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  • Juros altos, crédito difícil: a aposta da YANMAR para vender mais em 2026

    Juros altos, crédito difícil: a aposta da YANMAR para vender mais em 2026

    O ambiente do agronegócio brasileiro em 2026 não está fácil. Taxas de juros elevadas, crédito rural mais restrito, incertezas em torno do Plano Safra e um produtor visivelmente mais cauteloso na hora de investir. Esse é o cenário que a YANMAR, multinacional japonesa de máquinas e soluções compactas, decidiu enfrentar com uma estratégia que vai além de simplesmente apresentar produtos na Agrishow.

    A empresa projeta crescimento de 20% nas vendas durante a feira, em comparação ao ano passado. Para o ano como um todo, a estimativa é mais conservadora: alta de cerca de 5% em relação a 2025. A diferença entre os dois números diz muito sobre o momento.

    O que está travando os investimentos no campo

    Antes de entender o que a YANMAR está fazendo, vale entender o que está segurando o produtor.

    O cenário macroeconômico global continua pressionando. Tensões geopolíticas afetam cadeias de suprimento, os juros no Brasil continuam em patamares elevados e o acesso ao crédito rural ficou mais seletivo. Para completar, muitos produtores esperam as definições do Plano Safra antes de tomar qualquer decisão de compra maior.

    É exatamente nesse contexto que a YANMAR tenta se posicionar como solução, não apenas como fornecedora de equipamentos.

    “Sabemos que o produtor está mais cauteloso neste momento, avaliando melhor seus investimentos diante das incertezas do cenário macroeconômico. Por isso, nossa estratégia na feira é justamente integrar soluções: apresentar um portfólio completo, aliado a condições comerciais competitivas, que facilitem a tomada de decisão”, afirma Anderson Oliveira, gerente Comercial da YANMAR South America.

    O portfólio que a empresa vai apresentar

    A YANMAR chega à Agrishow com uma proposta que cruza fronteiras entre setores. De um lado, as máquinas agrícolas tradicionais, como tratores e colheitadeiras de grãos. De outro, equipamentos da construção civil com aplicação direta no campo: miniescavadeiras, minipás carregadeiras e rompedores hidráulicos.

    Somam-se a isso motores industriais, utilizados inclusive por outras marcas do setor, e grupos geradores voltados à autonomia energética das propriedades. Esses geradores também aparecem como suporte para uma demanda crescente: o carregamento de drones pulverizadores.

    A ideia é que o produtor encontre, em um único estande, soluções para frentes muito diferentes da operação rural. Não é um portfólio genérico, mas uma tentativa de cobrir gargalos reais que vão desde a lavoura até a infraestrutura da propriedade.

    Condições financeiras como argumento

    Este é, provavelmente, o ponto central da estratégia para a Agrishow. Com o crédito caro e escasso, a empresa estruturou um leque de condições financeiras em parceria com DLL, Bradesco e Âncora Consórcios.

    Para tratores e colheitadeiras cabinadas, as taxas vão de 4,49% a.a. a 11,72% a.a., com prazos entre 2 e 7 anos e entradas de 0% a 15%. As linhas disponíveis incluem Pronaf, CDC, Moderfrota e Pronamp, além de condições promocionais com entrada zero e taxas a partir de 4,91% a.a.

    Já para os equipamentos de construção civil, as condições são distintas: a partir de 0,99% a.a., com prazos de até 5 anos e carência de até 3 meses. Para quem prefere o consórcio, há planos para tratores e miniescavadeiras com taxas de administração entre 9,99% e 14%, em modalidades com parcela integral ou reduzida até a contemplação.

    Na prática, a empresa tenta tornar a decisão de compra viável mesmo para quem está com o caixa pressionado.

    Planos de manutenção: o negócio que começa depois da venda

    Além das máquinas e do financiamento, a YANMAR apresentará planos de manutenção estruturados em três níveis, pensados para garantir que os equipamentos permaneçam operando sem interrupções desnecessárias.

    O Plano Bronze é o mais básico, com peças originais voltadas à manutenção preventiva. O Plano Prata adiciona lubrificantes originais à equação. Já o Plano Ouro é o mais completo: inclui peças, lubrificantes, mão de obra autorizada e uma série de diferenciais como telemetria básica gratuita (para máquinas que possuem o sistema disponível), análise de óleo a cada 1.000 horas, prioridade no atendimento técnico, histórico técnico registrado e agendamento preferencial.

    “Com essas estratégias, queremos reforçar nossa parceria com o produtor rural, oferecendo não apenas máquinas, mas um ecossistema completo de soluções voltadas à eficiência, produtividade e sustentabilidade financeira no campo”, conclui Oliveira.

    A ideia por trás dos planos é clara: uma máquina parada no meio da safra representa prejuízo direto. Antecipar revisões e ter suporte garantido é, para muitos produtores, tão importante quanto a decisão de compra em si.

    O que a YANMAR está apostando, no fundo

    A estratégia da empresa para a Agrishow 2026 revela algo que vai além da expectativa de crescimento de 20%. Em um mercado onde o crédito é caro e o produtor está mais exigente, a aposta é que oferecer apenas o produto não é mais suficiente.

    A combinação de portfólio diversificado, condições financeiras acessíveis e planos de manutenção representa uma tentativa de capturar o cliente em diferentes momentos da decisão: na compra, no financiamento e na manutenção ao longo do tempo. É uma lógica de ecossistema que, dependendo da execução, pode transformar uma venda pontual em uma relação de longo prazo.

  • Governo lança R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas na Agrishow 2026

    Governo lança R$ 10 bilhões em crédito para máquinas agrícolas na Agrishow 2026

    O governo federal usou a abertura da 31ª Agrishow, neste domingo (25), em Ribeirão Preto (SP), para anunciar R$ 10 bilhões em crédito destinado à compra de máquinas e implementos agrícolas. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comandaram o lançamento da nova fase do MOVE Brasil, batizada de Move Agricultura, e reforçaram compromissos com o seguro rural e a renegociação de dívidas do setor.

    Foto: MAPA

    “O governo está liberando recursos para o setor de máquinas. Serão R$ 10 bilhões, com juros bem mais baixos, para financiar tratores, implementos e colheitadeiras, fortalecendo a modernização do campo”, afirmou Alckmin durante a cerimônia.

    Como funciona o Move Agricultura

    Os financiamentos contam com taxas de juros de um dígito e chegam ao produtor por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com participação do Banco do Brasil, cooperativas e instituições financeiras privadas.

    A nova fase segue o modelo da primeira etapa do programa, voltada ao setor de caminhões, cujos recursos se esgotaram em cerca de 90 dias, evidenciando a alta demanda por crédito no segmento.

    Alckmin também anunciou outras medidas de apoio à produção: R$ 15 bilhões pelo programa Brasil Soberano, direcionado a segmentos afetados no comércio exterior, e mais R$ 10 bilhões para financiamento de bens de capital.

    Seguro rural e renegociação de dívidas na pauta

    André de Paula destacou três prioridades do Ministério da Agricultura para os próximos meses: um novo recorde no Plano Safra com taxas compatíveis à realidade dos produtores, a aprovação do projeto de lei do seguro rural e uma nova proposta de renegociação de títulos rurais.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    “Mais importante do que assegurar um valor expressivo de recursos é conseguir trabalhar com uma taxa compatível. E que viabilize o acesso dos nossos produtores”, disse o ministro.

    Alckmin reforçou que a renegociação de dívidas vale tanto para produtores inadimplentes quanto para os adimplentes. Ele também citou as mudanças climáticas como fator que torna o seguro rural ainda mais urgente. “É evidente que as mudanças climáticas criam uma insegurança muito maior. Há necessidade de integração e apoio para melhorarmos o seguro rural”, afirmou.

    https://www.instagram.com/p/DXoa_oplWKd/

    O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), acompanhou os anúncios e cobrou avanço na renegociação. “Nós precisamos de um projeto de renegociação das dívidas para que o produtor possa retomar a sua produção e restabelecer a sua capacidade produtiva. Isso é indispensável”, disse.

    Ribeirão Preto como símbolo do agro nacional

    André de Paula aproveitou o palco da Agrishow para ressaltar o peso estratégico do agronegócio brasileiro, responsável por 25% do PIB e 49% da pauta de exportações. E destacar Ribeirão Preto como polo de referência nacional.

    “A região reúne alta produtividade, inovação e integração entre produção e indústria. Simboliza o Brasil que produz energia limpa, alimento e desenvolvimento”, afirmou o ministro, lembrando que a área concentra uma das maiores produções mundiais de açúcar e etanol.

    Agrishow 2026: confiança e tecnologia

    Uma das maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo, a Agrishow reúne anualmente produtores rurais, fabricantes de máquinas, startups e instituições do setor. Em 2025, o evento recebeu cerca de 197 mil visitantes e movimentou R$ 14,6 bilhões em negócios.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    O presidente da feira, João Carlos Marchesan, colocou a edição de 2026 como um sinal de otimismo do setor. “O mundo espera que o Brasil aumente a oferta de alimentos em 40% até 2050. Isso não é apenas uma pressão, é uma oportunidade soberana”, afirmou.

    A equipe do Agro em Campo estará presente na feira, com uma cobertura especial do evento.

  • Agrishow 2026 abre venda de ingressos

    Agrishow 2026 abre venda de ingressos

    A Agrishow 2026, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, já tem data marcada e ingressos à venda. A 31ª edição do evento ocorrerá entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, em Ribeirão Preto (SP). Os interessados podem garantir agora sua visita pelo site oficial.

    A venda dos ingressos começará em 26 de janeiro, pelo site agrishow.com.br. No primeiro lote, disponível até 22 de fevereiro, o ingresso para um dia de feira custará R$ 75,00. Haverá também opção de meia-entrada por R$ 37,50. É preciso escolher, no momento da compra, o dia específico da visita.

    Além do ingresso, os visitantes já podem garantir sua vaga no estacionamento. Os valores começam em R$ 75,00 e variam conforme o tipo de veículo. A organização também oferece um pacote VIP de estacionamento por R$ 580,00, válido para todos os cinco dias de evento.

    A partir de 23 de fevereiro, entrará em vigor o segundo lote, com ingressos a R$ 85,00 por dia. Tanto as credenciais quanto os tickets de estacionamento têm quantidade limitada. A organização reforça a compra antecipada online, pois na bilheteria física, durante o evento, o preço do ingresso diário será de R$ 150,00.

    Para maior comodidade, a feira manterá um espaço dedicado para caravanas, facilitando o embarque e desembarque de grupos. A edição anterior, em 2025, reuniu mais de 800 marcas e recebeu acima de 197 mil visitantes em uma área de 520 mil m², consolidando o evento como vitrine essencial de inovação para produtores rurais e profissionais do setor.

  • Agrishow 2025 movimenta R$ 14,6 bilhões em negócios

    Agrishow 2025 movimenta R$ 14,6 bilhões em negócios

    A 30ª edição da Agrishow bateu recordes em Ribeirão Preto (SP). A feira registrou R$ 14,6 bilhões em intenções de negócios. Esse valor representa um crescimento de 7% em relação a 2024, quando o total alcançou R$ 13,6 bilhões.

    O destaque veio do setor de máquinas e implementos agrícolas, principal motor das transações. João Carlos Marchesan, presidente da feira, destacou a importância do crédito. Segundo ele, a efetivação dos negócios depende de um plano Safra robusto e com juros adequados. Além disso, a Agrishow 2025 também superou expectativas de público. O evento atraiu 197 mil visitantes, com ingressos esgotados na maioria dos dias. Esse foi o maior público já registrado na história da feira.

    Inteligência artificial e outras tecnologias

    Outro ponto alto foi a diversidade do agronegócio presente na feira. Expositores apresentaram soluções com inteligência artificial e tecnologias de ponta. Produtores rurais de todos os portes circularam entre os estandes, comprovando que o agro é plural.

    Agricultores familiares também marcaram presença, reforçando a inclusão no setor. A feira mostrou que a inovação no campo está acessível a pequenos, médios e grandes produtores.

    Agrishow 2026

    A próxima edição da Agrishow já tem data marcada. Em 2026, o evento acontece de 27 de abril a 1º de maio, novamente em Ribeirão Preto. A feira é realizada por cinco entidades do setor: Abag, Abimaq, Anda, Faesp e SRB. A organização é da Informa Markets, empresa líder em feiras de negócios e eventos híbridos.

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  • Michelin aposta em tecnologia e produção nacional para ampliar produtividade no campo

    Michelin aposta em tecnologia e produção nacional para ampliar produtividade no campo

    Com foco em produtividade, inovação e presença local, a Michelin apresentou novidades importantes na 30ª edição da Agrishow, realizada em Ribeirão Preto. Em entrevista ao Agro em Campo, o diretor comercial Fora de Estrada da empresa, Pedro Fernandes, falou sobre a nacionalização dos pneus TrailXBib, as tecnologias que ajudam a preservar o solo e aumentar a rentabilidade do produtor, além da parceria estratégica com a Grunner.

    A Michelin vê o agronegócio como essencial para o futuro da alimentação?
    Sem dúvida. Acreditamos fortemente no crescimento do mercado agrícola, que será fundamental para alimentar o mundo. A população vai crescer bastante nos próximos anos e a produção de alimentos será cada vez mais estratégica. O agro será um dos pilares para sustentar esse avanço.

    Pedro Fernandes, diretor comercial Fora de Estrada, Michelin, junto de uma esteira Camso CTS High Speed
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Quais são os principais investimentos da Michelin no Brasil?
    Estamos investindo fortemente no mercado agrícola brasileiro, especialmente na nossa capacidade industrial local. Isso significa fabricar aqui os pneus que o produtor brasileiro realmente precisa. Um exemplo é a nacionalização do TrailXBib, nosso pneu de transbordo, que agora será produzido no Brasil.

    Pneu TrailXBib terá produção nacional
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    E qual o impacto dessa nacionalização?
    É um avanço importante. Com o TrailXBib nacional, o agricultor não precisa mais esperar a chegada de um pneu importado. Ele terá o produto certo, na hora certa, sem o risco de perder uma colheita. É mais agilidade e eficiência para o campo.

    Tecnologia no solo: pneus e esteiras pensados para produtividade

    A Michelin também trouxe tecnologias já conhecidas, certo?
    Sim. Um bom exemplo é a tecnologia Ultraflex, que permite operar com pneus de baixíssima pressão. Isso aumenta a área de contato com o solo e reduz significativamente a compactação. O resultado é mais tração, menor consumo de combustível e aumento da produtividade — tudo isso com um cuidado maior com o solo.

    Vocês também apresentaram esteiras para colheitadeiras?
    Exato. Trouxemos as esteiras Camso, do grupo Michelin, voltadas especificamente para colheitadeiras. Elas ampliam a capacidade de operação em terrenos difíceis, inclusive em situações de chuva. Isso garante ao produtor a colheita completa, sem perdas causadas por condições climáticas adversas.

    Outro destaque foi o lançamento do KO3?
    Sim, o KO3 da BFGoodrich. É uma gama que muitos aguardavam. Lançamos justamente durante a Agrishow, pensando no agricultor que precisa acessar o campo com sua caminhonete com a mesma performance e confiabilidade que exige das máquinas agrícolas. É produtividade também fora da lavoura.

    Pedro Fernandes participa de coletiva no estande da Grunner na Agrishow
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Como a Michelin vê parcerias com empresas inovadoras como a Grunner?
    A Grunner é um grande exemplo de parceria natural. Eles trouxeram uma inovação para o mercado e nós conseguimos oferecer pneus que sustentassem essa inovação. Os nossos pneus foram os únicos capazes de suportar a carga e a velocidade dos caminhões da Grunner, sem comprometer o solo. Essa parceria elevou a produtividade e mostrou como tecnologia e inovação podem caminhar juntas no campo.

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  • Agrishow: Foco em qualificação técnica impulsiona atuação da Case IH

    Agrishow: Foco em qualificação técnica impulsiona atuação da Case IH

    Em um momento em que o agronegócio exige cada vez mais tecnologia e qualificação, a Case IH aposta em inovação e capacitação para enfrentar os desafios do setor. Em entrevista ao Agro em Campo, o diretor comercial Denny Perez destacou os investimentos da marca em treinamentos técnicos, parcerias com instituições como Senai e Senar, e os principais lançamentos apresentados na Agrishow 2025 — incluindo a maior colheitadeira de grãos do mundo e máquinas movidas a etanol.

    Qual a principal deficiência do setor agro atualmente?
    Sem dúvida, é a mão de obra. Estamos com déficit em todos os segmentos do agro, tanto no campo quanto em oficinas especializadas e serviços técnicos. A Case tem trabalhado para mudar isso.

    Como a Case IH tem enfrentado esse desafio?
    Fazemos parcerias que incentivam a permanência das pessoas no campo. Queremos que os profissionais se sintam preparados e valorizados para seguir atuando onde estão.

    Denny Perez – Denny Perez – diretor Comercial da Case IH Brasil
    Foto: Divulgação Case IH

    Esse perfil de trabalhador mudou nos últimos anos?
    Muito. Antigamente, pensava-se no mecânico como “o cara da graxa”. Hoje, esse profissional precisa ter conhecimento técnico, sobretudo em tecnologia. Os equipamentos estão cada vez mais sofisticados e demandam operadores bem preparados.

    Como vocês têm investido em capacitação?
    Firmamos parcerias com instituições como o Senai e o Senar. Recentemente, fechamos um acordo com o Senai de Ribeirão Preto. Também investimos mais de R$ 30 milhões nos últimos dois ou três anos em equipamentos para treinamento técnico e conjuntos didáticos para desmontagem e montagem de peças.

    Agrishow marca maior número de lançamentos da Case IH

    E na Agrishow 2025, o que a Case está apresentando?
    Estamos com 16 lançamentos este ano — é o maior número que já tivemos em uma única edição da feira. Trouxemos tratores, pulverizadores renovados, um drone agrícola e a maior colheitadeira de grãos com rotor do mundo, a F10, com plataforma de 61 pés.

    F10, com plataforma de 61 pés, é a maior colheitadeira de grãos com rotor do mundo
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Há destaque para tecnologias sustentáveis?
    Sim. Estamos testando uma colhedora de cana movida a etanol. É um avanço significativo rumo a práticas mais sustentáveis, sem abrir mão da produtividade.

    E como a tecnologia influencia a operação das máquinas?
    A F10, por exemplo, realiza até 90% das operações sozinha. Ela faz o retorno de cabeceira sozinha e encontra o melhor ponto para reiniciar o trabalho. É uma máquina de alta performance, mas que ainda exige um operador qualificado.

    Capacitação técnica chega até o produtor rural

    Como a Case IH atua junto aos produtores na área técnica?
    Temos uma rede nacional de concessionárias que recebe treinamentos constantes. Além disso, capacitamos também os clientes. Nossos control rooms monitoram os equipamentos em campo e acionam os técnicos em caso de falha.

    Há alguma facilidade no acesso a peças ou suporte?
    Sim. O produtor pode tirar uma foto da peça que precisa e comprá-la pelo nosso e-commerce. É um processo simples e eficiente.

    Como funcionam os treinamentos regionais com Senai e Senar?
    Eles têm caminhões-escola que vão até cidades menores com nossos equipamentos. Os treinamentos são voltados a diferentes tipos de máquinas, como colheitadeiras de grãos ou de cana. Também oferecemos simuladores completos para treinar operadores em todas as linhas.

    Visitantes utilizam o simulador da Case IH na Agrishow
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    A Case IH tem promovido ações educativas nas feiras?
    Sim. Levamos uma van especializada com minicursos de 15 minutos. Neles, ensinamos desde como regular um piloto automático até como operar corretamente um pulverizador. A pessoa participa, aprende e ainda sai com um certificado.

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  • Tecnologia e parceria fortalecem atuação da Netafim na Agrishow

    Tecnologia e parceria fortalecem atuação da Netafim na Agrishow

    A Agrishow 2025, em Ribeirão Preto (SP), reafirma seu papel como vitrine global de inovação e tendências no agronegócio. Entre os destaques deste ano está a irrigação por gotejamento, apontada como essencial para a estabilidade produtiva diante de um clima cada vez mais desafiador. A Netafim, referência mundial no setor, marca presença com soluções tecnológicas e estratégias voltadas à eficiência e sustentabilidade no campo.

    Durante o evento, o portal Agro em Campo conversou com Michele Silva, diretora de marketing da Netafim, que destacou os pilares da atuação da empresa, os resultados alcançados e as metas para 2025. Confira a entrevista:

    Presença constante na Agrishow e foco em parcerias estratégicas

    A Netafim é veterana na Agrishow, certo?
    A Netafim é uma empresa de 30 anos, e a gente está na Agrishow desde o começo. É a segunda maior feira do agronegócio no mundo. Estar aqui é uma oportunidade de estarmos próximos aos produtores, junto com os distribuidores, pra fechar negócio.

    Agrishow é a feira em que a Netafim mais fecha negócios
    Foto; Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    É uma feira de relacionamento e resultado?
    Sim. É uma das feiras onde a Netafim — e acredito que os outros players também — mais fecha negócios. No ano passado a gente atingiu um resultado acima de R$ 60 milhões e a expectativa é de ultrapassar esse número em 2025.

    Distribuidores são parte importante da estratégia?
    Com certeza. A gente se dedica muito aos nossos parceiros e distribuidores. Neste ano temos um espaço mais reservado no estande para eles, onde estão trazendo seus clientes e estamos fechando negócios juntos.

    Irrigação por gotejo alia eficiência hídrica e controle de custos

    Vocês atendem produtores de quais culturas?
    De todas! Café, cacau, citrus, hortifruti… Todas as culturas têm negócios fechados com a gente. A Netafim atende o Brasil inteiro, com distribuição em todo o país. Nosso negócio é 90% distribuição.

    Como a irrigação tem evoluído no Brasil?
    A irrigação deixou de ser só sobre água. Hoje ela é sinônimo de tecnologia e produtividade. Não é apenas jogar água, e sim controlar e monitorar para garantir que a água chegue com qualidade na planta.

    Mesmo em regiões com muita chuva, ela é necessária?
    Sim. Mesmo que o índice de chuva seja alto num mês, no restante do ano a gente não tem regularidade. A irrigação traz estabilidade. Permite usar a chuva para reservar água, criar reservatórios e usar com mais consciência, economizando água e energia.

    Ela também impacta nos custos?
    Sem dúvida. A irrigação ajuda a controlar o custo do produtor. Com o gotejo, que é localizado, dá pra aplicar defensivos e fertilizantes com muito mais precisão. E tudo isso com monitoramento digital, na palma da mão.

    Michele Silva, diretora de marketing Netafim com personagem da empresa

    Com os olhos voltados para o futuro, a Netafim aposta em três pilares para acelerar ainda mais sua atuação em 2025: inovação tecnológica, presença estratégica no campo e parcerias de longo prazo. Entre as soluções em destaque está a linha GrowSphere, que oferece ferramentas conectadas para monitoramento e tomada de decisão no campo, permitindo que desde pequenos produtores até grandes usinas tenham acesso à irrigação inteligente e eficiente. “Nossa estratégia é democratizar o acesso à tecnologia no campo. Irrigar com inteligência é aplicar o recurso certo, na hora certa, no lugar certo”, resume Michele.

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  • DAF apresenta robustez e versatilidade com os modelos XF e CF na Agrishow

    DAF apresenta robustez e versatilidade com os modelos XF e CF na Agrishow

    A DAF Caminhões reforçou seu compromisso com o setor agropecuário e vocacional ao apresentar dois de seus modelos de destaque: o DAF XF, voltado a aplicações rodoviárias pesadas, e o DAF CF, ideal para operações severas dentro e fora da estrada, na Agrishow 2025. Ambos os modelos combinam robustez mecânica, tecnologias embarcadas e conforto para o motorista, com versões específicas preparadas para atender às demandas do campo, do transporte de grãos ao apoio em usinas canavieiras.

    A seguir, o engenheiro de vendas Carlos Chemin detalha as características técnicas, aplicações e diferenciais dos modelos XF e CF. A entrevista foi concedida ao portal Agro em Campo, durante a Agrishow, realizada em Ribeirão Preto (SP).

    DAF XF apresenta robustez, tecnologia e conforto

    O DAF XF está disponível nas configurações 6×4 e 6×2, ambas com potência de 530cv. O modelo Off-Road tem cabine Space Cab na cor Ice White, com o novo Ar-condicionado Elétrico de Teto TRP. Já o XF 6×2 possui cabine Super Space Cab Verde Apoena e inclui pacote Safety com rodas de alumínio, defletores, buzina dupla e kit hidráulico. Ambos têm PBT de 28T / 23T, CMT de 80T e PBTC de 74T.

    Carlos Chemin, engenheiro de vendas DAF
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O modelo XF foi lançado na Agrishow do ano passado. Qual tem sido o retorno do mercado?
    A gente lançou esse caminhão na Agrishow de 2023, e desde lá ele tem sido muito bem aceito no agro. Ele atende três segmentos principais: cargas indivisíveis, florestal e canavieiro. É um caminhão apto para trabalhar com implemento de 11 eixos, o famoso rodotrem de 11 eixos, muito usado no canavieiro.

    E em relação à capacidade técnica?
    Ele tem capacidade para até 150 toneladas, o que é bastante acima do que o rodoviário está acostumado. Tem suspensão redesenhada, chassi reforçado, quinta roda com 3 polegadas e meia, tudo voltado para esse tipo de operação pesada.

    Apesar da robustez, o conforto segue como prioridade?
    Esse é um grande diferencial. A parte interna não deixa nada a desejar. O colchão tem espuma de alta densidade, os bancos têm suspensão pneumática, tem geladeira interna… E a suspensão da cabine foi desenhada para aguentar o tranco, mas manter o conforto e a dirigibilidade.

    “DAF XF é robusto, tecnológico e confortável”, diz Carlos Chemin
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    E a tecnologia embarcada?
    Todos os caminhões da DAF têm tecnologia, mas nesse a gente apostou em centrais eletrônicas mais potentes, em vez de muitas. Ele tem controle de tração, estabilidade, bloqueio de diferencial, painel interativo que dá feedback sobre consumo, estilo de condução, rota, tempo de marcha lenta. E todos têm rede CAN aberta, ou seja, aceitam qualquer sistema de telemetria que o cliente use.

    DAF CF Construção é simples, robusto e versátil para o agro

    O DAF CF Construção, por sua vez, conta com motor PACCAR PX-7 de 310cv, freio motor de 245cv e tração 6×4. A transmissão é manual de 9 marchas (com opção automatizada). A cabine é Day Cab e o modelo é indicado para silo/ração, carga-viva, pipa e apoio. O PBT é de 28,1T e o CMT de 42T. O modelo em exposição está implementado como caminhão – pipa.

    O que diferencia o CF no portfólio da DAF?
    O CF Construção faz parte da linha DAF Vocacional. A gente lançou ele na Fenatran 2024, e agora os clientes estão recebendo e trabalhando com ele. É um caminhão que serve pra várias aplicações, não só construção.

    Na Agrishow ele apareceu com outra aplicação, certo?
    Isso. Aqui ele está como caminhão pipa, equipado com tanque de 15 mil litros, mas a gente também mostra ele como bombeiro, porque essa é uma região com muitas usinas canavieiras. E as usinas têm o costume de ter sistemas próprios de combate a incêndios.

    CF Construção faz parte da linha DAF Vocacional
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    É um caminhão mais direto, sem muitos luxos?
    Sim, é um caminhão simples, sem leito, cabine Day Cab, tração 6×4, mecânica básica e robusta. Transmissão manual, mas tem opção automatizada. Ele precisa estar 100% disponível. Tem de bater na chave e andar.

    E ele serve pra mais que isso?
    Serve pra caçamba, basculante, roll on-roll off, carga seca… É um caminhão versátil, com o DNA DAF, e que entrega o que o agro precisa: robustez e disponibilidade.

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  • Ipanema 203: avião agrícola da Embraer é destaque na Agrishow

    Ipanema 203: avião agrícola da Embraer é destaque na Agrishow

    A Embraer leva à Agrishow o Ipanema 203, principal referência da aviação agrícola no Brasil. Com mais de cinco décadas de produção ininterrupta, a aeronave representa uma combinação eficiente entre tradição e tecnologia. Desde seu surgimento, o modelo tem sido continuamente aperfeiçoado para atender às exigências dos produtores rurais, entregando precisão nas aplicações, segurança operacional e custo reduzido por hectare pulverizado.

    Desde 2005, o Ipanema é movido exclusivamente a etanol, tornando-se o primeiro avião da Embraer certificado para operar com energia renovável. O uso do biocombustível reduz significativamente a emissão de gases poluentes, contribuindo para uma agricultura mais sustentável. Esse diferencial ambiental, somado ao alto desempenho da aeronave, fortalece sua posição como a escolha número um dos agricultores brasileiros. “O Ipanema 203 é um forte aliado para produtores que buscam eficiência, precisão e economia nas aplicações agrícolas”, afirma Sany Onofre, líder da Aviação Agrícola da Embraer.

    Alta produtividade e versatilidade no campo

    A aeronave é capaz de pulverizar mais de 200 hectares por hora, com aplicação uniforme e sem causar danos ao solo, como amassamento ou compactação. Sua eficiência equivale ao trabalho simultâneo de até quatro pulverizadores terrestres. Além da pulverização, o Ipanema também pode ser utilizado na dispersão de sementes, controle de vetores e larvas, combate primário a incêndios e povoamento de rios, o que reforça sua versatilidade no campo.

    Série Ipanema já ultrapassou a marca de 1.600 aeronaves produzidas e entregues
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Produzido na unidade da Embraer em Botucatu (SP), o modelo EMB-203 lidera o mercado nacional com aproximadamente 60% de participação. Desde o lançamento da nova versão, em 2020, o avião vem registrando crescimento contínuo nas vendas, com mais de 180 unidades comercializadas nos últimos três anos. A combinação de desempenho, robustez e tecnologia faz com que o modelo atenda não apenas grandes propriedades, mas também produtores de médio porte que desejam otimizar a operação agrícola.

    Ícone tecnológico da agricultura brasileira, a série Ipanema já ultrapassou a marca de 1.600 aeronaves produzidas e entregues, consolidando sua liderança histórica no setor e reafirmando seu papel como ferramenta estratégica para a produtividade no campo.

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    Bosch investe R$ 200 milhões e aposta no agro digital

    Durante coletiva de imprensa na Agrishow 2025, conduzida por Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Bosch América Latina, a empresa apresentou um panorama estratégico que reforça sua atuação no setor agro com o conceito “Tecnologia para a vida”. Com investimentos próprios de aproximadamente R$ 200 milhões previstos para os próximos três anos, a Bosch reforça sua aposta em soluções digitais, sustentáveis e integradas para o campo.

    “Queremos que nossos produtos e soluções despertem entusiasmo, melhorem a qualidade de vida das pessoas e ajudem a preservar os recursos naturais”, afirmou o executivo. A unidade Bosch Smart Agriculture já conta com mais de 100 colaboradores dedicados ao agro em países como Brasil, Argentina, Estados Unidos e Alemanha.

    Agricultura conectada e dados em tempo real

    A plataforma Bosch Digital Agro foi um dos grandes destaques da apresentação. Por meio de tecnologias de sensoreamento e conectividade, a solução oferece monitoramento em tempo real da operação, preparação remota da frente de trabalho e intervenções automatizadas. A funcionalidade máquina a máquina permite plantio simultâneo sem sobreposição, aumentando a eficiência nas lavouras.

    A solução IPS (Intelligent Planting Solution), voltada para o plantio, promove o controle de distribuição de sementes linha a linha, maximizando o rendimento com robustez e qualidade Bosch. Segundo estudo da Embrapa, a tecnologia pode elevar a produtividade em até 8%.

    Gastón Diaz Perez, CEO e presidente da Bosch América Latina, durante apresentação
    Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    O sistema também permite o controle sessão a sessão na aplicação de fertilizantes, otimizando o uso de insumos. “É a única plataforma do mercado que reúne dados agronômicos e de maquinário em um mesmo ambiente digital”, destacou Perez.

    Pulverização inteligente e economia de insumos

    Outro avanço apresentado foi o One Smart Spray, desenvolvido em parceria com a BASF. A tecnologia identifica plantas daninhas em tempo real e realiza a aplicação seletiva de herbicidas, apenas onde necessário. A inteligência artificial embarcada garante precisão elevada e redução significativa no uso de químicos. Aplicações reais em campo apontam economia de até 62% de herbicidas.

    As soluções Bosch se estendem por toda a cadeia produtiva:

    • Spreader atua na preparação do solo

    • Fertilizer no manejo

    • IPS no plantio

    • One Smart Spray na pulverização

    Esse ecossistema conectado favorece decisões mais rápidas, menor desperdício e aumento na produtividade agrícola.

    Do Brasil para o mundo: hidráulica, eletrificação e serviços

    No segmento de agricultura inteligente, a Bosch também apresentou o projeto SMAG, com desenvolvimento nacional voltado ao mercado global. A fusão com HydraForce e Rexroth, há dois anos, consolidou a marca como líder em hidráulica compacta na América Latina.

    A plataforma BODAS (Bosch Rexroth Digital Application Solutions) integra hardware, software e conectividade para atender diferentes demandas de sistemas de acionamento. Já a linha eLion oferece componentes para eletrificação de máquinas agrícolas, com menor emissão de poluentes, menos ruído e maior eficiência operacional.

    O compromisso com o pós-venda também foi reforçado. A Bosch oferece soluções para o segmento off-highway, com peças de reposição, nova tecnologia em limpadores de para-brisa, bombas e injetores diesel, além de alternadores e motores de partida. A rede Bosch Diesel Center & Bosch Diesel Service conta com mais de 300 oficinas e se mantém como referência mundial em sistemas de injeção diesel.

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