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  • Vendas de máquinas agrícolas caem 22,3% em junho, diz Abimaq

    Vendas de máquinas agrícolas caem 22,3% em junho, diz Abimaq

    As vendas da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas somaram R$ 4,97 bilhões em junho de 2026, uma queda de 22,3% em relação a junho de 2025. Na comparação com maio deste ano, porém, houve alta de 8,3%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    No acumulado do primeiro semestre de 2026, o setor totalizou R$ 26,64 bilhões, recuo de 21,3% frente ao mesmo período de 2025.

    Por que as vendas travaram

    Segundo Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq, junho e julho costumam ser meses de transição por causa da virada do Plano Safra.

    “Principalmente neste ano, com juros menores do novo plano em relação ao ano passado, isso acabou travando as compras”, afirmou Bastos.

    O motivo está na mudança de programa de crédito. No ano passado, o Moderfrota oferecia juros de 13,5%. O novo programa, Já o Move Agricultura tem juros de 9,2%.

    “Os produtores esperam a entrada em vigor dessas condições para comprar máquinas”, destacou o executivo.

    Exportações em alta

    Na contramão do mercado interno, as exportações do setor cresceram:

    • Junho de 2026: US$ 160,67 milhões, alta de 17,2% sobre junho de 2025 e de 20,9% sobre maio de 2026
    • Acumulado do 1º semestre: US$ 876,6 milhões, 17,5% acima do mesmo período de 2025

    Já as importações também subiram no comparativo mensal, mas recuaram no semestre:

    • Junho de 2026: US$ 124,4 milhões, alta de 17,7% sobre junho de 2025
    • Acumulado do 1º semestre: US$ 626,07 milhões, queda de 4,7% ante 2025

    Tratores

    • 3.146 tratores vendidos a usuários finais em junho, queda de 20,8% na comparação anual
    • 3.636 unidades vendidas de fábrica, recuo de 20,7%
    • 620 tratores exportados, alta de 50,9% frente a junho de 2025

    Colheitadeiras

    • 140 unidades vendidas a usuários finais, queda de 41,4% na comparação anual
    • 78 unidades vendidas de fábrica, recuo de 78,7%
    • 15 colheitadeiras exportadas, 37,5% a menos que em junho de 2025

    O que esperar para 2026?

    A Abimaq mantém a projeção de queda de 20% nas vendas do setor neste ano, divulgada no mês anterior.

    “Se a situação parar de piorar, devemos fechar o ano com queda de 20%, o que ainda é bastante expressivo. Isso ocorre em função da baixa rentabilidade das principais lavouras. Com margens menores, o produtor adia os investimentos e deixa de comprar máquinas”, explicou Bastos.

  • Agrishow 2026 encerra com R$ 11,4 bilhões em negócios e foco em resiliência

    Agrishow 2026 encerra com R$ 11,4 bilhões em negócios e foco em resiliência

    A Agrishow, principal vitrine de tecnologia agrícola da América Latina, encerrou sua 31ª edição nesta sexta-feira (1º) com um balanço de R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios. O montante representa uma redução de 22% em relação ao ano anterior, abrangendo os segmentos de máquinas agrícolas, irrigação e armazenagem.

    Mesmo com a retração financeira, o evento manteve o prestígio de público. Durante os cinco dias de feira, 197 mil visitantes passaram pelo recinto em Ribeirão Preto, número equivalente ao registrado na edição passada. Para atender à grande procura no feriado de 1º de maio, a organização antecipou a abertura dos portões para as 7h30 no último dia.

    Cenário Econômico e Setor de Máquinas

    O desempenho da feira reflete o momento atual do mercado nacional. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no mercado interno caíram 19,9% no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao mesmo período de 2025.

    Pedro Estevão, presidente da Câmara de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, aponta que três fatores principais explicam este recuo:

    • A manutenção de altas taxas de juros;
    • A instabilidade da variação cambial;
    • O preço desfavorável das commodities.

    Resiliência no Campo

    Apesar dos desafios econômicos, a liderança do evento mantém o otimismo. João Marchesan, presidente da Agrishow, enfatizou que a competência e a resiliência dos agricultores brasileiros garantem a continuidade dos investimentos em tecnologia para a agricultura tropical.

    Marchesan destacou que o setor atravessa um mercado desfavorável há três anos, mas acredita na recuperação cíclica da atividade. “Sabemos que a agricultura vive de ciclos e temos convicção que este e os próximos anos serão favoráveis. Estaremos preparados para continuar atendendo à demanda do mercado brasileiro”, afirmou o executivo.

  • Empresas brasileiras ampliam participação na Agritechnica 2025

    Empresas brasileiras ampliam participação na Agritechnica 2025

    A Agritechnica 2025 recebe uma participação brasileira 20% maior que a edição anterior. A maior feira mundial de máquinas e tecnologias agrícolas acontece de 9 a 15 de novembro em Hannover, Alemanha, e reúne mais de 2.700 expositores de 50 países.

    O Brasil marca presença com 31 empresas no total. Nove companhias expõem individualmente, enquanto 22 participam dos pavilhões do Sindipeças e da Abimaq. A Apex-Brasil apoia ambos os pavilhões nacionais.

    “Tivemos um aumento de cerca de 20% em área e número de empresas em relação à última edição de 2023”, afirma Brena Baumle, diretora da Bäumle Organização de Feiras.

    Empresas brasileiras apostam em inovação

    A Metissa participa do evento há mais de 20 anos. A fabricante de peças agrícolas, presente no mercado há oito décadas, exporta para mais de 50 países.

    “A Agritechnica nos permite encontrar clientes e identificar novas oportunidades de negócios. Conseguimos ampliar nossa presença no competitivo mercado europeu”, explica Ademar Willrich, gerente de exportação da Metissa.

    A Tuzzi apresenta um sistema de acoplamento para tratores 30% mais leve. César Bonacini, diretor de vendas da empresa, destaca a importância estratégica do evento.

    “O evento oferece uma vitrine global para apresentar nossas soluções a um público qualificado”, afirma Bonacini.

    A Medal Bombas Hidráulicas estreia na feira com o modelo MD360H, mais leve e com maior pressão. A empresa busca ampliar sua presença global e fortalecer relações internacionais.

    Delegação brasileira cresce exponencialmente

    O Brasil confirmou uma delegação de mais de 400 visitantes profissionais para 2025. O número reforça o papel do país como potência agrícola e desenvolvedor de tecnologia.

    Foto: Divulgação/DLG

    Eduardo Marckmann, CEO da Save Farm, visitou a feira em 2019 e retorna como expositor. “Realizar esse sonho de ter um espaço na feira é muito emocionante”, comenta.

    A edição anterior, em 2023, recebeu 470 mil visitantes de 149 países. Aproximadamente dois terços eram alemães, com forte presença internacional da Europa e América do Sul.

    Programação temática inova formato

    A Agritechnica 2025 adota o tema “Touch Smart Efficiency” e estreia o conceito de dias temáticos. O slogan “7 dias – 7 temas” atende diferentes grupos de visitantes.

    Programação completa:

    • 9/11 – Innovation and Press Day: produtores e imprensa conhecem inovações técnicas
    • 10-11/11 – Agribusiness Days: revendedores e grandes propriedades (ingressos limitados)
    • 12/11 – International Farmers Day: foco em França, Canadá e República Tcheca
    • 13/11 – Digital Farm Day: robótica, automação e inteligência artificial
    • 14/11 – Young Professionals Day: networking para jovens e estudantes
    • 15/11 – Celebrate Farming: celebração das conquistas do setor

    Os ingressos custam entre 29 euros (diário padrão) e 149 euros (Agribusiness Days). Uma novidade permite uso gratuito do transporte público de Hannover no dia da visita.

    Os visitantes podem comprar ingressos na loja oficial online. O evento funciona como hub global da mecanização agrícola e plataforma estratégica para profissionais do setor.

    Mais informações: www.agritechnica.com

  • Faturamento do setor de máquinas cresce 19% em janeiro

    Faturamento do setor de máquinas cresce 19% em janeiro

    A indústria brasileira de máquinas e equipamentos faturou R$ 20,4 bilhões em janeiro, um crescimento de 19,5% na comparação anual. O resultado foi impulsionado pelo mercado doméstico, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

    Balanço das vendas

    As vendas internas somaram R$ 15,6 bilhões, um avanço de 32,3% em relação ao mesmo mês de 2024. Já as exportações caíram 22,3%, totalizando US$ 818 milhões. A retração ocorreu, principalmente, pela redução dos embarques para Estados Unidos, Singapura e México.

    Importações: maior volume para um mês de janeiro

    As importações cresceram 19,3% e atingiram US$ 2,7 bilhões, o maior volume para um mês de janeiro. A China liderou as exportações para o Brasil, fornecendo 36% das máquinas compradas no período.

    Segundo a Abimaq, o desempenho reforça a recuperação iniciada no segundo semestre de 2024 e indica um cenário positivo para 2025.

    Além disso, os dados revelam um aumento de 0,4% do número de pessoas empregadas pela indústria de máquinas e equipamentos na passagem de dezembro para janeiro. Em geral, o setor terminou o mês passado com 400,2 mil trabalhadores.

    A temporada de feiras do setor do agronegócio já começou. Ou seja, os produtores acompanham as novidades e esperam boas oportunidades e crédito para o investimento.

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