A Agrishow, principal vitrine de tecnologia agrícola da América Latina, encerrou sua 31ª edição nesta sexta-feira (1º) com um balanço de R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios. O montante representa uma redução de 22% em relação ao ano anterior, abrangendo os segmentos de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem.
Mesmo com a retração financeira, o evento manteve o prestígio de público. Durante os cinco dias de feira, 197 mil visitantes passaram pelo recinto em Ribeirão Preto, número equivalente ao registrado na edição passada. Para atender à grande procura no feriado de 1º de maio, a organização antecipou a abertura dos portões para as 7h30 no último dia.
Cenário Econômico e Setor de Máquinas
O desempenho da feira reflete o momento atual do mercado nacional. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no mercado interno caíram 19,9% no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025.
Pedro Estevão, presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, aponta que três fatores principais explicam este recuo:
A manutenção de altas taxas de juros;
A instabilidade da variação cambial;
O preço desfavorável das commodities.
Resiliência no Campo
Apesar dos desafios econômicos, a liderança do evento mantém o otimismo. João Marchesan, presidente da Agrishow, enfatizou que a competência e a resiliência dos agricultores brasileiros garantem a continuidade dos investimentos em tecnologia para a agricultura tropical.
Marchesan destacou que o setor atravessa um mercado desfavorável há três anos, mas acredita na recuperação cíclica da atividade. “Sabemos que a agricultura vive de ciclos e temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirmou o executivo.
A conectividade no campo entra em uma nova fase no Brasil. Agora, o foco está em dados, inteligência artificial e decisões em tempo real. Durante a 31ª Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), a TIM apresentou a evolução de sua estratégia para o agronegócio. A proposta amplia o papel da infraestrutura e prioriza a geração de valor a partir da informação.
O movimento ganha força com a criação de uma vice-presidência dedicada ao segmento B2B. Além disso, a aquisição da V8.Tech reforça a atuação em cloud, analytics e inteligência artificial. Com isso, a companhia amplia sua capacidade de entrega em soluções digitais.
Depois de expandir a cobertura 4G no campo, o desafio muda. Agora, o objetivo é transformar conectividade em eficiência operacional. Nesse cenário, a empresa passa a se posicionar como uma plataforma integrada. A proposta conecta rede, dados e sistemas. Assim, reduz o intervalo entre evento e resposta nas operações agrícolas.
A base dessa estratégia é robusta. Atualmente, são 26,2 milhões de hectares cobertos com 4G. Ao mesmo tempo, mais de 53 milhões de hectares contam com NB-IoT, tecnologia voltada à Internet das Coisas. Essa estrutura atende grandes grupos do agronegócio e permite a conexão simultânea de máquinas, sensores e equipes.
Além da produção, a conectividade também amplia a inclusão digital. Hoje, 2,6 milhões de pessoas utilizam a rede em áreas rurais. A cobertura alcança ainda 348 mil propriedades, 515 escolas públicas e 164 unidades de saúde em regiões remotas.
Foto: PH Lopes/Agro em Campo
Dados deixam de ser volume e passam a orientar decisões
O avanço tecnológico aumentou a geração de dados no campo. No entanto, muitos desses dados ainda não se transformam em decisões. Esse é um dos principais gargalos do setor.
Na prática, problemas persistem. Entre eles estão a aplicação inadequada de insumos e a perda de janelas de manejo. Além disso, falhas na colheita e falta de monitoramento em silos ainda impactam resultados. A logística também sofre com baixa visibilidade.
Diante disso, a estratégia apresentada aposta na integração. O modelo combina conectividade, computação em nuvem e processamento em borda. Também incorpora plataformas de dados e inteligência artificial. Como resultado, decisões passam a ocorrer em tempo real.
Ao mesmo tempo, há uma mudança na forma de medir resultados. Indicadores operacionais perdem espaço. Em seu lugar, ganham relevância métricas de negócio. O foco passa a ser produtividade, redução de custos e previsibilidade.
Soluções práticas ganham escala no campo
Durante a feira, foram apresentadas aplicações concretas. Entre elas, sistemas de monitoramento de incêndios com uso de inteligência artificial. A tecnologia identifica fumaça rapidamente e emite alertas em tempo real. Com isso, a resposta se torna mais ágil.
Outra solução envolve o manejo de pragas. Modelos preditivos cruzam dados climáticos e históricos agronômicos. Dessa forma, é possível antecipar surtos com até 30 dias de antecedência. O produtor consegue planejar melhor e reduzir desperdícios.
Além disso, plataformas de gestão integrada ganham espaço. Essas soluções reúnem dados de máquinas, clima, insumos e finanças em um único ambiente. Assim, eliminam a fragmentação das informações e ampliam o controle da operação.
Projetos mostram impacto direto na produtividade
Casos práticos reforçam os ganhos no campo. Em Minas Gerais, a Usina Cerradão iniciou a implantação de conectividade 4G em áreas antes isoladas. Com isso, substituiu soluções via satélite e aumentou a estabilidade das operações.
Alexandre Dal Forno, diretor de Novos Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Já no Mato Grosso do Sul, o Grupo JCN implementa uma estrutura dedicada em uma de suas fazendas. A iniciativa permite monitoramento em tempo real e maior integração entre máquinas e equipes.
Na prática, a operação ganha eficiência. O sistema possibilita o desligamento automático de linhas no plantio. Dessa forma, reduz sobreposição e gera economia média de 5% em sementes.
Além disso, a visibilidade operacional melhora. Paradas não planejadas passam a ser identificadas com rapidez. O uso de equipamentos se torna mais eficiente. Com isso, há melhor alocação de recursos e maior previsibilidade.
“A conectividade é um pilar da nossa estratégia de modernização. A integração entre máquinas permite maior controle das operações e melhora a gestão no campo”, afirma Augusto Telini, gerente financeiro do Grupo JCN.
Na avaliação da operadora, o setor entra em uma nova etapa. “Com a expansão da conectividade no campo, avançamos para transformar infraestrutura em inteligência para a operação”, afirma Alexandre Dal Forno, diretor de Negócios e Soluções B2B da TIM Brasil.
A Valtra colocou a conectividade no centro da estratégia ao apresentar, na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um trator com interface interativa capaz de “conversar” com o operador e entregar dados em tempo real sobre a operação. A novidade foi acompanhada pelo lançamento da nova geração da plantadeira Momentum, com modelos de 30 e 40 linhas, focada em ampliar a eficiência e reduzir o tempo de plantio. As informações foram detalhadas por Marcelo Traldi, vice-presidente Valtra e Fendt e gerente geral da AGCO América Latina, e Claudio Esteves, diretor comercial da marca.
A combinação entre automação, monitoramento contínuo e redução de intervenções manuais posiciona a fabricante na disputa por produtividade em larga escala. Em um cenário de expansão da área cultivada e pressão por margens, a proposta é clara: fazer mais em menos tempo, com maior precisão.
Plantadeira reduz paradas e amplia janela de plantio
A nova geração da Momentum chega ao mercado com ajustes diretos no rendimento operacional. A eliminação de pontos de lubrificação reduz paradas para manutenção, enquanto a estrutura de transporte otimizada permite ganho de até uma hora diária na operação, variável crítica durante a janela de plantio.
Outro avanço está nas três seções de corte de fertilizante, que diminuem a sobreposição nas cabeceiras, aumentam a uniformidade da aplicação e reduzem desperdícios. A medida impacta diretamente o custo por hectare, ponto sensível para o produtor.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
O tanque de fertilizante também foi redesenhado. A substituição do inox por polietileno elevou a capacidade em 15%, ao mesmo tempo em que reduziu o peso da máquina e simplificou a manutenção, combinação que melhora a eficiência sem comprometer a robustez.
No controle de plantio, o sistema atua linha a linha e em tempo real. O monitor 20|20 Seed Sense oferece leitura completa da operação, enquanto o dosador vSet2 garante precisão na deposição das sementes. Já o vDrive ajusta automaticamente a dosagem, assegurando independência e uniformidade entre as linhas.
Trator interativo reforça digitalização no campo
O conceito do trator que “fala com o produtor” sintetiza o avanço da conectividade nas máquinas agrícolas. A tecnologia permite comunicação direta com o operador, geração de alertas operacionais e acompanhamento contínuo do desempenho.
Na prática, o equipamento deixa de ser apenas executador e passa a atuar como ferramenta de gestão, apoiando decisões em tempo real e reduzindo falhas durante a operação. A tendência acompanha o movimento mais amplo de digitalização do campo, com integração crescente entre máquinas, dados e planejamento agrícola.
Safra positiva pressiona por eficiência
Os lançamentos ocorrem em um ambiente de expectativa positiva para o agronegócio. Mesmo com impactos climáticos recentes, a produção brasileira deve alcançar 353,4 milhões de toneladas, segundo a Conab — alta de 0,3% frente ao ciclo anterior.
Foto: PH Lopes/Agro em Campo
O cenário reforça a necessidade de ganho operacional dentro da porteira. Com custos elevados e margens pressionadas, a adoção de tecnologias que aumentem precisão, reduzam desperdícios e ampliem a capacidade de trabalho tende a se intensificar.
Ao concentrar os anúncios na Agrishow, a Valtra reforça o posicionamento em inovação aplicada ao campo e sinaliza uma disputa cada vez mais centrada em eficiência operacional e inteligência embarcada.
A Fendt apresentou, durante coletiva na Agrishow 2026, sua estratégia global baseada em inovação tecnológica, expansão de mercado e sustentabilidade, com destaque para soluções em autonomia, agricultura de precisão e fortalecimento da rede de concessionários. Executivos da companhia detalharam os planos para a América Latina, com meta de atingir 100% de cobertura até 2030 e ampliar a presença em segmentos de alta potência.
Participaram da apresentação Andrew Sunderman, vice-presidente comercial PTx; Torsten Dehner, vice-presidente sênior e gerente geral global da Fendt e Valtra; Marcelo Traldi, vice-presidente Fendt e Valtra e gerente geral da AGCO América Latina; Rafael Antonio Costa, diretor comercial Fendt; e Fabio Dotto, diretor de marketing produto Fendt e Valtra.
Segundo os porta-vozes, o cenário do agronegócio segue sustentado por fundamentos sólidos, mesmo diante de pressões de custo. A produção de grãos deve atingir 359 milhões de toneladas na safra 2026/27, enquanto culturas como soja, algodão e cana-de-açúcar mantêm níveis históricos de produtividade. Nesse contexto, a tecnologia aparece como principal aliada para ganho de eficiência e redução de custos.
Estratégia combina crescimento e inovação
A companhia estruturou sua atuação em três pilares: ofensiva em produtos e tecnologia, fortalecimento da rede de distribuição nas Américas e consolidação em mercados estratégicos. Atualmente, a cobertura de concessionárias na América Latina está em cerca de 80%, com previsão de atingir a totalidade até o fim da década.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
De acordo com Marcelo Traldi, o foco está em atender um produtor cada vez mais exigente. “O agricultor busca produtividade com sustentabilidade, e isso passa diretamente por inovação e conectividade no campo”, afirmou.
Andrew Sunderman destacou o papel das soluções PTx, que já somam mais de 14 inovações apenas em 2025. As tecnologias abrangem todas as etapas do ciclo produtivo, do plantio à colheita, com foco em integração de sistemas e operação em frotas mistas.
Outro ponto central é o avanço da agricultura de precisão, com soluções retrofit e conectividade que permitem modernizar máquinas já em operação. A estratégia inclui também expansão global, com presença reforçada na Europa, América do Norte e América Latina.
Autonomia e sustentabilidade ganham protagonismo
Entre os destaques apresentados está a tecnologia OutRun, que permite operação autônoma de máquinas agrícolas. A Fendt já opera no Brasil com a solução, considerada pelos executivos como realidade no campo, e não mais conceito. O sistema utiliza sensores, conectividade em nuvem e controle assistido para garantir segurança e eficiência operacional.
Torsten Dehner ressaltou que a autonomia é um caminho sem volta no setor. “Estamos avançando para um novo patamar de mecanização, onde inteligência e automação trabalham juntas para maximizar resultados”, disse.
No campo da sustentabilidade, a empresa apresentou iniciativas voltadas à redução de emissões e impacto ambiental. Entre elas, o trator elétrico e100 Vario e motores compatíveis com diesel renovável, capazes de reduzir em até 90% as emissões. Tecnologias como a transmissão Vario, que diminui o consumo de combustível em até 20%, e sistemas que reduzem a compactação do solo também foram destacados.
A plantadeira Momentum, por sua vez, contribui para maior eficiência no uso de insumos, com redução de até 75% na sobreposição de fertilizantes.
Portfólio reforça sistema completo de produção
A Fendt também apresentou seu portfólio integrado, que cobre todas as etapas da produção agrícola. Entre os equipamentos, estão os tratores das linhas 700, 800 e 1000 Vario, além das colheitadeiras Ideal e o pulverizador Rogator. No plantio, a Momentum Gen 2 surge como solução de alta precisão, com melhorias estruturais e operacionais.
Rafael Antonio Costa destacou que o objetivo é entregar um sistema completo ao produtor. “Não se trata apenas de máquinas, mas de uma solução integrada que conecta planejamento, execução e gestão”, afirmou.
A empresa também reforçou o programa de relacionamento com clientes, oferecendo garantia de fábrica de até três anos para os lançamentos, além de suporte técnico especializado.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Expansão segue como prioridade
A presença da Fendt na América do Sul tem avançado nos últimos anos, com crescimento expressivo no número de concessionárias desde 2019. A marca já opera no Brasil, Paraguai e Argentina, com planos de ampliar ainda mais a cobertura em regiões estratégicas.
Fabio Dotto enfatizou que a experiência premium é um diferencial competitivo. “Estamos posicionados em um patamar elevado de tecnologia e serviço, focados nas principais culturas do agro brasileiro”, disse.
A expectativa da companhia é continuar ampliando sua participação em mercados de alta potência e consolidar a marca como referência em tecnologia agrícola. A meta global prevê investimentos e crescimento contínuo até 2029, com foco em inovação e expansão sustentável.
O ambiente econômico mais desafiador para o agronegócio, marcado por juros elevados, custos de insumos pressionados e redução do crédito, pautou a participação da Case IH na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Durante um bate-papo com jornalistas, executivos da companhia detalharam como a marca estrutura sua atuação para manter produtividade e rentabilidade no campo, apoiada no tripé gente, produto e serviço. Segundo dados citados, o mercado de máquinas agrícolas registra retração de 5%, conforme a Anfavea, enquanto a inadimplência cresce e exige maior cautela dos produtores.
Participaram da apresentação Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas da Case IH para a América Latina; Fernando Gaya, vice-presidente Comercial e de Operação de Peças; Nilson Righi, gerente de Marketing Tático; e Leandro Conde, diretor de Marketing de Varejo da empresa na região.
De acordo com Paulo Arabian, vice-presidente de Vendas para a América Latina, o momento é desafiador, mas também exige evolução. “O agro vive de ciclos. O produtor precisa produzir mais para ganhar mais, e isso passa necessariamente por tecnologia e eficiência operacional”, afirmou. A companhia reforça sua posição como marca de alta performance, com foco em soluções que reduzam custos e ampliem produtividade.
A conectividade aparece como um dos pilares dessa transformação. Sistemas de monitoramento de frota, centrais de controle — mais de 70 em operação — e ferramentas de agricultura de precisão já fazem parte do cotidiano no campo. Nesse contexto, pulverizadores ganham protagonismo, especialmente com a aplicação seletiva, que combina hardware embarcado e softwares capazes de gerar mapas detalhados, reduzindo o uso de defensivos e otimizando recursos.
Portfólio renovado e avanço tecnológico
Entre as novidades apresentadas, a Case IH destacou a renovação completa do portfólio entre 2025 e 2026, com mais de 20 lançamentos no estande. Na linha de colheitadeiras, os novos modelos incorporam automação avançada, com capacidade de realizar manobras, comunicação entre máquinas e monitoramento integral das operações. “Já é uma realidade disponível no mercado, com ganhos claros de eficiência”, explicou Nilson Righi, gerente de Marketing Tático.
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Outro destaque está na Série 160 e nas plataformas de milho e grãos. As plataformas de milho chegam em três versões — do básico ao mais sofisticado — com opções como a linha Premium, que oferece ajuste hidráulico do despigador diretamente da cabine e chapa defletora lateral para redução de perdas. Já a versão Evolução atende operações de maior escala, com estrutura reforçada, acionamento híbrido e componentes em alumínio de alta resistência.
Na área de grãos, os equipamentos são produzidos em Curitiba (PR), reforçando a estratégia de nacionalização. Segundo Fernando Gaya, vice-presidente Comercial e de Operação de Peças, o investimento superior a R$ 100 milhões visa ampliar disponibilidade de peças, assistência técnica e condições de financiamento. “O Brasil tem condições muito variadas de campo. Produzir localmente permite maior adaptação e suporte ao cliente”, disse.
Conectividade, serviços e capacitação
A digitalização do agro também impulsiona o ecossistema de pós-venda. A Case IH ampliou sua plataforma de e-commerce de peças, que já soma mais de 5 mil clientes, sendo 4 mil recorrentes. São mais de 16 mil itens comercializados, com um portfólio total de 160 mil disponíveis. Em 2026, as vendas online devem superar 7% do total, com crescimento contínuo. Um dos avanços é o sistema que identifica peças por imagem, a partir de uma foto tirada pelo celular.
Leandro Conde, diretor de Marketing de Varejo, destacou que o valor está no uso dos dados. “Máquina conectada não gera valor sozinha. O valor vem da interpretação e da ação sobre esses dados, com suporte, consultoria e planejamento”, afirmou. A empresa oferece monitoramento remoto, planos de manutenção com previsibilidade de custos e consultoria de performance.
A formação de mão de obra também é tratada como prioridade. A companhia mantém programas de capacitação com mais de 200 cursos gratuitos e registrou 15 mil certificados emitidos em 2025. Em 2026, uma nova parceria com o Senar-RS deve abrir mais de 7 mil vagas. A empresa também é a única montadora a oferecer curso de CAAR (Condutor de Aplicação de Agroquímicos Remota).
Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Inovação no campo e sustentabilidade
A chamada Fazenda Conectada, projeto iniciado em 2021, funciona como laboratório para validação de tecnologias. Entre os resultados, há aumento médio de 25% na área colhida e redução no uso de máquinas, com impacto direto no consumo de combustível e na eficiência operacional.
A companhia também avança em soluções sustentáveis, como o desenvolvimento de motores a etanol, 100% nacionais. Uma colhedora equipada com esse conceito já operou na última safra com resultados considerados positivos e deve passar por novos testes. Tratores com a mesma tecnologia também estão em uso.
Outro ponto de atenção é a integração de drones ao ecossistema agrícola. Com operação contínua, os equipamentos conseguem cobrir até 900 hectares, atingindo 98,9% de área tratada. A proposta é complementar a pulverização tradicional com mais agilidade e precisão.
Ao final, a empresa reforça que, apesar do avanço da automação, o fator humano permanece central. A estratégia combina tecnologia, capacitação e suporte para garantir produtividade em um cenário que exige cada vez mais eficiência.
A agricultura de precisão ganha destaque na 31ª Agrishow, principal feira de tecnologia do agronegócio na América Latina. O modelo exige tecnologia avançada, equipamentos modernos e mão de obra qualificada, além de integrar diversas soluções digitais.
O setor utiliza GPS, sensores, inteligência artificial, drones e softwares para formar um ecossistema de gestão agrícola. Essas ferramentas transformam o agronegócio no Brasil e elevam o nível de eficiência produtiva.
A agricultura de precisão aplica insumos na quantidade, no local e no momento corretos. Com isso, o produtor reduz custos, aumenta a produtividade e diminui impactos ambientais.
Dados em tempo real
Os sistemas coletam e analisam dados em tempo real, o que melhora o controle das lavouras.
Além disso, softwares com inteligência artificial avaliam o solo e as condições das culturas continuamente.
O presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, afirma que novas tecnologias impulsionam uma revolução no setor. Segundo ele, os produtores estruturam melhor as operações com base em dados confiáveis e atualizados.
Qualificação no campo
Marchesan destaca que o trabalho humano se torna mais estratégico e qualificado no campo. Ele ressalta que o agricultor toma decisões mais assertivas e aprimora a gestão operacional.
O uso dessas tecnologias também amplia o controle de variáveis climáticas, logísticas e financeiras.
Assim, o produtor ganha eficiência e melhora o planejamento das atividades agrícolas.
Inovações na Agrishow
A Agrishow apresenta diversas inovações em agricultura de precisão nesta edição. As empresas expositoras investem em soluções voltadas à automação, conectividade e uso de dados em tempo real.
A AGTech, por exemplo, lança um portfólio focado em agricultura de alta performance. A empresa integra máquinas, sistemas e pessoas para elevar a eficiência no campo.
As soluções abrangem todas as etapas, desde o plantio até a colheita. Além disso, incluem tecnologias como operações com drones e sistemas de monitoramento agrícola.
Outro destaque é a Sigma, que apresenta equipamentos voltados ao monitoramento ambiental.
A empresa expõe a estação Sensor Carbon Node LI-720, que mede o fluxo de carbono em sistemas agrícolas.
A tecnologia fortalece projetos de sustentabilidade e iniciativas no mercado de carbono. A Sigma também apresenta o sensor LI-710, que monitora evapotranspiração e fluxo de carbono diariamente.
O portfólio inclui ainda o LAI-2200C, utilizado na análise da estrutura das culturas.
O equipamento mede o índice de área foliar e contribui para decisões agronômicas mais precisas.
A Massey Ferguson apresentou, nesta segunda-feira (27), durante a abertura da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um amplo pacote de soluções que marca seus 65 anos de atuação no Brasil. A apresentação foi conduzida por Luis Felli, head global da Massey Ferguson e vice-presidente sênior da AGCO; Rodrigo Junqueira, vice-presidente da Massey Ferguson para a América Latina; e Breno Cavalcanti, diretor de marketing da marca. O conjunto de novidades reúne máquinas, plataformas digitais e tecnologias voltadas à eficiência operacional, conectividade e sustentabilidade no campo.
Além disso, a trajetória da Massey Ferguson no Brasil acompanha a evolução da agricultura nacional. Antes mesmo da instalação da primeira fábrica, em 1961, a marca participou da primeira colheita mecanizada do país, em 1939. Desde então, esteve presente em marcos como a expansão do plantio direto e o avanço da agricultura de precisão. Atualmente, a companhia soma mais de 400 concessionárias na América Latina, sendo mais de 200 no Brasil, além de unidades industriais estratégicas na região.
Nesse sentido, os executivos destacaram que o novo ciclo do agronegócio exige operações mais conectadas, automatizadas e orientadas por dados. Por isso, a empresa anunciou 11 lançamentos que integram máquinas, tecnologia e serviços em um ecossistema digital.
Máquinas e tecnologia impulsionam nova fase do campo
Entre os principais destaques, o trator MF 9S surge como o maior e mais potente da marca no Brasil, com modelos que chegam a 425 cv. Além disso, o equipamento incorpora soluções de automação, como piloto automático, manobras automatizadas e telemetria, ampliando o controle das operações e reduzindo falhas no campo.
No plantio, por exemplo, a plantadeira Momentum, nas versões de 30 e 40 linhas, integra tecnologias como distribuição inteligente de peso e controle de insumos. Dessa forma, o sistema garante maior uniformidade na profundidade de plantio e pode gerar ganhos reais de produtividade. Ao mesmo tempo, a logística evolui, já que o equipamento permite transporte sem desmontagem, reduzindo o tempo de deslocamento entre áreas.
Já a digitalização ganha protagonismo com a plataforma FarmENGAGE, que permite a gestão integrada da operação agrícola em tempo real. Com isso, a solução reúne dados agronômicos e operacionais em um único ambiente, inclusive de máquinas de diferentes marcas, ampliando a capacidade de análise e tomada de decisão.
O “Gigante” de 19 toneladas MF 9S
Sustentabilidade, biocombustíveis e eficiência operacional
Por outro lado, a sustentabilidade também ganha espaço entre os lançamentos. Um dos principais avanços é o desenvolvimento do motor AGCO Power movido a etanol, concebido no Brasil. Dessa maneira, a tecnologia surge como alternativa para redução de custos operacionais e emissões de carbono, podendo reduzir em até 90% as emissões de CO₂ equivalente.
Além disso, a estratégia inclui a democratização da tecnologia no campo. As séries de tratores MF 5M e MF 6M passam a incorporar recursos como piloto automático e conectividade, ampliando o acesso à agricultura de precisão para produtores de pequeno e médio porte. Ao mesmo tempo, o MF 3700 se posiciona como uma solução versátil para diferentes sistemas produtivos.
Na pulverização, por sua vez, o pulverizador MF 500R incorpora tecnologias de controle automático de seções e monitoramento em tempo real. Como resultado, garante aplicação mais precisa e reduz desperdícios de insumos, contribuindo para maior eficiência e sustentabilidade.
Colheita, cana e nova máquina reforçam portfólio
Além disso, a chegada da colheitadeira Gleaner ao Brasil amplia o portfólio com foco em versatilidade. O modelo apresenta um sistema de rotor transversal, que melhora o fluxo do material e preserva a qualidade dos grãos. Dessa forma, mantém desempenho estável mesmo em terrenos inclinados e em diferentes culturas.
No setor sucroenergético, por outro lado, a marca apresenta soluções que cobrem todas as etapas da produção. Tratores, pulverizadores e enfardadoras aumentam a eficiência operacional e reduzem custos ao longo do ciclo da cana.
Ao mesmo tempo, a colheitadeira MF 9005S reforça o foco em sustentabilidade, com sistemas que melhoram a distribuição da palha e favorecem o plantio direto. Já equipamentos como a enfardadora MF 2234 ampliam o aproveitamento da biomassa, contribuindo para geração de energia e redução de perdas.
Conectividade e dados consolidam nova agricultura
Por fim, a integração entre máquinas e plataformas digitais aparece como eixo central das soluções apresentadas. Tecnologias como telemetria, piloto automático e gestão de dados permitem monitoramento em tempo real, maior previsibilidade e redução de custos operacionais.
A apresentação de mais de 20 lançamentos voltados ao agronegócio marcou a manhã desta segunda-feira (27), primeiro dia da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). A John Deere reuniu as novidades na “Casa John Deere” e mostrou soluções que envolvem máquinas, tecnologia digital, conectividade e serviços financeiros. O pacote prioriza ganho de produtividade, eficiência operacional e redução de custos no campo.
O portfólio inclui mais de 25 equipamentos e soluções direcionadas a diferentes perfis de produtores. Entre os principais destaques aparecem as colhedoras de cana CH7 e CH9, além de plantadeiras, pulverizadores, colheitadeiras e tratores. Ao mesmo tempo, a empresa reforça o avanço da agricultura de precisão, com integração entre máquinas e dados.
A estratégia apresentada na feira é sustentada por diferentes áreas da companhia. Estela Dias, gerente de Marketing Tático da John Deere para a América Latina, destaca a ampliação do acesso às tecnologias no campo. Já Isabela Aranovich, gerente de estratégia e inovação para sistemas de produção para a América Latina, reforça a importância da integração entre soluções ao longo da operação agrícola. Por sua vez, Rodrigo Iglesias, diretor de pós-venda e suporte ao cliente para a América Latina, enfatiza o acompanhamento contínuo ao produtor. Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina, aponta o foco em conectar inovação a resultados práticos.
Plantio e pulverização ganham precisão e agilidade
No plantio, a plantadeira DB Transportável reduz em mais de 90% o tempo de preparação para deslocamentos entre fazendas. Dessa forma, um processo que antes levava até dois dias passa a ser concluído em cerca de duas horas, o que amplia a eficiência logística e preserva a janela ideal.
Já a linha 1200 FT amplia o acesso ao plantio de alta performance em pequenas e médias propriedades. Além disso, adapta-se a diferentes condições de terreno. No setor sucroenergético, o sistema ExactStand utiliza visão computacional para monitorar, em tempo real, a distribuição da cana e identificar falhas durante a operação.
Na pulverização, a série 400R incorpora nova arquitetura eletrônica, motores de até 300 hp e barras de até 40 metros. Como resultado, o produtor reduz em até 10% o tempo de abastecimento e em até 50% o tempo de ajustes. Ao mesmo tempo, o sistema See & Spray aplica herbicidas apenas onde há plantas daninhas, o que pode gerar economia de até 93% no uso de insumos.
Valério Wagner, diretor de marketing para a América Latina – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Colheita e cana avançam em eficiência operacional
Na colheita de grãos, a nova plataforma de milho CR acompanha o avanço do etanol de milho no Brasil. O sistema realiza ajustes automáticos em tempo real, o que melhora o desempenho operacional. Já a colheitadeira S4 atua com eficiência em terrenos acidentados e áreas com menor espaço de manobra, além de sincronizar máquinas durante a operação.
No segmento sucroenergético, as colhedoras CH7 e CH9 entregam avanços em eficiência e qualidade da matéria-prima. Testes indicam redução de até 20% nas impurezas vegetais, sem aumento de perdas. Além disso, há ganho no índice de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR). No modelo CH7, o consumo de combustível cai até 10% por tonelada colhida, o que impacta diretamente o custo operacional.
Outro diferencial envolve os ajustes remotos por meio de plataforma digital. Com isso, o produtor padroniza configurações e responde mais rapidamente às condições do canavial.
Máquinas, conectividade e serviços ampliam atuação
A linha de tratores 5M chega ao mercado com modelos entre 85 e 120 cv, combinando robustez e foco em custo operacional. Já o trator 3041E atende propriedades que demandam versatilidade e menor porte. No segmento de construção, equipamentos como retroescavadeiras, motoniveladoras e escavadeiras ampliam a atuação no agronegócio.
Além disso, os Pacotes de Atualização permitem modernizar máquinas em operação. As soluções incluem piloto automático, controle de insumos em tempo real e conectividade via satélite. Dessa forma, o produtor amplia o acesso à agricultura de precisão.
Durante a feira, o Banco John Deere oferece condições especiais, com linhas alinhadas ao Plano Safra 2025/26. Ao mesmo tempo, o Consórcio Nacional John Deere, em parceria com a Randon Consórcios, surge como alternativa para aquisição de equipamentos, com parcelamento integral e flexibilidade de crédito.
A locação de máquinas voltadas à linha amarela ganha força no Brasil com a ampliação da presença em polos agrícolas estratégicos. Em sua segunda participação na Agrishow, a Armac apresentou seu plano de expansão, que prevê superar 30 unidades em operação até o fim do ano, com foco em regiões de alta demanda do agronegócio, onde agilidade no atendimento e suporte técnico são determinantes para a produtividade.
O avanço ocorre após a abertura de 18 unidades nos últimos dois anos, consolidando a maior rede multimarcas do segmento no País. A expansão contempla cidades com relevância no agro, como São José do Rio Preto, Presidente Prudente e São José dos Campos (SP), além de Cascavel (PR), Cuiabá e Lucas do Rio Verde (MT) e Rio Verde (GO). Em Cravinhos (SP), na região de Ribeirão Preto, uma das unidades completou recentemente um ano de operação.
A estrutura de suporte ac6ompanha esse crescimento. Com mais de 20 oficinas próprias e um complexo de manutenção de 300 mil metros quadrados na Grande São Paulo, considerado o maior da América Latina, a Armac deve alcançar mais de 50 pontos entre lojas, bases logísticas e centros de serviço até o final do ano. A estratégia busca ampliar a capilaridade, reduzir o tempo de resposta e garantir maior proximidade com o cliente.
Frota ampliada sustenta crescimento no campo
O movimento de expansão territorial está diretamente ligado ao aumento da frota. Apenas no primeiro trimestre, mais de mil equipamentos foram incorporados, entre máquinas de linha amarela e caminhões. O investimento total em ativos no último ano chegou a R$ 845,4 milhões, crescimento de 19,8% na comparação anual.
Jornalistas participam de coletiva de imprensa da Armac
Com um portfólio superior a 12 mil equipamentos, a companhia combina renovação constante da frota com a oferta de seminovos de baixo horímetro. “Nosso portfólio multimarcas reúne mais de 12 mil equipamentos e oferece soluções para os clientes que alugam ou optam pela compra de máquinas seminovas”, afirma Rafael Kuhl, diretor de Negócios para Seminovos. “Na posição de principal comprador de Linha Amarela do Brasil, conseguimos manter uma frota renovada para locação, com tecnologias atuais e equipamentos em condições ideais de uso.”
A descentralização das unidades também impacta o atendimento. A presença regional permite maior rapidez desde o primeiro contato até o pós-venda, incluindo manutenção em contratos de locação. “Estamos cada vez mais próximos dos clientes, falando os sotaques de cada região e oferecendo soluções personalizadas para cada necessidade”, completa Kuhl.
Agro sustenta avanço e profissionaliza operações
O agronegócio segue como um dos principais motores dessa expansão. Em 2026, a Armac completa dez anos de atuação no setor, com crescimento de 28% no comparativo recente. Atualmente, mais de 500 máquinas operam diretamente em atividades ligadas ao campo, com equipes atuando 24 horas por dia.
As operações envolvem movimentação de biomassa, grãos, açúcar, farelo e proteína animal, totalizando mais de 15 milhões de toneladas por ano. A presença em fazendas, usinas, portos e terminais reforça a integração com cadeias produtivas estratégicas.
Além da disponibilidade de equipamentos, o modelo inclui profissionais especializados, como operadores e mecânicos, que atuam diretamente nas operações. “Nossos diferenciais vão além da alta disponibilidade de máquinas. Contribuímos para profissionalizar um setor que historicamente foi informal, garantindo eficiência e produtividade aos clientes”, afirma Mairon Karr, diretor de Negócios da Armac.
A busca por eficiência operacional no campo ganhou novos contornos durante a Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP). Em coletiva, executivos do setor detalharam uma estratégia que combina tecnologia embarcada, fortalecimento do pós-venda e soluções financeiras para sustentar o crescimento no agronegócio brasileiro. O movimento ocorre em meio à necessidade de reduzir custos, evitar paradas e aumentar a previsibilidade das operações.
Participaram da apresentação Adriano Merigli, presidente da JCB América Latina; Rafael Cardoso, diretor comercial do Agronegócio; Felipe Battistella, diretor de Pós-Venda; e Carlos França, diretor de Vendas e Marketing. O grupo destacou que o avanço da conectividade e da estrutura de suporte já impacta diretamente a produtividade no campo.
Logo no início do ano, os resultados reforçaram essa tendência. O setor registrou crescimento nas vendas de máquinas, com destaque para o avanço de escavadeiras no agro e de manipuladores telescópicos, indicando maior demanda por soluções voltadas à infraestrutura dentro das propriedades.
Segundo Adriano Merigli, o cenário exige adaptação estratégica. “Nosso plano de crescimento está baseado em inovação constante e no fortalecimento da nossa capacidade produtiva, mesmo diante de desafios macroeconômicos”, afirmou.
Representantes da JCB durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026 – Foto: PH Lopes/ Agro em Campo
Pós-venda e tecnologia ganham protagonismo
A estrutura de pós-venda foi apontada como um dos principais pilares para garantir eficiência operacional. O aumento no estoque de peças e a ampliação da capacidade logística buscam reduzir o tempo de máquina parada, um dos fatores que mais impactam o custo no campo.
De acordo com Felipe Battistella, o foco está na disponibilidade. “Manter um alto nível de estoque e garantir rapidez no atendimento são fundamentais para assegurar que o equipamento permaneça operando”, disse.
Outro destaque é o uso da telemetria para monitoramento em tempo real. A tecnologia permite diagnósticos preventivos e ações mais rápidas, evitando falhas inesperadas. Esse sistema é integrado a centros de monitoramento e a uma rede de técnicos especializados, que atuam diretamente na resolução de problemas.
A conectividade, nesse cenário, deixa de ser diferencial e passa a ser requisito básico para operações mais eficientes e previsíveis.
Agro impulsiona demanda por máquinas
O agronegócio segue como um dos principais motores de crescimento do setor. A expansão da infraestrutura nas propriedades rurais tem aumentado a demanda por equipamentos capazes de otimizar processos e reduzir tempo de operação.
Rafael Cardoso destacou o avanço das escavadeiras no campo. “O crescimento foi expressivo, refletindo a intensificação dos investimentos em infraestrutura agrícola”, afirmou.
Os manipuladores telescópicos também ganham espaço. Segundo o executivo, esses equipamentos conseguem reduzir significativamente o tempo de movimentação de materiais, o que impacta diretamente a produtividade.
Além disso, o segmento governamental apresentou aumento nas aquisições, impulsionado por obras e projetos de infraestrutura.
Crédito e estratégia comercial ampliam acesso
Em paralelo à tecnologia e ao suporte, as condições comerciais passaram a ter papel relevante na decisão de compra. Diante de juros elevados, o setor aposta em alternativas como consórcio e modelos de financiamento mais flexíveis.
Carlos França explicou que as estratégias buscam facilitar o acesso às máquinas. “Estamos criando condições que permitam ao cliente investir sem comprometer o fluxo de caixa, mantendo a operação saudável”, afirmou.
Durante a feira, também foram apresentadas campanhas promocionais e ações de marketing que conectam o universo do agro a outras áreas de interesse do público, ampliando o alcance das marcas.
Outro ponto destacado foi a previsibilidade na aquisição de equipamentos, com planos que permitem ao produtor programar investimentos ao longo do tempo.
Com a combinação de tecnologia, suporte estruturado e soluções financeiras, o setor reforça uma mudança de paradigma no campo. A produtividade passa a depender não apenas da máquina, mas de todo o ecossistema que garante sua operação contínua.