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  • Produtores do Amazonas ganham roteiro para plantar abacaxi

    Produtores do Amazonas ganham roteiro para plantar abacaxi

    A Embrapa disponibilizou, para acesso e download gratuito em seu portal, a edição 2026 do Sistema de Produção de Abacaxi para o Estado do Amazonas. O documento reúne recomendações completas para o manejo da cultura. Exigências climáticas, adubação do solo, controle de pragas e doenças, colheita, pós-colheita, coeficientes econômicos e comercialização.

    abacaxis
    Foto: Marcos Garcia/ Embrapa

    Pesquisadores e técnicos de cinco instituições elaboraram a publicação em conjunto. Embrapa Amazônia Ocidental (AM), Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror). O material atende produtores rurais, agricultores familiares e extensionistas.

    Cultivar amazonense inspira parte das recomendações

    O território do Amazonas integra o centro de origem e diversidade genética do gênero Ananas. E abriga variedades tradicionais locais, também chamadas de crioulas, cultivadas em pequena escala. Entre elas está o abacaxizeiro “Turiaçu Amazonas”, cultivado no município de Itacoatiara, que produtores locais selecionaram ao longo do tempo. Em agosto de 2024, a associação de produtores da região de Novo Remanso registrou a cultivar junto ao Registro Nacional de Cultivares (RNC), sob o número 57.085.

    agricultor
    A publicação é voltada a produtores rurais, agricultores familiares e extensionistas. Foto: Silvia Abreu/Embrapa

    “O sistema de produção foi estruturado a partir da avaliação agronômica da cultivar em áreas experimentais e comerciais de Itacoatiara (Novo Remanso e Vila do Engenho) e Manaus (São Francisco de Caramuri), com base no Relatório de Atividades Trimestrais do Idam (RAT/2025)”, explica Marcos Vinícius Garcia, pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental, coeditor técnico e coautor do trabalho. Ao todo, 16 autores assinam a obra.

    O abacaxi movimenta a agricultura tropical brasileira

    O abacaxi figura entre as culturas tropicais mais relevantes para a economia rural brasileira e gera renda em diversas regiões do país. O Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de produção, atrás de Indonésia, Filipinas e Costa Rica. E destina a maior parte das frutas colhidas ao mercado interno de consumo in natura, com destaque para a região Norte.

    No Amazonas, o abacaxi compõe a economia agrícola de curto ciclo ao lado da mandioca, da banana e da cana-de-açúcar. O cultivo comercial concentra-se em municípios como Manaus, Careiro, Rio Preto da Eva, Careiro da Várzea e Itacoatiara. Eles são favorecidos pelas rotas de escoamento e pela proximidade com o mercado consumidor da capital. Itacoatiara sozinho responde por mais da metade do abacaxi produzido no estado.

    O sistema de cultivo no Amazonas enfrenta desafios que elevam o custo de produção. Por exemplo, o controle de plantas daninhas e pragas e o uso de fertilizantes. Em contrapartida, a região de Novo Remanso registra bom rendimento com a cultivar Turiaçu Amazonas. Isso graças à adoção de plantios adensados e boas práticas de manejo.

    O histórico da cultura em Itacoatiara também revela a influência do equilíbrio econômico sobre a produção. Depois de um período de crescimento, a atividade retraiu quando os preços dos fertilizantes variaram, o que reduziu a área cultivada e direcionou a demanda por tecnologias voltadas à moderação de custos.

    Variedades crioulas podem abrir novos mercados

    Além da cultivar Turiaçu Amazonas, o estado reúne outras variedades crioulas em plantios de agricultores familiares, embora a comercialização ainda se restrinja aos mercados locais dos municípios. Para estimular o cultivo dessas variedades tradicionais, pesquisadores precisarão avaliar a produtividade e a qualidade dos frutos. Estudos recentes já testaram duas variedades locais batizadas de “São Gabriel” e “Jucá”, que indicaram potencial de cultivo e podem contribuir para diversificar a base genética dos plantios amazonenses.

    Pequenos e médios produtores, que utilizam mão de obra familiar, conduzem a cultura do abacaxi na Amazônia e projetam potencial para novos mercados. O setor combina o manejo integrado ao aproveitamento de resíduos vegetais, usados na alimentação de rebanhos ou no enriquecimento do solo. E também integra o cultivo à pecuária em sistemas produtivos combinados.

    Sistema de produção orienta cada etapa da lavoura

    Na prática, um sistema de produção orienta o planejamento integrado das etapas da lavoura, da escolha da semente e do preparo do solo até a colheita, o armazenamento e a comercialização. Essa organização confere previsibilidade à atividade e ajuda o produtor rural a planejar o acesso a linhas de crédito e financiamentos bancários, já que mapeia riscos inerentes à agricultura, como variações climáticas, pragas e oscilações de mercado.

    Resíduos vegetais podem ser aproveitados para alimentação de rebanhos
    Resíduos vegetais podem ser aproveitados para alimentação de rebanhos ou enriquecimento do solo. Foto: Aristóteles Matos/Embrapa

    O Sistema de Produção de Abacaxi para o Estado do Amazonas alinha suas informações técnicas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que abrangem metas voltadas à agricultura sustentável, ao crescimento econômico e à preservação ambiental.

  • Por que Vini Jr. come abacaxi antes de entrar em campo? Entenda os benefícios

    Por que Vini Jr. come abacaxi antes de entrar em campo? Entenda os benefícios

    Um vídeo de Vini Jr. comendo uma fatia de abacaxi poucos minutos antes de entrar em campo chamou a atenção nas redes sociais e despertou a curiosidade de muitos torcedores. A cena virou meme, mas também levantou uma pergunta: afinal, existe um motivo para atletas consumirem a fruta antes de uma partida?

    A resposta é sim, mas não porque o abacaxi seja uma solução milagrosa. O alimento reúne características que podem contribuir para o desempenho físico quando faz parte de uma alimentação equilibrada e planejada.

    Por que o abacaxi é consumido antes do exercício?

    O abacaxi é uma fruta composta por mais de 85% de água, o que ajuda na hidratação do organismo. Para quem pratica atividades físicas, manter um bom nível de hidratação é essencial para preservar o desempenho durante treinos e competições.

    Além disso, a fruta contém carboidratos naturais, que podem fornecer energia ao organismo. Como são absorvidos de forma gradual, ajudam a evitar oscilações bruscas nos níveis de glicose, oferecendo um aporte energético mais estável.

    Leia mais: Argentina leva 500 kg de carne para a Copa e mantém tradição do churrasco

    Bromelina também chama a atenção

    Outro diferencial do abacaxi é a presença da bromelina, uma enzima natural associada à digestão das proteínas. Embora os estudos sobre seu impacto direto no desempenho esportivo ainda sejam limitados, ela pode contribuir para uma digestão mais confortável, especialmente antes da prática de exercícios.

    O abacaxi também é fonte de vitamina C, nutriente que participa da formação de colágeno e atua como antioxidante — Foto: GOV

    Leia mais: Fruta mais saborosa do mundo ganha espaço no Brasil

    Comer apenas uma fatia faz diferença?

    Especialistas em nutrição esportiva destacam que o desempenho de um atleta não depende de um único alimento consumido minutos antes da atividade.

    As reservas de energia utilizadas pelos músculos começam a ser formadas horas antes do exercício, por meio de uma alimentação equilibrada ao longo do dia. O pré-treino é apenas uma etapa dessa estratégia nutricional.

    Por isso, o consumo de abacaxi deve ser visto como um complemento dentro de uma dieta adequada, e não como um recurso capaz de melhorar sozinho o rendimento físico.

  • Rio de Janeiro é o segundo maior produtor de abacaxi do Brasil; interior do estado lidera a colheita

    Rio de Janeiro é o segundo maior produtor de abacaxi do Brasil; interior do estado lidera a colheita

    O Rio de Janeiro consolidou sua posição como um dos principais estados produtores de abacaxi do Brasil. Em 2024, o estado colheu cerca de 165 mil toneladas da fruta, com produção concentrada no Norte Fluminense. A região abriga três dos maiores municípios produtores do país.

    São Francisco de Itabapoana lidera o ranking estadual e ocupa o segundo lugar no cenário nacional, com 107,2 mil toneladas produzidas no último ano. São João da Barra e Campos dos Goytacazes completam o pódio fluminense, segundo dados da Emater-Rio.

    No total, o estado conta com aproximadamente 6 mil hectares cultivados e reúne cerca de 1.170 agricultores dedicados à cultura do abacaxi. A produtividade média chega a 35 mil frutos por hectare. Resultado que reflete tanto avanços tecnológicos no manejo quanto o acesso dos produtores a linhas de financiamento específicas para o setor.

    Variedade Pérola domina o mercado

    A variedade Pérola responde por cerca de 95% de toda a produção fluminense, sendo reconhecida pela doçura, suculência e boa aceitação no mercado consumidor. Os outros 5% ficam com a Smooth Cayenne. O ciclo produtivo escalonado da cultura permite colheitas ao longo de todo o ano, o que garante maior estabilidade de renda aos agricultores.

    Foto: Secom RJ

    Além do consumo in natura, o abacaxi produzido no Rio tem potencial crescente para industrialização. Sucos, polpas, doces e outros derivados ampliam as possibilidades de comercialização. A proximidade com grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo representa uma vantagem competitiva relevante para os produtores da região.

    Crédito a 2% de juros financia melhorias nas lavouras

    Parte significativa desse crescimento está associada ao acesso a financiamento rural com condições diferenciadas. Desde 2020, foram firmados 82 contratos de crédito voltados à fruticultura no estado, totalizando mais de R$ 4,5 milhões em recursos. Cada produtor pode acessar até R$ 100 mil com taxa de juros de 2% ao ano, para investir em insumos, irrigação e modernização das lavouras.

    Estevo Silva da Penha, agricultor de São Francisco de Itabapoana com mais de quatro décadas de experiência na cultura do abacaxi, é um dos beneficiários da linha de crédito há mais de dez anos. Na sua propriedade, as variedades Pérola e Perolera colombiana rendem entre 500 e 600 toneladas por ano.

    “O crédito me permite ter tudo o que é necessário para a produção no momento certo. Isso faz toda a diferença no campo e se reflete diretamente no aumento da produtividade”, afirma o agricultor, cuja tradição na atividade foi herdada do pai.

    Produtores rurais interessados em acessar a linha de crédito para fruticultura podem solicitar informações pelo e-mail [email protected].

  • Verão aquece mercado de frutas com melancia, morango e abacaxi

    Verão aquece mercado de frutas com melancia, morango e abacaxi

    O verão impulsiona o consumo de frutas frescas no Rio Grande do Sul. Agricultores familiares assistidos pela Emater/RS-Ascar cultivam melancia, morango, abacaxi, uva, pêssego e outras variedades que abastecem feiras e mercados em todo o Estado. Os consumidores buscam essas frutas in natura, em sucos, sobremesas e smoothies durante a temporada de calor, que se estende até 20 de março.

    “O Rio Grande do Sul produz uma diversidade de frutas que colorem as mesas e o dia a dia de quem produz, mas também dos consumidores”, destaca Luis Bohn, gerente técnico estadual e diretor técnico em exercício da Emater/RS-Ascar. Ele observa aumento na procura durante o verão, especialmente nas feiras realizadas em quase todos os municípios gaúchos, com destaque para o Litoral.

    Clima desafia produtores e beneficia culturas específicas

    As temperaturas elevadas e a baixa umidade relativa do ar prejudicaram algumas culturas, como melancia e melão, mas beneficiaram as videiras, o abacaxi e o morango, segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Bohn ressalta que a irrigação se tornou fundamental para os produtores enfrentarem períodos de seca.

    “A irrigação nesse momento, em especial para a viticultura ou mesmo as melancias e melões, é fundamental, pela necessidade fisiológica dessas frutíferas, pois permite que as frutas se desenvolvam a um tamanho de boa aparência”, avalia o diretor técnico.

    Abacaxi de Terra de Areia conquista pelo sabor único

    Terra de Areia, município tradicional na produção de abacaxi no Litoral gaúcho, cultiva a fruta em 360 hectares com 120 famílias. A variedade Pérola se diferencia pelo sabor sempre doce, resultado de uma característica especial: os produtores colhem o abacaxi bem maduro.

    “O abacaxi é uma fruta não climatéria, ou seja, colhemos ele bem maduro. Depois de desconectado da planta-mãe, ele pode mudar de cor, mas não acrescenta mais açúcares”, explica o extensionista Wolnei Marcio Fenner. Essa particularidade impede o transporte de longa distância, diferentemente do abacaxi de outros estados, colhido verde e com sabor inferior.

    A safra 2025/2026 prevê colheita de 7,5 milhões de frutos. “O clima neste ano tem sido muito favorável. Quem comprar não vai se arrepender”, garante Fenner.

    Morango gaúcho atinge pico de qualidade

    O Rio Grande do Sul cultiva morango em 588 hectares com 2.631 famílias de agricultores. O Levantamento Frutícola de 2025 da Emater/RS-Ascar identifica a Serra, o Vale do Caí e Pelotas como principais regiões produtoras.

    No Vale do Caí e em Pelotas, os produtores comercializam morango entre outubro e dezembro. Na Serra, o auge ocorre do final de dezembro até fevereiro. As cultivares de dias neutros, como San Andrés e Álbio, ocupam maior área, enquanto as variedades de dias curtos — Fênix, Fronteiras e Caminho Real — se destacam pela precocidade.

    “As frutas deste ano estão com ótima qualidade, demonstrando uma excelente safra, com colaboração do clima”, destaca o extensionista Thompsson Benhur Didoné. Ele menciona pequeno atraso no início da safra devido a fortes geadas, mas a produção se recuperou completamente.

    Em Pelotas, a cultura mantém plena produção com frutos de excelente qualidade, calibre, coloração e sabor. Bom Princípio, conhecido como Terra do Moranguinho, celebra anualmente a Festa Nacional do Moranguinho em setembro e mantém colheita com boa qualidade e demanda satisfatória.

    Melancia amplia área cultivada no Estado

    A colheita de melancia atinge o auge no Rio Grande do Sul. Os bons preços na safra anterior motivaram produtores da região de Pelotas a aumentar a área plantada. Na região de Soledade, municípios como Rio Pardo, General Câmara e Encruzilhada do Sul intensificam a colheita em área estimada de 1.800 hectares.

    Foto: Wenderson Araujo/Sistema CNA/Senar

    São Jerônimo concentra 60 produtores que cultivam 800 hectares de melancia, com expectativa de produtividade de 35 toneladas por hectare. “Porém a falta de chuvas afeta algumas lavouras que não têm sistema de irrigação”, ressalta o extensionista Marcelo da Silva Fortes. Ele também atende 35 produtores em Arroio dos Ratos, onde cultivam 350 hectares.

    As variedades Manchester, Braba, Karistan, Top Gun e Talismã dominam a produção nos dois municípios, basicamente através do sistema convencional com aração e gradagem.

    Irrigação multiplica produtividade por cinco

    Fortes identifica tendência de aumento da área cultivada com melancia em plantio consorciado com florestas de acácia-negra e eucalipto, fomentadas por empresas florestais. Alguns produtores de soja migraram para a melancia devido à descapitalização, atraídos pela rentabilidade em área menor.

    O uso de tecnologias como irrigação por aspersão e fertirrigação por gotejamento aumenta significativamente a produtividade. Atualmente, os produtores irrigam 60% das áreas de melancia em São Jerônimo e Arroio dos Ratos. “Temos exemplos bem claros das vantagens de irrigar, com um produtor produzindo 15 toneladas por hectare e outro, do outro lado da estrada, produzindo 75 toneladas por hectare”, compara Fortes.

    Os produtores também adotam outras técnicas, como protetor solar à base de caulim, que evita queimaduras e escaldaduras nas frutas. “Hoje o pessoal é adepto e já inclui o protetor solar no seu orçamento”, afirma. Ele desmistifica a mancha branca na casca: “Não é veneno. É efeito do protetor solar, à base de caulim, uma rocha, sendo, portanto, um produto natural”.

    “O Rio Grande do Sul tem a fruticultura como uma de suas vocações produtivas, uma das suas grandes tradições, com característica a produção dentro de uma diversidade, diante do clima que temos nas regiões. A safra de verão de 2026 está ofertando frutas com sensacional aparência, qualidade e sabor”, conclui Bohn.

  • Embrapa lança abacaxis resistentes à fusariose

    Embrapa lança abacaxis resistentes à fusariose

    A foto que mudou o jogo do abacaxi brasileiro. Frutal, Minas Gerais, 2023. De um lado, uma plantação devastada. Do outro, frutos perfeitos brilhando ao sol. A imagem causou espanto. Enquanto 300 mil plantas de abacaxi Pérola morriam atacadas pela fusariose, dois canteiros vizinhos permaneciam intactos.

    Neles cresciam as variedades BRS Sol Bahia e BRS Diamante, desenvolvidas pela Embrapa. Era a prova definitiva que os pesquisadores precisavam.

    “Foi um desastre nas plantações comerciais”, lembra Júlio Cesar Leonel, produtor local que quase perdeu tudo. “Mas nenhuma das plantas do experimento da Embrapa teve problema.”

    O fungo que ameaça a abacaxicultura nacional

    A fusariose não brinca. Causada pelo fungo Fusarium guttiforme, a doença ataca em média 20% das plantas. Mas pode chegar a 100%.

    O prejuízo é total. O fruto perde completamente o valor de mercado. Não dá pra aproveitar nada.

    Frutos do abacaxi Pérola com fusariose. Foto: Davi Junghans/Embrapa

    “A fusariose tem capacidade de eliminar uma plantação inteira”, explica Davi Junghans, pesquisador da Embrapa e líder do programa de melhoramento genético do abacaxi. “É diferente de doença foliar. Aqui, você perde tudo.”

    Duas variedades, uma solução

    As novas cultivares chegam ao mercado após anos de pesquisa. São irmãs germanas – mesma genealogia, características distintas.

    BRS Sol Bahia:

    • Peso médio: 1,37 kg
    • Maturação: 2 semanas após o Pérola
    • Polpa creme, alto teor de açúcar

    BRS Diamante:

    • Peso médio: 1,67 kg
    • Maturação: 30 dias após o Pérola
    • Janela comercial ampliada

    Ambas trazem vantagens além da resistência. Poucos espinhos facilitam o manejo. Frutos mais firmes resistem melhor ao transporte. E a produtividade impressiona: 56 toneladas por hectare, contra média nacional de 26 t/ha.

    Do laboratório ao campo: a jornada das pesquisas

    Tudo começou em 2012. A Embrapa cruzou uma variedade amazônica (FRF 632) com a cultivar Gold (MD-2). Das sementes obtidas, surgiram genótipos promissores.

    A primeira barreira? Resistência à fusariose. Os experimentos em Frutal iniciaram em 2018. Três ciclos de plantio. 900 plantas no teste final de 2023.

    Equipes da Embrapa e da fazenda no meio do ensaio da Embrapa com os novos híbridos e o plantio da variedade Pérola atacado pela fusariose no entorno, em Frutal (MG). Foto: Davi Junghans/Embrapa

    Enquanto isso, a lavoura comercial vizinha entrava em colapso. Das 300 mil plantas de Pérola, 95% foram atacadas.

    “Eu tinha 300 mil plantas por ano”, conta Leonel. “Depois daquele prejuízo enorme, só consegui plantar 90 mil. Agora tô investindo nas variedades da Embrapa.”

    O detalhe que faz diferença

    Tem um ponto crucial aqui. As novas variedades não podem ser colhidas verdes.

    O abacaxi é fruto não climatérico, ou seja, não amadurece depois de colhido. O Pérola precisa sair da roça verde. Já o BRS Sol Bahia e o Diamante devem estar coloridos, com casca 50% a 75% amarela.

    “O consumidor associa amarelo com abacaxi passado”, comenta Daniel Angelucci, pesquisador da Epamig. “Precisamos mudar essa percepção. Esses materiais exigem colheita colorida, senão ficam ácidos.”

    É questão de educação do mercado.

    Minas Gerais no centro da revolução

    O lançamento oficial acontece em 12 de novembro, na Fazenda Agrícola Boa Vista, em Frutal. O município é o maior produtor mineiro, com 2,6 mil hectares cultivados.

    Minas ocupa terceiro lugar nacional na produção de abacaxi, atrás apenas da Paraíba e do Pará. São 5,2 mil hectares em produção, mais 3,6 mil em formação. Previsão anual: 160 mil toneladas.

    A agricultura familiar responde por quase 80% desse volume. “O abacaxi virou opção de diversificação”, destaca Deny Sanábio, coordenador técnico de fruticultura da Emater-MG. “Gera muita renda e emprego no Triângulo Mineiro.”

    Sem fungicida, mais segurança

    A resistência genética traz benefício duplo. O produtor economiza em defensivos químicos. O consumidor recebe frutos sem resíduos de fungicidas.

    “Nossos materiais possuem conjunto de características superiores”, afirma Junghans. “E é resistência total, não tolerância.”

    Foto: Davi Junghans/Embrapa

    A diferença importa. Tolerância significa que a planta aguenta a doença mas sofre. Resistência significa que o patógeno não consegue se estabelecer.

    Rede Ananás: mudas de qualidade em escala

    Produzir um hectare de abacaxi exige 35 mil mudas. É volume considerável. A Embrapa criou a Rede Ananás para organizar a multiplicação. Biofábricas produzem material via micropropagação. Os “taleiros” – produtores especializados – multiplicam usando técnica de seccionamento do talo.

    “É importante adquirir mudas dos licenciados”, alerta Herminio Rocha, coordenador da rede. “Garante origem genética e sanidade.”

    O edital de licenciamento já selecionou empresas. Resultado sai até fim do ano.

    Brasil no cenário mundial

    O país produz anualmente 1,5 bilhão de frutos. É quarto maior produtor mundial, segundo dados da FAO (2024).

    Mas enfrentava gargalo sério com a fusariose. As principais variedades comerciais, Pérola, Smooth Cayenne e Turiaçu, são todas suscetíveis.

    Agora o jogo muda.

    O lançamento se conecta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Especificamente ao ODS 2: “Fome zero e agricultura sustentável”.

    A Embrapa mantém desde 2017 a Rede ODS, que gerencia pesquisas alinhadas à Agenda 2030.

    Reduzir uso de fungicidas, aumentar produtividade, garantir renda para agricultura familiar. Tudo isso encaixa na missão.

    Próximos capítulos

    Após o lançamento em Frutal, novas ações estão programadas. Itaberaba (BA) recebe promoção em dezembro de 2025. São Francisco do Itabapoana (RJ) no segundo semestre de 2026.

    Validações agronômicas já foram conduzidas em oito estados: Bahia, Pará, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso e Ceará.

    A tecnologia está pronta. Agora é hora de espalhar.

    “Essas variedades atendem à principal demanda para sustentabilidade da abacaxicultura brasileira”, conclui Junghans.

    Aquela foto de 2023 em Frutal não mente. Onde tudo morreu, duas variedades permaneceram de pé.

    Para mais informações sobre as cultivares BRS Sol Bahia e BRS Diamante, ouça o podcast Raiz & Fruto da Embrapa ou acesse www.embrapa.br

    O evento de lançamento conta com apoio da Epamig, Emater-MG, Prefeitura de Frutal, Coopercisco, Sebrae, Sicredi e Sicoob.

  • Novas variedades de abacaxi e concurso de café impulsionam Agricultura no Triângulo Mineiro

    Novas variedades de abacaxi e concurso de café impulsionam Agricultura no Triângulo Mineiro

    Pesquisa e tradição se unem para fortalecer o agro no Triângulo Mineiro. Dois eventos consecutivos, organizados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado (Emater-MG), movimentam a região nesta semana, com o lançamento de novas variedades de abacaxi e a eleição do melhor café local.

    Na quarta-feira (12), Frutal, o maior produtor de abacaxi de Minas Gerais, sedia um Dia de Campo para o lançamento oficial das cultivares BRS Sol Bahia e BRS Diamante. Desenvolvidas pela Embrapa, essas novas variedades chegam ao mercado com um grande diferencial: a resistência à fusariose, considerada a principal praga que afeta os abacaxizais.

    “Essas cultivares apresentam alto potencial produtivo. A resistência à fusariose possibilita uma significativa diminuição nos custos de produção para o agricultor”, explica Deny Sanábio, coordenador técnico estadual de fruticultura da Emater-MG.

    Os extensionistas da Emater-MG em Frutal, Luis Guilherme Brunhara Postali e Alexandre Luiz Neves, acompanham os testes desde 2018. Eles relatam que, mesmo próximas a plantas doentes, as novas variedades não contraíram a doença, tudo sem a necessidade de aplicação de fungicidas. O campo experimental de Frutal se mostrou o mais avançado do país, o que garantiu à cidade a honra de sediar o lançamento.

    O evento na Fazenda Agrícola Boa Vista oferece palestras sobre as características das frutas, visita às áreas de plantio e uma análise sensorial para que os produtores possam degustar os novos sabores. As inscrições, gratuitas, estão disponíveis online ou no local.

    Café de qualidade em destaque em pratinha

    Na sequência, na quinta-feira (13), o município de Pratinha recebe a 3ª edição do Concurso Regional de Qualidade dos Cafés. A competição reúne mais de 50 amostras e elegerá o lote que melhor representa o potencial da cafeicultura regional.

    “O grande campeão representará toda a tradição e diversidade dos nossos cafés”, destaca Diego Rezende, gerente regional da Emater-MG. O evento acontece no Clube Social Jesus Gonçalves e conta com o apoio da prefeitura e de cooperativas.

    Além do concurso, produtores e interessados participam de um curso sobre derivados do café, nos dias 11 e 12, promovendo a agregação de valor à produção local.

    Serviço

    • Dia de Campo: Lançamento dos Abacaxis BRS Sol Bahia e BRS Diamante
    • Data: Quarta-feira, 12 de novembro de 2025.
    • Horário: A partir das 12h30.
    • Local: Fazenda Agrícola Boa Vista, do produtor Júlio Cesar Leonel.
    • Endereço: Rodovia BR 153, Km 255 (à direita), Frutal – MG.

    Serviço

    • 3º Concurso Regional de Qualidade dos Cafés
    • Data: Quinta-feira, 13 de novembro de 2025.
    • Horário: A partir das 8h.
    • Local: Clube Social Jesus Gonçalves, Pratinha – MG.
  • Casal transforma sítio em modelo agroecológico em Mato Grosso

    Casal transforma sítio em modelo agroecológico em Mato Grosso

    Gebrair Pinheiro e Márcia Krindgies trocaram a vida urbana em Lucas do Rio Verde pelo sonho de viver da terra. Há três anos, o casal comprou o Sítio Nossa Senhora das Graças, em Tapurah, e o transformou em referência de produção agroecológica no norte de Mato Grosso.

    A antiga área de vegetação nativa deu lugar a um sistema produtivo sustentável, com destaque para o cultivo de abacaxi. A propriedade está entre as 28 beneficiadas com kits de irrigação entregues pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) e recebe assistência técnica da Empaer.

    Sonho que virou alimentos orgânicos

    Foto: divulgação SEAF/Vânia Neves

    Instalado em uma área de quatro hectares, o sítio destina 2,4 hectares ao cultivo de alimentos orgânicos. Entre os produtos estão abacaxi, mandioca e batata-doce. O abacaxi é o carro-chefe, com cerca de 18 mil pés plantados.
    Márcia conta que a ideia começou por acaso. “Tínhamos um dinheiro guardado e compramos a chácara para lazer. Mas meu esposo ganhou 300 mudas de abacaxi e decidiu plantar. Aos poucos, fomos gostando da produção”, relembrou.
    Gebrair também guarda boas lembranças do início. “Aqui era tudo mato. Da primeira vez colhi, replantei e aumentei. Hoje temos uma produção consolidada”, afirmou.

    Assistência técnica

    Segundo o técnico da Empaer de Itanhangá, Alfredo Neto, o casal é exemplo de sucesso. “Eles seguem as orientações técnicas e utilizam caldas agroecológicas. O resultado mostra como o apoio técnico e o trabalho familiar fortalecem o desenvolvimento rural sustentável”, destacou.

    Os kits de irrigação da Seaf foram instalados com apoio da prefeitura, garantindo segurança hídrica e produção contínua durante o período de estiagem. “Esse kit de irrigação nos ajuda muito. Produzir sem água é quase impossível. Agradecemos à Seaf e ao Governo do Estado por esse apoio. Queremos que mais famílias sejam beneficiadas”, disse o casal.

    Atualmente, o Sítio Nossa Senhora das Graças gera renda média líquida de R$ 4 mil por mês, vinda exclusivamente da produção agrícola. O casal também participa do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), o que amplia o acesso a mercados institucionais e garante a comercialização dos produtos.

    “Eu era motorista e disse à minha esposa que o resto da nossa vida será aqui”, contou Gebrair. “Na agricultura familiar, realizei meus sonhos”, completou Márcia.

    Investimento na agricultura familiar

    Entre 2019 e 2025, o Governo de Mato Grosso investiu mais de R$ 2,6 milhões em ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar em Tapurah. Foram entregues máquinas, veículos, kits de irrigação, tanques de leite e barracas de feira. Os programas Proleite e de distribuição de sêmen bovino também beneficiam diretamente as famílias do campo.
    Hoje, Tapurah conta com 803 propriedades rurais familiares, que representam 53% da área produtiva do município. O dado confirma a importância da agricultura familiar para a economia local e o abastecimento alimentar da região.

  • Abacaxi: o ouro doce que movimenta a economia brasileira

    Abacaxi: o ouro doce que movimenta a economia brasileira

    O abacaxi se consolida como uma das culturas mais promissoras do agronegócio brasileiro, ocupando posição de destaque no cenário econômico nacional. Com características únicas que combinam sabor tropical exótico e potencial produtivo elevado, a fruta vem atraindo cada vez mais produtores em busca de alternativas rentáveis no campo.

    O país figura entre os três maiores produtores mundiais de abacaxi, ficando atrás apenas da Costa Rica e Indonésia. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023 o Brasil produziu mais de 1,59 milhão de frutos, cultivados em aproximadamente 63 mil hectares, com rendimento médio de 24,8 frutos por hectare.

    A abacaxicultura brasileira se distribui por todas as regiões do país, demonstrando a versatilidade adaptativa da cultura. O valor da produção atingiu aproximadamente R$ 3,9 bilhões em 2023, posicionando o abacaxi como a quarta fruta em valor no PIB agrícola nacional.

    Praticamente toda essa produção é absorvida pelo mercado interno, sinalizando forte demanda doméstica.

    Vantagens competitivas para o produtor

    A cultura do abacaxi apresenta características especialmente atrativas para empreendedores rurais. A lucratividade do negócio pode variar entre 35% e 55%, segundo análises setoriais, representando margem bastante competitiva no agronegócio. Pequenas propriedades podem gerar receitas significativas: áreas de apenas 4 mil metros quadrados chegam a render até R$ 80 mil por safra.

    O diferencial do cultivo orgânico vem chamando atenção dos produtores. Pesquisas da Embrapa demonstram que o abacaxi orgânico irrigado por microaspersão alcança produtividade média de 49 toneladas por hectare, superando em 35% a média do sistema convencional brasileiro, que registra 36,14 t/ha.

    A Paraíba, segundo maior produtor nacional, exemplifica o potencial econômico da cultura. O estado garante faturamento médio superior a R$ 345 milhões anuais com produtividade de 30.689 frutos por hectare, demonstrando a viabilidade comercial mesmo em regiões com desafios climáticos.

    Cenário de preços e mercado

    O mercado do abacaxi apresenta volatilidade característica dos produtos agrícolas, influenciada principalmente por fatores climáticos. Durante períodos de estiagem e altas temperaturas, os preços podem experimentar aumentos significativos. Em 2024, por exemplo, condições climáticas adversas fizeram o preço do abacaxi saltar de R$ 5 para R$ 9 em alguns mercados.

    Foto: Wenderson Araujo/Trilux/Sistema CNA/Senar

    Essa oscilação, embora represente desafio para consumidores, pode significar oportunidade adicional de rentabilidade para produtores que conseguem manter oferta regular durante períodos de escassez.

    Benefícios nutricionais impulsionam demanda

    O abacaxi conquistou reconhecimento não apenas pelo sabor característico, mas também por seu perfil nutricional diferenciado. A fruta é rica em vitamina C, manganês e bromelina – enzima com propriedades anti-inflamatórias e digestivas. Contém ainda vitaminas do complexo B, potássio e fibras alimentares.

    Estudos científicos apontam que o consumo regular de abacaxi pode contribuir para o fortalecimento do sistema imunológico, melhoria da digestão e redução de processos inflamatórios no organismo. A bromelina, em particular, tem sido objeto de pesquisas por seus potenciais efeitos terapêuticos.

    Desafios típicos da fruticultura tropical

    O setor enfrenta desafios típicos da fruticultura tropical, incluindo dependência de condições climáticas e necessidade de investimentos em tecnologia de irrigação. No entanto, iniciativas de capacitação técnica e apoio governamental vêm fortalecendo a cadeia produtiva.

    A região Norte Pioneiro do Paraná, com apoio do IDR-Paraná, desenvolveu projeto exitoso de abacaxi orgânico, contando atualmente com 150 mil pés conduzidos no sistema orgânico. A produção, colhida durante o verão quando os frutos apresentam maior concentração de açúcares, tem encontrado mercado receptivo para produtos diferenciados.

    O agronegócio do abacaxi no Brasil caminha para consolidação como alternativa sustentável e rentável. A combinação de demanda interna robusta, potencial de exportação e margens atrativas posiciona a cultura como opção estratégica para diversificação produtiva.

    Investimentos em pesquisa e desenvolvimento, especialmente em variedades adaptadas e técnicas de cultivo sustentável, prometem ampliar ainda mais as oportunidades do setor. Assim, o abacaxi brasileiro, com sua doçura característica e potencial econômico comprovado, segue conquistando espaço tanto nas mesas dos consumidores quanto nos planejamentos dos produtores rurais.

  • Primavera abastece mercado com manga, melancia e abacaxi

    Primavera abastece mercado com manga, melancia e abacaxi

    A primavera de 2025 começou com ótimas notícias para o bolso do consumidor. A safra de frutas tropicais está em plena colheita. Isso derruba os preços no mercado interno e movimenta as exportações brasileiras.

    Manga, melancia e abacaxi lideram essa onda de abundância. O clima favorável e o uso de tecnologia no campo impulsionaram a produção. O resultado são frutas de alta qualidade e preços mais acessíveis para o consumidor final.

    A manga vive um momento forte. A exportadora Agrodan, por exemplo, projeta um salto nas vendas para a Europa. A expectativa é aumentar de 30 mil toneladas em 2024 para 36 mil toneladas em 2025.

    A melancia também tem destaque. A Agrícola Famosa espera quase dobrar o volume exportado de melões e melancias. A meta é atingir impressionantes 300 mil toneladas nesta safra.

    O abacaxi, outra fruta símbolo do clima tropical, segue a mesma tendência. Sua alta produtividade nesta estação garante oferta constante e preços estáveis nas gôndolas.

    A chave do sucesso está no solo

    Por trás dessa safra generosa, está um cuidado essencial: a saúde do solo. A capacidade de reter nutrientes e o equilíbrio de fertilidade são decisivos para a qualidade e o volume da produção.

    Leonardo Sodré, CEO da GIROAgro, destaca a inovação como fator crucial. “O manejo adequado com fertilizantes líquidos de alta concentração é fundamental. Essa prática aumenta a produtividade, melhora a qualidade da fruta e controla pragas. Tudo isso fortalece a imagem do Brasil como líder global”, afirma o executivo.

    Agricultores estão adotando irrigação inteligente e rotação de culturas. Essas práticas reduzem custos, previnem perdas e preparam o campo para instabilidades climáticas.

    O cenário é de otimismo. A primavera não traz apenas dias mais quentes, mas a promessa de um equilíbrio saudável. Os produtores consolidam boas práticas e garantem rentabilidade. Os consumidores, por fim, aproveitam alimentos frescos e a preços justos

  • Feira do Abacaxi de Aparecida de Minas movimenta economia

    Feira do Abacaxi de Aparecida de Minas movimenta economia

    O agronegócio mineiro ganha mais um importante palco de negócios e inovação entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A 11ª Feira de Agronegócios do Abacaxi, realizada no distrito de Aparecida de Minas, em Frutal, promete movimentar milhões em transações comerciais e consolidar o Triângulo Mineiro como principal polo produtor da fruta no estado.

    Minas Gerais ocupa a terceira posição nacional na produção de abacaxi, com o Triângulo Mineiro respondendo por impressionantes 93% de toda a produção estadual. Em Frutal, especificamente, a variedade Pérola alcança números expressivos: nove milhões de frutos colhidos anualmente, consolidando o município como maior produtor da variedade no estado.

    O distrito de Aparecida de Minas concentra mais de 130 produtores organizados pela Cooperativa dos Produtores Rurais (Coopercisco), que atua em parceria com o Sebrae Minas em ações estratégicas de capacitação e acesso ao mercado.

    Projeto inovador foca na sucessão rural

    Uma das principais novidades desta edição é o projeto “Do chão ao coração – Educando para sucessão no campo”, desenvolvido especialmente para despertar o interesse das novas gerações pela vida rural. A iniciativa, que será apresentada durante a feira, representa um investimento direto no futuro da agricultura familiar regional.

    Feira do Abacaxi em Aparecida de Minas
    Feira do Abacaxi em Aparecida de Minas aposta na força da cooperação para gerar negócios no campo. Foto: Divulgação

    O projeto incluiu levantamento prévio com alunos e familiares sobre expectativas e vínculos com a atividade rural. Durante o evento, estudantes das escolas locais participarão de apresentações no espaço Cooperkids, uma área interativa que reproduz campos de plantio de abacaxi, milho, soja e cana-de-açúcar. Aém de exposição de animais representando a pecuária leiteira e de corte.

    Rodada de negócios promete superar R$ 6 milhões

    A feira de 2024 movimentou aproximadamente R$ 6 milhões em negócios, e as expectativas para 2025 são ainda mais otimistas. “O que vemos em Aparecida de Minas é o resultado da força da cooperação. A feira representa um espaço estratégico para troca de experiências, acesso a novas tecnologias. E principalmente para ampliar a visibilidade dos pequenos produtores no mercado”, destaca Joana Rafaela, analista do Sebrae Minas.

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