% em comparação ao ano anterior.

    Os números integram o Relatório Executivo do Agronegócio de Minas Gerais 2025, divulgado pelo Governo de Minas por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Além disso, o documento reúne indicadores econômicos e análises das principais cadeias produtivas do estado.

    Segundo o levantamento, o desempenho positivo reforça a relevância da pecuária mineira para a economia estadual. Ao mesmo tempo, evidencia o fortalecimento do setor agropecuário, que segue como um dos motores do desenvolvimento em Minas Gerais.

    O estudo contempla diferentes áreas da produção agroindustrial. Entre elas estão as cadeias do café, cana-de-açúcar, etanol, açúcar e dos grãos, incluindo algodão, feijão, milho, soja e sorgo.

    Além disso, o relatório também analisa a fruticultura, com destaque para culturas como abacate, banana, laranja, limão e morango. Já no segmento da olericultura, aparecem produtos como alho, batata inglesa, cebola, cenoura e tomate.

    Na área da pecuária, o levantamento aborda atividades como bovinocultura de corte, produção de leite, avicultura, suinocultura, equideocultura e criação de tilápia. Por outro lado, o documento também inclui dados da silvicultura, especialmente relacionados ao cultivo de eucalipto.

    Com isso, o relatório reforça a diversidade e a força do agronegócio mineiro, que mantém participação estratégica na produção nacional de alimentos e matérias-primas.

  • Agronegócio mineiro bate recorde em exportações

    Agronegócio mineiro bate recorde em exportações

    O agronegócio mineiro estabeleceu novo recorde de exportações ao alcançar US$ 12,8 bilhões no acumulado de janeiro a agosto de 2025, registrando crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado mantém Minas Gerais na terceira posição entre os maiores exportadores de produtos agropecuários do país, representando 12% da receita nacional do setor.

    Os produtores mineiros embarcaram 11,6 milhões de toneladas de produtos para o exterior, volume 8,7% menor que o registrado no mesmo período de 2024. Mais de 590 diferentes produtos agropecuários mineiros chegaram a 174 países, com a China liderando como principal destino (26%), seguida por Estados Unidos (11%), Alemanha (8%), Itália e Japão (ambos com 5%).

    Valorização de preços impulsiona crescimento

    A assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Manoela Teixeira, atribui a expansão da receita à valorização do preço médio dos produtos agropecuários. “O setor exportador vem conquistando novos mercados ou ampliando presença em rotas alternativas, como Filipinas, México e Chile, que surgem como destinos estratégicos para proteínas mineiras”, explica a especialista.

    Teixeira destaca que esse movimento demonstra a capacidade de adaptação dos exportadores mineiros diante de mudanças nas condições de acesso a mercados tradicionais. A diversificação de destinos fortalece a posição competitiva do estado no cenário internacional.

    Café consolida liderança absoluta

    O café, principal produto de exportação do agro mineiro, gerou receita de US$ 6,88 bilhões, representando mais da metade do faturamento total do setor. O desempenho registrou salto impressionante de 52% em relação ao mesmo período de 2024. Impulsionado pela valorização dos preços, câmbio favorável e manutenção da qualidade reconhecida internacionalmente.

    Minas Gerais responde sozinho por cerca de 70% das exportações brasileiras de café, confirmando sua liderança absoluta no segmento. A qualidade dos grãos mineiros consolida o estado como referência mundial no fornecimento do produto.

    Complexo soja enfrenta retração

    O complexo soja, que inclui grãos, óleo e farelo, registrou receita de US$ 2,4 bilhões com o embarque de 6 milhões de toneladas. O setor apresentou queda de 18% na receita e 10% no volume exportado em comparação com o período anterior, refletindo desafios específicos do mercado internacional.

    O complexo sucroalcooleiro movimentou 3 milhões de toneladas e gerou US$ 1,2 bilhão em receitas, registrando queda de 18,3% no faturamento. A retração reflete ajustes no mercado internacional de açúcar e etanol que impactaram as vendas mineiras.

    Carnes mantêm performance sólida

    O setor de carnes, que engloba proteína bovina, suína e de frango, alcançou receita de US$ 1,2 bilhão com volume total de 324 mil toneladas embarcadas. A demanda chinesa permanece como motor essencial desse segmento, complementada pela expansão dos embarques para países do Oriente Médio, que se mostram mercados promissores para as proteínas mineiras.

    Os produtos florestais, incluindo celulose, madeira e papel, geraram aproximadamente US$ 653 milhões em receitas com volume embarcado de 1 milhão de toneladas. O segmento mantém participação estável na pauta exportadora do estado, atendendo demanda internacional por produtos sustentáveis.

  • Agro mineiro 2025: exportações batem recorde com US$ 9,8 bi

    Agro mineiro 2025: exportações batem recorde com US$ 9,8 bi

    Mesmo com menos carga saindo dos portos, o agro mineiro 2025 surpreendeu e bateu recorde de faturamento. Entre janeiro e junho, o estado arrecadou US$ 9,8 bilhões, crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano passado. O desempenho consolidou Minas como o terceiro maior exportador do agro brasileiro. O resultado consolidou Minas como terceiro maior exportador do agro brasileiro, atrás apenas de São Paulo e Mato Grosso.

    Por outro lado, o volume de produtos enviados lá pra fora caiu. Foram 8,5 milhões de toneladas, o que representa uma retração de 9% frente ao primeiro semestre de 2024. Ou seja, vendeu-se menos, mas por muito mais.

    “O agronegócio mineiro apresentou bons resultados, mesmo diante de um cenário internacional desafiador, marcado por tarifações dos EUA, câmbio instável e gargalos logísticos”, afirma Maíra Ferman, assessora técnica da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    De Minas para o mundo

    Ao todo, mais de 560 tipos de produtos agropecuários cruzaram fronteiras rumo a 169 países. A China, como de costume, lidera o destino das exportações mineiras, absorvendo 25,4% do total. Em seguida vêm Estados Unidos (12%), Alemanha (8,1%), Itália (5,5%) e Japão (4,6%).

    Segundo Ferman, a resiliência mineira foi essencial: “Souberam aproveitar a valorização dos preços e a escassez global em alguns segmentos, especialmente com mercados mais exigentes”.

    Café: o ouro preto mineiro

    Não dá pra falar de agro em Minas sem citar o café, grande estrela da balança comercial rural. No primeiro semestre, o grão respondeu por impressionantes 56% de toda a receita do agro mineiro, com faturamento de US$ 5,5 bilhões — uma disparada de 61% em relação ao ano anterior.

    Por outro lado, o volume exportado recuou: foram 13,7 milhões de sacas, o que representa queda de 8,8% na comparação com 2024. Ainda assim, o desempenho foi positivo. A explicação está nos preços em alta, impulsionados por uma oferta global reduzida e, ao mesmo tempo, pelo maior apetite de mercados tradicionais, como EUA, Alemanha, Itália, Japão e Bélgica.

    Carnes em alta, com destaque pra bovina

    O setor de carnes também deu as caras no pódio. Juntas, as carnes bovina, suína e de frango somaram US$ 831,6 milhões, com aumento de 16,8% no valor e 4,5% no volume exportado, que atingiu 238,6 mil toneladas.

    A carne bovina, claro, puxou a fila com força. O bom desempenho tem sido impulsionado por mercados mais abertos e câmbio favorável.

    Cana amarga

    Se por um lado o café adoçou a balança, o setor sucroalcooleiro trouxe um gosto mais amargo. A receita caiu 29,3%, fechando o semestre com US$ 714,4 milhões, mesmo com 1,6 milhão de toneladas exportadas. O setor vem sentindo o baque da concorrência internacional e da oscilação nos preços do açúcar e do etanol.

    Florestais em retração

    Os produtos florestais também perderam força. As exportações somaram US$ 528 milhões, com recuo de 9%. Em termos de volume, foram 848 mil toneladas, resultado abaixo das expectativas diante da desaceleração do mercado externo.

    Soja tropeça no caminho

    O complexo soja, que engloba grãos, óleo e farelo, também enfrentou um semestre morno. No total, o faturamento chegou a US$ 1,91 bilhão, o que representa uma queda de 16,4% no valor e de 7,5% no volume, que fechou em 4,8 milhões de toneladas.

    Esse desempenho fraco, entretanto, tem explicações claras. O setor sentiu o baque da safra recorde no Brasil, que elevou a oferta interna e, consequentemente, reduziu os preços no mercado internacional. Além disso, houve um esfriamento da demanda chinesa nos primeiros meses do ano, o que contribuiu para ampliar ainda mais a pressão sobre os preços e os embarques.

    Minas Gerais, com seus vales férteis e serras perfumadas de café, mostrou mais uma vez que sabe dançar conforme a música do mercado global, mesmo quando a partitura desafina. E se depender da estratégia e da tradição mineira, o agro local deve continuar firme no compasso da exportação.

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  • Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    Festival do Queijo Artesanal de Minas celebra cultura e inovação

    A 7ª edição do Festival do Queijo Artesanal de Minas começou nesta quarta-feira (12/06) em Belo Horizonte, reunindo tradição, gastronomia e inovação no Parque de Exposições da Gameleira. O evento, que segue até 14 de junho. E destaca a riqueza dos sabores e saberes mineiros, contando com o apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

    Foto: Diego Vargas / Ascom / Seapa

    Com mais de 60 expositores, o Festival do Queijo Artesanal de Minas reforça o papel de Minas Gerais como referência nacional na produção de queijos artesanais. Segundo o secretário de Agricultura, Thales Fernandes, “são 16 regiões caracterizadas e praticamente todos os queijos mineiros regulamentados”. Ele destacou ainda a entrega do registro de inspeção sanitária ao primeiro produtor de Queijo Cabacinha, apenas 30 dias após a regulamentação oficial em Pedra Azul, como exemplo do compromisso do Estado com a qualidade e a inovação no setor.

    Registro inédito para o Queijo Cabacinha

    O produtor José Alves dos Santos, de Joaíma, no Vale do Jequitinhonha, tornou-se o primeiro em Minas Gerais a receber o registro de inspeção sanitária para comercialização do Queijo Artesanal Cabacinha. A conquista foi viabilizada pelo trabalho conjunto de instituições como Seapa, IMA, Epamig e Emater, por meio do Projeto Queijo Minas Legal. Com o Selo Arte, o tradicional queijo cabacinha agora pode ser vendido em todo o Brasil. Fortalecendo a cadeia produtiva local e ampliando o acesso ao mercado nacional.

    O produtor de Queijo Cabacinha José Alves e a esposa Rita de Cássia Trindade Alves. Foto: FAEMG

    O subsecretário de Política e Economia Agropecuária, Gilson Sales, ressaltou que o festival aproxima produtores e consumidores. E promove os queijos artesanais em sua forma mais autêntica, incentivando a profissionalização do setor. O evento impulsiona a transformação da cadeia produtiva, estimula o consumo e cria novas oportunidades de mercado para os produtores mineiros.

    Atrações e programação

    Mais de 30 produtores participam do evento, oferecendo degustações, vendas e contato direto com o público. Entre as atrações, estão a Cozinha Show — com chefs renomados apresentando receitas criativas com queijo mineiro —, oficinas e palestras sobre técnicas de produção, certificação e tendências do mercado. O público também pode participar da eleição do “Melhor Queijo do Festival” por meio de degustações às cegas, valorizando os destaques desta edição.

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  • Federações mineiras se unem em ações colaborativas

    Federações mineiras se unem em ações colaborativas

    Líderes dos setores agropecuário, comércio e indústria de Minas Gerais reuniram-se na sede do Sistema Faemg Senar, em Belo Horizonte. O objetivo foi discutir estratégias colaborativas visando o desenvolvimento econômico do estado. A reunião foi conduzida por Antônio de Salvo, presidente do Sistema Faemg Senar, e contou com a participação de Flávio Roscoe, presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e Nadim Donato, presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG), além de outros representantes das instituições.

    Este encontro marca o início de uma série de ações colaborativas planejadas para 2024, com o objetivo de fortalecer a economia mineira e garantir o crescimento sustentável dos setores produtivos. Entre os eventos destacados, está a Semana Internacional do Café (SIC) 2024. As três federações unirão esforços para promover produtos e serviços, visando melhorar a performance do setor cafeeiro de Minas Gerais.

    “Gostaria de agradecer a presença da Fiemg e da Fecomércio aqui em nossa sede. Vamos continuar juntos, estreitando nosso relacionamento e trabalhando em iniciativas relevantes. Nosso objetivo é potencializar as feiras, exposições e demais eventos, para que tenhamos um alinhamento ainda maior entre as três federações, com benefícios para toda a cadeia produtiva”, ressaltou Antônio de Salvo.

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    Também participaram da reunião os vice-presidentes do Sistema Faemg Senar, Renato Laguardia e Ebinho Bernardes, os superintendentes Celso Furtado Júnior e Adriano Cunha, e o chefe de gabinete, Silas Canedo.

    Sobre as Federações Mineiras

    O Sistema Faemg Senar é uma entidade que representa os interesses dos produtores rurais de Minas Gerais. Ele oferece serviços de formação profissional e assistência técnica para o desenvolvimento sustentável da agropecuária no estado.

    A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) atua na promoção do desenvolvimento industrial. Seu objetivo é apoiar empresas com serviços que vão desde a qualificação profissional até a inovação tecnológica.

    Já a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) representa os empresários do setor terciário. Defende seus interesses e oferecendo suporte para o crescimento e a competitividade dos negócios.