Tag: Acre

  • Peixeiro fisga jaú de 68kg e afirma: “Não é história de pescador”

    Peixeiro fisga jaú de 68kg e afirma: “Não é história de pescador”

    Um grupo de pescadores viveu uma experiência única, e quase inacreditável, ao capturar um jaú de 68 quilos durante uma pescaria esportiva no Rio Acre. As imagens do peixe gigante chamaram atenção pelo porte do animal, considerado um dos maiores peixes de água doce da América do Sul.

    A pescaria reuniu Rose, Rojaiso, Márcio e Tiba. Para chegar ao local escolhido, eles percorreram aproximadamente quatro horas de canoa até uma praia às margens do Rio Acre, onde permaneceram por dois dias em busca de grandes exemplares.

    Peixe gigante

    Após retirar o peixe da água e registrar o momento em fotografias, os pescadores celebraram a conquista e destacaram a abundância de espécies encontrada na região.

    “O Rio Acre é abençoado e temos fartura de peixes. Podemos dizer que não é história de pescador”, afirmou Tiba.

    “Assim é a vida de quem vive da pesca e dos ribeirinhos deste rio, que possui muitas riquezas naturais” — (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

    Mesmo com o Rio Acre apresentando nível abaixo do normal em alguns trechos, o grupo afirmou que ainda existem pontos favoráveis para a prática da pesca esportiva.

    O Rio Acre nasce no Peru, atravessa o estado do Acre e deságua no Rio Purus, um dos principais afluentes do Rio Amazonas.

    Conheça o jaú

    O jaú (Zungaro jahu) é uma das maiores espécies de peixes de água doce da América do Sul. Ele ocorre em importantes bacias hidrográficas, como as dos rios Amazonas, Paraná e Paraguai.

    A espécie pode ultrapassar 1,5 metro de comprimento e alcançar mais de 100 quilos, sendo considerada um dos peixes mais cobiçados pelos praticantes da pesca esportiva devido ao tamanho e à força durante a captura.

    Seu corpo robusto, a cabeça larga e a grande resistência fazem do jaú um verdadeiro símbolo dos grandes rios brasileiros.

  • PF investiga uso da pecuária bovina em esquema de facção criminosa

    PF investiga uso da pecuária bovina em esquema de facção criminosa

    A Polícia Federal deflagrou na última quarta-feira (27) a Operação Rota do Fim, que investiga um esquema de tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro com atuação em diferentes estados do país e ligação com o setor da pecuária bovina.

    A ação ocorreu simultaneamente no Rio Grande do Norte, Acre, Rondônia, Ceará, Paraíba e Mato Grosso. Ao todo, a Justiça determinou o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 30 mandados de busca e apreensão.

    Segundo a PF, o grupo investigado utilizava empresas ligadas à cadeia produtiva da carne bovina para movimentar recursos obtidos com o tráfico de drogas. As investigações apontam ainda possível ligação da organização com uma facção criminosa do Rio de Janeiro.

    Investigação começou após apreensão de drogas em MT

    As apurações tiveram início em 2022, após a apreensão de 469 quilos de cocaína e 160 gramas de maconha em Poconé (MT).

    A partir do flagrante, os investigadores identificaram um esquema sediado no Acre que, segundo a PF, utilizava empresas de insumos, processamento, distribuição e comercialização de produtos bovinos, além de leilões de gado, para ocultar recursos ilícitos.

    De acordo com a Polícia Federal, cerca de R$ 200 milhões de origem ilegal teriam sido movimentados pelo grupo durante o período investigado.

    Justiça bloqueou bens e rebanhos bovinos

    A operação conta com apoio da Receita Federal e do Gaeco do Ministério Público do Acre. Ao todo, participaram da ação 145 policiais federais e 10 auditores fiscais.

    Segundo a PF, a Justiça também determinou o bloqueio de imóveis, veículos, valores financeiros e até rebanhos bovinos ligados aos investigados.

    Durante a operação, três pessoas ainda foram presas em flagrante por posse ou porte ilegal de arma de fogo.

    Os investigados poderão responder por tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e outros crimes que ainda forem identificados ao longo das investigações.

  • Projeto de lei propõe anistia para multas ambientais de produtores rurais

    Projeto de lei propõe anistia para multas ambientais de produtores rurais

    Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados pode anistiar produtores rurais do Acre que receberam multas ambientais do Ibama e do ICMBio. A proposta (PL 2850/25) perdoa infrações aplicadas até dezembro de 2024 e estabelece critérios para a revisão das penalidades.

    Coronel Ulysses é um dos autores da proposta. Foto: Agência Câmara de Notícias

    Os deputados Coronel Ulysses (União-AC) e Rodolfo Nogueira (PL-MS) assinam a autoria do texto, que atualmente passa pela análise das comissões da Casa.

    Quem pode conseguir o benefício

    Para obter a anistia, o proprietário rural precisa cumprir três exigências:

    • Manter inscrição ativa no Cadastro Ambiental Rural (CAR)
    • Adotar o Programa de Regularização Ambiental (PRA) estadual ou federal
    • Assinar compromisso de recuperar a vegetação ou compensar o dano ambiental

    O que muda com a revisão das multas

    O projeto anula ou permite revisar multas classificadas como desproporcionais. A lei considera três aspectos para essa avaliação: a extensão do dano ambiental, o valor da propriedade e a capacidade econômica do produtor.

    Os órgãos ambientais terão 180 dias para reanalisar autos de infração com multas acima de 10 vezes o valor do imóvel ou que atinjam bens essenciais à produção, como rebanhos e maquinário agrícola.

    O texto também suspende medidas que impeçam a agropecuária de subsistência e restrições ao crédito rural durante o processo de adesão ao programa de regularização.

    Caso o produtor descumpra as obrigações assumidas, perde o benefício da anistia. Nessa situação, as sanções voltam a valer e ele pode responder nas esferas administrativa, civil e penal.

    O argumento dos parlamentares

    Os deputados justificam a proposta afirmando que milhares de produtores rurais do Acre sofreram ações ambientais aplicadas “em massa”, muitas vezes sem direito ao contraditório e à ampla defesa.

    Eles citam o município de Xapuri como exemplo crítico. Segundo os parlamentares, a cidade registrou apreensões de rebanhos e paralisação de atividades produtivas essenciais, o que comprometeu a subsistência local e a economia da região.

    “O projeto reestabelece a segurança jurídica, promove a justiça social e assegura a sustentabilidade da produção rural no Acre”, afirmam os autores na justificativa da proposta.

    As comissões de Agricultura, Meio Ambiente, Finanças e Constituição e Justiça analisarão o projeto em caráter conclusivo. Isso significa que o texto pode seguir para o Senado sem necessidade de votação em plenário, caso obtenha aprovação em todos os colegiados.

  • Influenciadores digitais são alvo de operação do Ibama

    Influenciadores digitais são alvo de operação do Ibama

    Uma operação do Ibama no Acre desarticulou uma rede de crimes ambientais que usava redes sociais para promover a caça, a captura e a venda ilegal de animais silvestres. A ação, batizada de “Operação Feira Virtual”, resultou na aplicação de mais de R$ 430 mil em multas.

    Foto: Ibama/AC

    A força-tarefa partiu de um extenso trabalho de inteligência digital. Agentes do Ibama monitoraram grupos e perfis em plataformas online que divulgavam livremente vídeos de maus-tratos, abate e comercialização de espécies nativas da Amazônia. Esse monitoramento permitiu que os fiscais identificassem e localizassem os responsáveis.

    Com apoio da Polícia Federal, as equipes cumpriram mandados de busca e apreensão nas casas dos investigados, muitos deles considerados “influenciadores” no meio da caça ilegal. Durante as diligências, os agentes coletaram provas materiais e digitais, incluindo imagens e vídeos que mostravam a morte de animais como paca, cateto, tatu, jacaré-açu e aves silvestres. As provas também confirmavam a promoção de rifas e torneios clandestinos de caça.

    Multas e impacto ambiental

    O Ibama aplicou multas que somam R$ 430 mil. Os autos de infração citam crimes como morte e captura de animais sem autorização, maus-tratos, uso comercial de imagens de fauna em cativeiro e exploração de imagens em unidades de conservação sem permissão. Os fiscais também apreenderam uma “câmera trap” instalada irregularmente dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes, equipamento usado para registrar imagens de animais de forma ilegal.

    Os vídeos analisados revelaram o uso de armadilhas e técnicas de caça predatória, agravando o impacto negativo sobre populações de fauna já vulneráveis.

    Além das medidas repressivas, o Ibama realizou ações de educação ambiental com a comunidade local. O objetivo foi alertar a população sobre os graves riscos e prejuízos ecológicos causados pela caça e pelo tráfico de animais silvestres. Reforçando a importância da conservação da biodiversidade amazônica.

  • Café robusta amazônico ganha força em agenda internacional

    Café robusta amazônico ganha força em agenda internacional

    A ApexBrasil abriu, nos dias 2 e 3 de novembro, a edição Cafés Especiais do programa Exporta Mais Brasil com foco no robusta amazônico. A primeira etapa ocorreu no Acre e reuniu nove compradores internacionais vindos da América, Europa, Oriente Médio e Ásia.

    A programação incluiu visitas técnicas, sessões de cupping e encontros de negócios com produtores do Acre e de Rondônia. As ações fortaleceram a imagem da Amazônia como produtora de cafés especiais com qualidade, tecnologia e sustentabilidade. “O Acre simboliza a força da produção amazônica. É um reconhecimento ao potencial do nosso café especial”, afirmou Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

    Novas iniciativas impulsionam o café amazônico

    Dois anúncios marcaram o evento. O primeiro foi o lançamento do The Best of Canephora, o primeiro concurso internacional dedicado aos robustas amazônicos. A iniciativa vai reconhecer e dar visibilidade global à qualidade da variedade.

    O segundo destaque foi o anúncio de um curso para formação de provadores profissionais, previsto para fevereiro de 2026, na região Norte. O objetivo é capacitar especialistas e fortalecer toda a cadeia produtiva. Essas ações consolidam a valorização e a internacionalização do robusta amazônico, ampliando sua presença e prestígio no mercado mundial.

    Novos mercados

    O programa faz parte das ações do Governo Federal para fortalecer o setor cafeeiro. Desde o início da gestão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de 18 agendas internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty, abrindo cerca de 500 novos mercados para produtos brasileiros.

    A estratégia também busca diversificar destinos de exportação, especialmente para produtores impactados por tarifas dos Estados Unidos. O projeto reforça o compromisso com a sustentabilidade e a geração de renda na Amazônia, alinhado às metas da COP30.

    Crescimento da produção de robusta na Amazônia

    A produção de robusta amazônico cresce em ritmo acelerado. Dados do IBGE mostram avanço médio de 4,6% ao ano desde 2019, acima da média nacional de 1,6%.

    A produtividade também impressiona: Rondônia registrou alta anual de 9,7%, enquanto o Acre cresceu 9,1% no mesmo período. Os resultados reforçam o papel sustentável da região na produção de café.

    Exporta Mais Brasil segue para outras regiões

    Após o Acre, o programa avança para Minas Gerais e Espírito Santo. O grupo de compradores internacionais passará de 9 para 24 integrantes, vindos de cinco continentes.

    Entre 4 e 6 de novembro, o grupo participará da Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte, um dos principais eventos do setor. A jornada se encerra entre 9 e 14 de novembro, nas regiões de Matas de Minas e Caparaó, reconhecidas pela produção de cafés especiais.

    O Exporta Mais Brasil conta com apoio do Sebrae Nacional, da BSCA e de associações regionais como CAFERON, APEC e o Conselho das Entidades de Café de Matas de Minas.

    Exportações em alta e novos acordos internacionais

    A ApexBrasil tem papel decisivo na expansão das exportações de robusta amazônico. Em agosto de 2023, a Agência levou 20 compradores de 11 países a Cacoal (RO). O encontro com 23 produtores locais gerou R$ 8 milhões em negócios até 2024.

    Entre os compradores, destacou-se a Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China. A parceria resultou em acordo de US$ 500 milhões, firmado em 2024, para fornecimento de 120 mil toneladas de café.

    O sucesso levou a um novo contrato de US$ 2,5 bilhões, válido de 2025 a 2029, para compra de 240 mil toneladas. O acordo foi articulado pela ApexBrasil e pelo MDIC.

    “O robusta amazônico se tornou símbolo da força exportadora do Brasil”, destacou Jorge Viana. O volume exportado pela região Norte subiu de US$ 18 milhões em 2023 para US$ 131 milhões em 2024, um crescimento de sete vezes.

    Exporta Mais Brasil

    Criado pela ApexBrasil, o programa aproxima o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país. Em dois anos, foram 28 edições, com 875 empresas apoiadas, 305 compradores internacionais de 65 países e R$ 553 milhões em negócios.

    A iniciativa posiciona o Brasil como fornecedor global de produtos de alto valor agregado, ampliando oportunidades e reconhecimento para o café robusta amazônico.

  • Café robusta amazônico conquista mercado internacional

    Café robusta amazônico conquista mercado internacional

    A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) recebe dez compradores internacionais em Rio Branco neste sábado e domingo (2 e 3 de novembro) para a primeira etapa da edição Cafés Especiais do programa Exporta Mais Brasil. A iniciativa marca o início de uma agenda estratégica para ampliar a presença do café brasileiro de alta qualidade no mercado global.

    Os visitantes estrangeiros, vindos da América do Sul, América do Norte, Europa, Oriente Médio, Ásia e África, participam de visitas técnicas a fazendas e cooperativas que produzem café robusta amazônico. A programação inclui ainda atividades de cupping e encontros de negócios diretos com produtores do Acre e de Rondônia.

    “A Amazônia tem mostrado ao Brasil e ao mundo seu potencial para produzir cafés especiais, combinando tradição, tecnologia e sustentabilidade. Iniciar a agenda do Exporta Mais Brasil no Acre é um reconhecimento da força do nosso estado na produção de cafés diferenciados e de origem amazônica”, afirma Jorge Viana, presidente da ApexBrasil.

    Governo Federal apoia setor cafeeiro com abertura de 500 mercados

    A iniciativa integra o esforço do Governo Federal para apoiar o setor cafeeiro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já realizou mais de 18 encontros internacionais em parceria com a ApexBrasil e o Itamaraty, o que resultou na abertura de cerca de 500 novos mercados para produtos brasileiros.

    A ação também faz parte das medidas de diversificação de mercados voltadas a exportadores brasileiros afetados pelas tarifas dos Estados Unidos. O programa reforça o compromisso com a sustentabilidade e incentiva a geração de renda para produtores rurais na Amazônia, alinhando-se ao contexto da COP30.

    Produção amazônica cresce 4,6% ao ano

    Segundo dados do IBGE, a região amazônica ampliou sua produção de café robusta em 4,6% ao ano desde 2019. Portanto, um desempenho muito superior à média nacional de 1,6%. Os produtores alcançaram esse avanço por meio de ganhos de produtividade, o que reforça o papel sustentável da região na cafeicultura.

    A produtividade regional apresentou forte crescimento, com alta anual de 9,7% em Rondônia e 9,1% no Acre desde 2019.

    Agenda segue para Minas Gerais e Espírito Santo

    Após a etapa do Acre, o programa segue para Minas Gerais e Espírito Santo. O grupo de compradores receberá novos integrantes e totalizará 24 participantes vindos da América do Norte e do Sul, Europa, Oriente Médio e Ásia.

    Entre 4 e 6 de novembro, os visitantes participam da Semana Internacional do Café (SIC) em Belo Horizonte (MG). Esse é um dos principais eventos do setor, aberto a produtores de cafés arábica, robusta e conilon de todo o Brasil. A jornada se encerra entre 9 e 14 de novembro nas regiões de Matas de Minas (MG) e Caparaó (MG/ES), reconhecidas nacionalmente pela produção de cafés especiais.

    O Exporta Mais Brasil conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Nacional). Nesta edição, a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e associações regionais de produtores também apoiam a iniciativa: Conselho das Entidades de Café de Matas de Minas, Associação de Produtores de Cafés Especiais do Caparaó (APEC) e Cafeicultores Associados da Região de Matas de Rondônia (CAFERON).

    Exportações crescem 456 vezes em dois anos

    A ApexBrasil tem desempenhado papel decisivo na ampliação das exportações de robusta amazônico por meio de ações estratégicas de promoção comercial. Em agosto de 2023, a Agência levou 20 compradores de 11 países a Cacoal (RO), onde eles se reuniram com 23 produtores locais. A missão resultou em R$ 8 milhões em negócios até 2024.

    A Luckin Coffee, maior rede de cafeterias da China, estava entre os compradores presentes. A visita marcou o início de uma parceria estratégica que culminou, em junho de 2024, na assinatura de um acordo para fornecimento de até 120 mil toneladas de café brasileiro, no valor de US$ 500 milhões.

    O sucesso da cooperação abriu caminho para um novo acordo, firmado para a compra de 240 mil toneladas do grão brasileiro entre 2025 e 2029, estimado em US$ 2,5 bilhões. A ApexBrasil articulou a negociação em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

    “Iniciativas como essa têm impulsionado significativamente o crescimento das exportações nacionais que incluem não apenas o robusta amazônico, mas também outros tipos de café, como o arábica. Nesse sentido a agenda segue para Minas Gerais e, em seguida Espírito Santo”, ressalta Jorge Viana.

    O volume exportado pela região Norte saltou de US$ 18 milhões em 2023 para US$ 131 milhões em 2024. Um aumento de sete vezes em relação ao ano anterior e 456 vezes superior ao registrado em 2022, quando as exportações totalizaram US$ 287 mil.

    Sobre o Exporta Mais Brasil

    A ApexBrasil criou o programa Exporta Mais Brasil para aproximar o comércio exterior de empreendedores de todas as regiões do país e potencializar exportações e oportunidades de negócios. Empresas de diferentes setores participam de rodadas de negócios, missões comerciais e ações de promoção internacional que conectam diretamente produtores brasileiros a compradores estrangeiros.

    Entre 2023 e 2024, o programa realizou 28 edições, apoiou 875 empresas brasileiras, promoveu a vinda de 305 compradores internacionais de 65 países e gerou R$ 553 milhões em negócios. As ações consolidam o Brasil como um dos principais fornecedores de produtos de alto valor agregado no mercado global.

  • Fóssil de tartaruga gigante é descoberto no Acre

    Fóssil de tartaruga gigante é descoberto no Acre

    Uma equipe de paleontólogos brasileiros fez uma descoberta extraordinária no coração da Amazônia: o fóssil de uma Stupendemys geographicus. Ela é considerada a maior tartaruga de água doce que já existiu no planeta. O achado ocorreu no Rio Acre, em Assis Brasil (AC), dentro da Terra Indígena Cabeceira do Rio Acre. E pode revolucionar o entendimento sobre a fauna pré-histórica da região.

    No dia 17 de junho, durante uma expedição na localidade de Boca dos Patos, pesquisadores da Universidade Federal do Acre (Ufac), Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) identificaram uma carapaça fossilizada com 1,8 metro de largura e comprimento estimado em 2,4 metros – indicando que o animal media quase o tamanho de um carro pequeno.

    O fóssil foi encontrado em sedimentos do Mioceno Superior, período que se estendeu entre 10,8 e 5,3 milhões de anos atrás, e estima-se que a tartaruga viveu há cerca de 9 milhões de anos16.

    A importância científica

    A Stupendemys geographicus é uma espécie já conhecida da ciência, mas raramente encontrada em bom estado de preservação. Edson Guilherme, coordenador do Laboratório de Pesquisas Paleontológicas (LPP) da Ufac, explica que pesquisadores só haviam encontrado um exemplar completo antes, na Venezuela. “Agora, temos uma aqui no Acre, o que amplia nosso conhecimento sobre a distribuição geográfica desses animais”, afirmou.

    A Stupendemys era uma das maiores tartarugas de todos os tempos, superando até espécies marinhas como a Archelon. Os machos possuíam chifres ósseos no casco, usados em combates territoriais. Ela viveu em um ambiente pantanoso, coexistindo com jacaré-gigantes (Purussaurus) – um de seus predadores.

    O professor Carlos D’Apolito Júnior, um dos líderes da expedição, destacou que o fóssil está excepcionalmente bem preservado, o que permitirá estudos detalhados sobre a anatomia e o comportamento da espécie. “É um achado fundamental para entender a paleontologia da Amazônia e os ecossistemas do passado”, explicou.

    Desafios logísticos e próximos passos

    A retirada do fóssil exigiu esforços extras devido ao seu tamanho e peso. Primeiro, a equipe tentou transportar o material em uma caminhonete, mas precisou esperar um caminhão da Ufac para levá-lo até Rio Branco. Lá, ele passará por análises laboratoriais antes de ficar disponível para exposição ao público.

    A expedição faz parte do projeto “Novas Fronteiras no Registro Fossilífero da Amazônia Sul-Ocidental”, financiado por CNPq, FAPAC e FAPESP, com apoio de comunidades indígenas locais.

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  • Conheça o potencial para a pecuária no Acre

    Conheça o potencial para a pecuária no Acre

    A pecuária de cria no Acre, base da economia rural do estado, enfrenta desafios para se modernizar e alcançar maior sustentabilidade. Diagnóstico realizado pela Embrapa Acre em 246 fazendas revelou que 82% dos produtores são de base familiar e 71% ainda utilizam métodos tradicionais, com baixa adoção de tecnologias. A falta de infraestrutura adequada é apontada como um dos principais entraves para a modernização dos sistemas de produção.

    O estudo identificou que 75,4% das propriedades apresentam pastagens de boa qualidade, reflexo do investimento em reforma com gramíneas adaptadas à região. O uso dessas tecnologias contribui para pastagens mais produtivas e duradouras, reduzindo custos de renovação. Além de evitar a abertura de novas áreas, o que favorece a sustentabilidade ambiental.

    Importância econômica da pecuária de cria

    A pecuária de corte responde por 60% do valor bruto da produção agropecuária do Acre, sendo a criação de bezerros fundamental para a produção de carne de qualidade. Mais de 10 mil produtores dependem da atividade, fornecendo bezerros para propriedades de recria e engorda em diferentes regiões do país. O levantamento da Embrapa traçou um panorama detalhado do setor, apontando pontos fortes, gargalos tecnológicos e demandas por políticas públicas.

    Mais de 80% dos criadores de bezerros no Acre são pequenos produtores com baixa adoção tecnológica. Foto: Carlos Maurício Andrade/Embrapa

    Apesar da existência de tecnologias acessíveis, a pecuária de cria no Acre apresenta baixo índice de inovação, especialmente entre pequenos produtores. A falta de informação sobre técnicas como consórcio de gramíneas com leguminosas, controle de plantas daninhas e plantio direto de forrageiras limita a produtividade. O amendoim forrageiro, por exemplo, está presente em apenas 6% das fazendas, apesar de seu potencial para intensificar a produção de pastagens.

    Internet como aliada da modernização

    O acesso à internet já é realidade em 71% das propriedades, o que pode facilitar a disseminação de informações e tecnologias. Especialistas sugerem a criação de redes locais de troca de conhecimento e o incentivo ao uso de tecnologias de entrada, como calendário reprodutivo, manejo de pastagens e vermifugação estratégica, que exigem baixo investimento e têm impacto direto na produtividade.

    O Acre possui o menor índice de degradação de pastagens da região Norte. Apenas 24,6% das áreas avaliadas necessitam de renovação, e 73% das propriedades investem na diversificação de gramíneas adaptadas ao clima local, como a Brachiaria brizantha cultivar Xaraés. Os produtores já utilizam critérios técnicos para identificar sinais de degradação, reflexo do impacto positivo das pesquisas científicas na região.

    A taxa média de lotação nas fazendas de cria é 27,7% superior à média estadual, indicando excesso de animais por hectare. O superpastejo compromete a qualidade das pastagens e o desempenho do rebanho. E evidencia a necessidade de capacitação dos produtores para o manejo adequado da lotação animal e gestão das pastagens.

    Limitações de mercado e políticas públicas

    Apesar de produzir o bezerro mais barato do Brasil, a predominância de pequenos produtores dificulta a comercialização direta e reduz a remuneração, pois a maioria vende para atravessadores. O estudo destaca a necessidade de políticas públicas para facilitar o acesso ao crédito rural, assistência técnica e tecnologias como o plantio direto de forrageiras, além de incentivar programas de melhoramento genético, como o Progenética, para elevar a qualidade do rebanho.

    Especialistas defendem que a modernização da pecuária de cria no Acre deve ser progressiva e adaptada ao perfil socioeconômico dos produtores familiares. Investimentos em capacitação, manutenção de estradas, acesso ao crédito e assistência técnica são fundamentais para elevar o padrão tecnológico das propriedades, garantindo sustentabilidade, competitividade e geração de renda no campo.

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  • Gohobby investe R$ 20 milhões para impulsionar uso de drones agrícolas

    Gohobby investe R$ 20 milhões para impulsionar uso de drones agrícolas

    A Gohobby, maior distribuidora de drones agrícolas da América Latina, anunciou um investimento estratégico de R$ 20 milhões na Região Norte do Brasil. O aporte será destinado à construção de um centro de distribuição, escritório e centro de treinamento em Porto Velho (RO), consolidando a presença da empresa nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. O objetivo é fortalecer o suporte técnico, comercial e logístico para revendas e produtores rurais, além de expandir a rede de parceiros locais.

    O novo centro de operações contará com equipe técnica e comercial própria, oficina de manutenção e estrutura dedicada à capacitação de operadores e revendedores. Inicialmente, a iniciativa vai gerar cinco empregos diretos, com expectativa de dobrar o quadro até 2027. A Gohobby já possui mais de 30 revendas ativas nos quatro estados. E prevê que a Região Norte represente cerca de 50% de sua operação agrícola nos próximos anos.

    Com mais de 2 milhões de km² de extensão e mais de 2 milhões de hectares cultivados, a Região Norte se destaca pela diversidade de culturas como soja, arroz, milho, café e frutas, além de 15 milhões de hectares de pastagens. A demanda crescente por tecnologia que aumente a produtividade e reduza custos operacionais torna o mercado regional um dos mais promissores para drones agrícolas no Brasil.

    Drones agrícolas: inovação e sustentabilidade no campo

    Os drones agrícolas da Gohobby, como os modelos DJI Agras T25 e T50, oferecem capacidades de pulverização de 20 a 40 litros e dispersão de sólidos de 25 a 50 kg, com preços que variam de R$ 120 mil a R$ 200 mil, dependendo da configuração. Essas tecnologias proporcionam monitoramento de precisão, redução de custos, menor consumo de insumos e impacto ambiental reduzido, tornando-se essenciais para o agronegócio moderno.

    Segundo Adriano Buzaid, CEO da Gohobby, o investimento reforça o compromisso da empresa com a modernização e sustentabilidade do agronegócio brasileiro. “Nosso foco é promover a modernização do setor com tecnologia de ponta, presença local e capacitação. Esse investimento é 100% Gohobby e reafirma nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e tecnológico do campo brasileiro”, afirma Buzaid.

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  • Jovem extrativista da Amazônia é aprovada em mestrado na UnB

    Jovem extrativista da Amazônia é aprovada em mestrado na UnB

    Para celebrar o Mês da Mulher, a trajetória de Cátia Santos, jovem extrativista da Amazônia, ganha destaque com sua aprovação no disputado Mestrado Profissional em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT), da Universidade de Brasília (UnB). A conquista de Cátia, coordenadora de comunicação digital do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), reforça a importância do acesso à educação de qualidade para as comunidades tradicionais da Amazônia e impulsiona a luta por seus direitos.

    Foto: Divulgação

    Nascida na Reserva Extrativista (RESEX) Chico Mendes, no Acre, Cátia cresceu inspirada pelo legado de Chico Mendes. E também pela luta dos seringueiros em defesa da Floresta Amazônica. “Tenho orgulho de ser extrativista”, afirma Cátia, ressaltando a importância de dar continuidade a esse legado.

    Desafios

    Apesar de sua dedicação à causa extrativista, Cátia enfrentou desafios no acesso à educação, precisando deixar seu território para concluir os ensinos Fundamental e Médio. A oferta insuficiente de vagas e colégios e a infraestrutura precária são dificuldades enfrentadas pelos jovens. Além disso, a internet limitada e o conteúdo programático não adaptado são obstáculos que dificultam o acesso à educação de qualidade para os jovens das RESEXs amazônicas.

    “A luta por uma educação de qualidade é essencial para garantir dignidade e igualdade para nossa população”, enfatiza Cátia. A jovem extrativista defende a valorização da educação e a necessidade de inseri-la dentro das comunidades.

    A aprovação de Cátia no mestrado representa um novo tempo para a luta extrativista. Cátia espera que a sua conquista inspire outros jovens da região. O conhecimento adquirido no mestrado será uma ferramenta para fortalecer o movimento extrativista. Além de ampliar a participação da juventude na luta por direitos e buscar soluções mais justas para a realidade das comunidades tradicionais.

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