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  • Artigo: o setor agropecuário na Austrália

    Artigo: o setor agropecuário na Austrália

    Desde dezembro do ano passado, a Austrália acrescentou uma nova lista, a CSOL, com mais de 450 profissões em demanda no país, voltada para quem deseja ser patrocinado por empresas locais. O setor de agropecuária segue em destaque nessa lista de profissões qualificadas para a migração com novas ocupações sendo reconhecidas e incluídas. Essa atualização reflete a crescente demanda por profissões especializadas em diversas áreas do agronegócio, ampliando as oportunidades para quem deseja atuar na Austrália.

    Anteriormente a Austrália dividia as profissões em três listas. A primeira era voltada para áreas rurais e regiões afastadas dos centros urbanos, que necessitavam de algumas profissões específicas. A segunda abrangia as profissões em demanda na Austrália como um todo, mas dentro de cada estado e a curto prazo. Já a terceira reunia as profissões de altíssima demanda, essenciais para o país a médio e longo prazo.

    Com essa estrutura, era possível identificar quais profissionais tinham um caminho mais claro para a residência permanente, ou seja, a possibilidade de morar no país como residente permanente e, depois, tornar-se cidadão australiano. Agora, com a nova atualização na legislação, a Austrália ampliou as oportunidades para quem deseja trabalhar no país. Há uma grande necessidade de profissionais de diversas áreas, tornando este um ótimo momento importante para dar o próximo passo.

    Possibilidades

    Com as mudanças, há um leque ainda maior de possibilidades para aqueles que desejam construir uma carreira sólida e contribuir para o crescimento do agronegócio no país.

    Michelle Helou, advogada e agente de migração referência na Austrália

    Entre as profissões adicionadas no setor de agro na lista de demandas estão pesquisadores e técnicos focados em agricultura, aquicultura e manejo de recursos naturais. Isso incluí também cientistas especializados em pesquisa agropecuária, agrônomos, técnicos em agritech, além de especialistas em irrigação e manejo de árvores.

    Outros cargos que estão com alta demanda são cientista de pesquisa agrícola, agronomista, técnico em zootecnia, técnico de irrigação, entomologista, entre outros. Essa expansão reforça a importância de inovação e sustentabilidade no setor.

    Além das novas inclusões, algumas profissões já estavam previamente em alta demanda, como consultores e cientistas agrícolas, gestores florestais, veterinários, silvicultor, consultor agrícola, cientista agrícola. Isso mostra que a Austrália continua valorizando profissionais com expertise no desenvolvimento e gestão do setor agropecuário.

    *Michele Helou é advogada e agente de migração referência na Austrália.
    Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente a opinião do Agro em Campo e de seus editores.

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  • Artigo: como o acordo do Mercosul e da UE afeta o agro brasileiro?

    Artigo: como o acordo do Mercosul e da UE afeta o agro brasileiro?

    Recentemente, o Mercosul e a União Europeia (EU) fecharam um novo acordo comercial, que estava em discussão há anos, que promete liberar 99% das exportações agrícolas brasileiras para o bloco europeu, sendo assim, esse novo acordo irá abrir portas para um mercado de mais de 450 milhões de consumidores, facilitando o acesso dos produtos brasileiros no mercado europeu, mas tendo que cumprir as exigências ambientais e sanitárias estabelecidas pela União Europeia.

    Renata Bueno, advogada, ex-parlamentar italiana e presidente do Instituto Cidadania Italiana.

    Desde o dia 1º de janeiro de 2025, a União Europeia aprovou o Regulamento Anti Desflorestamento (EUDR). A legislação proíbe a importação de produtos oriundos de áreas desmatadas. Independentemente de a prática ter ocorrido de forma legal ou ilegal no país de origem. Entretanto para atender às exigências da União Europeia que aprovou o Regulamento Anti Desflorestamento, os produtores brasileiros terão de comprovar que seus produtos não estão ligados ao desmatamento. Isso irá exigir a apresentação de documentos detalhados, como a geolocalização das áreas de produção. A rastreabilidade e a transparência da cadeia produtiva serão fundamentais para garantir a continuidade das exportações para a União Europeia.

    Novas regulamentações

    Com as novas regulamentações, os pequenos e médios produtores encontram desafios pela frente, podendo encontrar dificultar com os custos da adaptação às novas regras. Para minimizar impactos negativos, os exportadores brasileiros devem investir em tecnologias de rastreabilidade e transparência. Garantindo a conformidade com as exigências europeias e reforçando a competividade do setor no mercado internacional.

    Com a implementação do Regulamento Anti Desflorestamento irá acontecer um esforço conjunto do setor produtivo, do governo e das entidades representativas para assegurar que o Brasil continue sendo um protagonista no comércio agrícola global. Ou seja, parcerias com organizações não governamentais (ONGs) e instituições financeiras também podem ajudar a financiar a transição para práticas mais sustentáveis. O governo brasileiro pode desempenhar um papel crucial, oferecendo apoio técnico e financeiro aos produtores.

    É essencial equilibrar o crescimento econômico e a sustentabilidade, garantindo que as exigências ambientais não se tornem barreiras intransponíveis para os produtores brasileiros.

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