Tag: acordos

  • Brasil e Honduras ampliam cooperação para modernizar o agro

    Brasil e Honduras ampliam cooperação para modernizar o agro

    O Brasil e Honduras avançaram nas negociações para ampliar a cooperação agrícola e fortalecer a segurança alimentar. A missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também consolidou entendimentos em pesquisa agropecuária, inovação tecnológica e desenvolvimento rural.

    A agenda ocorreu em Honduras e resultou em novos encaminhamentos para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.

    O secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, liderou a missão. A comitiva também reuniu a embaixadora do Brasil em Honduras, Andrea Watson, a adida agrícola Priscila Rech, a chefe de gabinete Erika Ferraz e o representante do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Cristian Fischer.

    A programação começou com uma reunião entre a delegação brasileira e o ministro da Agricultura e Pecuária de Honduras, Moisés Molina. Durante o encontro, as autoridades discutiram ações conjuntas para impulsionar o setor agropecuário.

    Temas em foco

    Os debates abordaram planejamento agrícola, inovação tecnológica, melhoramento genético e transferência de conhecimento. Além disso, os representantes avaliaram oportunidades para ampliar a cooperação técnica entre os países.

    A delegação brasileira também se reuniu com representantes da Dirección de Ciencia y Tecnología Agropecuaria (Dicta), principal instituição de pesquisa agropecuária hondurenha.

    Durante a reunião, os participantes discutiram medidas para fortalecer a instituição, qualificar profissionais e modernizar os sistemas de inovação. As conversas também destacaram oportunidades de intercâmbio técnico.

    As áreas prioritárias incluem pesquisa agropecuária, assistência técnica, sanidade animal e vegetal e adaptação às mudanças climáticas. Nesse contexto, instituições brasileiras como a Embrapa e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) poderão contribuir com conhecimento e tecnologia.

    Comércio

    No campo comercial, a missão avançou em negociações sobre produtos de interesse bilateral. Entre os itens debatidos estão farinhas de origem animal, carne de aves e carne suína. Esses produtos integram a estratégia de ampliação do comércio agropecuário entre Brasil e Honduras.

    A missão terminou com uma reunião na Presidência da República de Honduras. O encontro reafirmou o interesse dos dois governos em ampliar o diálogo técnico e institucional. As autoridades também destacaram prioridades comuns, como segurança alimentar, inovação, desenvolvimento rural e modernização da agricultura.

    O IICA apoiou a missão e atuou na articulação institucional. A entidade também contribuiu para identificar novas oportunidades de cooperação. Os resultados da agenda reforçam o compromisso brasileiro com o desenvolvimento agropecuário sustentável. Além disso, fortalecem as relações do Brasil com os países da América Central.

  • Brasil e China avançam na cooperação por cadeias agropecuárias sustentáveis

    Brasil e China avançam na cooperação por cadeias agropecuárias sustentáveis

    O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) recebeu uma delegação chinesa ligada à Academia Chinesa de Ciências Agrícolas (CAAS). O encontro focou na sustentabilidade e transparência das cadeias produtivas agropecuárias.

    O secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, Pedro Neto, liderou a reunião e destacou a importância do diálogo entre Brasil e China. Segundo ele, os dois países buscam construir um entendimento comum sobre práticas agrícolas sustentáveis. Pedro Neto ressaltou o papel do Código Florestal Brasileiro como marco regulatório que alia preservação ambiental e uso sustentável do solo.

    Durante o encontro, o Mapa apresentou duas iniciativas brasileiras para o desenvolvimento do agronegócio sustentável. A primeira é a Plataforma AgroBrasil+Sustentável, uma ferramenta digital que integra dados oficiais para gerar informações rastreáveis sobre a produção agropecuária sustentável.

    Ela facilita o acesso do produtor às políticas públicas e mercados. Para Pedro Neto, essa plataforma prova o compromisso do Brasil com a produção sem desmatamento e promove transparência.

    Caminho Verde Brasil

    A segunda iniciativa é o programa Caminho Verde Brasil, que incentiva a produção agrícola sem abrir novas áreas. O programa prioriza a recuperação de pastagens degradadas com a meta de restaurar até 40 milhões de hectares nos próximos dez anos. André Okubo, coordenador-geral de Promoção de Investimentos Estrangeiros e Cooperação do Mapa, explicou que o programa transforma passivos ambientais em oportunidades para ampliar a produção sem comprometer os biomas brasileiros.

    Pela delegação chinesa, o diretor-geral do Instituto de Economia e Desenvolvimento Agrícola da CAAS, Hu Xiangdong, destacou a similaridade entre sua instituição e a Embrapa. Ele apontou oportunidades para aprofundar a cooperação técnica e científica, ampliando parcerias em inovação agrícola além do comércio.

    Brasil e China mantêm uma relação diplomática e de amizade de cinco décadas. Esta parceria se fortalece também pela Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Consulta e Cooperação (COSBAN), onde tratam de temas estratégicos. Ambos os países continuam avançando no diálogo sobre sustentabilidade para impulsionar vínculos comerciais e de cooperação em um contexto geopolítico favorável.

    Ao final da reunião, Pedro Neto reafirmou que a Plataforma AgroBrasil+Sustentável e o Caminho Verde Brasil se complementam. Juntos, eles projetam o agronegócio brasileiro como referência internacional em sustentabilidade e inovação agropecuária.

  • Estados Unidos doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Estados Unidos doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Os Estados Unidos formalizaram um pacote bilionário para a conservação da Amazônia durante a visita do presidente Joe Biden a Manaus, neste domingo (17). Em resumo, a iniciativa integra o programa nacional de combate às mudanças climáticas e reforça os 200 anos de relações bilaterais entre Brasil e EUA.

    Biden na Amazônia

    Essa foi a primeira vez que um presidente americano visitou a Amazônia em exercício, firmando acordos com ONGs, empresas e bancos brasileiros. As ações incluem o combate ao crime organizado, como mineração ilegal, desmatamento e incêndios florestais.

    Biden destacou que as medidas pretendem “reverter o desmatamento, aumentar a biodiversidade e fortalecer a resiliência climática”. Além disso, o governo americano garantiu US$ 11 bilhões anuais para ações de conservação global, um aumento de seis vezes em relação ao início do mandato.

    US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia

    Entre os destaques, os EUA doarão US$ 50 milhões ao Fundo Amazônia e lançarão uma coalizão de investidores, com meta de captar US$ 10 bilhões até 2030. Além disso, outras ações incluem projetos de reflorestamento, como o da empresa Mombak, e a entrada no Fundo Florestas Tropicais para Sempre, idealizado pelo presidente Lula.

    No Pará, US$ 180 milhões serão investidos no reflorestamento por meio da Coalizão Leaf. A parceria com o BNDES será ampliada, com novos acordos de cofinanciamento. O Laboratório de Investimentos em Soluções Baseadas na Natureza (SbN) também receberá US$ 2 milhões.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Desmatamento na Mata Atlântica cai 55% no primeiro semestre de 2024
    + Agro em Campo: Polícia e Mapa apreendem oito mil litros de azeite adulterado

    O governo americano financiará ainda o projeto Rainforest Wealth, do Imaflora e do Instituto Socioambiental, com US$ 2,6 milhões. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA destinará outros US$ 24 milhões à bioeconomia, cadeias de produção sustentável e apoio às comunidades indígenas.

    No combate à extração ilegal de madeira, os EUA treinarão agentes brasileiros em tecnologia de rastreamento. Já contra a mineração ilegal e o tráfico de mercúrio, haverá uma doação de US$ 1,4 milhão.

    Para combater incêndios, os EUA atuarão com o Inpe e treinarão brigadas indígenas femininas no Tocantins e no Maranhão. Ou seja, esses esforços consolidam o compromisso de Biden em liderar ações climáticas globais.