Tag: abril

  • Centro-Sul amplia produtividade da cana na safra 2026/27

    Centro-Sul amplia produtividade da cana na safra 2026/27

    A produtividade da cana-de-açúcar cresceu 13% no Centro-Sul no início da safra 2026/27. Dados do CTC, o Centro de Tecnologia Canavieira, mostram média de 83,4 toneladas por hectare em abril. No mesmo período da safra passada, a produtividade alcançou 73,8 toneladas por hectare.

    O resultado confirma avanço importante no desempenho dos canaviais da principal região produtora do país. Além da maior produtividade, a qualidade da matéria-prima também apresentou leve crescimento em abril.

    O ATR, índice que mede o Açúcar Total Recuperável, subiu 0,5% na comparação anual. A média passou de 112,1 quilos por tonelada na safra 2025/26 para 112,6 quilos na atual temporada.

    Início da safra

    Abril marcou oficialmente o início da safra 2026/27 no Centro-Sul brasileiro. Nesse cenário, a moagem de cana-de-açúcar avançou de forma expressiva na primeira quinzena do mês.

    Segundo dados da Unica, a União das Indústrias de Cana-de-açúcar e Bioenergia, o processamento cresceu 19,67%. O aumento da moagem reforça o ritmo mais intenso das usinas neste começo de safra.

    Além disso, a produção manteve forte direcionamento para o mercado de biocombustíveis. De acordo com a entidade, cerca de dois terços da cana processada foram destinados à fabricação de etanol.

  • Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde histórico em abril

    Exportações do agro crescem 11,7% e atingem recorde histórico em abril

    O agronegócio brasileiro alcançou US$ 16,65 bilhões em exportações em abril de 2026 e estabeleceu um novo recorde para o mês, segundo dados oficiais. O resultado representa crescimento de 11,7% na comparação com abril de 2025 e reforça o protagonismo do setor no comércio exterior do país.

    O agro respondeu por 48,8% de todas as exportações brasileiras no período. No acumulado de janeiro a abril, as vendas externas somaram US$ 54,6 bilhões, também o maior valor já registrado para o quadrimestre.

    O volume exportado cresceu 9,5% em relação a abril do ano passado, enquanto o preço médio avançou 2,1%. As importações do setor totalizaram US$ 1,62 bilhão, queda de 3,6%, o que garantiu um superávit de US$ 15 bilhões no mês.

    O cenário internacional favorece o Brasil, impulsionado pela demanda por fornecedores confiáveis, capacidade logística e segurança sanitária. Além disso, o país ampliou sua presença global ao abrir mais de 600 novos mercados para produtos agropecuários desde o início da atual gestão, o que fortaleceu a diversificação da pauta exportadora.

    Principal destino

    A China liderou como principal destino das exportações do agro brasileiro em abril, com compras de US$ 6,6 bilhões, cerca de 40% do total. O valor representa alta de 21,8% em relação ao mesmo mês de 2025. A União Europeia aparece na sequência, com US$ 2,36 bilhões e crescimento de 8,7%, enquanto os Estados Unidos importaram US$ 1 bilhão, com queda de 16,8%.

    A soja em grãos manteve a liderança entre os produtos exportados, com US$ 6,9 bilhões em vendas externas, alta de 18,8%. O volume embarcado atingiu 16,7 milhões de toneladas, avanço de 9,7% e recorde para abril. A combinação de safra recorde em 2025/2026 e valorização de 8,4% nos preços impulsionou o desempenho.

    A carne bovina in natura também registrou resultado histórico, com US$ 1,6 bilhão exportado, crescimento de 29,4%. Os embarques somaram 252 mil toneladas, alta de 4,3%. A China concentrou 55,8% das compras, com US$ 877,4 milhões.

    Entre os segmentos com melhor desempenho, o complexo soja liderou com US$ 8,1 bilhões e alta de 20,4%. As proteínas animais somaram US$ 3 bilhões, crescimento de 18%. Os produtos florestais alcançaram US$ 1,4 bilhão (+8,6%) e o café registrou US$ 1,2 bilhão, apesar da queda de 12,1%. Fibras, produtos têxteis e algodão também avançaram, com recordes em valor e volume.

    A celulose atingiu US$ 854,7 milhões em exportações, com alta de 16%, enquanto o farelo de soja chegou a 2,4 milhões de toneladas embarcadas, crescimento de 12,7%.

    Variedade

    Produtos menos tradicionais ganharam espaço na pauta exportadora. Pimenta piper seca, ração para pets, óleo essencial de laranja, sebo bovino, abacate e manga registraram recordes em valor ou volume.

    A fruticultura brasileira também ampliou sua presença internacional. Desde 2023, o país abriu 34 novos mercados para frutas. Entre janeiro e abril de 2026, produtos como melão, limão, lima, melancia e mamão alcançaram recordes de exportação.

    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que o resultado reforça a imagem do Brasil como parceiro confiável. Segundo ele, a combinação entre produção, abertura de mercados e presença internacional transforma potencial em acesso real.

    O ministro da Agricultura, André de Paula, destacou o impacto econômico do desempenho. Para ele, o recorde reflete geração de renda no campo, emprego na indústria e maior inserção do Brasil no comércio global.

  • Preço da carcaça bovina bate recorde histórico em abril

    Preço da carcaça bovina bate recorde histórico em abril

    O preço da carcaça casada bovina alcançou recorde em abril no mercado brasileiro. Os dados do Cepea mostram a maior média da série histórica iniciada em 2001.

    Em valores reais, corrigidos pelo IGP-DI de março de 2026, a média ficou em R$ 25,23 por quilo. O valor avançou 3,74% frente a março. Além disso, acumulou alta de 9,95% no primeiro quadrimestre.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a valorização ocorreu devido à alta dos cortes dianteiros e da ponta de agulha. O dianteiro subiu 5% em abril e registrou média de R$ 22,55 por quilo. Já a ponta de agulha avançou 6,9% no período, com média à vista de R$ 21,12 por quilo.

    Por outro lado, o traseiro teve alta mais moderada, de 3,8% no mês. O mercado também repassou a valorização do boi gordo para a carne bovina. Ainda de acordo com o Cepea, a oferta limitada de animais prontos para abate sustentou os preços. Além disso, a demanda externa aquecida fortaleceu o mercado desde o início deste ano.

    Os pesquisadores destacam que as exportações devem influenciar o comportamento dos preços nos próximos meses. A demanda internacional, principalmente da China, também seguirá como fator decisivo para o setor.

    Além disso, a disponibilidade de animais terminados e a reposição devem impactar a relação de troca durante a entressafra. Ou seja, esse cenário pode manter os preços elevados, apesar de ajustes pontuais no curto prazo.

  • Exportações de carne suína crescem 14,6% em abril

    Exportações de carne suína crescem 14,6% em abril

    As exportações brasileiras de carne suína cresceram 14,6% em abril de 2025, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O volume total exportado alcançou 129,2 mil toneladas, ante 112,7 mil toneladas no mesmo mês de 2024.

    O setor também registrou aumento significativo na receita. As vendas internacionais somaram US$ 301,5 milhões, alta de 24,7% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 241,9 milhões).

    Entre janeiro e abril de 2025, o Brasil embarcou 466 mil toneladas de carne suína. O volume representa alta de 15,9% frente às 402,2 mil toneladas exportadas no primeiro quadrimestre de 2024.

    A receita cambial no acumulado do ano já atinge US$ 1,09 bilhão, crescimento expressivo de 29,9% em comparação a 2024 (US$ 839,6 milhões).

    Ricardo Santin, presidente da ABPA, destacou os fatores por trás dos bons resultados. “As exportações seguem em alta, com destaque para a valorização dos produtos e avanços na Ásia e América Latina.”

    Segundo Santin, o desempenho reflete a qualidade da carne suína brasileira e o reconhecimento internacional do status sanitário do país.

    Filipinas lideram importações da carne suína brasileira

    As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em abril, com 29,8 mil toneladas exportadas. O volume representa aumento de 78,4% na comparação anual. A receita obtida foi de US$ 66,2 milhões, alta de 90,4%.

    A China, apesar da queda de 30% no volume, segue entre os maiores importadores. Foram 15,1 mil toneladas, com receita de US$ 32,4 milhões.

    Outros destaques de abril incluem:

    • Hong Kong: 12,2 mil toneladas (+34,1%), com US$ 29,9 milhões (+63,6%);
    • Chile: 9,1 mil toneladas (+24,7%), com US$ 22,9 milhões (+45,8%);
    • México: 7,3 mil toneladas (+121,6%), com US$ 16,7 milhões (+109,9%);
    • Japão: 7,2 mil toneladas (+2,0%), com US$ 25 milhões (+10,9%);
    • Singapura: 6,7 mil toneladas (-17,7%), com US$ 19,2 milhões (-0,7%);
    • Argentina: 5,9 mil toneladas (+630,0%), com US$ 16,5 milhões (+693,0%);
    • Estados Unidos: 4,7 mil toneladas (+43,6%), com US$ 7,3 milhões (+27,2%).

    Estados do Sul puxam alta nas exportações

    Santa Catarina manteve a liderança entre os estados exportadores, com 66,3 mil toneladas embarcadas em abril. O número representa crescimento de 6,8% em relação a 2024.

    O Rio Grande do Sul exportou 27,9 mil toneladas, avanço de 29,2%. Já o Paraná embarcou 21,5 mil toneladas, alta de 25,5%.

    Minas Gerais também cresceu, com 3,5 mil toneladas exportadas, aumento de 114,7%. Mato Grosso, por outro lado, registrou retração de 26,7%, com 2,9 mil toneladas.

    Projeções seguem positivas para os próximos meses

    A ABPA prevê que o ritmo de crescimento se manterá nos próximos meses. A entidade aponta como fatores-chave:

    • abertura de novos mercados;
    • previsibilidade logística;
    • negociações sanitárias com América do Norte e Sudeste Asiático.

    A manutenção de padrões de biossegurança e o foco em práticas sustentáveis seguem como prioridades para o setor. Portanto, essas ações devem fortalecer ainda mais a presença da carne suína brasileira no comércio global.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Brasil amplia exportações de carne bovina em abril
    + Agro em Campo: Preço da tilápia sobe, mas oferta freia alta

     

  • Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    Brasil amplia exportações de carne bovina em abril

    As exportações brasileiras de carne bovina cresceram em abril de 2025. Em geral, o país embarcou 273,4 mil toneladas, com receita de US$ 1,33 bilhão. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

    Resultado de abril de 2025

    Em comparação com março, o volume exportado subiu 10,2%. Já a receita avançou 13,1%. Frente a abril de 2024, o crescimento foi ainda maior: 15,3% em volume e 27,6% em valor.

    A carne bovina in natura manteve a liderança entre os produtos embarcados. Ou seja, essa categoria respondeu por 88,4% do volume total e 91,3% da receita gerada no mês. O destaque ficou com a gordura bovina, que teve alta de 199,4% no volume exportado em relação a abril do ano anterior. Ao mesmo tempo, outros produtos também registraram bom desempenho. As carnes industrializadas aumentaram 11,5% em receita. Os miúdos cresceram 11,8% e os produtos salgados subiram 62,2%. Os dados reforçam a diversificação da pauta exportadora.

    Principais destinos

    A China liderou entre os destinos da carne bovina brasileira em abril. O país asiático comprou 107,8 mil toneladas e gerou receita de US$ 530 milhões. Isso representa 39,4% do volume total exportado.

    Os Estados Unidos ocuparam o segundo lugar, com 47,8 mil toneladas embarcadas. O crescimento foi de 13,6% em relação a março e de 498% frente a abril de 2024.

    Também se destacaram México (10.978 t), Hong Kong (9.423 t), Chile (9.329 t), Egito (9.099 t), Rússia (7.938 t), União Europeia (7.425 t), Filipinas (7.078 t) e Arábia Saudita (6.294 t). Esses mercados responderam por mais de 81% das exportações do mês.

    De janeiro a abril

    No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 949,9 mil toneladas de carne bovina. Em resumo, o volume representa alta de 13,5% em comparação com o mesmo período de 2024. A receita subiu 23,7% e alcançou US$ 4,55 bilhões.

    A China que lidera a compra da carne bovina brasileira, importou 392,3 mil toneladas, com US$ 1,89 bilhão em receita, nos quatro primeiros meses do ano. Em resumo, isso representa 41,3% do volume total exportado.

    Ao mesmo tempo, os Estados Unidos mais que quintuplicaram suas compras no quadrimestre. Ou seja, o país embarcou 135,8 mil toneladas e alcançou 14,3% de participação nas exportações brasileiras.

    Na sequência aparecem Chile (39.819 t), Hong Kong (33.711 t), União Europeia (29.777 t), Egito (27.421 t), Rússia (27.397 t), Argélia (24.985 t), México (24.313 t) e Arábia Saudita (20.909 t).

    Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os resultados refletem o esforço conjunto da cadeia pecuária. “O desempenho é fruto do trabalho do produtor ao frigorífico exportador”, afirmou. Ele destacou a imagem de qualidade, sustentabilidade e confiabilidade da carne brasileira. “Apenas 30% da produção nacional é exportada, mas isso movimenta centenas de municípios”, disse. Além disso, Perosa reforçou o compromisso da cadeia em abastecer o mercado global. “Seguimos empenhados em contribuir para o crescimento do país”, concluiu.

    Leia mais:
    + Agro em Campo: Safra de laranja 2025/26 deve crescer 36%
    + Agro em Campo: Dia das Mães: Paraná produz 265,8 mil dúzias de rosas