Tag: agricultura regenerativa

  • O novo negócio do agro regenerativo: fazendas que viraram point de observação de aves

    O novo negócio do agro regenerativo: fazendas que viraram point de observação de aves

    Áreas ambientais recuperadas em fazendas de Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais estão sendo transformadas em destino de turistas e observadores de aves do Brasil e do exterior. A tendência foi discutida em live promovida pela Frente Empresarial para a Regeneração da Agricultura (FERA), em parceria com a Avistar e a Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS).

    Quatro produtores foram reunidos no encontro para mostrar, na prática, como a recuperação ambiental de suas propriedades foi transformada em negócio. Segundo eles, o modelo gera renda extra, cria empregos e valoriza a terra sem substituir a atividade produtiva original.

    Fazenda no Mato Grosso une pecuária, energia solar e turismo

    A Fazenda Anacã, em Alta Floresta (MT), é gerida há 12 anos por Fernão Prado, presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) da cidade, com base no uso múltiplo do território.

    “O turismo é feito pelas áreas de preservação permanente, sem precisar abrir uma porteira além do acesso principal. As trilhas viraram aceiros que ajudam na conservação da área”, explica.

    Uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) também foi criada na propriedade, assim como corredores ecológicos que conectam fragmentos de floresta antes isolados. “Temos pecuária na área aberta, 12 hectares arrendados para energia solar e, nas áreas verdes, o turismo de observação”, detalha Fernão.

    Oito empregos diretos já foram gerados pelo turismo na fazenda, segundo o produtor.

    Lodge no Mato Grosso une pesquisa e observação de vida silvestre

    O Jardim da Amazônia Lodge foi cofundado por Raquel Zanchet, diretora regional da TOVS no Centro-Oeste. A propriedade está situada em uma zona de transição entre Amazônia e Cerrado, o que favorece a diversidade de espécies, segundo ela.

    O empreendimento foi iniciado com o extrativismo de madeira e, depois, direcionado à piscicultura antes de chegar ao turismo. “Os peixes trouxeram mais aves, que atraíram muitos observadores. Foi assim que decidimos abrir um hotel”, conta Raquel.

    Três trilhas de observação do macaco-aranha, do jatobá e da lagoa são oferecidas hoje na propriedade, onde também é mantida uma estação de pesquisas própria.

    Cafeicultura regenerativa em Minas Gerais atrai fauna e visitantes

    O café de montanha é cultivado há 20 anos por Valmor Santos Filho em Bueno Brandão (MG). Desde 2017, a produção é feita em sistema agroflorestal.

    “Com esse trabalho de agricultura regenerativa, começaram a aparecer muitos bichos e pássaros, por causa da diversidade que criamos”, diz.

    A 160 km de São Paulo, produção de café, torrefação, consultoria e turismo sazonal são combinados hoje na propriedade. Colheita e torra são celebradas em turismos específicos, enquanto produtos artesanais locais, como queijo e geleia, também são comercializados.

    Pousada paulista vira destino internacional de observadores de aves
    (Foto: Reprodução/UNB)

    A Pousada da Fazenda, erguida sobre uma antiga fazenda de café do século 19 em Monte Alegre do Sul (SP), foi transformada por Luís Gonzaga Truzzi em point de observação de aves. Beija-flores passaram a ser alimentados na propriedade, e a chegada de espécies diferentes foi notada logo em seguida.

    Fotos foram divulgadas em sites especializados, o que atraiu outros observadores. “Nunca achei que fosse receber gente para fotografar aqui. Hoje vem gente do mundo inteiro: China, Vietnã, Estados Unidos”, conta.

  • Estudo da Embrapa revela 27 novas espécies de abelhas nativas na soja

    Estudo da Embrapa revela 27 novas espécies de abelhas nativas na soja

    Pesquisa da Embrapa indica 27 novos registros de abelhas nativas associadas à cultura da soja no Brasil. O estudo, conduzido no sudoeste de Goiás, também aponta que a presença desses insetos silvestres nas lavouras pode aumentar o peso dos grãos em média 7%.

    O levantamento, liderado pela Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF), foi realizado nas plantações das regiões de Rio Verde e Montividiu. Entre as 40 espécies encontradas diretamente nas áreas cultivadas, 27 nunca haviam sido citadas pela literatura científica como visitantes da soja. Considerando também as matas nativas do entorno, o número total de espécies identificadas chega a 53, distribuídas em cinco famílias (Apidae, Andrenidae, Megachilidae, Colletidae e Halictidae).

    Treinamento no uso da rede entomológica em áreas de soja. Foto: Davi de Lacerda Ramos/Embrapa

    Os resultados foram publicados no Journal of Applied Entomology, no artigo intitulado Bioinput Use and Native Vegetation Fragments are Associated With Higher Bee Community Evenness in Large-Scale Soybean Crops. A pesquisa reforça que a conservação dos fragmentos de Cerrado próximos às lavouras não é apenas uma estratégia para a biodiversidade, mas também um fator de ganho econômico e alinhamento com critérios ESG, cada vez mais exigidos pelos mercados internacionais.

    O “filtro invisível” dos defensivos e o impacto na biodiversidade

    Historicamente, o modelo de produção em larga escala da soja tem se apoiado no uso intensivo de inseticidas e fungicidas sintéticos de amplo espectro. No entanto, a pesquisadora da Embrapa, Carmen Pires, explica que essa abordagem atua como um severo “filtro ambiental” sobre a fauna benéfica.

    “Em propriedades com manejo químico altamente intensivo, houve uma queda drástica na equitabilidade das comunidades de abelhas”, afirma Pires. O termo ecológico se refere à distribuição uniforme dos indivíduos entre as diferentes espécies. “O manejo intensivo favorece um pequeno número de espécies resistentes, eliminando as mais especializadas e eficientes na polinização.”

    Coleta de abelhas com rede entomológica. Foto: Davi de Lacerda Ramos/Embrapa

    A cientista alerta ainda para um erro metodológico comum: avaliar a saúde da lavoura apenas pela abundância bruta de insetos. “Uma área altamente pulverizada pode apresentar um número elevado de insetos, mas quase todos pertencem a uma única espécie. Funcionalmente, a lavoura torna-se um ‘deserto de biodiversidade’.”

    O avanço dos bioinsumos como rota de fuga

    A boa notícia, segundo o estudo, é que existe uma rota de fuga economicamente vantajosa. Propriedades que integraram bioinsumos (bactérias e fungos para controle biológico e fertilização) e reduziram a dependência de químicos de alta toxicidade conseguiram manter comunidades de abelhas mais equilibradas e funcionalmente diversas.

    A transição para biológicos (Classe IV de risco ambiental – pouco perigosos) preserva o ciclo natural e é crucial para as abelhas que constroem ninhos no solo — cerca de 60% das espécies identificadas na região. A agricultura regenerativa, que minimiza o revolvimento da terra e mantém a palhada, protege esses ninhos. “Sem tratores desfazendo abrigos e sem venenos penetrando a terra, essas abelhas podem persistir de uma safra para a outra”, destaca Pires.

    Além disso, a maioria das espécies (44,7%) possui hábitos solitários, dependendo exclusivamente das boas condições ecológicas da fazenda para sobreviver. “O produtor precisa adotar práticas amigáveis para mantê-las vivas. Caso contrário, perderá o bônus de produtividade que elas oferecem gratuitamente”, complementa a pesquisadora.

    O Cerrado como “pulmão” polinizador da fazenda

    A pesquisa também detalha a relação de dependência entre a floresta e a lavoura. Os fragmentos de vegetação nativa do Cerrado atuam como refúgios e “fábricas” de polinizadores.

    Os dados revelaram que a proximidade física com a mata é um fator relevante: quanto maior o afastamento da lavoura em relação às bordas de Cerrado, menores são a riqueza e a abundância de abelhas nativas nas flores de soja. A mata preservada fornece abrigo, locais de nidificação (principalmente para os 18% de espécies que fazem ninhos em troncos) e alimento alternativo quando a soja não está florindo. Sem a floresta vizinha, as abelhas não conseguem colonizar as plantações.

    Números consolidados e nova metodologia

    Os números consolidados do estudo impressionam: do total de 764 abelhas coletadas, 89% eram nativas do Brasil, contra apenas 11% da espécie exótica Apis mellifera (abelha africanizada). Antes desta publicação, revisões científicas registravam apenas 12 espécies nativas associadas à soja. O novo trabalho ampliou esse conhecimento para 40 espécies nas áreas cultivadas, com 27 registros inéditos.

    Armadilhas do tipo “pan trap azul” instaladas em uma área de vegetação natural adjacente ao campo de soja. Foto: Davi de Lacerda Ramos/Embrapa

    Para chegar a essa precisão, os pesquisadores testaram diferentes metodologias e descobriram que os tradicionais pratos-armadilha (pan traps) são muito mais eficientes que as redes entomológicas. As pan traps foram responsáveis por 95% de todas as capturas (728 indivíduos), identificando 33 espécies, enquanto a rede registrou apenas 7. Segundo o estudo, o uso exclusivo de redes subestima a riqueza biológica real das fazendas de soja.

    “A pesquisa da Embrapa consolida, com dados de campo, que o futuro da agricultura nacional depende do equilíbrio ecológico. Os insetos polinizadores são os amigos invisíveis das lavouras, mas o manejo inadequado pode colocá-los em risco. Proteger as abelhas nativas e o Cerrado que as abriga é, acima de tudo, preservar a economia e a segurança alimentar do Brasil”, conclui Carmen Pires.

  • Andav 2026 destaca inovação para os desafios do agronegócio

    Andav 2026 destaca inovação para os desafios do agronegócio

    A cadeia de distribuição de insumos agropecuários volta a se reunir entre os dias 11 e 13 de agosto na 15ª edição do Congresso Andav 2026, que será realizada no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Com o tema “Agroeconomia Brasileira: Reflexões para o Futuro”, o encontro terá como foco debates sobre inovação, sustentabilidade, tecnologias para o campo e os desafios que devem influenciar os próximos anos do agronegócio brasileiro.

    A programação reunirá empresas do setor, distribuidores, pesquisadores, consultores e produtores rurais. Além disso, o evento apresentará soluções voltadas ao aumento da eficiência das lavouras, ao uso de bioinsumos, às novas ferramentas de nutrição vegetal e ao avanço da agricultura regenerativa.

    Entre os expositores está o Grupo Casa Bugre. A empresa aproveitará a edição de 2026 para celebrar 45 anos de atuação. Também apresentará tecnologias desenvolvidas em parceria com Krilltech, Agrilife Solutions e Terrus Regeneração.

    Tecnologias voltadas à produtividade

    Entre os destaques anunciados pela empresa está uma plataforma de nutrição vegetal baseada no conceito de Nutrifisiologia. A tecnologia combina a fisiologia das plantas com estratégias de manejo nutricional. Dessa forma, busca ampliar o aproveitamento dos nutrientes pelas culturas.

    Segundo o diretor de Marketing e Inovação do Grupo Casa Bugre, Everton Molina, a proposta utiliza os recursos de forma mais eficiente.

    “O objetivo é proporcionar maior aproveitamento dos nutrientes, utilizando recursos de forma estratégica para alcançar melhores resultados produtivos e econômicos.”

    Além disso, a empresa apresentará soluções baseadas em microalgas. Esses produtos atuam como bioestimulantes e biopotencializadores para diferentes culturas agrícolas.

    Outro destaque será uma tecnologia destinada a auxiliar as plantas na resposta aos estresses abióticos, como períodos de déficit hídrico e altas temperaturas. Conforme a empresa, a solução atende especialmente as lavouras de soja e milho.

    Agricultura regenerativa ganha espaço

    A agricultura regenerativa também terá espaço entre as tecnologias apresentadas durante a feira.

    A Terrus Regeneração exibirá uma plataforma baseada na análise da tipologia de argila do solo. A ferramenta reúne informações para apoiar decisões relacionadas ao manejo das áreas agrícolas. Entre elas estão a avaliação de riscos hídricos, a identificação de compactação do solo, a recomendação de bioinsumos, estratégias para mitigação de estresses e o direcionamento de investimentos na propriedade.

    Já a Krilltech destacará soluções voltadas à eficiência fisiológica das plantas. Entre elas está a tecnologia Arbolina. Segundo a empresa, a solução atua no metabolismo vegetal e estimula processos ligados à fotossíntese e à geração de energia.

    Além da Arbolina, a empresa apresentará soluções específicas para cana-de-açúcar, milho, algodão e citros. Também divulgará pesquisas envolvendo nanopartículas de carbono aplicadas à agricultura.

    Espaço para debates sobre o setor

    Além da exposição de tecnologias, a programação contará com o AGRIFORLIFE TALKS, podcast realizado durante os três dias do evento no estande do Grupo Casa Bugre.

    A iniciativa reunirá especialistas, pesquisadores, produtores rurais e representantes do agronegócio. Durante os encontros, eles discutirão inovação, sustentabilidade, gestão, mercado e as perspectivas para a agricultura brasileira.

    De acordo com o CEO do Grupo Casa Bugre, Flavio Maia, a participação na Andav representa uma oportunidade para apresentar tecnologias desenvolvidas com base em pesquisa e inovação.

    “A participação no evento representa um momento especial para apresentar ao público as tecnologias que fazem parte da nova geração da agricultura, unindo pesquisa, ciência aplicada e inovação para entregar mais eficiência ao produtor rural.”

    O executivo também destacou que a empresa busca desenvolver ferramentas capazes de contribuir para o aumento da produtividade e para sistemas agrícolas mais sustentáveis.

    Por fim, a Andav é considerada um dos principais encontros da cadeia de distribuição de insumos agropecuários do Brasil. O evento reúne representantes da indústria, distribuidores, cooperativas, consultores e produtores. Assim, promove a apresentação de tendências, a discussão dos desafios do setor e o compartilhamento de experiências sobre o desenvolvimento do agronegócio.

  • Fórum internacional debate agro regenerativo em Piracicaba

    Fórum internacional debate agro regenerativo em Piracicaba

    A cidade de Piracicaba (SP) recebeu na última terça-feira (23) o Fórum de Agricultura Regenerativa 2026, que colocou em debate a relação entre produção agrícola, preservação ambiental e financiamento de práticas sustentáveis. O encontro, realizado pela primeira vez no Brasil, reuniu 350 participantes presenciais e mais de 3 mil conectados online, com representantes de mais de 20 países entre produtores rurais, cientistas, investidores e formuladores de políticas públicas.

    O evento discutiu caminhos para ampliar a adoção de modelos produtivos baseados na regeneração do solo, conservação da biodiversidade e fortalecimento da segurança alimentar. O tom das falas foi de alerta sobre a necessidade de acelerar a transição no campo, diante de desafios climáticos, econômicos e regulatórios.

    Ensino, políticas públicas e lacunas estruturais

    Um dos pontos centrais do debate foi a crítica à formação acadêmica e à ausência de políticas públicas mais robustas para incentivar a agricultura regenerativa.

    A diretora estratégica para a América Latina na Naia Trust, Analí Bustos, afirmou que há um descompasso entre ensino e prática no setor. “Quando descobri que no meu país e na maior parte do mundo os estudantes de agronomia ou agricultura não estudam ecologia, fiquei espantada. Para mim, não existe agro sem ecologia e não pode existir ensino de agronomia sem ecologia”, disse.

    A especialista também defendeu maior participação do poder público na transição. “Faltam políticas públicas e incentivos para uma maior adoção da agricultura regenerativa. É essencial que seja promovido um cenário mais favorável, com benefícios e crédito, para que haja interesse por parte dos produtores”, completou.

    Brasil no centro do debate global sobre alimentos

    Outro ponto de destaque foi o papel estratégico do Brasil no cenário agrícola internacional. O cientista e ex-CEO do Crop Trust, Geoffrey Hawtin, afirmou que o país tende a ganhar ainda mais relevância na produção de alimentos.

    “O Brasil é um dos países agrícolas mais importantes do mundo, e provavelmente se tornará ainda mais importante”, declarou. Segundo ele, mudanças climáticas podem alterar a dinâmica global de produção e consumo. “Podemos ver ao longo do tempo uma necessidade de transformação em parte dos mercados de exportação, destinando menos à pecuária intensiva e mais à alimentação humana direta”, afirmou.

    O especialista também reforçou a necessidade de cooperação em diferentes níveis para avançar na agenda sustentável.

    Aumento de insumos e desafio da transição

    Dados apresentados durante o fórum indicaram preocupações com o uso crescente de defensivos agrícolas no mundo. O cientista-chefe da CABI, Ulrich Kuhlmann, citou aumento de 70% no uso de agrotóxicos entre 2000 e 2023, segundo dados da FAO.

    “O aumento do uso de agrotóxicos no mundo de 2000 a 2023 foi de 70%, segundo dados da FAO, e isto é muito preocupante”, afirmou. Para ele, a agricultura regenerativa pode ser uma alternativa viável, mas ainda enfrenta barreiras econômicas e estruturais.

    Kuhlmann destacou a falta de retorno financeiro claro ao produtor como um dos entraves à adoção de novas práticas. Ele também citou limitações da extensão rural e sugeriu o uso de ferramentas digitais de assistência técnica como alternativa para ampliar o acesso ao conhecimento.

    Mudança de paradigma no campo

    A diretora de Sustentabilidade da Daterra, Isabela Pascoal Becker, defendeu uma revisão na forma como a sociedade enxerga o setor agrícola.

    “É essencial que enxerguemos a agricultura como parte da natureza, não como um vilão ou algo separado”, afirmou. Para ela, a mudança precisa ser estrutural e envolver toda a cadeia produtiva.

    O fórum foi promovido pelo Global Landscapes Forum (GLF), pela Sustainable Agriculture Network (SAN), pelo Imaflora e pelo CABI BioProtection Portal. O encontro teve transmissão em quatro idiomas e contou com apoio institucional e do setor privado.

  • Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    Bayer apresenta resultados da plataforma PRO Carbono

    A Bayer apresentou, nesta terça-feira, 9, os resultados da plataforma PRO Carbono durante a quarta edição do Carbon Science Talks, realizado na Amcham Brasil, em São Paulo. O evento reuniu empresas, pesquisadores e agricultores para discutir descarbonização das cadeias agrícolas e práticas regenerativas no campo.

    Com apoio de 47 especialistas e 19 instituições, incluindo Embrapa, INTA e INTI, a Bayer desenvolveu metodologias científicas, ferramentas digitais e modelos escaláveis para quantificar emissões e remoções de carbono, orientar práticas de agricultura regenerativa e comprovar impactos ao longo da cadeia.

    PRO Carbono: de programa a plataforma regional

    O PRO Carbono integra atualmente mais de 3 mil agricultores no Brasil, Argentina e Paraguai, cobrindo mais de 3 milhões de hectares de soja, milho e algodão. Nas áreas participantes, práticas como plantio direto, rotação de culturas e cobertura do solo resultaram em:

    • Ganho médio de 11% na produtividade anual
    • Aumento de 9% na estabilidade produtiva
    • Redução de até 50% na pegada de carbono, podendo superar 70% com manejo aprimorado
    • Aumento de 50% no sequestro de carbono, mesmo em condições climáticas adversas

    Até 2025, os projetos já removeram 1,39 milhão de toneladas de CO₂eq, equivalente a 231 mil hectares em reflorestamento. Produtores com maior adoção registraram remoções médias de 2,1 tCO₂eq/ha/ano, acima da média científica de 1,4 tCO₂eq/ha/ano, segundo Marina Menin, diretora do Negócio de Carbono da Bayer para a América Latina.

    Plataforma conecta agricultura, indústria e mercado

    O evento também marcou a evolução do PRO Carbono para uma plataforma regional, reunindo mais de 20 projetos para mensuração de carbono, adoção de práticas regenerativas e comprovação de impactos em escala.

    Um exemplo é a parceria com a Viterra na Argentina, envolvendo 1.200 produtores e 2 milhões de hectares de soja com pegada de carbono calculada. No primeiro ano, as áreas participantes reduziram a pegada em 35%, podendo chegar a 60% com intensificação das práticas. A expansão para o Paraguai está prevista.

    Marcos Quaine, líder de Sustentabilidade da Viterra Conosur, afirma: “A gestão de emissões de carbono deixou de ser tema ambiental para se tornar um atributo estratégico de negócio. O objetivo é escalar soluções com valor para produtores, indústria e consumidores.”

    Ciência, dados e soluções digitais

    A plataforma é habilitada por ferramentas científicas e digitais que reduzem incertezas e garantem rastreabilidade. Entre elas:

    • Footprint PRO Carbono (Embrapa): calcula pegada de carbono e gera relatórios auditáveis
    • PROCarbon-Soil (PROCS): estima potencial de sequestro de carbono no solo
    • Conecta PRO Carbono: sistema MMRV para medir, monitorar, reportar e verificar impactos

    Segundo Marina Menin, “as soluções conectam a cadeia agrícola, apoiam metas de descarbonização do Escopo 3 e garantem rastreabilidade, transparência e credibilidade na ação climática.”

    Finanças sustentáveis para produtores

    Em parceria com o Rabobank, o PRO Carbono oferece incentivos financeiros atrelados a resultados ambientais. Produtores devem cumprir KPIs de ESG, com foco em emissões de gases de efeito estufa e plano de redução. Cada indicador gera desconto adicional na taxa, podendo ultrapassar 0,6%, segundo Taciano Custodio, head de Sustentabilidade da América do Sul no Rabobank.

    “Unimos forças para acelerar a descarbonização da agricultura, oferecendo recursos, conhecimento e ferramentas que geram impacto real e vantagem competitiva para produtores”, afirma Custodio.

    Reconhecimento do mercado

    A Bayer foi uma das vencedoras do Prêmio Eco 2025 da Amcham Brasil, reconhecendo empresas que usam a sustentabilidade como vetor estratégico de competitividade. Em 2025, a plataforma participou de nove premiações do setor, com sete projetos publicados e três premiados, consolidando seu papel na minimização da pegada de carbono e competitividade do agronegócio brasileiro.

  • Cafeicultura 4.0: Brasil mostra força e tecnologia na COP 30

    Cafeicultura 4.0: Brasil mostra força e tecnologia na COP 30

    O aroma de café tomou conta da COP 30. Na sexta-feira (14), o Pavilhão AgroBrasil, do Sistema CNA/Senar, abriu espaço para o café nacional brilhar. A Solenidade da Cultura Cafeeira reuniu quem faz o setor pulsar, de produtores a líderes de grandes instituições.

    Ademar Pereira, vice-presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, puxou o tom do encontro. Contou a história da cafeicultura brasileira, que virou referência mundial. “Ter esse espaço de debate mostra o valor de um setor que evoluiu, se profissionalizou e hoje une sustentabilidade e produtividade”, afirmou.

    A conversa seguiu quente. Vinicius Estrela, diretor da BSCA, lembrou que o sucesso dos cafés especiais veio da união. Silas Brasileiro, do CNC, alertou: o mundo muda com o clima e o café precisa se adaptar. Já Marcos Matos, da Cecafé, foi direto; sustentabilidade exige ação coletiva, crédito e apoio político.

    A indústria também falou. Celírio Inácio (Abic) defendeu o compromisso com tecnologias limpas e qualidade total. Aguinaldo Lima (Abics) ressaltou a força da cadeia e o potencial da agricultura regenerativa. Vanúsia Nogueira, diretora da OIC, levou o discurso além: “O café brasileiro precisa se afirmar no cenário global”. Andrea Illy, da Illycaffè, completou: regenerar o solo é regenerar o futuro do café.

    Painel 1 — Tradição e inovação lado a lado

    No painel “Tecnologia que transforma – Raízes que preservam”, histórias de vida se misturaram a ciência e modernidade.

    Carmen Lúcia Chaves Brito, da BSCA, falou de suas raízes em Minas: 17 anos à frente da gestão familiar. Isabela Pessoa, da Coopric (BA), defendeu capacitação e sucessão rural como pilares do futuro.

    Do Norte, Deigson Bento contou a própria jornada; largou a cidade para continuar o legado dos avós no cultivo de robustas amazônicos. Cada fala reforçava a mesma ideia: o café é mais que negócio, é herança viva.

    Ademar Pereira voltou ao palco com uma certeza: o setor virou a chave. Sustentabilidade econômica, gente no campo e aprendizado com o Senar sustentam o novo momento da cafeicultura.

    Painel 2 — Confiança do campo à xícara

    À tarde, o painel “Confiança do campo à xícara” mostrou que sustentabilidade tem provas, não promessas. Marcos Matos (Cecafé) detalhou programas de clima, carbono e boas práticas, lembrando a necessidade de comunicar o que o Brasil preserva.

    Vinícius Estrela reforçou o papel dos cafés especiais em certificação e ESG. “A rastreabilidade virou marca registrada do nosso café”, disse. Silas Brasileiro apresentou o programa “Produtores de Água”, que recupera nascentes e valoriza o manejo hídrico.

    Fechando, Celírio Inácio falou de certificação e pureza no café torrado. E Aguinaldo Lima completou sobre a agenda sustentável no café solúvel. Tudo conectado. Do produtor ao consumidor. Da roça à xícara.

  • Embrapa firma parceria com multinacional para agricultura regenerativa no Brasil

    Embrapa firma parceria com multinacional para agricultura regenerativa no Brasil

    A Nestlé Brasil anunciou nesta segunda-feira (10), durante a abertura da COP30 em Belém, um acordo de cooperação estratégica com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) para impulsionar a agricultura regenerativa no país. A parceria tem como foco principal o desenvolvimento de pesquisas e tecnologias sustentáveis voltadas às cadeias produtivas de leite e cacau.

    O acordo já conta com dois projetos de pesquisa definidos. O primeiro vai avaliar as emissões de gases de efeito estufa em vacas leiteiras submetidas a diferentes tipos de dieta. O segundo projeto concentra-se no desenvolvimento de sistemas agroflorestais mais eficientes para a produção de cacau na Amazônia.

    “Este acordo representa um passo importante da Nestlé rumo à neutralidade de carbono até 2050”, destacou Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil. Segundo ele, a ciência aplicada à prática tem papel fundamental na construção de sistemas alimentares mais sustentáveis e resilientes.

    Brasil como protagonista na agricultura regenerativa

    O país é considerado estratégico para a Nestlé global. Sendo um dos principais produtores de ingredientes para a multinacional. As cadeias de leite, cacau e café formam o núcleo das operações da empresa no território brasileiro.

    Para a produção de cacau, a parceria prevê investimentos em pesquisa genética e práticas regenerativas. O objetivo é aumentar a produtividade e tornar o Brasil novamente autossuficiente na produção do ingrediente, aproveitando as condições climáticas favoráveis do país.

    Parceria entre setor público e privado

    Silvia Massruhá, presidente da Embrapa, ressaltou a importância da colaboração entre instituições públicas e empresas privadas. “É possível conciliar produtividade, competitividade e sustentabilidade, criando valor para toda a sociedade e contribuindo para a agenda de descarbonização do país”, afirmou.

    A aliança entre Nestlé e Embrapa já dura cerca de três décadas. Em 2006, as instituições lançaram o Programa de Boas Práticas em Fazendas de Leite, que se tornou referência nacional e, até 2017, alcançou todas as propriedades parceiras da companhia.

    Meta: 50% de matérias-primas de fontes regenerativas até 2030

    O acordo recebeu aval do Nestlé Institute of Agricultural Sciences (NIAS), centro de pesquisa inaugurado na Suíça em 2023. A meta da empresa é garantir que 50% das principais matérias-primas utilizadas globalmente venham de práticas regenerativas até 2030.

    Foto: Divulgação

    “A parceria com a Embrapa conecta a ciência global da Nestlé à realidade brasileira, permitindo validação local e adaptação às condições tropicais”, concluiu Melchior.

  • Cacau renasce com agricultura regenerativa na Amazônia

    Cacau renasce com agricultura regenerativa na Amazônia

    A agricultura regenerativa começa a reescrever a história da pecuária familiar na Amazônia. Com práticas cada vez mais sustentáveis de manejo, o projeto RestaurAmazônia demonstra que é possível produzir com lucro, preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida no campo.

    Desde 2021, a iniciativa, criada pelo Fundo JBS pela Amazônia em parceria com a Fundação Solidaridad, já aplicou R$ 21 milhões em assistência técnica, inovação e capacitação. Graças a esse investimento, mais de 1.400 famílias na região da Transamazônica, no Pará, viram suas propriedades se transformar em modelos de produção sustentável.

    Atualmente, o projeto ocupa 21 mil hectares. Em vez das antigas pastagens degradadas, surgiram sistemas agroflorestais que unem gado, árvores e lavouras de cacau premium. Assim, a floresta se regenera, a renda dos produtores aumenta e o solo, antes exausto, volta a respirar.

    Do pasto degradado ao cacau de valor agregado

    O segredo do sucesso está na diversificação produtiva. O modelo combina o manejo sustentável da pecuária com a implantação de lavouras de cacau de alta qualidade, voltadas ao mercado bean-to-bar, que valoriza o chocolate artesanal e o cultivo responsável.

    Com isso, o produtor familiar não depende apenas do gado. Ele também participa de uma cadeia global que paga até quatro vezes mais pela amêndoa bem manejada. Essa mudança de lógica, aliás, tem impulsionado a economia rural e reduzido a pressão sobre novas áreas de floresta.

    O aumento de 64% na produtividade reflete um manejo mais inteligente. A taxa de lotação, que mede quantos animais a terra pode sustentar sem se esgotar, subiu sem provocar degradação ou elevar as emissões de gases de efeito estufa. “Os números mostram para o Brasil e para o mundo que a produção na Amazônia pode ser rentável e regenerativa”, afirma Lucas Scarascia, gerente executivo do Fundo JBS pela Amazônia. “O produtor familiar é protagonista da agenda climática global, gerando riqueza com a floresta em pé”.

    Técnica, proximidade e resultados

    A assistência técnica contínua é o alicerce da transformação. A Fundação Solidaridad mantém equipes locais que acompanham cada propriedade, ajustam o manejo e garantem que as famílias consigam aplicar o conhecimento no dia a dia.

    Além disso, os técnicos ajudam os produtores a acessar créditos verdes e programas de incentivo de baixo carbono, ampliando o impacto econômico. “A chave para essa transformação está na qualidade da nossa Assistência Técnica”, explica Rodrigo Castro, diretor de País da Solidaridad. “Garantimos que as famílias não apenas adotem práticas de baixo carbono, mas também atinjam um novo patamar de qualidade, maximizando sua renda e estabilidade econômica”.

    Um modelo que inspira a Amazônia e o mundo

    Os resultados são expressivos:

    • 1.218 hectares já foram restaurados com sistemas agroflorestais de cacau;

    • 17.308 hectares de pastagens estão sob manejo sustentável;

    • 2.154 hectares foram convertidos em lavouras produtivas de cacau.

    Esses números representam mais do que estatísticas. Eles simbolizam uma mudança de paradigma, na qual o campo se torna parte da solução climática e não do problema.

    Com o avanço da COP30, que será sediada em Belém (PA), o RestaurAmazônia se consolida como referência de intensificação sustentável e agricultura de baixo carbono. Afinal, o projeto prova que a Amazônia pode gerar riqueza com a floresta viva, sem abrir novas áreas e sem comprometer o futuro.

    Em última análise, o programa mostra que o futuro do campo amazônico é regenerativo: mais árvores, mais renda, menos emissões e uma nova lógica de prosperidade enraizada na terra.

  • CAIXA recebe 88 projetos de florestas produtivas

    CAIXA recebe 88 projetos de florestas produtivas

    O Fundo Socioambiental (FSA) CAIXA recebeu 88 propostas no edital de Agricultura Regenerativa, realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). A seleção integra o Programa Nacional de Florestas Produtivas e superou as expectativas das instituições envolvidas.

    O edital valoriza práticas regenerativas que restauram o solo, recuperam ecossistemas e fortalecem a produção sustentável. A estratégia de engajamento incluiu lives e o uso da nova plataforma Bússola Social, que facilitou as inscrições.

    Segundo o vice-presidente em exercício de Sustentabilidade e Cidadania Digital da CAIXA, Jean Benevides, as florestas produtivas unem benefícios ecológicos e sociais. “A extração sustentável de frutos, castanhas e madeira certificada gera renda e conserva a biodiversidade”, afirmou.

    R$ 50 milhões

    O edital destinará R$ 50 milhões a projetos voltados à agricultura regenerativa e à recuperação de áreas degradadas no chamado Arco do Desmatamento, que inclui Acre, Maranhão, Mato Grosso, Pará e Rondônia. Essas regiões abrigam grande número de agricultores familiares e assentamentos da reforma agrária, considerados prioritários para o programa.

    O secretário do MDA, Moisés Savian, destacou que a iniciativa representa “uma verdadeira aliança pelo meio ambiente”, reforçando o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a inclusão social no campo.

    Etapas de avaliação

    Os projetos passarão por etapas de avaliação técnica e de elegibilidade, conduzidas por comitê formado por especialistas da CAIXA e do MDA. Cada proposta aprovada poderá receber até R$ 5 milhões. O resultado final deve ser anunciado durante a COP 30, em Belém (PA), em novembro.

    O modelo de florestas produtivas combina recuperação ambiental e viabilidade econômica, ao gerar renda e promover o uso sustentável da terra. Essas práticas também contribuem para o sequestro de carbono, a reabilitação do solo e a proteção dos recursos hídricos, reforçando o papel do setor agrícola no combate às mudanças climáticas.

  • Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    Mulheres no agronegócio ampliam protagonismo e inovação no campo

    A presença feminina no agronegócio cresce com ritmo acelerado. Uma pesquisa conduzida pela Quiddity, em parceria com a Bayer, revelou que 93% dos entrevistados reconhecem o aumento da influência das mulheres no setor rural. O levantamento foi apresentado em São Paulo por Rebeca Gharibian, Managing Director Quiddity, Daniela Barros, Diretora de Comunicação da divisão agrícola da Bayer e Marina Menin, Diretora do Negócio de
    Carbono da Bayer para América Latina que destacaram o avanço em liderança, inovação e sustentabilidade.

    O estudo ouviu 90 produtores rurais, metade deles mulheres, de várias regiões do país. Apesar do progresso, 39% ainda percebem resistência à liderança feminina no agro. As produtoras se destacam em marketing (70%), gestão administrativa (74%) e liderança (68%). No entanto, a presença masculina continua maior na atuação direta no campo.

    Além disso, 82% dos participantes acreditam que homens e mulheres têm olhares complementares, o que reforça a importância da diversidade na gestão das propriedades.

    Sustentabilidade e inovação fortalecem o agro

    As mulheres no agronegócio impulsionam a sustentabilidade com ações práticas. Quase 9 em cada 10 produtoras fazem rotação de culturas (89%), e 87% preservam áreas nativas e mananciais. Outras práticas incluem plantio direto (82%), uso de bioinsumos (80%) e agricultura regenerativa (80%).

    Entre as inovações desejadas estão softwares de gestão (33%), energia renovável (27%), drones de precisão (22%) e ações para compensar emissões de carbono (24%). Além disso, 93% afirmam que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas, mostrando a maturidade da gestão feminina.

    As principais motivações incluem preservar o meio ambiente (82%), melhorar a produtividade (76%) e garantir um futuro melhor (76%). Por outro lado, 64% percebem redução de custos e 33% apontam facilidade no acesso a crédito e certificações.

    Em resumo, as mulheres estão conectando eficiência produtiva e responsabilidade ambiental, transformando o campo em um espaço mais equilibrado.

    Pesquisa foi apresentada durante coletiva de imprensa em São Paulo. Foto: Pedro H. Lopes/ Agro em Campo

    Capacitação constante e redes de apoio fortalecem produtoras

    O estudo também destacou o perfil de aprendizado contínuo entre as mulheres do agronegócio. Mais de 96% afirmam buscar capacitação regularmente, e 51% realizam cursos sempre que possível.

    Os temas mais procurados envolvem sustentabilidade (76%), inovação e novas tecnologias (64%), melhoria da produção (56%), liderança e gestão de pessoas (53%) e finanças rurais (51%). Além disso, elas participam de forma ativa em eventos, palestras e grupos técnicos.

    Entre os principais motivos para investir em capacitação estão melhorar o dia a dia na propriedade (78%), trazer novas ideias (73%) e argumentar com mais segurança nas decisões (62%). Por isso, o estudo confirma que o conhecimento é ferramenta de empoderamento e competitividade.

    A troca entre mulheres também é fundamental. Cerca de 89% valorizam as redes femininas como espaços de inspiração e crescimento. Para ampliar a presença no setor, 78% pedem mais visibilidade ao trabalho feminino, 69% querem mais mulheres em associações e 60% defendem mais voz nas decisões.

    A Bayer foi apontada por 76% das entrevistadas como a principal apoiadora das mulheres do agro, com programas de formação e sustentabilidade.

    Um novo olhar sobre o campo brasileiro

    O levantamento mostra que as mulheres no agronegócio estão mudando a forma de produzir, gerir e inovar. Elas unem sustentabilidade, tecnologia e colaboração, gerando impacto real na economia rural.

    Por isso, o agro brasileiro se transforma em um ambiente mais diverso, produtivo e humano. A presença feminina, antes secundária, agora é força de liderança e símbolo de renovação no campo.