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  • Recorde: exportação de maçã cresce mais de 200% em seis meses

    Recorde: exportação de maçã cresce mais de 200% em seis meses

    A fruticultura brasileira alcançou um novo marco no comércio internacional no primeiro semestre de 2026. Mesmo diante de um cenário global mais desafiador, o setor registrou avanço simultâneo em receita e em volume embarcado de frutas, impulsionado principalmente pelo desempenho recorde da maçã.

    Entre janeiro e junho, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 707,9 milhões e 619,1 mil toneladas. O resultado representa um salto de 20,64% em valor e de 13,32% em volume na comparação com o mesmo período de 2025, quando o país faturou US$ 586,8 milhões com o embarque de 546,3 mil toneladas.

    Segundo a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), os embarques de manga, maçã, abacate e melancia impulsionaram o desempenho do setor. Já as vendas de uva, banana e melão enfrentaram desafios pontuais na temporada, sem comprometer o resultado geral.

    Waldyr Promicia, presidente da Abrafrutas, atribui o avanço à diversificação de mercados e ao investimento contínuo em tecnologia. “O primeiro semestre confirma a capacidade do setor de responder aos desafios com eficiência, qualidade e abertura de mercados. A diversificação dos destinos, o investimento constante em tecnologia e as ações de promoção comercial das frutas brasileiras, desenvolvidas por meio do projeto Frutas do Brasil, em parceria com a ApexBrasil, têm fortalecido a presença dos nossos produtos no mercado internacional e ampliado as oportunidades para os produtores brasileiros”, destacou o dirigente.

    Maçã registra a maior alta da história e lidera exportações

    A maçã protagonizou o resultado do semestre com expansão histórica de 223,55% em faturamento e 225,11% em volume. Moises Lopes de Albuquerque, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM), explica que o salto decorre da maior safra já registrada no país, que sucede dois anos de retração provocada por fatores climáticos. A Índia manteve a liderança entre os compradores, seguida por Arábia Saudita e Rússia.

    mangas
    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    A manga segue entre os principais produtos da pauta exportadora e cresceu 42,41% em valor e 37,96% em volume, resultado da alta qualidade do produto e da consolidação em mercados estratégicos.

    O abacate apresentou expansão de 72,52% em valor e 92,68% em volume. A melhor safra dos últimos cinco anos em São Paulo ampliou a oferta destinada ao exterior.

    A melancia avançou 30,59% em receita e 6,27% em volume, beneficiada pela constância de oferta e pela qualidade da produção do Nordeste.

    O levantamento também identificou avanços nas exportações de limões, limas e mamão, o que reforça a diversificação da pauta brasileira de frutas.

    Uva e banana enfrentam retração no mercado externo

    Algumas culturas sentiram o impacto de gargalos comerciais e climáticos no período. A uva registrou queda de 27,92% em valor e 27,86% em volume. Uma retração conjuntural motivada por incertezas no mercado norte-americano após o anúncio de novas tarifas pelos Estados Unidos, o que desacelerou os embarques.

    Foto: Rodarte/Agro em Campo

    A banana teve redução de 15,63% em valor e 27,19% em volume. A concorrência no Mercosul pressionou o produto brasileiro, já que frutas vindas do Equador, Bolívia e Paraguai chegaram ao mercado a preços mais competitivos.

    Já o melão sofreu leve queda de 2% no volume embarcado, em razão de impactos climáticos pontuais. Ainda assim, a receita subiu 8,18%, sustentada por preços melhores e pela demanda firme no exterior.

    A Abrafrutas espera manter o ritmo de crescimento na segunda metade do ano. A entidade avalia que a ampliação de novos mercados e a competitividade das frutas brasileiras serão estratégicas para mitigar riscos globais e consolidar um novo recorde anual de exportações do setor.

  • Rastreabilidade impulsiona exportação de frutas brasileiras

    Rastreabilidade impulsiona exportação de frutas brasileiras

    O avanço das exportações de frutas brasileiras tem acelerado a adoção de tecnologias de rastreabilidade e gestão no campo e no pós-colheita. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o setor exportou 330,6 milhões de quilos e faturou US$ 351,1 milhões, alta de 13% em volume e 25% em valor na comparação anual, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas).

    Manga, melão e limão lideram os embarques e sustentam o desempenho positivo. Ao mesmo tempo, produtores e exportadores ampliam investimentos em controle operacional para atender às exigências do mercado internacional.

    Importadores passaram a exigir mais do que qualidade do produto. Hoje, demandam transparência, padronização e comprovação de origem em todas as etapas da cadeia produtiva. Nesse contexto, a rastreabilidade se consolidou como requisito estratégico para acesso aos principais mercados globais.

    A tecnologia permite registrar e acompanhar processos como beneficiamento, armazenagem, transporte e expedição. Com isso, empresas aumentam a segurança das operações e melhoram a previsibilidade das entregas.

    Crescimento das exportaçõe

    O crescimento das exportações reforça essa tendência. Em 2025, o Brasil alcançou US$ 1,45 bilhão em vendas externas de frutas, o terceiro recorde anual consecutivo. O resultado posiciona o país entre os principais fornecedores globais e destaca o papel da gestão de dados na competitividade do setor.

    A digitalização do pós-colheita ganhou força nesse cenário. Produtores substituem controles manuais por sistemas integrados que monitoram, em tempo real, etapas como recebimento, classificação, embalagem e expedição.

    Segundo Gustavo Almeida, head de Agronegócio da Senior, o movimento reflete uma mudança estrutural no mercado. “A rastreabilidade deixou de ser diferencial e passou a ser condição de acesso aos mercados mais exigentes. Ela garante conformidade e permite respostas rápidas às demandas dos compradores”, afirma.

    Empresas têm adotado soluções específicas para packing houses com o objetivo de integrar operações e ampliar a visibilidade da cadeia produtiva. Dados da Senior indicam forte presença dessas tecnologias em culturas relevantes para exportação.

    Companhias que utilizam sistemas da empresa respondem por cerca de 39% das exportações de manga, 28% de banana, 11% de melancia, 9% de melão e 8% de uva fresca, com base nos dados de 2025.

    Ferramenta de gestão

    Além de atender exigências regulatórias, produtores utilizam a rastreabilidade como ferramenta de gestão. O monitoramento detalhado ajuda a reduzir perdas, identificar gargalos e melhorar o aproveitamento dos lotes, o que aumenta a eficiência logística e a competitividade.

    O avanço também aparece em culturas em expansão. No primeiro trimestre de 2026, empresas atendidas pela Senior concentraram 58% das exportações brasileiras de abacate, além de 14% de melão e 15% de melancia.

    A tendência, segundo o executivo, é de intensificação da demanda por transparência. “O mercado global exige cada vez mais confiabilidade das informações. A rastreabilidade gera valor, fortalece a cadeia e amplia a competitividade da fruticultura brasileira”, conclui.

  • Brasil amplia exportação de frutas para a Índia

    Brasil amplia exportação de frutas para a Índia

    A missão comercial organizada pela Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), fortaleceu a presença da fruticultura brasileira na Índia e abriu novas oportunidades de negócios no mercado asiático.

    Foto: Abrafrutas

    A agenda conectou exportadores brasileiros a importadores, redes varejistas e operadores logísticos indianos, com foco em frutas como abacate, limão tahiti e maçã. A ação integrou a estratégia de ampliar as exportações brasileiras para um dos maiores mercados consumidores do mundo.

    Com articulação do adido agrícola do Brasil na Índia, Roberto Papa, e apoio da Embaixada do Brasil em Nova Délhi, a comitiva percorreu diferentes etapas da cadeia de distribuição local. O grupo realizou reuniões comerciais, visitas técnicas e prospecção direta com compradores.

    Na capital indiana, os representantes visitaram o Azadpur Subzi Mandi, maior centro atacadista de frutas e hortaliças de Nova Délhi. Além de mercados tradicionais, lojas especializadas e pontos de venda de produtos importados. Durante os encontros, varejistas locais demonstraram interesse crescente na importação de frutas brasileiras.

    Suri Agrofresh

    A missão também incluiu visita à Suri Agrofresh, em Kundli, no estado de Haryana. No local, os participantes avaliaram estruturas de armazenagem refrigerada e discutiram logística, exigências sanitárias e condições comerciais para ampliar o acesso das frutas brasileiras ao mercado indiano.

    A programação em Nova Délhi terminou com o evento “Terroir of Brazil: a taste of Brazilian fruits and typical dishes”, realizado na residência oficial da Embaixada do Brasil. O encontro reuniu autoridades, importadores e empresários para apresentar produtos brasileiros e fortalecer parcerias comerciais.

    Durante o evento, a Adidância Agrícola lançou o Centro de Distribuição Móvel (CDM), ferramenta digital que facilita o acesso a informações sobre produtos, empresas e oportunidades de negócios. A plataforma opera via QR Code e oferece atendimento em português, inglês e hindi.

    Fresh India Show

    Na sequência, a delegação seguiu para Mumbai, onde participou da feira Fresh India Show 2026, no CIDCO Exhibition Centre. A agenda incluiu ainda visita técnica ao Porto de Mumbai para análise das condições logísticas de importação de frutas frescas.

    Com cerca de 1,4 bilhão de habitantes, a Índia representa um mercado estratégico para a fruticultura brasileira. No primeiro trimestre de 2026, o Brasil registrou crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume nas exportações de frutas frescas, na comparação anual.

    Desde 2023, o país abriu 34 novos mercados para frutas brasileiras, ampliando o alcance internacional do setor e reforçando a competitividade do agronegócio nacional.

  • Hortitec 2026 deve atrair 32 mil visitantes e movimentar o mercado agrícola

    Hortitec 2026 deve atrair 32 mil visitantes e movimentar o mercado agrícola

    A 31ª edição da Hortitec, principal feira de horticultura da América Latina, acontece entre os dias 17 e 19 de junho de 2026, em Holambra (SP), e deve movimentar cerca de R$ 750 milhões em negócios. O evento reunirá 520 expositores do Brasil e do exterior e espera receber aproximadamente 32 mil visitantes.

    Foto: Divulgação Hortitec

    O crescimento do setor hortifrutícola no Brasil acompanha a demanda por alimentos mais saudáveis, práticos e de maior valor agregado. Dados do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) indicam que o segmento movimenta R$ 3 bilhões por ano, com atuação de 1.200 produtores em 12 estados e no Distrito Federal. Atualmente, mais de 70% dos brasileiros priorizam alimentos frescos e convenientes, o que amplia a presença desses produtos no varejo.

    Mudanças sociais, como a redução do tamanho das famílias e o envelhecimento da população, somadas ao clima tropical, impulsionam o consumo de frutas, legumes e verduras. Esse cenário favorece especialmente produtos higienizados e prontos para consumo.

    Apesar do avanço, o setor ainda enfrenta desafios relevantes, como a escassez de mão de obra qualificada, limitações na cadeia de frio e baixa percepção de valor por parte do consumidor. Em contrapartida, produtores ampliam o uso de tecnologia, investem na integração das cadeias produtivas e buscam alternativas para o aproveitamento de resíduos, o que abre espaço para novos modelos de negócio.

    Fruticultura ganha espaço no mercado externo

    O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores de frutas do mundo, mas ainda tem baixa participação nas exportações, onde aparece em 24º lugar. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), o valor bruto da produção alcançou R$ 91,5 bilhões em 2024.

    As exportações, no entanto, seguem em trajetória de crescimento. Em 2025, o setor registrou aumento de 12% em valor e 19,6% em volume, atingindo US$ 1,45 bilhão e renovando recordes pelo terceiro ano consecutivo. A atividade ocupa mais de 2,8 milhões de hectares e gera cerca de 5 milhões de empregos diretos e indiretos.

    Floricultura retoma crescimento

    A cadeia de flores e plantas também mostra recuperação. Em 2024, o setor alcançou R$ 21,23 bilhões, alta de 9,95% em relação ao ano anterior, segundo o Ibraflor. O desempenho reverte a queda registrada em 2023, quando fatores econômicos e climáticos pressionaram o mercado.

    Atualmente, o país conta com 8.300 produtores, que cultivam 16.380 hectares. São Paulo lidera a produção e o consumo, concentrando 40% do PIB do setor. O segmento também se destaca pela geração de empregos, com forte participação feminina, que representa mais de 56% da força de trabalho.

    Hortitec destaca inovação e tecnologia

    A Hortitec 2026 apresentará soluções voltadas à modernização da produção, com destaque para agricultura de precisão, inteligência artificial, automação e cultivo protegido. O evento também trará novidades em sementes, nutrição, biotecnologia, defensivos, irrigação, embalagens e maquinário.

    Além das tecnologias, a feira ampliará o acesso a crédito rural, com a presença de instituições financeiras que oferecem linhas para investimento e custeio. A proposta é facilitar a adoção de inovação e aumentar a competitividade dos produtores.

    Segundo o diretor-geral da feira, Renato Opitz, o evento funciona como um ponto de conexão entre todos os elos da cadeia. “A Hortitec 2026 forma um ecossistema hortifrutícola com oportunidades de atualização, geração de negócios e networking”, afirma.

    Serviço

    A Hortitec 2026 ocorre de 17 a 19 de junho, no Pavilhão da Expoflora, em Holambra (SP). Nos dias 17 e 18, a feira funciona das 9h às 19h; no dia 19, das 9h às 17h. Os ingressos custam R$ 80, com meia-entrada a R$ 40.

    Mais informações estão disponíveis no site oficial do evento.

  • Pitaya avança na Amazônia: cooperativa em Manaus já colhe fruta-do-dragão quase o ano todo

    Pitaya avança na Amazônia: cooperativa em Manaus já colhe fruta-do-dragão quase o ano todo

    A pitaya avança pelo Brasil, e a Amazônia começa a figurar nesse mapa. Conhecida como fruta-do-dragão, a espécie originária das Américas domina prateleiras do Sudeste Asiático, mas nos últimos anos ganhou força na fruticultura brasileira, impulsionada por uma demanda interna crescente e pelo potencial de exportação.

    Os números confirmam a expansão. Dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e do IBGE mostram que a produção nacional saltou de 1,5 mil tonelada em 2017 para mais de 6 mil toneladas em 2023. Duas forças explicam esse crescimento: as propriedades nutricionais da fruta e a remuneração atraente para quem produz.

    O cultivo ainda se concentra no Sudeste e no Sul, que respondem por 80% do total. Mas o Norte ganha terreno. O Pará já detém cerca de 10% da produção nacional, e o Amazonas estrutura projetos de fomento em diferentes municípios.

    Em Manaus, a Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semac) distribuiu cerca de 30 mil mudas. Uma das beneficiadas foi a Copasa-Agro, cooperativa de agricultores familiares instalada no assentamento Terumã-Mirim, às margens da rodovia AM-010.

    “O clima quente favorece a colheita durante quase o ano todo”

    O cooperado Daniel Mendonça Sampaio plantou 2 mil pés de pitaya em meio hectare. Numa área total de três hectares, ele também cultiva pimenta, quiabo e pepino. Toda a família trabalha na terra. “O clima quente favorece a colheita durante quase o ano todo, mas o principal período vai de janeiro até maio”, explica Daniel.

    A pitaya pertence à família Cactaceae e cresce em cactos trepadores, adaptados a climas quentes e de boa luminosidade. Para a Semac, o Amazonas reúne condições ideais: calor intenso, luz abundante e regime regular de chuvas.

    Daniel produz cerca de 2 toneladas por ano só de pitaya. Parte vai para a prefeitura de Manaus, que usa a fruta na merenda escolar. O restante circula em feiras e mercados. O preço ao consumidor final oscila entre R$ 7 e R$ 15, conforme a época do ano.

    Doença ameaça lavouras

    A expansão na Região Norte enfrenta um obstáculo agronômico sério: o cancro da pitaya, doença que pode destruir toda a produção se o produtor não agir rápido. “Se não cuidar, é perda de 100%. Estamos controlando com produtos químicos e biológicos”, diz Daniel.

    A pitaya é rica em fibras, vitamina C, ferro, magnésio, compostos antioxidantes e polifenóis, nutrientes associados à proteção celular e ao baixo teor calórico.

    No mercado global, o Brasil ainda opera em escala modesta. O Vietnã produz mais de 600 mil toneladas por ano; a China, 36 mil; Taiwan, 27 mil. Os brasileiros colhem 6 mil toneladas. Mesmo assim, as exportações avançam: segundo dados do Comex Stat compilados pela Abrafrutas, o valor exportado cresceu de US$ 149,9 mil em 2020 para US$ 1,7 milhão em 2022. União Europeia, Canadá e Reino Unido lideram os destinos.

  • Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    Abrafrutas lança selo ESG da fruticultura brasileira

    A Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) lançou o Selo Frutas do Brasil ESG. A certificação valoriza a fruticultura brasileira e reforça compromissos com sustentabilidade, responsabilidade social e boas práticas de governança.

    Além disso, o selo incorpora a noção de responsabilidade civilizatória aplicada à produção agrícola nacional. O selo reconhece empresas alinhadas aos padrões internacionais de Environmental, Social and Governance (ESG).
    Com isso, a certificação comprova que as frutas brasileiras respeitam o meio ambiente, as pessoas e a gestão responsável. Portanto, o selo se torna um passaporte de credibilidade e sustentabilidade no mercado global.

    Selo estratégico

    O presidente da entidade, Guilherme Coelho, destacou o papel estratégico da nova certificação. Segundo ele, o selo reconhece o trabalho responsável e inovador de produtores e exportadores brasileiros. Além disso, a iniciativa demonstra compromisso com melhoria contínua e equilíbrio entre economia, natureza e dignidade humana.

    Mais competitividade

    A Abrafrutas desenvolveu o selo para valorizar produtores e ampliar a competitividade do Brasil no mercado internacional. A ação também consolida esforços da entidade em sustentabilidade, promoção comercial e profissionalização do setor. Entre as iniciativas, estão participações em feiras internacionais e programas de qualificação técnica. Além disso, a Abrafrutas mantém diálogo permanente com instituições globais sobre práticas ambientais e sociais.

    Exclusivo para empresas associadas, o selo segue rigorosamente as diretrizes ESG internacionais. A certificação adota a Responsabilidade Civilizatória como eixo central das ações no campo. O conceito reforça que decisões produtivas impactam pessoas, ecossistemas e futuras gerações.

    Suporte

    Além do reconhecimento institucional, o selo oferece acompanhamento técnico e auditoria anual. Assim, empresas certificadas mantêm alinhamento permanente com padrões globais e exigências internacionais.
    A diretora de ESG, Priscila Nasrallah, destacou o impacto da nova certificação para o setor. Segundo ela, a Abrafrutas apoiará produtores em todas as etapas do processo. O objetivo é fortalecer uma cultura de transparência, responsabilidade e consciência ambiental. Para a entidade, o selo deve marcar uma nova fase na imagem do agro brasileiro.

    A Abrafrutas atua sem fins lucrativos e representa produtores e exportadores de frutas desde 2014.
    Atualmente, a entidade reúne cerca de 90 associados em todo o país. Essas empresas respondem por aproximadamente 85% das exportações brasileiras de frutas frescas.

     

  • Brasil aumenta exportação de frutas em 49% em dez anos

    Brasil aumenta exportação de frutas em 49% em dez anos

    As exportações brasileiras de frutas frescas e secas registraram um crescimento notável de 49% na última década, saltando de 733,2 milhões de toneladas em 2014 para 1,1 bilhão de toneladas em 2024. Os dados são do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Apesar de um crescimento relativamente menor se comparado aos números totais do agronegócio, este volume evidencia a relevância da fruticultura para a economia nacional, caracterizada pela produção familiar, geração de empregos, valorização de produtos com alto valor agregado e diversificação da economia agrícola.

    Em termos financeiros, as exportações de frutas geraram US$ 1,3 bilhão em 2024, em comparação com US$ 840,8 milhões em 20145. O agronegócio como um todo apresentou um montante de US$ 164,4 bilhões em 2024 e US$ 140,8 bilhões há dez anos.

    Entre as frutas frescas mais exportadas, destacam-se manga, limão e lima, melão, mamão e melancia5. No entanto, banana, maçã e uva sofreram impactos negativos devido a condições climáticas adversas.

    Principais destinos

    Os principais destinos das frutas brasileiras em 2024 foram os Países Baixos (37%), Reino Unido (15%), Estados Unidos (13%) e Espanha (10%). A Argentina, na América do Sul, importou 3,3% das frutas exportadas.

    O aumento das exportações impulsiona a economia local, diversifica os produtos agrícolas e garante uma oferta contínua ao longo do ano5. Muitos pequenos e médios produtores adotam práticas sustentáveis, recebendo incentivos para a produção de qualidade5. A expectativa para 2025 é de que as exportações continuem a crescer, impulsionadas pelo dólar valorizado e pela retomada da produção de algumas culturas.

    A Abrafrutas, em parceria com a ApexBrasil, busca fortalecer a expansão das exportações de frutas brasileiras através de ações estratégicas junto aos fruticultores. O objetivo é aumentar o volume de exportações, ampliar a base de clientes e fortalecer a competitividade do Brasil no mercado global.

    Para os próximos anos, os principais desafios do setor incluem agregar valor ao produto e utilizar tecnologias para minimizar os danos climáticos.

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  • Atemoia pode ser boa opção para produtor

    Atemoia pode ser boa opção para produtor

    A atemoia, resultado do cruzamento entre a cherimoia e a fruta do conde, popularmente conhecida como pinha ou ata, tem conquistado espaço no mercado brasileiro. Essa fruta, que combina as melhores qualidades de suas espécies parentais, oferece um sabor mais doce e uma textura agradável ao consumidor final.

    O desenvolvimento da atemoia começou no início do século XXI nos Estados Unidos, onde pesquisadores realizaram os primeiros testes para aprimorar a fruta. Segundo o pesquisador José Emílio Bettiol, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), “a atemoia possui qualidades distintas. Dependendo da cultivar, você pode plantá-la em uma área muito maior do que a pinha e a cherimoia”.

    No Brasil, os estados de São Paulo e Minas Gerais se destacam como os maiores produtores de atemoia, concentrando 43,8% e 18% da produção total do país, respectivamente. A fruta também apresenta uma participação significativa no mercado internacional. De acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), foram exportadas 986 toneladas de atemoia, pinha e graviola no último ano, gerando quase US$ 4 milhões em receita.

    Desafios climáticos

    Assim como outros setores agrícolas, a produção de atemoia enfrenta desafios relacionados às adversidades climáticas. As altas temperaturas registradas nas principais áreas produtoras podem prejudicar o desenvolvimento dos frutos, impactando a produtividade do próximo ciclo. Atualmente, a colheita da safra está em fase final. E o mercado se mostra atrativo, com preços em torno de R$ 12,50 por caixa de um quilo no Ceasa em Campinas.

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    Com o aumento da demanda por frutas exóticas e saudáveis, a atemoia apresenta um grande potencial para expansão no mercado brasileiro e internacional. A combinação de características favoráveis da cherimoia e da pinha pode posicionar a atemoia como uma alternativa atraente para os consumidores. Que estão sempre em busca de novas opções de frutas frescas.

    A atemoia não apenas diversifica a oferta de frutas no Brasil, mas também contribui para o fortalecimento da agricultura familiar. Além de colaborar para o aumento das oportunidades econômicas nas regiões produtoras. Com o suporte adequado em termos de pesquisa e desenvolvimento, essa fruta pode se consolidar ainda mais no mercado nacional e internacional nos próximos anos.

  • Exportações de frutas aumentam em valor apesar da queda em volume

    Exportações de frutas aumentam em valor apesar da queda em volume

    A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) comemora o crescimento das exportações de frutas brasileiras no primeiro semestre de 2024. O setor registrou um aumento de 5,09% no valor exportado em comparação ao mesmo período do ano anterior. Isso impulsionado pela elevação dos preços das principais frutas e pela variação cambial favorável.

    Esse crescimento é resultado, em grande parte, da alta nos preços das frutas exportadas, causada pela quebra de safra e pela redução dos volumes enviados à União Europeia por concorrentes do Brasil. Com mais de 70% das frutas exportadas destinadas ao mercado europeu, o Brasil conseguiu se beneficiar dessa situação.

    Além disso, a variação cambial positiva no início de 2024 contribuiu significativamente para o aumento do valor das exportações. Entre as frutas que se destacaram, a manga teve um aumento de 13,04%, enquanto o avocado registrou um crescimento de 10,14%. No entanto, o volume total exportado caiu 8,72% devido a problemas climáticos no final de 2023 e no começo de 2024.

    Abrafrutas comemora

    Guilherme Coelho, presidente da Abrafrutas, comentou os resultados: “Estamos satisfeitos com o desempenho das exportações de frutas brasileiras no primeiro semestre de 2024. Apesar dos desafios climáticos, conseguimos crescer em valor nas exportações, graças ao aumento dos preços e à variação cambial positiva. Estamos otimistas para o segundo semestre, que tradicionalmente é o período mais forte para as exportações de frutas do Brasil. Esperamos resultados ainda mais expressivos ao continuarmos a expandir nossa presença nos mercados internacionais.”

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    A Abrafrutas continua colaborando com o crescimento do setor e a promoção global das frutas brasileiras. Neste segundo semestre, produtores e exportadores participarão de feiras internacionais, como a Fruit Logística Ásia em Hong Kong e a Fruit Attraction em Madrid, eventos cruciais para fortalecer as exportações.

    banana prata

    “Essas feiras proporcionam uma plataforma valiosa para estabelecer novos contatos comerciais e explorar oportunidades de mercado, contribuindo significativamente para o crescimento contínuo das exportações de frutas brasileiras”, completou Guilherme Coelho.