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  • Cecafé se manifesta sobre a retirada do tarifaço

    Cecafé se manifesta sobre a retirada do tarifaço

    Depois do anúncio da Casa Branca sobre a retirada da tarifa de 40% sobre o café brasileiro, o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Márcio Ferreira, comentou sobre o trabalho realizado pelo setor juntamente com o governo brasileiro até chegar ao resultado divulgado hoje por Donald Trump.

    Alívio pelo fim do tarifaço

    Ferreira afirma que o setor comemora a retirada da tarifa sobre o café verde que vinha numa situação desvantajosa e muito preocupante em relação ao futuro. Além disso, o presidente do Cecafé esclareceu que ontem, numa reunião em Brasília, junto com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o setor apresentou o cenário que era desafiador no caso da manutenção da tarifa.

    Cenário com as tarifas

    Vale lembrar que os Estados Unidos representam cerca de  US$ 2,5 bilhões para as exportações de café do Brasil e nos últimos três meses a queda foi de 50%. Na semana passada, a tarifa para os países concorrentes de café em grão foi zerada, com isso a estimativa era perder mais 30% de mercado. Em resumo, redução de 80%.

    Trabalho diplomático

    Setor agradece ao trabalho diplomático do governo brasileiro que focou nas questões comerciais e não políticas.

    Café solúvel

    Agora a expectativa é pela retirada das tarifas do café solúvel que representa 10% das exportações brasileiras. O produto continua tarifado, não apenas para o Brasil, mas também para outros países.

  • Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    Saiba quais produtos ficaram isentos da tarifa de 40% dos EUA

    O presidente Donald Trump assinou hoje uma ordem executiva que elimina as tarifas de 40% aplicadas a diversos produtos brasileiros desde julho deste ano. A medida atinge principalmente itens agrícolas como café, carne bovina, frutas tropicais e castanhas. São produtos que tiveram forte impacto nos preços do mercado americano nos últimos meses.

    A decisão vem depois que os consumidores americanos sentiram no bolso o peso das tarifas. O Brasil é o maior fornecedor de café dos Estados Unidos. E com as sobretaxas acumuladas chegando a 50%, o preço do café no mercado americano subiu quase 20% em setembro comparado ao mesmo período de 2024.

    Essa alta nos preços virou dor de cabeça politica para Trump. Muitos eleitores começaram a rejeitar a medida. E especialistas apontam que a vitória de candidatos democratas nas eleições municipais em diversos estados foi um dos sinais claros da insatisfação popular com a gestão das tarifas.

    Lula conversou diretamente com Trump

    As negociações entre Brasil e Estados Unidos foram cruciais pra reverter o cenário. Segundo o comunicado oficial da Casa Branca, houve contato direto entre autoridades brasileiras e o governo americano, incluindo uma conversa entre os presidentes.

    “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa com o presidente brasileiro Lula, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, diz trecho da ordem executiva assinada por Trump.

    Medida é retroativa a novembro

    O documento tem efeito retroativo a 13 de novembro e lista uma ampla gama de produtos agrícolas beneficiados. Além de carne e café, a ordem inclui frutas e nozes, produtos de cacau, chá, especiarias, vegetais, raízes e tubérculos. A relação ainda contempla alimentos processados, bebidas, fertilizantes, minérios, combustíveis fósseis e derivados de petróleo.

    Na semana passada, o governo americano já havia removido a tarifa básica de 10% sobre importação de café, carne bovina, tomate, banana e outros produtos agrícolas que tinha sido anunciada em abril contra diversos parceiros comerciais.

    Quais produtos brasileiros ficaram mais baratos

    A lista de produtos liberados das tarifas é extensa e beneficia diversos setores da economia brasileira:

    • Carnes: todos os cortes bovinos, incluindo carne fresca, refrigerada, congelada, com osso ou desossada, além de miúdos como língua e fígado, e produtos como carne salgada e corned beef.
    • Café: desde o grão cru até o torrado, com ou sem cafeína, além de cascas, substitutos e extratos concentrados.
    • Castanhas e nozes: castanha-do-pará, castanha de caju, macadâmia e outras variedades, todas com e sem casca.
    • Frutas tropicais: manga, abacaxi, abacate, mamão, goiaba, banana, limão e açaí — tanto frescos quanto processados em polpas, sucos e preparações.

    Importante: alguns tipos de suco de laranja congelado e não concentrado ainda continuam pagando a tarifa adicional, segundo o documento.

    A lista também inclue especiarias como pimenta-do-reino, baunilha, canela e cravo; produtos de cacau; mandioca e seus derivados; inhame; tomate fresco; erva-mate; chás verde e preto; e itens mais específicos como palmito, cogumelos secos e bambu.

    Vitória para exportadores brasileiros

    A remoção das tarifas representa um alívio significativo para os exportadores brasileiros, que vinham enfrentando dificuldades pra competir no mercado americano com os preços inflacionados pelas sobretaxas. O setor agrícola, um dos pilares da economia brasileira, deve sentir os efeitos positivos da medida nos próximos meses.

    Agora resta saber se as negociações em andamento entre os dois países vão resultar em acordos comerciais mais amplos ou se novas tarifas podem surgir no futuro, dependendo do clima político em Washington.

    Amcham Brasil emite nota

    A Amcham Brasil avalia como muito positiva a decisão anunciada hoje pelo governo dos Estados Unidos de eliminar as sobretaxas de 40%, em vigor desde agosto, sobre um conjunto de produtos brasileiros. Incluindo itens relevantes da pauta exportadora para o mercado americano, como café, carnes bovinas, frutas e óleos essenciais.

    A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas e sinaliza um resultado concreto do diálogo em alto nível entre os dois países.

    Ao mesmo tempo, a Amcham reforça a necessidade de intensificar esse diálogo entre Brasil e Estados Unidos. Com o objetivo de estender a eliminação dessas sobretaxas aos demais produtos ainda impactados, com destaque para bens industriais. E de aprofundar a cooperação bilateral em temas de interesse mútuo.

  • Trump retira tarifas de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros

    Trump retira tarifas de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (20) ordem executiva que determina a redução das tarifas de 40% impostas sobre a importação de determinados produtos agrícolas brasileiros. Ou seja, a decisão marca uma mudança significativa na política comercial entre os dois países e resulta de negociações iniciadas em outubro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    A medida anunciada pela Casa Branca reverte o Decreto Executivo 14323, que havia declarado estado de emergência nacional em relação a práticas e ações do governo brasileiro. Com a nova ordem, a sobretaxa que onerava produtos agrícolas do Brasil deixa de existir.

    De acordo com o texto oficial divulgado pela presidência americana, a ordem exigirá o reembolso dos impostos cobrados sobre importações brasileiras a partir de 13 de novembro de 2025. Ou seja, irá beneficiando empresas que pagaram a tarifa adicional no último mês.

    Trump justifica decisão após conversa com Lula

    Em declaração oficial, Trump revelou os bastidores da decisão e destacou o papel das negociações bilaterais no processo:

    “Em 6 de outubro de 2025, participei de uma conversa telefônica com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as preocupações identificadas no Decreto Executivo 14323. Essas negociações estão em andamento”, afirmou o presidente americano.

    Trump explicou ainda que recebeu informações e recomendações de diversos funcionários que acompanharam as circunstâncias relacionadas ao estado de emergência. “Certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14323 porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil”, declarou.

    Impacto para exportadores brasileiros

    A eliminação da tarifa de 40% representa um alívio significativo para exportadores brasileiros de produtos agrícolas. Entre os itens que devem se beneficiar da medida estão café, carne bovina, frutas tropicais, açúcar e outros commodities essenciais da pauta exportadora do Brasil para os Estados Unidos.

    O reembolso retroativo a partir de 13 de novembro também significa que empresas que pagaram a sobretaxa nas últimas semanas poderão recuperar os valores, reduzindo prejuízos e melhorando a competitividade dos produtos brasileiros no mercado americano.

    Negociações Brasil-EUA continuam

    Embora a redução das tarifas represente um avanço importante, as negociações entre Brasil e Estados Unidos devem continuar. O governo brasileiro não se pronunciou oficialmente sobre a decisão até o momento. Porém, mas a medida é vista como um sinal positivo para o relacionamento comercial bilateral.

    A ordem executiva assinada por Trump demonstra que o diálogo entre os dois países tem produzido resultados concretos, abrindo caminho para possíveis acordos comerciais mais amplos no futuro.

    O que muda na prática

    Antes da ordem executiva:

    • Produtos agrícolas brasileiros pagavam tarifa adicional de 40%
    • Exportadores enfrentavam dificuldades de competitividade no mercado americano
    • Estado de emergência nacional estava em vigor

    Depois da ordem executiva:

    • Tarifa de 40% foi eliminada
    • Reembolso retroativo desde 13 de novembro
    • Estado de emergência foi revogado
    • Negociações bilaterais continuam em andamento

    A decisão de Trump deve impactar positivamente a balança comercial entre Brasil e Estados Unidos, fortalecendo as relações econômicas entre as duas maiores economias das Américas.