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  • JBS faz lance alto em compra de ações da Pilgrim’s

    JBS faz lance alto em compra de ações da Pilgrim’s

    A JBS apresentou uma proposta não vinculante para adquirir as ações da Pilgrim’s Pride (PPC) que ainda estão nas mãos de acionistas minoritários. A companhia já controla aproximadamente 82% da produtora de alimentos, com forte atuação no mercado de carne de frango.

    Se a operação for aprovada e concluída, a JBS passará a controlar integralmente a Pilgrim’s e as ações da empresa americana poderão deixar de ser negociadas na Nasdaq.

    A proposta prevê a troca de cada ação ordinária da Pilgrim’s por 2,086 ações Classe A da JBS.

    A relação foi calculada considerando os preços de fechamento de 18 de agosto de 2026: US$ 13,66 por ação da JBS e US$ 28,49 por ação da Pilgrim’s Pride.

    JBS busca adquirir participação restante da Pilgrim’s

    Jeremiah O’Callaghan, presidente do conselho de administração da JBS, afirmou que as duas empresas trabalham juntas há mais de 16 anos, período em que a Pilgrim’s ampliou suas operações e presença internacional.

    “Por mais de 16 anos, a JBS e a PPC trabalharam juntas enquanto a PPC expandia suas operações, fortalecia sua presença global e crescia significativamente sua receita”, afirmou.

    Segundo O’Callaghan, a proposta permitiria que os atuais acionistas da Pilgrim’s continuassem expostos ao desempenho da companhia por meio da participação na JBS.

    “Nós acreditamos que esta proposta ofereça aos acionistas da PPC a oportunidade de continuar a participar do desempenho futuro da PPC por meio da detenção de ações da JBS, com exposição a um negócio maior e mais diversificado globalmente”, declarou.

    O executivo acrescentou que o relacionamento entre as empresas e o conhecimento das operações da Pilgrim’s devem contribuir para a continuidade das relações com empregados, clientes e parceiros comerciais durante o processo.

    O que precisa acontecer para a operação avançar

    A proposta não significa que a aquisição já foi concluída.

    Antes disso, a operação deverá passar por diferentes etapas de análise e aprovação.

    Entre elas estão:

    • avaliação por um comitê especial independente da Pilgrim’s Pride;
    • análise com apoio de consultores financeiros e jurídicos;
    • aprovação das instâncias competentes da companhia;
    • voto favorável da maioria exigida entre os acionistas da Pilgrim’s que não são ligados à JBS;
    • cumprimento das demais condições previstas para a conclusão da transação.

    A JBS informou que a proposta não exige aprovação de seus próprios acionistas.

    Caso todas as condições sejam atendidas e a transação seja concluída, as ações ordinárias da Pilgrim’s Pride poderão ser retiradas do registro e deixar de ser negociadas na Nasdaq.

  • Plano de recuperação tira Shell e Cosan do controle majoritário da Raízen

    Plano de recuperação tira Shell e Cosan do controle majoritário da Raízen

    A Raízen aprovou um plano de recuperação extrajudicial que redesenha completamente a estrutura de capital e a governança da companhia. A empresa vai emitir 14 bilhões de novas ações ordinárias, que a Shell adquirirá em troca do aporte de R$ 3,5. Um cálculo que resulta em R$ 0,25 por ação. O restante do pacote de novas ações ordinárias e preferenciais servirá para converter parte da dívida detida por bancos e investidores.

    Analistas do UBS BB projetam que, ao final do processo, os credores poderão deter cerca de 83% do capital da empresa. Ou seja, o equivalente a aproximadamente 72% das ações ordinárias, segundo dados publicados pela ADVFN. O movimento reduz drasticamente a participação histórica de Shell e Cosan. Elas hoje dividem 44% do capital da Raízen cada uma, com os 12% restantes nas mãos do mercado.

    Como fica a fatia dos credores

    Do total de R$ 61 bilhões em dívidas, pouco mais de R$ 30 bilhões dos créditos migraram para novos instrumentos. Eles tem vencimentos mais longos, novas taxas de juros e condições compatíveis com a capacidade futura de geração de caixa da Raízen.

    O BNY (Bank of New York Mellon) figura como o principal credor da companhia, com R$ 26,1 bilhões em títulos de longo prazo. Na sequência aparecem os Bondholders Globais (R$ 7,5 bilhões), o agente fiduciário Pentágono SA (R$ 6,35 bilhões), a True Securitizadora (R$ 6,43 bilhões) e o banco BNP Paribas (R$ 4,2 bilhões), além de outras instituições financeiras que completam o quadro de credores.

    As debêntures somam R$ 13,8 bilhões da dívida em recuperação. A maior parte dos investidores institucionais (fundos de pensão, fundos de investimento e os bancos BTG, Porto Seguro e Citibank) optou por preservar os valores aplicados. Eles vão receber 45% em ações e converter os 55% restantes em novas debêntures de longo prazo.

    Os ativos incentivados que já existiam vão manter a isenção tributária para pessoas físicas, com retorno de IPCA + 9% ao ano e vencimentos programados para 2033 e 2035. Já os acionistas minoritários ficarão com uma fatia irrelevante do capital após a reestruturação, mas tendem a ver o acordo com alívio, já que ele evita um cenário de quebra da companhia.

    A divisão entre energia e combustível

    O plano prevê fatiar a Raízen em duas empresas distintas até o fim de 2027: uma dedicada a energia e outra ao setor de combustíveis. Segundo apuração do InvestNews, o negócio de etanol, açúcar e bioenergia e a operação de combustíveis na Argentina ficam na Raízen Energia. Enquanto a distribuição de combustíveis no Brasil, com a marca Shell, os cerca de 6,8 mil postos e o negócio de lubrificantes vão para a Raízen Combustíveis. A reportagem aponta ainda que, após a transação, a alavancagem da unidade de combustíveis deve cair para 4,8 vezes o Ebitda, e a de energia, para 2,2 vezes. E que o conselho pretende buscar um investidor estratégico para a operação de combustíveis por meio de um processo competitivo.

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    Foto: Divulgação Raízen

    A separação faz parte de um programa mais amplo de desinvestimentos, que já inclui a venda integral da operação argentina. Em junho, a Raízen se desfez de 100% do negócio no país vizinho, vendido por US$ 1,42 bilhão a duas empresas controladas pela suíça Mercuria Energy Group. O pacote envolveu a Refinaria de Avellaneda, uma fábrica de lubrificantes, ativos de GLP e uma rede com mais de 800 postos de combustíveis.

    Contexto da crise

    O processo de recuperação extrajudicial da Raízen é hoje o maior em andamento no Brasil. A companhia protocolou o pedido junto à Justiça de São Paulo depois de meses de negociação entre Shell, Cosan e credores, que, em determinado momento, chegaram a romper as tratativas por divergências sobre o tamanho do aporte de capital necessário para evitar a recuperação judicial.

    Como parte da governança durante a reestruturação, a empresa também cria o cargo de Chief Restructuring Officer. Ele ficará sob o comando do atual diretor financeiro da companhia. E será acompanhado por um executivo indicado pelos credores e por um comitê de cinco membros escolhido por eles.

  • Setor do arroz cobra ações para conter queda de preços

    Setor do arroz cobra ações para conter queda de preços

    O setor orizícola intensificou as cobranças por medidas para enfrentar a forte queda nos preços do arroz em casca, segundo levantamento do Cepea. Entre as ações sugeridas estão a retirada temporária da Taxa de Cooperação e Defesa da Orizicultura (CDO), a redução do ICMS e medidas para frear as importações, especialmente do Paraguai, que compete diretamente com o produto brasileiro.

    A Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) também propõe soluções logísticas, como a suspensão temporária da fiscalização da ANTT, responsável por elevar os custos de transporte.

    Os pesquisadores do Cepea alertam ainda para irregularidades na classificação e embalagem do arroz beneficiado, o que preocupa a indústria.

    Em relação à safra 2025/26, as estimativas iniciais da Conab apontam queda de 10,13% na produção nacional, para 11,46 milhões de toneladas. Mesmo com o recuo, o volume continua superior ao das safras 2022/23 e 2023/24.

  • Ações da Raízen desabam após Petrobras negar planos de investimento

    Ações da Raízen desabam após Petrobras negar planos de investimento

    As ações da Raízen, uma das maiores empresas brasileiras do setor de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis, registravam forte queda no pregão desta terça-feira (19), figurando entre os principais recuos do dia na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Os papéis da companhia revertiam parte dos ganhos expressivos da véspera, pressionados por declarações oficiais da Petrobras.

    Por volta das 11h, no horário de Brasília, as ações da Raízen recuavam 7,83%, negociadas a R$ 1,06. Pouco depois, às 11h20, a queda era de 6,96%, com os papéis cotados a R$ 1,07. No mesmo período, o Ibovespa, principal índice da B3, registrava queda de 1,77%, aos 134,8 mil pontos.

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    A movimentação negativa ocorreu após a Petrobras desmentir rumores veiculados em reportagem do jornal O Globo, que afirmava que a estatal estudava investir na Raízen, inclusive considerando tornar-se sócia da companhia ou adquirir seus ativos. A Petrobras esclareceu que não há atualmente nenhum projeto ou estudo em andamento relacionado a investimentos em etanol ou distribuição via Raízen.

    Essa confirmação foi interpretada pelos investidores como um fator desfavorável para as ações da Raízen, refletindo-se na queda significativa do valor dos papéis no mercado. A reação dos investidores indica a sensibilidade do setor às notícias envolvendo parcerias estratégicas e investimentos no mercado de combustíveis renováveis.

  • CVM aprova dupla listagem da JBS no Brasil e EUA

    CVM aprova dupla listagem da JBS no Brasil e EUA

    A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou o registro da JBS N.V. como emissora estrangeira. A autarquia também aprovou o Programa de BDRs Nível II da companhia e sua negociação na B3. Com isso, a JBS dá mais um passo rumo à dupla listagem no Brasil e nos Estados Unidos.

    No mês passado, a empresa já havia conquistado o registro na SEC (Securities and Exchange Commission), órgão regulador do mercado financeiro americano.

    Ações

    Agora, as ações da JBS seguirão disponíveis na B3 até 6 de junho. Já os BDRs da JBS N.V. começam a ser negociados na B3 em 9 de junho. Por fim, a expectativa é que as ações da companhia estreiem na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) no dia 12 de junho.

    No último dia 23, acionistas minoritários aprovaram a proposta de dupla listagem em assembleia extraordinária. A medida representa um marco histórico para a JBS, fundada há 72 anos no interior do Brasil.

    Segundo a companhia, a mudança busca destravar valor, ampliar a capacidade de investimento e adequar a estrutura de capital ao perfil global da empresa. A companhia também destaca o compromisso com a disciplina financeira.

    “A dupla listagem é o caminho para explorarmos nosso potencial no mercado global de alimentos”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS. Ele destaca que a estratégia fortalece a diversificação de proteínas e geografias, com foco em marcas fortes e produtos de valor agregado.

    Atualmente, a JBS está entre as maiores empresas de alimentos do mundo. Possui mais de 250 fábricas em 17 países, atende mais de 300 mil clientes e exporta para mais de 180 países. Fundada em 1953, a companhia emprega 280 mil pessoas ao redor do mundo.

    O CFO da empresa, Guilherme Cavalcanti, reforça que a nova estrutura deve ampliar o acesso a investidores. “Teremos condições de captar recursos a custos menores, acelerando nossa estratégia de crescimento”, afirma.

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