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  • Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    Clima trava plantio de soja e amplia incertezas; confira

    O plantio de soja da safra 2025/26 segue mais lento que na temporada passada. Segundo pesquisadores do Cepea, as chuvas irregulares explicam o atraso em grande parte do país.

    No Sul, o excesso de umidade limita o acesso às lavouras e dificulta o avanço das máquinas. Enquanto isso, no Centro-Oeste e no Matopiba, a falta de chuva adequada reduz o ritmo dos trabalhos.

    Além disso, a baixa umidade do solo preocupa produtores e técnicos nas principais regiões produtoras. Nos últimos dias, as chuvas aumentaram no Centro-Oeste e no Matopiba, porém, sem regularização total.

    Por outro lado, o Sul registrou redução nos volumes, principalmente no Paraná. Mesmo assim, colaboradores do Cepea relatam incertezas sobre o potencial produtivo da próxima safra.

    De acordo com a Conab, 78% da área estava semeada até 22 de novembro. No mesmo período do ano anterior, o índice alcançava 83,3% da área nacional. Com esse cenário, o mercado acompanha com atenção os reflexos do clima sobre a produtividade.

     

  • Safra de grãos deve atingir 354,8 milhões de toneladas no Brasil

    Safra de grãos deve atingir 354,8 milhões de toneladas no Brasil

     A área cultivada cresce. A produção respira. A segunda estimativa da safra 2025/26, divulgada nesta quinta-feira (13/11), pela Conab, manteve praticamente intacto o número já conhecido: 354,8 milhões de toneladas de grãos. É o mesmo patamar do primeiro levantamento — 354,7 milhões. Pequena diferença em relação ao número anterior.

    A área total plantada sobe para 84,4 milhões de hectares, alta de 3,3%. É expansão real. Uma aposta firme do produtor, mesmo com o relógio do clima batendo fora de hora em várias regiões.

    A produtividade média nacional aparece projetada em 4.203 kg/ha, número ainda dependente de modelos e previsões. Modelos erram. O clima muda rápido. A Conab, por isso, mantém os olhos bem abertos para cenários como o excesso de chuva no Paraná, a irregularidade das precipitações em Mato Grosso e o atraso firme das águas em Goiás.

    Soja – área cresce, mas o ritmo do plantio tropeça

    A oleaginosa segue gigante. A área deve subir 3,6%, alcançando 49,1 milhões de hectares. A produção estimada bate em 177,6 milhões de toneladas.

    O plantio? Vai bem, mas nem tanto. Está dentro da média dos últimos 5 anos, embora atrasado em relação à safra passada. Goiás e Minas recuaram. Chuva pouca. Solo seco. No Mato Grosso, o ritmo lembra o de 2024/25, mas outubro pregou uma peça: plantio sob instabilidade, sementes sofrendo com déficit hídrico e falhas na população de plantas. Isso pesa.

    Milho – três safras, ritmo firme, mas queda na produção total

    O milho deve chegar a 138,8 milhões de toneladas somando todas as fases. Uma queda leve de 1,6% ante o último ciclo.

    Na primeira safra, a área cresce 7,1% e a produção deve alcançar 25,9 milhões de toneladas. O plantio já pega 47,7% das lavouras. Acima da média. Mas teve frio demais no Sul, chuva demais no Paraná e até granizo — aquele que bate no telhado e deixa produtor em silêncio. A Conab ainda avalia os danos.

    Arroz – menos área, menos produção

    O arroz encolhe. A estimativa aponta 11,3 milhões de toneladas, queda de 11,5%. A área diminuiu. No Rio Grande do Sul, onde o arroz é rei, mais de 78% da semeadura foi feita. Mas o produtor precisou esperar o solo secar para entrar com as máquinas. O avanço, porém, é satisfatório. Ainda assim, há manchas de irregularidade nas chuvas.

    Feijão – estabilidade no agregado

    A colheita total das três safras deve chegar a 3,1 milhões de toneladas. Um déjà-vu da temporada passada.

    A primeira safra, porém, encolhe 7,3% na área, com 841,9 mil hectares. A produção esperada cai para 977,9 mil toneladas — cerca de 8% menor. O plantio avança bem: São Paulo já concluiu, Paraná bate 91% e Minas segue em 44%.

    Culturas de inverno – trigo rendendo menos

    O trigo deve fechar a safra com 7,7 milhões de toneladas. As condições climáticas ajudaram, mas houve redução de investimentos. Menos fertilizante eMenos defensivo. Menos vigor. O resultado aparece no campo: espigas menores, produtividade limitada. No Paraná, as chuvas fortes de novembro podem afetar parte das áreas ainda não colhidas.

    Mercado – etanol puxa o milho; soja ganha o mundo

    O consumo interno de milho deve avançar para 94,6 milhões de toneladas, uma alta de 4,5%, impulsionada sobretudo pelo etanol. Enquanto isso, as exportações também ganham ritmo e podem atingir 46,5 milhões de toneladas. Os estoques, por sua vez, seguem estáveis — nada que tire o sono do produtor.

    No caso da soja, o Brasil se posiciona com mais firmeza. Com os Estados Unidos reduzindo embarques e o mercado global mantendo o apetite elevado, as vendas externas podem alcançar 112,1 milhões de toneladas em 2025/26, aumento de 5,11%. É um salto que chama atenção e reforça a força do grão brasileiro.

    Além disso, o esmagamento deve crescer. A ampliação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel e a procura crescente por proteína vegetal tendem a levar o processamento a 59,37 milhões de toneladas em 2026. É um avanço de 1,37%, número modesto, mas que confirma a tendência de expansão do setor.