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  • Setor de pescados projeta recuperação após alívio tarifário dos EUA

    Setor de pescados projeta recuperação após alívio tarifário dos EUA

    O setor brasileiro de pescados inicia 2026 com expectativa de recuperação gradual. O segmento reage após um dos períodos mais desafiadores da história recente. Segundo Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), as tarifas dos Estados Unidos afetaram fortemente o setor em 2025.

    O governo norte-americano impôs sobretaxas de até 50% sobre produtos brasileiros. De acordo com o presidente da entidade, Eduardo Lobo, a medida reduziu a competitividade das exportações. Como resultado, empresas perderam contratos internacionais e diminuíram a produção. Além disso, a piscicultura retraiu e a cadeia produtiva eliminou postos de trabalho.

    Entretanto, o cenário começou a mudar após decisão da Corte dos Estados Unidos. A Justiça suspendeu as tarifas aplicadas ao setor de pescados brasileiro. Mesmo com a taxação de 10%, o Brasil recupera condições de competir. Segundo Lobo, o setor permanece forte, competitivo e otimista. Contudo, a entidade mantém cautela diante de novas medidas tarifárias.

    Crescimento e empregos

    A Abipesca projeta retomada do crescimento ao longo de 2026. A entidade estima recuperar mais de 5 mil empregos na cadeia produtiva. Além disso, o setor deve recompor parte da capacidade produtiva.

    As exportações brasileiras de pescados podem alcançar US$ 600 milhões. O mercado norte-americano seguirá como principal destino dos embarques. A tilápia lidera a pauta exportadora para os Estados Unidos.
    Para a Abipesca, o novo ambiente comercial inaugura ciclo mais positivo.

    No entanto, o setor mantém prudência diante das incertezas globais. Eduardo Lobo destacou o esforço dos ministérios da Agricultura e da Pesca. Segundo ele, a abertura de novos mercados reduziu perdas maiores.
    O presidente reforçou que o objetivo estratégico segue sendo tarifa zero.

     

  • Setor de pescado pede crédito para enfrentar tarifa dos EUA

    Setor de pescado pede crédito para enfrentar tarifa dos EUA

    A Associação Brasileira das Indústrias de Pescado (Abipesca) solicitou crédito emergencial ao governo federal para apoiar o setor exportador. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (21) no Palácio do Planalto e se destina ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Tarifa de Donald Trump

    A medida tenta reduzir o impacto da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras de pescado. Em geral, segundo a Abipesca, os EUA são o destino de 70% do pescado exportado pelo Brasil.

    Com a nova taxação, cerca de R$ 300 milhões em produtos estão parados em portos, embarcações e unidades industriais. A proposta da entidade prevê liberação de R$ 900 milhões em crédito com carência de seis meses e pagamento em até 24 meses. A associação afirma que a tarifa causou uma grave crise de capital de giro nas indústrias do setor. Além disso, o mercado interno, já abastecido, não consegue absorver os cortes específicos voltados à exportação.

    Empregos em risco

    Sem ajuda imediata, 35 indústrias e 20 mil trabalhadores podem ser afetados por cortes e paralisações. Entre os trabalhadores estão pescadores artesanais, diretamente impactados pela medida norte-americana.

    No documento, a Abipesca também cobra ações para reabrir o mercado europeu, fechado desde 2017 às exportações brasileiras de pescado. Ou seja, a associação quer que o governo brasileiro intensifique as negociações com a União Europeia.

    Negociação

    No dia 9, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a nova tarifa em carta enviada ao presidente Lula. Trump justificou a medida alegando “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres” e “violações à liberdade de expressão”.

    As tarifas entram em vigor no dia 1º de agosto e atingem todo o pescado exportado aos EUA. Em entrevista à Rádio CBN, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o Brasil continuará negociando com os norte-americanos. Haddad garantiu que o governo prepara planos de contingência para apoiar os setores mais afetados.

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  • Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    Entidades representativas do agro se reuniram com Ministro para balanço do setor

    O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu nesta terça-feira (12) com cerca de 20 entidades representativas do setor agropecuário para apresentar um balanço das ações do Ministério da Agricultura (Mapa) no último ano e discutir as prioridades para 2025. O encontro teve como foco os resultados do segundo ano do governo Lula, especialmente em relação à abertura de novos mercados para os produtos brasileiros.

    Na abertura da reunião, Fávaro expressou sua gratidão pela presença das entidades e enfatizou a importância de ouvir as demandas e sugestões do setor. “Queremos receber as demandas, as críticas e as sugestões dos setores. Também é importante prestarmos contas sobre o trabalho do Mapa ao longo desses dois anos e mostrar os resultados alcançados”, afirmou.

    Entre as entidades presentes estavam representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg); Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec); Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo); Croplife Brasil; Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca); Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa); União Nacional do Etanol de Milho (Unem); Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos); Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (Citrus BR); Exportadores de Sucos Cítricos Ibiapaba Netto (diretor-executivo); Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia); Associação Brasileira do Agronegócio (Abag); Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé); Indústria Brasileira de Árvores (Ibá); Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA); Sociedade Rural Brasileira (SRB); Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso (Famato) e a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).

    Abertura de mercados

    Um dos principais destaques da reunião foi a abertura de 274 novos mercados em 61 destinos desde o início de 2023. Fávaro atribuiu esse recorde à boa relação diplomática e ao trabalho das equipes técnicas do Mapa, do Ministério das Relações Exteriores e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). “Nosso foco é ampliar as relações comerciais para a agropecuária brasileira, especialmente em um cenário de preços de commodities achatados”, ressaltou o ministro.

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    O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua, apresentou dados que evidenciam o crescimento econômico do agronegócio no Brasil, destacando que, apesar da queda nos preços médios de exportação de alguns produtos, o desempenho geral tem sido positivo. O setor agrícola representa quase metade das exportações totais brasileiras em 2024, com 49,3% do total.

    Novas secretarias e lei antidesmatamento

    Durante a reunião, Fávaro anunciou a possível criação de duas novas secretarias no Mapa: uma para o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e outra para Promoção Comercial dos Produtos do Agro. “Teremos o melhor Instituto Meteorológico da América Latina”, garantiu.

    Outro assunto debatido foi a carta enviada pelo Brasil à União Europeia pedindo a suspensão da Lei Antidesmatamento. Fávaro enfatizou que o Brasil possui um código florestal rigoroso e que é fundamental respeitar a soberania nacional.

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    O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, destacou a importância da interação entre o setor privado e o governo. “Essa interação faz com que tenhamos resultados para o Brasil”, afirmou.

    O presidente da Abiec, Jorge Camardelli, destacou o que ele chamou de excelência do processo comercial. “O Brasil é competitivo e tem oferta para o mundo. Nenhum player no mundo hoje ou nos próximos anos terá a produção que o Brasil tem para abastecer o mundo com qualidade proteica e principalmente com volume” afirmou.

    A reunião refletiu o compromisso do governo em fortalecer o agronegócio brasileiro e buscar soluções para os desafios enfrentados pelo setor.