Tag: abate

  • Drones e inteligência artificial ajudam a definir o momento ideal de abate do gado

    Drones e inteligência artificial ajudam a definir o momento ideal de abate do gado

    Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sistema que usa drones e inteligência artificial para monitorar o crescimento de bovinos em confinamento e indicar o momento mais eficiente para venda ou abate. A tecnologia pode reduzir custos, melhorar o bem-estar animal e aumentar a rentabilidade da pecuária.

    O estudo, publicado na revista científica Computers and Electronics in Agriculture, integra o projeto Semear Digital, sediado na Embrapa Agricultura Digital, em Campinas (SP). A iniciativa faz parte dos Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) da Fapesp.

    Segundo os pesquisadores, métodos tradicionais de pesagem exigem manejo frequente e causam estresse nos animais, o que prejudica o ganho de peso. Além disso, o uso de balanças pode gerar custos com manutenção e falhas operacionais.

    “Queríamos reduzir o estresse e, ao mesmo tempo, identificar o momento exato em que o animal atinge o melhor desempenho produtivo”, explica Everton Tetila, pesquisador do projeto e professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

    Monitoramento com drones e IA

    A equipe testou o sistema em um confinamento no Mato Grosso do Sul, onde acompanhou um lote de bovinos por 112 dias. Durante o período, drones sobrevoaram a área regularmente, a cerca de 15 metros de altura, para capturar imagens dos animais.

    Com base nessas imagens, modelos de inteligência artificial identificaram os bovinos, segmentaram automaticamente seus corpos e extraíram medidas como comprimento e largura. Esses dados permitiram acompanhar o crescimento dos animais ao longo do ciclo produtivo.

    “Modelamos a relação entre medidas corporais e ganho de peso, considerando variações ao longo do tempo”, afirma Tetila.

    Ponto de inflexão define melhor momento

    Os pesquisadores identificaram um padrão claro de crescimento: após uma fase inicial de adaptação, os animais entram em um período de ganho acelerado de peso, seguido por desaceleração.

    O chamado “ponto de inflexão” marca o momento em que o ganho de peso atinge o pico e começa a cair. Esse ponto indica o período mais vantajoso para o abate ou venda.

    “Após esse estágio, o animal passa a converter alimento em peso de forma menos eficiente, o que eleva os custos de produção”, destaca o pesquisador.

    Segundo o estudo, identificar esse momento com precisão pode gerar ganhos expressivos, especialmente em grandes rebanhos. Em sistemas intensivos, a diferença de um único dia pode impactar diretamente os custos com alimentação e a eficiência produtiva.

    Novas aplicações na pecuária de precisão

    A tecnologia também abre caminho para outras aplicações no campo. A mesma base de dados já permite desenvolver modelos capazes de analisar o comportamento dos animais e detectar anomalias, como estresse ou interações inadequadas no confinamento.

    Os pesquisadores agora trabalham na adaptação do sistema para outras raças, como Angus e Brahman, além de avançar na validação em escala comercial.

    A expectativa é que a solução fortaleça a chamada pecuária de precisão, ao permitir decisões mais assertivas e redução de custos. “Com o momento ideal de abate bem definido, o produtor melhora sua eficiência e pode até contribuir para reduzir o preço final da carne”, afirma Tetila.

    Apesar dos avanços, a tecnologia ainda não chegou ao mercado. A equipe já desenvolveu um protótipo funcional e busca parceiros para viabilizar a comercialização.

  • Carne bovina: abate recorde de fêmeas eleva preço da reposição

    Carne bovina: abate recorde de fêmeas eleva preço da reposição

    O Brasil registrou abate recorde de fêmeas em 2025, segundo dados do IBGE. Além disso, os números indicam impacto direto no mercado pecuário. Foram abatidas 13,5 milhões de vacas adultas e 6,5 milhões de novilhas.
    Esses volumes representam recordes históricos na série analisada.

    Em comparação com 2024, o abate de vacas adultas cresceu 15,8%. Ao mesmo tempo, o abate de novilhas avançou 23,5%. No total, o país abateu 3 milhões de fêmeas a mais. Desse aumento, 1,8 milhão corresponde a vacas adultas. Além disso, 1,2 milhão refere-se a novilhas.

    Pesquisadores do Cepea afirmam que esse movimento reduz a oferta futura de animais. Por isso, o mercado registra valorização contínua da reposição. O levantamento do Centro confirma essa tendência em Mato Grosso do Sul. O bezerro nelore, entre 8 e 12 meses, apresenta alta relevante.

    Na parcial de março, até o dia 17, o preço médio alcança R$ 3.254,37. Esse valor fica 3% acima do registrado em fevereiro de 2026. Além disso, o preço supera em 24,3% o de março de 2025, em termos reais. Os dados consideram valores corrigidos pelo IGP-DI. Por fim, essa média representa o maior patamar desde junho de 2021.

  • Suinocultura bate recorde e atinge maior produtividade desde 2011

    Suinocultura bate recorde e atinge maior produtividade desde 2011

    O Brasil registrou recorde no abate de suínos e na produção de carne em 2025. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) confirmam os resultados históricos.

    Maior nível desde 2011

    O setor abateu mais de 60 milhões de cabeças no ano passado. Além disso, a produção alcançou 5,6 milhões de toneladas de carne suína. Com esses números, a produtividade do suíno brasileiro atingiu o maior nível desde 2011.

    Segundo o Cepea, o desempenho reflete esforços contínuos e avanços tecnológicos no setor produtivo. Mesmo com juros elevados, os produtores mantiveram investimentos e ampliaram a eficiência. Assim, o setor conseguiu expandir a produção apesar das dificuldades no crédito.

    O Cepea também avalia que o crescimento atende à demanda interna e externa em alta. Além disso, os recordes fortalecem o protagonismo do Brasil no mercado global de carne suína.

    No cenário atual, porém, os preços do animal vivo e dos cortes voltaram a cair nesta semana. De acordo com agentes consultados pelo Cepea, o início da segunda quinzena reduziu a demanda doméstica. Tradicionalmente, o consumo interno enfraquece nesse período, o que pressiona as cotações.

  • Abate de bovinos cresce 7% no Brasil e impulsiona produção pecuária

    Abate de bovinos cresce 7% no Brasil e impulsiona produção pecuária

    O setor pecuário brasileiro encerrou o terceiro trimestre de 2025 com resultados robustos em todas as categorias. Os frigoríficos abateram 11,23 milhões de cabeças de bovinos entre julho e setembro, número que representa crescimento de 7% comparado ao mesmo período de 2024. Na comparação trimestral, o avanço chegou a 6,7% em relação ao segundo trimestre deste ano.

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (12) os primeiros resultados das Estatísticas da Produção Pecuária, que também mostram desempenho positivo nos abates de suínos e frangos. A indústria processou 15,80 milhões de cabeças de suínos no período, alta de 5,3% na comparação anual e de 4,7% no cotejo trimestral.

    A indústria frigorífica produziu 2,95 milhões de toneladas de carcaças bovinas no terceiro trimestre, volume 6,1% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O destaque fica para a comparação trimestral, que aponta crescimento de 10,9% em relação aos três meses anteriores.

    Os dados incluem apenas animais abatidos sob algum tipo de inspeção sanitária, garantindo os padrões de qualidade exigidos para comercialização.

    Setor de aves mantém trajetória de crescimento

    O segmento avícola confirmou o bom momento do setor. Os abatedouros processaram 1,69 bilhão de cabeças de frangos no trimestre, resultado 2,8% superior ao do terceiro trimestre de 2024 e 3% acima do segundo trimestre deste ano.

    A produção de carcaças de frango alcançou 3,59 milhões de toneladas, com incrementos de 3% na comparação anual e de 1% no confronto trimestral.

    Suinocultura apresenta avanço de 5,3% no ano

    O abate de suínos totalizou 15,80 milhões de cabeças, consolidando alta de 5,3% em doze meses. A produção de carcaças atingiu 1,49 milhão de toneladas, crescimento de 6,1% na comparação anual e de 4,7% em relação ao trimestre anterior.

    Captação de leite cru bate recorde com alta de 10,3%

    Os laticínios sob inspeção sanitária adquiriram 7,01 bilhões de litros de leite cru no terceiro trimestre, volume 10,3% maior que o registrado no mesmo período de 2024. O crescimento trimestral também impressiona: 7,5% acima do segundo trimestre.

    Este resultado marca um dos melhores desempenhos do setor leiteiro nos últimos anos, refletindo tanto o aumento da produção quanto a recuperação da atividade industrial.

    Os curtumes monitorados pela Pesquisa Trimestral do Couro, estabelecimentos que processam pelo menos 5 mil unidades de couro cru bovino por ano, receberam 11,44 milhões de peças inteiras no terceiro trimestre. O volume representa crescimento de 8,4% em relação a 2024 e de 6,5% na comparação com o trimestre anterior.

    Produção de ovos registra leve queda trimestral

    A produção de ovos de galinha alcançou 1,23 bilhão de dúzias no período, avanço de 2,3% em doze meses. Entretanto, o setor registrou recuo de 0,8% em relação ao segundo trimestre de 2025, única categoria com resultado negativo na comparação sequencial.

    O IBGE realiza trimestralmente quatro pesquisas oficiais sobre a conjuntura agropecuária: Abate de Animais, Leite, Couro e Produção de Ovos de Galinha. Desde 2018, o instituto disponibiliza resultados preliminares cerca de um mês antes da divulgação completa.

    Os dados detalhados estarão disponíveis no periódico Indicadores IBGE: Estatística da Produção Pecuária em 10 de dezembro. As informações podem ser consultadas no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra).

  • Apesar de alta no mês, preço do suíno vivo encerra maio com forte desvalorização

    Apesar de alta no mês, preço do suíno vivo encerra maio com forte desvalorização

    Os preços do suíno vivo caíram neste encerramento de maio, em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

    Dentre as praças monitoradas, Minas Gerais registrou  as desvalorizações mais intensa.

    Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão vem da oferta elevada e da demanda enfraquecida.

    Além disso, o feriado de Corpus Christi nessa quinta-feira, 30, reforçou a baixa liquidez – o menor número de dias úteis na semana reduz as escalas de abate de frigoríficos, resultando em diminuição das compras de novos lotes de animais.

    Pesquisadores do Cepea explicam que, diante da fraca procura, frigoríficos adotaram a estratégia de diminuir os preços, em busca de melhorar as vendas.

    O Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq registrou queda de 1,76% no Paraná e de 0,48% no Rio Grande do Sul no dia 29 de maio, cotado a R$ 6,13 e R$ 6,20, respectivamente.

    Em São Paulo, o preço do suíno carcaça especial recuou 0,98% no dia 23 de maio, para R$ 10,10 o quilo.

    Apesar da queda nos preços internos, as exportações brasileiras de carne suína acumularam alta de 17,6% nos dois primeiros meses de 2024 em comparação ao mesmo período de 2023.

    Só em fevereiro, o crescimento foi de 24,4%, totalizando 97,8 mil toneladas.